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Cartas  

As árvores que não vingaram

Tive a felicidade de nascer e crescer na praia do Rizzo, numa época em que a mesma era um recanto de beleza natural, balneário procurado pelos habitantes da Ilha e Continente. Com o tempo, o verde foi desaparecendo e a transparência da água deu lugar à poluição originada da falta de consciência dos moradores das proximidades e da pouca fiscalização. No final do ano passado achei por bem plantar algumas árvores, para embelezar a praia e dar sombra às pessoas que a freqüentam procurando lazer. Não demorou um dia, as árvores foram arrancadas. Agora em fevereiro, após consultar os órgãos competentes quanto à possibilidade de plantar na faixa de areia e obter o seu aval, plantei quatro árvores, embora já pressentisse que as mesmas seriam arrancadas. Isso ocorreu na calada da noite, na madrugada de domingo, por motivos que não consigo entender. Talvez a pessoa que o fez viu no meu ato segundas intenções (quais? Fazer da praia minha propriedade particular?), ou achou que as árvores produziriam uma poluição (visual) maior da que hoje aflige esse outrora lindo lugar. Creio que estou procurando uma resposta para uma atitude irracional.

Iara Torquato Niño

 



Posto abandonado

Sou jornalista e moro no Abraão, bem em frente aos campos de futebol da escolinha do Figueirense. Há algum tempo, eu e alguns moradores estamos incomodados com a situação do posto de gasolina que se encontra desativado, e virou moradia para moradores de rua. Inclusive, não só eles, como dois cachorrinhos, bem bonitinhos, também moram ali. Esses, não incomodam, mas dá pena, pois vivem sujos e, acredito, devem passar fome. Se não bastasse essas pessoas morarem ali, o que não é apropriado, eles ainda passam a noite fumando crack, exalando a fumaça da droga pelos arredores do prédio. Segundo uma moradora aqui do prédio, já foram feitos vários pedidos ao síndico para que tomasse uma providência, mas até agora nada!

Tatiane Dores da Silva

 




Vidraçaria São Pedro 

O imóvel da ex-vidraçaria São Pedro era o único na Avenida Patrício Caldeira de Andrada, no Abraão, sem passeio público. As reclamações dos transeuntes eram constantes, mas esses nada fizeram de concreto esperando que eu o fizesse. Durante a gestão de Manoel Philipe na Secretaria do Continente, o Movimento Consciência e Cidadania cansou de escrever para o secretário tratando desse estado de coisa, mas ele nunca deu bola. Durante a guerra com a vidraçaria, 2006/2007, voltamos a fazer carga sobre esse problema, mas o ex-secretário Juquinha, do Continente, também não se pronunciou. O ano passado nos manifestamos novamente - primeiro com o secretário Salomão Matos Sobrinho. Como demorou na fiscalização e nas providências acionamos o Ministério Público 30ª Promotoria. Foi a partir dessa ação que a Secretaria do Continente intimou o empresário, mas só agora o passeio está saindo do papel. Esse empresário ignora as autoridades e as leis, por isso o dobramos sob pressão do MP.

É incrível como esse empresário tem trânsito naquela Secretaria para fazer o que bem entende e burlar a legislação. Isso merece um estudo, pois essa relação promíscua público X privado é algo que não pode se sustentar. Por outro lado, se depender desse povo do Abraão e também da AMBA, o caos se estabelece definitivamente nesse bairro.

Manoel Leite Cavalcanti

 

 


Professor Bayer Filho

Li na coluna Cartas manifestação da leitora Mercilda Baldissera dizendo que a Rua Bayer Filho está cheia de buracos, e que os moradores desejam o asfaltamento. A missivista está redondamente equivocada, pois o único buraco está na frente da Igreja, e já foi reclamado o conserto. Morando nesta rua, conheço a opinião da maioria dos moradores que não querem asfalto, pois está com ótimo pavimento de lajotas, que é ecológico porque permite a infiltração das águas, proporcionando natural escoamento, e não esquenta o ambiente como o asfalto. Além disso, o asfalto faria da rua, que é residencial, uma verdadeira pista de corridas, que ninguém quer.

Luiz Rogério de Carvalho

 



Esgoto e animais de rua

O bairro de Coqueiros é um dos bairros mais bonitos e ainda aprazível de Florianópolis, e com a implantação da Via Gastronômica está trazendo turistas e moradores de outros bairros pra cá, tanto para os restaurantes como apenas para admirar a vista. Só que a população de Coqueiros e empresários da área gastronômica continuam despejando esgoto na praia. Logo estaremos como a Lagoa onde se sente o cheiro fétido do esgoto enquanto se almoça ou janta não mais dependendo do vento.  No final da Praia de Itaguaçu, para ir aos barzinhos da redondeza, estão estacionando os carros onde é proibido e em via estreita onde não dá para manobrar por ali. E a Guarda Municipal ou Polícia Militar? Nada!

 

 

Parque de Coqueiros

O Parque de Coqueiros está com desmoronamentos, buracos na grama, esgoto sendo despejado no mar desembocando ali, brinquedos apodrecidos, bancos idem (fotos) e policiamento mínimo. Mimosas lembranças de donos de cães espalhados pela grama. Saudades do tempo que cuidavam de lá. Coqueiros também está com uma grande população de animais abandonados, cães principalmente, e de grande porte. Animais que fazem sujeira nas calçadas, praias, trazem doenças, as famosas zoonoses - temos um Centro de Zoonoses que não serve de nada -, e ainda põem medo em quem está caminhando pela orla ou bairro. Prefeitura não toma conhecimento, nem mesmo com denúncia. Mendigos, bebuns e viciados também tomam conta dos pontos de ônibus, calçadas e marquises. Agora temos flanelinhas também. E locais onde eles escondem suas drogas, roubos e furtos, próximo de um parquinho construído ao lado da Via Expressa.

Simone Zanella
Coqueiros

 



As cartas devem ser enviadas à redação da Folha de Coqueiros com nome completo, endereço, e-mail e telefone para contato. E-mail: fcoqueiros@brturbo.com.br. Fax: 48 3249-0163 ou página na internet: www.folhadecoqueiros.com.br

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