Edição 131
Por Mariana Goulart Fiquei estarrecida na poltrona depois do final do filme Sex and the city 2. A vontade é de levantar no cinema e bater palmas! Sim, palmas pela grande obra-prima do marketing. E a segunda vez está melhor ainda! A sutileza “forçada” do merchandising está com os ponteiros acertados.  Nas areias quentes do deserto: muito estilo, Louboutin, turbantes, seda, Halston, Chanel, Pucci... Carrie na primeira cena manipula um verdadeiro combate: entre os óculos modelo aviador dourado e os scarpins Louboutin facilmente identificados pelas solas vermelhas. A sola vermelha mais desejada no momento por todas as fashionistas! Depois que Carrie colocou na mente das mulheres antenadas que Manolo Blahnik é o deus grego dos sapatinhos modernos, as cinderelas urbanas nunca mais deixaram de reconhecer suas obras de arte por aí. Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte e se tornaram mulheres apaixonadas e de família. Mas isso não impede Charlotte de chorar trancada na dispensa da cozinha depois de sua pequena filhota carimbar suas pequenas mãozinhas na saia lápis vintage branca Valentino da mamãe ganso do quarteto chique. O mundo quase desaba! Impecavelmente alinhado, Big (Chris Noth), consegue ser galanteador e romântico. Para tantos predicados, a sra.Preston (para quem não sabe leia-se Carrie Bradshaw) o presenteia com um Rolex Vintage na tradicional caixa verde de couro. Quando Big entusiasmado abre o presente, a primeira visão é a da coroa dourada, símbolo da marca, no cantinho da tela, que como uma mensagem subliminar nos diz sussurrando: Rolex, Rolex, Rolex...  Carrie presenteia Big com um relógio Rolex Vintage. O casamento gay entre Stanford e Anthony é babado: Lisa Minelli cantando “Single Ladies”, Carrie usa smoking e coroa no altar. A quem pagou a festa? Com certeza a Moët & Chandon. Taças poderosas e de cristal e a força de um rótulo poderoso: não precisamos ler, nós sabemos que na tarja vermelha está escrito Moët & Chandon. Stanford em um terno branco com laçarote digno de um título escolhido pela amiga Carrie: Lady Dior. Dispensamos a necessidade de saber a marca do tailleur. Ops! Terno, de Stanford. A maçã da Apple no computador de Carrie desta vez não ficou desfilando pela tela. Mas é adorável ver as moças procurando o sinal do iPhone em Abu Dhabi. Samantha literalmente briga pela posse da sua Birkin laranja de couro, a preciosa bolsa da maison Hermès. Aplausos para o vestido de um ombro só com estampa de jóias que Charlotte usa no café da manhã, Cavalli para começar o dia! Viajando na primeira classe para Abu Dhabi, com direito a muita sofisticação, lá vem mais um forte merchan: batatas Pringles árabes. E nas areias do deserto os looks são impecáveis! Podemos ver claramente a pitada super fashion de cada marca e estilista nos potes de cremes, perfumes, roupas, sapatos, bolsas e malas são visíveis: Louis Vuitton, Lâncome, Chanel, Emilio Pucci, Halston Heritage, Chanel, Dior, Alexander McQueen, Brian Atwood, Vivienne Westwood e outros. A frota eleita para o transporte no filme é a chiquérrima Mercedes-Benz. Também não podia ser pra menos certo?  Carrie na entrada do seu antigo apartamento, usando vestido Galliano da coleção da Dior de 2000 e ankleboots Louboutin. O vestido já havia sido usado na série antes. Uma coisa é fato: cada vez que você ver o filme, vai conseguir achar detalhes novos. Existem cantinhos da casa de Carrie, nas prateleiras das lojas e nas festas do filme capazes de esconder merchandising suficiente pra poder assistir o filme quantas vezes quiser. Ou puder! |