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Saúde pede socorro
Usuários do Posto de Saúde do Abraão estão se queixando da falta de atendimento na unidade. As consultas que costumavam ser marcadas sempre no dia 1º de cada mês, agora foram suspensas por falta de profissionais. De acordo com os poucos funcionários que ainda restam no posto, o problema se agravou porque dois médicos pediram demissão, três enfermeiras tiveram o contrato encerrado, a exemplo de dois técnicos, e o coordenador foi afastado por problemas de saúde. “Se antes a situação já era precária, com apenas um dia no mês para agendar consultas, agora afundou de vez”, reclama a aposentada Anelfa Couto, que levou outro susto ao chegar à unidade. Ela não conseguiu retirar remédios na farmácia por falta de funcionários.
“A prestação de serviços à comunidade está à beira de um colapso. O posto só tem fachada”, denuncia o presidente da Associação de Moradores do Bairro Abraão (AMBA), Paulo Rodrigues, referindo-se à reforma e ampliação do espaço promovidas em 2008. Na ocasião, a unidade ganhou mais dois consultórios médicos e um odontológico, reforço na área da enfermagem, sistema de climatização, além de informatização. No total, ficaram cinco consultórios médicos e a capacidade de atendimento passou de 300 para 450 pacientes por dia.
“Até o final do ano passado, o posto estava funcionando sem problemas. No entanto, com o término dos contratos de funcionários e médicos em caráter temporário a situação se reverteu”, explica o vice-presidente da Ufeco, Marcos Pinar, o Marcão, afirmando que o quadro só não piorou por causa do surto da Gripe A que acabou prorrogando alguns contratos. “O correto seria o governo promover concursos públicos para criar vínculo com funcionários e médicos”, defende Marcão.
Como conselheiro municipal de Saúde, participou da reunião mensal do Conselho no dia 2 de março, ao lado do presidente da AMBA Paulo Rodrigues. As denúncias foram relatadas ao secretário adjunto da Saúde, Clésio Espezim, que, por sua vez, reconheceu as dificuldades dos postos de saúde de Florianópolis, mas não garantiu soluções imediatas.
FILA - Ainda na qualidade de conselheiro, fez uma diligência ao posto, junto com mais dois colegas do Conselho Municipal de Saúde, na segunda-feira, dia 1º. Segundo ele, uma extensa fila se formou em frente à unidade desde as 6h da manhã. No entanto, apenas 36 consultas foram agendadas, já que a Secretaria da Saúde havia enviado uma médica. “A maioria das pessoas foi para casa sem atendimento. É uma falta de respeito”, completa o presidente da AMBA Paulo Rodrigues.
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