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REGISTRO: Rui Ramos no casamento da neta Natália (4 de julho de 2009), ao lado (da esquerda para a direita) de Marina, do filho José Rui, do neto Rui, do noivo Alex, da esposa Dey Cabral Soares e da nora Josane.

MEMÓRIA

Desbravador de Coqueiros

Meu pai, o engenheiro Rui Ramos Soares, faleceu aos 86 anos, no dia 8 de setembro de 2009. Veio morar em Coqueiros no dia 15 de novembro de 1953, quando eu tinha apenas 18 dias de vida. Desse dia em diante, nossa família e Coqueiros sempre foram uma coisa só. Meu pai foi um dos primeiros a ter telefone no bairro, que junto com outros moradores (senhor Carvalho, Gualter Tibau, Sebastião Neves, Joel Moura, Pelágio Parigot, Alfredo Cherem e outros) se cotizaram para tornar viável e rentável para a Companhia Telefônica a instalação de aparelhos em Coqueiros.

Meu pai também foi o responsável pelo asfaltamento da Rua José do Vale
Pereira, para quem não sabe, foi a primeira rua asfaltada de Florianópolis. Junto com Gualter Tibau fez o aterro do Saco da Lama, antes o trajeto de Coqueiros era feito pela Rua Capitão Euclides de Castro, Morro do Baco Baco. Como Engenheiro Civil construiu diversas casas no bairro e na cidade.  Em Coqueiros, possuía seu escritório de engenharia onde hoje é a cabeceira continental da Ponte Colombo Salles. Também teve em Coqueiros dois loteamentos, um onde hoje é a Rua Desembargador Ferreira Bastos e outro onde eu moro na ponta da Praia do Meio, onde se entra para o Bar do Fedoca.

Como diretor, nos governos Celso Ramos e Ivo Silveira, da Companhia de
Desenvolvimento da Capital (Codec), asfaltou e alargou as avenidas
Engenheiro Max de Souza e Desembargador Pedro Silva, desde a Ponte Hercílio Luz com a conclusão do Viaduto Presidente Kennedy, até a Praia de Itaguaçu.

Foi responsável, também, pelo projeto e construção do Trampolim da
Praia da Saudade, que até hoje serve de lazer para comunidade. Como engenheiro contratado, construiu o Edifício Normandie, na Praia da Saudade, projeto original para um hotel, que o proprietário não levou adiante. Trabalhou também pela incorporação do Coqueiros Praia Clube pelo Clube Doze de Agosto.

José Rui Cabral Soares

 

 

FOTO MARCELO BITTENOURT

ODETE: na época, só existiam três salões no bairro

DESTAQUE

Centro de Beleza faz 24 anos

Um dos mais antigos salões de beleza de Coqueiros está comemorando mais de duas décadas de atividades. O Centro de Beleza Mulher, localizado na Praia de Itaguaçu, completou, no último mês de setembro, 24 anos. “Isto aqui é uma cachaça”, brinca a empresária Odete Beppler, que inaugurou o primeiro salão na Rua João Meireles, quase esquina com Desembargador Pedro Silva. “Em dois meses, consegui saldar todo o investimento aplicado na loja”, recorda Odete, lembrando que, na época, só existiam três salões de beleza em Coqueiros: O Salão de Beleza Ignez, o Salão Fuji e o Centro de Beleza Mulher.  
Além do número reduzido para atender a clientela do bairro, outro fator também contribuiu para atrair os moradores da região. Odete tinha apenas 20 anos e, pelo espírito jovem, oferecia cortes de cabelo e tratamentos de beleza mais ousados do que os demais. “Montar um salão de beleza sempre foi meu sonho. Por isto, trabalhava o dia inteiro sem escolher a atividade: fazia pé e mão, depilação, maquiagem e cabelo, que é a minha verdadeira formação”, diz Odete.
De lá para cá, o segmento se expandiu e, hoje, Coqueiros hospeda muito mais do que três centros de beleza. Segundo Odete, o número deve chegar a 50 se contabilizados os salões existentes nos quatro bairros da região. Embora com o movimento reduzido já que a clientela se espalhou, Odete diz que a concorrência nunca influenciou no seu trabalho. “Sempre tive como lema bom preço e bom produto, além de correr atrás das novidades. Com isto, mantive clientes, inclusive desde o tempo em que inaugurei o salão”, destaca.
A título de ilustração, cabe acrescentar que o Salão de Beleza Ignez, depois do falecimento da cabeleireira Ignez Motta Carvalho, em setembro de 2006, ganhou novos donos. Já o Salão Fuji fechou as portas após a aposentadoria do seu proprietário.

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