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FOTO MARCELO BITENCOURT

BIBLIOSESC: caminhão vai atender moradores do Abraão e Coqueiros 

Projeto incentiva a leitura

Depois de percorrer dez comunidades de Florianópolis em 2008, incluindo o bairro de Coqueiros, a BiblioSesc- uma biblioteca itinerante que conta com um acervo de três mil volumes a bordo de um caminhão baú –,  volta a transitar em nove localidades na Capital. Desta vez, um dos locais escolhidos foi o bairro Abraão. Até dezembro, o caminhão estará instalado ao lado da Creche Dona Cota e Posto de Saúde, das 9 às 17h, para atender aos moradores.  “O objetivo é encurtar a distância entre o leitor e o livro, criando, assim, o hábito da leitura em crianças, jovens e adultos”, esclarece Marilaine Hahn, responsável pelo atendimento da BiblioSesc.

Montada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), em parceria com a Associação dos Moradores do Bairro Abraão (Amba), a biblioteca passará de 15 em 15 dias, sempre às sextas-feiras (veja o quadro) emprestando e recolhendo livros. Além das obras de literatura brasileira, estrangeira e infantil, o caminhão também dispõe de revistas, jornais e CDs. Só no ano passado, foram contabilizados 28 mil atendimentos. No total, dois mil leitores inscritos e 13 mil empréstimos de materiais do acervo.

Lançada no dia13 de março no Abraão, a BiblioSesc teve grande aceitação no local. Em três visitas, foram mais de 100 inscritos e quase 250 empréstimos. “Na maioria dos bairros, quem mais se aproxima do projeto são os estudantes e as escolas. Já no Abraão, o público foi variado e reuniu pais, crianças e funcionários de empresas locais”, revela Marilaine. Ela atribui a repercussão positiva, além do interesse pela leitura, à divulgação antecipada feita pela Amba. “Distribuímos folhetos no bairro inteiro avisando da chegada do caminhão, alguns dias antes”,  diz o presidente da Amba, Paulo Rodrigues.

COMO PARTICIPAR - Para efetuar o empréstimo, o usuário deve apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Mesmo não residindo no bairro, quem trabalha no local também pode participar, bastando apresentar a carteira de trabalho. A proposta, diz Marilaine, é permanecer no bairro, a exemplo dos demais, durante dois anos. “Para firmar a leitura, um ano não é suficiente”, afirma.

Calendário

Março
Dias 13 e 27

Abril
Dia 24

Maio
Dias 8 e 22

Junho
Dias 5 e 19

Julho
Dias 3, 17 e 31

Agosto
Dias 14 e 28

Setembro
Dias 11 e 25

Outubro
Dias 9 e 23

Novembro
Dias 6 e 20

Dezembro
Dia 4

 

 

FOTO MARCELO BITTENCOURT/agosto 2007

DEGLABER GOULART:  vigilância eletrônica vai começar por Coqueiros

Secretário anuncia instalação de câmeras

O secretário regional do Continente, Deglaber Goulart, deu uma boa notícia aos moradores de Coqueiros.  A prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão, retomou o antigo projeto de implantação de câmeras de videomonitoramento digitais na região. A informação foi dada em reunião com o secretário adjunto de Segurança e Defesa do Cidadão, Máximo Porto Seleme, e   representantes dos Conselhos de Segurança (Consegs) de Capoeiras e Coqueiros. De acordo com Máximo, o projeto já está sendo encaminhado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão que irá viabilizar a instalação dos equipamentos.

“A grande vantagem é que a prefeitura não vai receber a verba para aquisição, mas sim os equipamentos e a definição da empresa que irá fazer a manutenção”, explica Máximo. Ao todo, estão sendo solicitadas 250 câmeras para instalar na Ilha e no Continente. A idéia, segundo o secretário, é iniciar o programa por Coqueiros já que a reivindicação está engavetada há vários anos. “A Secretaria de Segurança do Estado havia prometido a instalação das câmeras no bairro até o final do ano passado. Mas acabou não cumprindo a promessa”, denuncia Máximo.

Das 250 câmeras, 20 serão destinadas para a região. Elas vão ser colocadas em pontos estratégicos, envolvendo escolas, praças e parques, num trecho que vai do Saco da Lama, em Coqueiros, até o bairro de Capoeiras. “A aprovação do projeto vai depender, com certeza, da boa vontade da esfera federal”, diz Máximo.

Para inibir ainda a ação de bandidos que nos últimos meses têm provocado uma onda crescente de furtos e assaltos, o secretário de Segurança e Defesa do Cidadão anunciou um reforço na estrutura da segurança do município. Três guarnições da Guarda Municipal ficarão 24 horas, em sistema de ronda, vigiando parques, praças e escolas.

OUTRAS MELHORIAS- Além da área de segurança, o secretário do Continente, recém-empossado, garantiu outras melhorias para a região. Em audiência com a Associação de Moradores de Coqueiros, disse que vai promover um encontro com a comunidade para decidir o projeto da orla, em especial a implantação da ciclovia. Até lá, sugeriu uma reunião da entidade com a arquiteta da secretaria para discutir o assunto.

Em se tratando do Parque de Coqueiros, adiantou que serão instalados equipamentos de ginástica para Terceira Idade; construção de uma calçada em petit-pavé no estacionamento; e ainda a possibilidade de reservar um local para vestiário, reivindicação antiga dos times de futebol. Deglaber desmentiu o boato de que a prefeitura estaria lançando edital de licitação para obras no parque. Em contrapartida, não afastou a hipótese de se explorar um quiosque no local.

Confira as demais reivindicações da associação.

 

 

FOTO MARCELO BITTENCOURT/maio 2007

PAULO RODRIGUES: falta de saneamento está acabando com a pesca
Associação quer rede de esgoto

A comunidade do Abraão está novamente pedindo socorro. Em audiência realizada com o secretário regional do Continente, Deglaber Goulart, a Associação de Moradores do Bairro Abraão (AMBA) mostrou sua preocupação com a falta de estrutura básica de saneamento e esgoto. De acordo com o presidente da associação, Paulo João Rodrigues, o problema vem se arrastando há mais de 20 anos e, no momento, já virou calamidade pública. “O bairro tem hoje 40 condomínios, totalizando 83 blocos com 1.328 apartamentos. Se contabilizada a média de três moradores por apartamento, chegamos ao total aproximado de 5 mil moradores residindo em condomínios. Somadas as residências, a população do bairro chega perto de 15 mil pessoas. E todo este contingente sem rede de esgoto”, denuncia Paulo Rodrigues.

Em conseqüência, as ruas do bairro exalam mau cheiro já que todo o esgoto é despejado diretamente no mar. “São quatro saídas na praia que estão matando os peixes, acabando com a pesca e destruindo um dos mais belos recantos da área continental de Florianópolis, lamenta Paulinho, como é conhecido. Ao lado de Capoeiras, o Abraão é o único bairro do Continente que não possui sistema de esgoto sanitário.

Os dados foram apresentados em audiência pública, dia 7 de julho de 2008, no salão de festas da Capela Bom Jesus. Promovido pela Comissão Parlamentar para o Desenvolvimento do Continente da Câmara Municipal de Florianópolis, o encontro contou com o presidente da comissão, vereador Gean Loureiro, técnicos da Casan e líderes comunitários. Na oportunidade foi apresentado, pela companhia, projeto da rede de esgoto da região Continental para início em 2009. Para acelerar o processo, os moradores solicitaram uma audiência com o presidente Valmor de Luca. “Mas, até a presente data, o encontro não aconteceu”, lamenta Paulo.

OUTRAS DEMANDAS – Na audiência com o secretário, a AMBA entregou ofício com outras reivindicações. Entre elas, a continuidade ao projeto da praça de esportes e lazer na praia do bairro Abraão; e a ampliação da creche Dona Cota, projeto previsto no orçamento de 2009.

Confira as outras demandas.

 

 

FOTO MARCELO BITTENCOURT

EXEMPLO: Zenita (direita) e Maria das Dores são alunas do curso
de Educação de Jovens e Adultos

De volta à escola
Sibyla Loureiro

Zenita Terezinha dos Santos, 46 anos, acaba de realizar um antigo sonho. Depois de um mês na sala de aula, conseguiu escrever o primeiro bilhete para a filha caçula, Maria Eduarda, 17. “Antes, só usava o telefone para me comunicar”, festeja a dona de casa e mãe de cinco filhos. Moradora da Vila Aparecida, ela resolveu enfrentar o preconceito e se matriculou no curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA), em Coqueiros. Até o início do ano, Zenita apenas assinava seu nome, prática que desenvolveu no antigo Mobral - Movimento Brasileiro de Alfabetização-, que funcionava nas dependências do Centro Espírita Antônio de Pádua, no bairro Coqueiros.

“Aos 7 anos, meu pai me tirou da escola onde morávamos, em Ituporanga, para morar em Florianópolis. Depois disso, nunca mais estudei”, lamenta Zenita. Hoje, ela só não freqüenta as aulas nas sextas-feiras porque reserva o dia para fazer faxina na casa. “Nos demais dias da semana, fico contando as horas para vir à escola”, diz a dona de casa que já dá os primeiros passos rumo à leitura.

A exemplo de Zenita, Maria das Dores Pinar, 64 anos, também aprendeu a ler e escrever depois de adulta. Cozinheira aposentada, ela freqüenta o EJA há três anos e, agora, faz planos para o futuro. “Vou começar um curso de informática na Udesc”, diz, lembrando que ingressou no projeto apenas assinando seu nome. “Fiquei um ano na classe de alfabetização e depois iniciei o ensino fundamental. Hoje, estou aqui apenas para dar um reforço nas aulas de português”, afirma.

Apaixonada por leitura, conta que enfrentou muitas dificuldades antes da aposentadoria. Como cozinheira de uma empresa, era obrigada a guardar na memória todas as receitas de comidas. “A gente fica meio cego”, comenta Maria das Dores. Viúva, mãe de dois filhos e moradora do bairro, ela comemora sua conquista e revela: “o sacrifício valeu à pena”.


PESQUISA: para atrair alunos, aulas fogem do modelo tradicional

Curso funciona no Carvalhal
Voltado para alunos acima de 15 anos de idade e que não completaram o ensino fundamental (de 1ª a 8ª séries) em idade apropriada, o curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) funciona desde 2006  na Escola Básica Almirante Carvalhal. O curso faz parte dos 10 Núcleos Municipais do EJA de Florianópolis, sendo o do Carvalhal o único que atende em escola municipal do Continente. Neste ano, o projeto recebeu 110 alunos com idades que variam de 15 a 65 anos. Ao todo, quatro salas abrigam os estudantes: uma classe de alfabetização e as outras três dirigidas ao ensino fundamental.

De acordo com a coordenadora Arlete Rios, para receber o certificado de conclusão do curso é necessário cumprir 800 horas de aula. “Como existe uma evasão muito grande, alguns alunos completam a carga horário em mais de um ano”, aponta Arlete. Segundo ela, para atrair os estudantes, as aulas fogem do modelo tradicional. Como metodologia de ensino, os nove professores do EJA utilizam pesquisas a partir de questões formuladas pelos próprios alunos em sala de aula.

Quem quiser se matricular no curso deve levar xerox da carteira de identidade, comprovante de residência e uma foto, das 18 às 22h. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira das 18h50 às 21h50.

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