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Escolas começam com novidades
 
Edição 149

FOTO DIVULGAÇÃO

TEDDY BEAR: quadros interativos e mais salas para atender à demanda

Por Letícia Mathias

As escolas de Coqueiros que atendem alunos das séries iniciais e ensino fundamental reiniciaram as aulas no mês de fevereiro trazendo novidades para o aprendizado dos pequenos. A escola Praia do Riso que trabalha com crianças a partir de um ano e dois meses, por exemplo, ampliou a estrutura física. Foi construída uma nova cozinha e a sala de artes ficou maior.  Agora o espaço se tornou uma espécie de galeria onde os pais poderão acompanhar melhor as tarefas dos filhos enquanto estão em produção, pois ficarão expostos.

A escola Branca de Neve – que vai completar 20 anos na comunidade - trabalha vários projetos. Este ano, destacam-se a Feira do Livro (abril), a Feira de Ciências e o Projeto Olimpíadas. Também oferece aulas de informática, música e inglês. E aulas extras de violão, escolinha de futebol, capoeira e dança.  Segundo o diretor, Carlos Freitas, outros fatos importantes merecem destaque: a noite do soninho, a festa junina e a festa de Natal com apresentações para os pais.

As crianças matriculadas no Centro Educacional Criarte, que atende de zero a seis anos, serão surpreendidas com uma nova atividade. Este ano os educadores prepararam uma aula de educação nutricional. É como uma aula de culinária que terá sempre o acompanhamento de uma nutricionista para ensinar sobre o valor dos alimentos. A aula também servirá como meio de socialização

Como a brincadeira também não pode faltar no ensino infantil,  a escola Quatro Estações, que completa 15 aos em março, ampliou a área do parque para dar mais espaço para as crianças se divertirem. Para a tranqüilidade dos pais e conforto dos bebês, o berçário agora está climatizado. Além disso, foi construída uma sala lúdica, chamada de ambiente pedagógico, onde as crianças poderão dramatizar, apresentar coreografias e assistir a vídeos educativos. No local há ainda uma horta sustentável em que as próprias crianças plantam e colhem.

O lúdico também precisa fazer parte do aprendizado, por isso a escola da Oca continua investindo em brinquedos educativos e na biblioteca. As aulas de musicalização, teatro e ecologia seguem à disposição dos pequenos estudantes. A intenção é em breve abrir o espaço para a comunidade e oferecer oficinas também para crianças que não estudam na Oca.

INGLÊS – O ensino regular é fundamental para o aprendizado, porém estudar idiomas diferentes do português também é importante. Quanto mais cedo começar, mais fácil será o desenvolvimento fluente da língua estrangeira. Em Coqueiros, há várias opções para os pais que desejam matricular os filhos e também incentivar a garotada a conhecer outras culturas.

A escola Teddy Bear, que está há mais de 20 anos no bairro, oferece turmas iniciantes para crianças a partir dos três até 13 anos de idade. Para acompanhar o crescimento de Coqueiros, foi necessário – este ano - ampliar a estrutura. A escola dispõe, agora, de sete salas, sendo três delas kids, além de receber novos equipamentos.  Apostando na tecnologia como ferramenta para o aprendizado, todas as salas estão equipadas com quadros interativos. Os alunos podem interagir com uma tela touch screen e o professor conta com uma maneira diferente e atrativa de transmitir o conteúdo.  Os estudantes ainda ganharam uma nova área externa com grama sintética e horta que pode ser aproveitada nas aulas ou para brincadeiras.

A escola Fisk também tem trabalhado nas áreas de informática e tecnologia como ferramenta para o ensino. Crianças de quatro anos já podem participar das aulas e não há limite máximo de idade. A escola já recebeu alunos com mais de 80 anos e está apta para receber outros. Além das aulas programadas, o aluno pode se aperfeiçoar usando os jogos online fornecidos pela escola. Outra opção para quem aprimorar a língua é utilizar o laboratório de áudio, em que o estudante ouve uma frase em inglês, repete a frase e na seqüência o equipamento reproduz a voz do aluno para avaliação da pronúncia.

SERVIÇO

Escola Quatro Estações

Início das aulas: 13/2
Atendimento: de zero a 5 anos
Endereço: Rua Marques de Carvalho, 138, Coqueiros
Fone: (48) 3241-9632

Escola da Oca
Início das aulas: 13/2
Atendimento: de 1 a 6 anos
Endereço: Rua Marechal Arthur da Costa e Silva, 185, Coqueiros
Fone: (48) 3028-0770

Escola Praia do Riso
Início das aulas: 13/2
Atendimento: maternal, a partir de um ano e dois meses até o 5º ano do ensino fundamental
Endereço: Rua Bento Goia, 290, Coqueiros
Fone: (48) 3248-3003

Escola Branca de Neve
Início das aulas: 13/2
Atendimento: maternal, a partir de cinco meses até o 5º ano do ensino fundamental
Endereço: Rua Coronel Ivan Dentice Linhares, 222, Coqueiros
Fone: (48) 3244-4873

Centro de Educação Infantil Criarte
Início das aulas: 27/2
Atendimento: de zero a 6 anos
Endereço: Rua Emília Boos Schmidt, 182, Bom Abrigo
Fone: (48) 3028-7473

Teddy Bear
Início das aulas: 27/2
Atendimento: de 3 a 13 anos (turmas iniciantes)
Endereço: Avenida Almirante Tamandaré, 62, Coqueiros
Fone: (48) 3244-8752

Escola de Inglês Fisk
Início das aulas: 27/2 e 5/3 para alunos novos
Atendimento: a partir de 4 anos
Endereço: Rua Doutor Abel Capela, 219, Coqueiros
Fone: (48) 3028-7903

FOTO GERSON SCHIRMER

KUMON: matemática, português e inglês na unidade de Coqueiros

Método de estudo individualizado

Além das escolas tradicionais, Coqueiros também hospeda um curso do Kumon. Localizado no Mini Shopping Chamonix, ele atende desde crianças do pré-escolar até o pessoal da terceira idade. “Trata-se de um método de estudo individualizado que busca formar alunos capazes de aprender por si só”, diz a orientadora  Mery Ramos, ao afastar a idéia de que o Kumon trabalha com aulas particulares de reforço escolar.  Ao contrário, diz ela, o curso é um complemento ao ensino regular. Há seis anos funcionando em Coqueiros, o Kumon oferece, hoje, aulas de matemática, português e inglês.

Uma das maiores redes de franquias de educação do mundo, o Kumon foi fundado no Japão em 1954 por um professor de matemática que acreditava que o ensino individualizado era a melhor forma para fixar o aprendizado. Ele criou um método autodidata que desenvolvia as características necessárias para um aprendizado efetivo. Deu tão certo que a franquia está presente em 46 países, com mais de quatro milhões de alunos.

O tempo depende da capacidade de cada um, mas o princípio básico são 30 minutos diários de estudo. Desse modo, o aluno adquire disciplina, concentração, organização e capacidade de executar tarefas. “É um curso que não está preso ao tempo. O aluno estuda no seu próprio ritmo. É como se fosse uma escadinha, ele vai indo por etapas, mas com metas a serem alcançadas”, explica Mery.

O primeiro passo – ao chegar ao curso - é fazer um teste para descobrir em que nível o aluno vai começar. Afinal, o Kumon não classifica o estudante por série ou por idade, mas tem como missão descobrir o seu potencial.  “Enquanto estuda matemática, português, inglês ou japonês, o aluno do Kumon aprende como buscar o conhecimento e se preparar para o futuro”, diz Mery.

Para tanto, o aluno conta com material didático próprio e auto-instrutivo, que permite desenvolver os exercícios com o mínimo de intervenção do orientador e avançar para conteúdos além de sua série escolar.

O KUMON OFERECE

 - Duas aulas semanais na unidade e lições diárias em casa
 - Material didático (sem custo adicional)
 - Programação exclusiva e estudo com metas
 - Avaliação diária, na qual o aluno fica ciente do seu desempenho no dia e recebe a previsão de estudos para as aulas seguintes
 - Matrículas grátis até 20 de março.
 - Mais informações no WWW.kumon.com.br



 
Apologia ao consumo de álcool
 
Edição 149

FOTO GERSON SCHIRMER

Apologia ao consumo de álcool

Fui caminhar no Parque de Coqueiros e fiquei chocada, indignada, revoltada e tudo o que se pode sentir, quando vi o relógio/termômetro, que se situa entre o play-ground e a pista de ciclismo, coberto com propaganda de cerveja. Não bastasse o bombardeio televisivo, agora temos que aturar essas propagandas num lugar teoricamente voltado para a vida saudável, às crianças e à prática esportiva de adolescentes. Poderia ser propaganda de água mineral, yogurte, incentivo ao consumo de frutas.  E o pior, a imagem da espuma, lembra um copo de leite, cruel indução ao consumo. Depois choramos perdas de jovens em acidentes de trânsito, que tinham tomado só uma cervejinha...por favor, ajudem a tirar essa praga do Parque.

Sou educadora, trabalho com crianças e quero poder levar meu netinho de dois anos no Parque sem que ele cresça pensando que a única coisa que mata a sede é cerveja, sei que o Barão e a Sibyla acabam de ser avós e querem um mundo menos incoerente para netinha.

Tânia Sturcq

FOTO DIVULGAÇÃO

Parque de Coqueiros

Gostaria de compartilhar com vocês o que presenciei no banheiro do Parque de Coqueiros.  Mandei e-mail para prefeitura para providenciarem algo decente e condizente com o nível do nosso Parque.  Um aviso desses colado no banheiro não combina com o Parque de Coqueiros, vocês não acham?

Hermes Gregório

Agradecimento

No sábado de Carnaval (dia 18 fevereiro à noitinha) fui ao Posto Coqueiros comprar picolé para minhas netinhas e peguei cartão numa bolsinha para pagar, mas como o valor não justificava, paguei com uma nota de R$ 50,00. Na preocupação dos picolés não derreterem com o calor que estava fazendo, acabei colocando o troco direto na bolsa e fui embora. Somente à noite quando tomei outro banho e coloquei camisola e fui guardar as coisas (toda mulher carrega...), dei por falta da bolsinha onde estava o cartão de crédito. Peguei a nota da compra (olha a importância do documento) com o troco e procurei se tinha algum telefone para ligar. Como não encontrei forma de me comunicar, troquei de roupa e voltei ao local angustiada. Certamente outra pessoa poderia ter pego, pois o movimento era intenso de clientes. Seria impossível dormir com esta pendência.
Ao me dirigir aos caixas, já não eram mais moças e sim rapazes, minha esperança ficou ainda mais reduzida pela troca de funcionários. Não iriam saber, pensei. Mas ao falar, parecia que estava sendo esperada. Após algumas perguntas e repostas, meu cartão de crédito recuperado intacto e com a nota de dinheiro que estava junto e tudo.

Fiquei tão aliviada e surpresa de haver conseguido resgatar meus pertences que talvez não tenha expressado suficientemente minha satisfação e meu agradecimento. Assim reforço meu reconhecimento e gratidão pelo gesto e ainda ter sido poupada de ter que fazer ligações etc..para cancelamento e outros transtornos que pudessem advir deste meu comportamento distraído pela pressa dos picolés não derreterem e fazer alegria das minhas netinhas e haver, na hora, decidido alterar a forma de efetuar o pagamento .
Voltei para casa aliviada e já pude até observar os Blocos de Sujo que tomavam as ruas do bairro...com os barzinhos iluminados e a alegria tomando conta do ambiente num clima de festa. Carnaval e tranqüilidade a salvos. Meu muito obrigada e parabéns à equipe do Posto Coqueiros. Ser correto ainda tem seu espaço e valor. E como faz bem.

Leda Lisboa

Segurança I

Venho através do jornal Folha de Coqueiros agradecer pela brilhante cobertura jornalística, no qual sempre esteve lutando com o saudoso Hylas na  instalação de câmeras de monitoramento e do posto policial militar no nosso bairro de Coqueiros que foi reativado. Sibyla Goulart sempre esteve na cobertura das notícias locais do bairro, trazendo denúncias e alertando a comunidade sobre o perigo que ronda Coqueiros por conta da redução do efetivo militar no policiamento ostensivo. Enfim, depois de tantos sacrifícios do ex-presidente do Conseg de Coqueiros, Hylas com ajuda enorme do jornal na luta em divulgar e denunciar os perigos da região que está passando por um crescimento de vadios e desocupados, a Folha de Coqueiros conseguiu um furo de reportagem na capa da sua última edição colocando a foto da esposa do saudoso Hylas, dona Áurea Silveira, recebendo a homenagem merecida do secretário de Segurança de Santa Catarina.

Sabemos que ainda falta muito para a nossa segurança, mas o jornal Folha de Coqueiros fez a sua parte. Enquanto isto, os outros jornais, como diria o manezinho da praia da pelanca é ruim eimmmmmmmm

Nacor de Oliveira Serapião Filho

Segurança II

Venho através da Folha de Coqueiros perguntar quem foi o iluminado do arquiteto(a) que fez este projeto ridículo da Base Operacional de Monitoramento de Coqueiros. Para quem trabalha com segurança, sabe muito bem que os monitores de câmeras jamais poderiam ficar expostos ao público, ou tão pouco quem opera estes equipamentos da forma que esta sendo feita. Quem passa por ali vê os militares sentados trabalhando por mais de 12 horas, olhando o monitor. A Lei diz  que quem trabalha com  monitoramento não poderia ultrapassar  mais que 6 horas trabalhadas, não é o caso dos militares destas centrais de vigilância eletrônica, que ficam  expostos.

Tenho a certeza absoluta de quem fez esta burrice não entendia nada de segurança, pior ainda foi a colocação da porta de entrada desta base de frente para a Avenida Desembargador Pedro Silva, expondo o militar a ser alvo de bandidos facilmente. Para quem passa por esta central de monitoramento, imagina que ali é uma loja de vendas de televisores de plasma de 42 polegadas, coisa ridícula que fizeram com os nossos impostos na reforma do local. E ainda não consultam os PMs que vão trabalhar  nesta área, sabendo que deveriam podar as folhas dos coqueiros  por onde estão espalhadas as câmeras na região atrapalhando a visão de quem opera os equipamentos, que absurdo.

Nacor de Oliveira Serapião Filho

As cartas devem ser enviadas à redação da Folha de Coqueiros com nome completo, e-mail e telefone para contato. E-mail: folha@folhadecoqueiros.com.br ou página na internet: www.folhadecoqueiros.com.br



 
Escolinha Guga Inaugura Nova Unidade Em Coqueiros
 
Edição 149

FOTOS GERSON SCHIRMER

EQUIPE: Bruno Raupp, coordenador; Gabriel Adão Gonzaga e Fábio Hardt, professores; e Antônio Hammes, gestor da escolinha


TREINO: grupo joga uma partida para inaugurar a quadra na AABB

A Escolinha Guga abre o ano inaugurando novas unidades em Florianópolis e Brasília. Na cidade natal do tricampeão de Roland Garros, a Escolinha terá como sede a AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil), em Coqueiros. Com metodologia baseada na trajetória do ex-número 1 do tênis mundial, as novas unidades devem operar com o conceito de ensinar as crianças a jogar tênis de forma lúdica e divertida.

Seguindo as orientações da ITF (Federação Internacional de Tênis), a Escolinha foi criada especialmente para desenvolver o talento das crianças, entre cinco e dez anos, na prática do tênis.

O material utilizado pelos professores é customizado de acordo com a faixa etária, dividida por cores. Quadras menores, redes e raquetes específicas, e bolas com baixa pressão facilitam a aprendizagem e permitem que os atletas mirins saquem, troquem bolas e contem os pontos corretamente, de forma prazerosa.
Com base na experiência de Gustavo Kuerten, a Escolinha Guga abriu a primeira unidade na Astel, em Florianópolis. Exatamente um ano depois o projeto agora se expande para Coqueiros e Brasília. O processo de aprendizagem envolve três estágios de desenvolvimento (vermelho, laranja e verde), com atividades programadas para garantir a evolução gradual das habilidades das crianças até que elas possam jogar na quadra normal com a bola amarela.

Com o início das aulas previsto para o dia 1º de março, a Escolinha Guga está com o processo de matrícula em andamento até o preenchimento das vagas que são limitadas. Os interessados também podem agendar uma aula experimental. Mais informações: 3331-4608 ou www.escolinhaguga.com.br

SERVIÇO

Local: AABB
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, 2809
Início: 1º de março de 2012
Inscrição:  3331-4608
E-mail: escolinha@guga.com.br
Matrículas: R$ 100,00 com direito a uma camiseta, um boné e três bolinhas de tênis



 
Mulheres modernas
 
Edição 149

Mariana Goulart*

Acordar cedo, trabalhar, cuidar dos filhos, ter um negócio, amamentar, e ainda ficar bonita. Parece fácil, mas na lista de tarefas diárias das mulheres todo dia aparece mais uma coisa pra se fazer. E mesmo assim a maioria delas ainda arranja tempo pra namorar, curtir com o maridão, viajar e se divertir.

Não que os homens não façam tantas coisas, é que as mulheres têm essa capacidade de acumular tarefas e mesmo assim realizá-las. Está no nosso organismo, conseguimos falar ao telefone, enquanto alimentamos o bebê e escrevemos um email. Enquanto nossa visão é periférica, os homens dirigem melhor, enxergam mais longe e se concentram mais facilmente.

Na história da humanidade, a mulher passou por diversas fases. Nem sempre foi a mulher que usou saltos e saia para seduzir. No reino de Luis XV, os homens usavam saltos e meias justas, com shorts bufantes e casacos justos. Um certo “déjà vu” do guarda-roupa feminino? Sim, hoje essas são nossas peças usuais, mas o rei e seus súditos as usavam como um terno especial de festas, para mostrar seus dotes e sua masculinidade. O salto alto era tão masculino que até hoje existe um modelo chamado salto Luis XV. Saia nos dias atuais somente na Escócia, e para os mais tradicionais.

Durante o romantismo, o pensador inglês Willian Shakespeare exaltou o amor, a vida em família e o drama da perda da cara metade. A mulher volta a ser o centro de tudo, feminina, delicada, com decotes avantajados, cabelos longos. O amor perfeito foi idealizado e os casamentos tinham que ser frutos do amor, já que a nobreza casava seus filhos por dotes e títulos. Liberada, a mulher podia sofrer por paixão, adoecer, parir os filhos do seu amado.

No começo do século passado, as mulheres começaram a buscar sua independência. Com a chegada da Revolução Industrial, as mulheres saíram às ruas para trabalhar nas fábricas, e depois da Primeira Guerra Mundial, perderam seus maridos e tiveram que ir à luta para sustentar seus filhos. Então as belas começaram andar de bicicletas, usar calças e bolsas transpassadas. Chanel foi a grande estilista responsável por fazer a moda masculina adentrar no mundo feminino, com cabelos curtos, calças justas e bolsas inspiradas nos carteiros.

O chamado sexo frágil está a cada dia mais forte, mais independente, com ótimos empregos e cargos. A mulher moderna quase não lembra aquela romântica, que sofria por amor e casava para cuidar dos filhos, enquanto o marido saía para trabalhar. Muitas famílias ainda são constituídas assim, porém as mulheres querem ganhar bem, ter ótimos carros, uma boa escola para deixar seus bebês quando completam seis meses. Elas mesmas querem comprar suas jóias, suas roupas de marcas famosas, pagar a conta do cabeleireiro.

Até os métodos para cuidar de bebês têm mudado. Tudo se adaptando à vida moderna, das mulheres que trabalham, que amamentam durante os seis meses de licença maternidade. Antes o bebê dormia de bruços, agora ele dorme pra cima; a febre da descida do leite materno no seio era acalmada com compressas quentes, hoje com bolsa de gelo. Tantas vezes escutamos que nossos primos mamaram até os três, quatro anos. Hoje nossos bebês mamam até um ano no máximo! E são saudáveis como todos os outros! Conseguimos comprar em latas, alimentos completos e tão nutritivos quanto o leite materno.

Com mil truques de beleza, uma grande quantidade de universidades, novas modalidades de famílias, nós podemos traçar nossas metas sem deixar nenhum quesito de fora. Almejamos estudar em uma boa faculdade, trabalhar em áreas especificas e ter um filho aos 40 anos com plena saúde. Ainda há os cuidados com a beleza, comer bem, malhar, usar cosméticos inteligentes. Culpa da indústria ou do avanço das próprias mulheres em busca de seu espaço, a vida atual é mais fácil e confortável.

Feliz Dia Internacional das Mulheres, neste 8 de março, pra você que se encaixa nesta identidade ou moderna ou mesmo nos moldes antigos. Parabéns por tanta garra e por fazer tão feliz as pessoas que estão do seu lado!

(*) Consultora de Moda



 
Sem fechar à meia-noite
 
Edição 149

FOTO GERSON SCHIRMER

CONVENIÊNCIA DA ILHA: produtos e serviços durante 24 horas

Quem já foi pra cozinha preparar um prato especial e na metade do caminho descobre que faltou um ingrediente para finalizar o cozimento, sabe o valor de um mercado aberto. Pensando nisso, foi inaugurada em outubro do ano passado a Conveniência da Ilha, loja que tem como proposta trabalhar 24 horas para atender tanto o consumidor noturno como os clientes que apreciam um bom café com doces ou preferem um happy hour regado a cerveja e salgados diversos.

Localizada na Praia da Saudade, a loja se destaca ainda pelo visual da Ilha de Coqueiros e pelos recantos em torno do prédio. Entre eles, um frondoso Flamboyant que inspira ao ócio. A natureza pode ser apreciada em bancos colocados ao ar livre. 

Para os cozinheiros de plantão, a loja dispõe de duas gôndolas com mercadorias de primeira necessidade como queijo ralado, molhos prontos, maionese, ketchup, macarrão, entre outros. E também um canto reservado aos produtos básicos de higiene e limpeza: absorvente, preservativo, pasta de dente, papel higiênico, sabão em pó, vela, fósforo e outros.

Ao todo, são seis gôndolas e oito geladeiras e mais o serviço de café expresso com salgados e doces. Para quem aprecia guloseimas artesanais, uma variedade de geléias, bolachas, chocolates e produtos sem glúten podem ainda ser encontrados. Uma linha de sorvetes, vinhos, cervejas, refrigerantes, destilados e até livros estão à disposição da clientela.

“O diferencial da loja é que, ao contrário das demais implantadas em postos de gasolina, a Conveniência da Ilha se destaca pelo ambiente familiar e sem o agito de carros entrando e saindo para colocar combustível. A proposta é atender à comunidade da região num lugar aconchegante e sem barulho”, diz o gerente Mário Malpighi.

A Conveniência da Ilha fica na Avenida Desembargador Pedro Silva, 2045, em frente à Ilha de Coqueiros, e possui um amplo estacionamento.



 
No ritmo da folia
 
Edição 149

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Um arrastão da alegria tomou conta das ruas no domingo de Carnaval.  Vindos da Praia do Meio e do bairro Abraão, os blocos da Bernunça e Ânsia de Vômito se encontraram na Praia de Itaguaçu, onde foram recebidos pelo Noivas do Paru.

Foi um momento histórico, principalmente porque este Carnaval marcou o retorno de um dos blocos mais tradicionais da Ilha. Criado em 1986, no mesmo ano em que foi fundada a Escola de Samba “Consulado”, o Ânsia de Vômito fazia a alegria de inúmeros foliões,  que se encontravam na Mercearia do Ori para o esquenta e, no “latão” da Estrela, iam ao centro iniciar os festejos de Momo.

Para homenagear as figuras-símbolo do bloco, a camiseta veio estampada com as caricaturas de Chico Amante, Aldírio Simões, Heraldo, Maurino e Ori.

Já o Bloco da Bernunça trouxe, para a alegria da criançada, uma versão gigante da personagem que dá nome ao grupo, numa louvável iniciativa de preservar e fortalecer as raízes açorianas.


A garotada não se intimidou com o costume da Bernunça de engolir crianças, dando à luz, em seguida, a uma bernuncinha, e foi conferir de perto a garganta da “bichana”.


A rapaziada alegre do Ori se fez presente no Ânsia de Vômito.


Sônia, da MS Moda Íntima, e seu marido Valdenésio


Até o Elvis – aquele que nunca morreu – deu o ar de sua graça na Praia de Itaguaçu


Posando de lobo-mau, o comandante de Kombi, Xuxu, ao lado da Nádia, na Mercearia Ori


Ainda na concentração, os casais Cristine e Anselmo e Afonso e Rosana

FOTO PETRA MAFALDA

Moradora do Abraão, a jornalista Vera Maria foi eleita, no sábado de Carnaval, rainha do bloco Pauta que Pariu, que reúne os profissionais da imprensa do Estado. A escolha aconteceu durante a concentração, realizada na Kibelândia, antes do bloco desfilar pela Praça XV de Novembro.



 
Voltas às aulas: uma lição para pais e filhos
 
Edição 149

Começa mais um ano letivo e milhares de crianças têm a possibilidade de rever amigos e professores. Também é a época em que outras tantas crianças vislumbram um novo horizonte de descobertas ao ingressar pela primeira vez na escolinha. Todas elas precisarão de muita atenção para os diversos itens que permeiam o universo escolar, especialmente nos aspectos comportamentais.

Segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses”, os novatos necessitam de uma preparação, não apenas dos baixinhos, mas algumas vezes também a dos próprios pais. “É o primeiro momento de grande separação e, freqüentemente, isto gera sensação de insegurança em ambos.

Por isso, o primeiro passo para os pais ajudarem os seus filhos a aceitarem bem o ingresso nesta nova e importante etapa de sua vida é terem a certeza da decisão que estão tomando e do lugar e pessoas com quem estão deixando os seus filhos. É pela confiança dos pais que se inicia a confiança dos filhos”, aconselha.

Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sylvio Renan reforça que não há muito o quê explicar aos muito pequenos, mas há como mostrar o quanto será bom e divertido a oportunidade de eles estarem com outras crianças, e também com outros adultos que lhes cuidarão com tanto carinho quanto os pais. Quanto ao incentivo, nada melhor que mostrar as coisas novas e legais que terão na escola, como aprender e brincar.

Para os maiores, os que regressam para o ambiente escolar, o grande trabalho já foi feito e, em geral, todos adoram o retorno à escola em que poderão dividir com os outros colegas os acontecimentos que passaram durante as férias. Do jardim de infância ao ensino médio, nem tudo são flores. Entre os percalços estão questões ligadas ao bullying, por exemplo. Mesmo sendo um tema muito discutido ultimamente, o pediatra alerta que é preciso ficar atento a possíveis comportamentos arredios da criança, especialmente se ela não se mostrar feliz em querer retornar à escola.

O pediatra aponta que tristeza, raiva, choro e sintomas de doença sem causa aparente, especialmente na hora de ir à escola, são alguns dos sinais de que a criança pode estar com algum problema de relacionamento. “O trabalho dos pais aqui também se baseia na confiança e na amizade que precisam demonstrar a seus filhos, assegurando-os que podem se abrir e confiar plenamente neles para a solução de qualquer problema”.

Para os pais, é importante lembrar que em todos os aspectos e fases a criança deve se sentir compreendida e reconfortada. Com diálogo próprio para cada idade, os pais podem (e devem) conscientizar seus filhos de que a escola não é apenas uma obrigação, mas um espaço saudável para o corpo, a mente e alma, que trará benefícios e realizações no futuro.



 
Hora de estudar
 
Edição 149

Como já é de costume, o ano escolar praticamente começa após o Carnaval. Portanto, após dois meses de férias, é hora de pegar o lápis e o caderno e começar a estudar. Para ajudar aos pais na escolha da escola para a criançada, a Folha de Coqueiros fez uma pesquisa com algumas instituições de ensino que vão do berçário até o 5º ano do ensino fundamental. Todas elas com novidades para esperar e atrair a garotada. Além delas, também destacamos duas escolas de língua estrangeira que estão no bairro há vários anos. Em entrevista à repórter Letícia Mathias, os coordenadores afirmaram apostar na tecnologia como ferramenta ao aprendizado.

Em paralelo ao ensino regular, Coqueiros também abriga uma unidade do Kumon. Desde 2006 instalado no Shopping Chamonix, a escola trabalha com método japonês que prioriza o estudo individualizado e, a partir daí, forma alunos independentes e organizados. Em tempos de empreendedorismo, está aí uma boa dica para disciplinar a garotada que anda cada vez mais sem limites até em situações rotineiras como pedir desculpa ao próximo. A matéria está editada nas páginas 6 e 11.

Educação à parte, não podemos deixar de registrar a bela festa de Carnaval organizada pelo amigo Silvio Souza, da Secretaria do Continente. Não faltaram elogios ao evento que aconteceu na tarde domingo, 19 de fevereiro, na Praia de Itaguaçu. Bandas animaram o evento e o destaque ficou por conta dos blocos Ânsia de Vômito, que fez sua concentração no Bar do Ori, e o Noivas do Paru. Sem esquecer, é claro, do Bloco da Bernunça criado pelos moradores da Praia do Meio. Uma esplêndida idéia que agradou os pequenos como pode ser conferida na coluna da jornalista Márcia Quartiero.

Boa leitura
Da editora



 
Capa Edição Março 2012
 
Edição 149



 
São José terá posto de conciliação
 
Edição 149

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina instala no dia 28, às 18 horas, o primeiro Posto de Atendimento e Conciliação (PAC) de São José. O serviço será oferecido na Faculdade Estácio, onde a comunidade poderá solucionar conflitos de menor complexidade, tanto em ações já ajuizadas, como em assuntos ainda não levados à Justiça, reduzindo a sobrecarga de processos nos tribunais.

Idealizados pelo Conselho Nacional de Justiça, os PAC são instalados por meio de convênio entre o Tribunal de Justiça e instituições públicas ou privadas. Em 2011, segundo o TJ, os postos catarinenses prestaram 3,7 mil atendimentos, com a homologação de 647 acordos. Dos seis postos já em funcionamento atualmente no Estado, três ficam na Capital – um deles na Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) – e os restantes em Mafra, Blumenau e Indaial.

“O objetivo do PAC é fazer uma Justiça mais rápida”, resume o professor Almir José Pilon, que, com colaboração da professora Mayla Regina Rathje, coordenará uma equipe de cinco alunos do curso de Direito da Estácio no atendimento à comunidade. “A população já vai sair daqui com acordo resolvido, evitando assim que uma demanda fique durante anos parada no Judiciário. Como tudo sai por acordo, em tese as duas partes saem satisfeitas, pois não há perdedor. Havendo acordo, segue para aval do Juiz”, explica Pilon. O juiz responsável pelo PAC da Estácio será o Dr. Osiris do Canto Machado, do Fórum de São José.

Aos acadêmicos envolvidos, o projeto permitirá desenvolver a capacidade de promover soluções extrajudiciais de prevenção e solução de conflitos, habilidade estimulada pelo

Projeto Pedagógico do curso de Direito da Estácio. O trabalho valerá ainda como título em concurso de ingresso na magistratura.

O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas. Interessados devem agendar reunião de conciliação pelo telefone (48) 3381-8079. A Estácio fica na Avenida Leoberto Leal, 431, em São José.

DEFESA GRATUITA - Além do PAC, a Estácio mantém desde 2005 um Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que disponibiliza gratuitamente o serviço de defesa dativa para quem não tem condições de contratar um advogado em processos judiciais. Sob orientação de professores, uma equipe de estudantes de Direito presta assessoria preventiva e remediativa, vivenciando situações que servem como treinamento prático intensivo. O NPJ atende de segunda a sexta-feira, das8h30 às 21 horas.

SERVIÇO

O QUE: Posto de Atendimento e Conciliação em São José
ONDE: Faculdade Estácio, localizada na Avenida Leoberto Leal, 431, em São José.
ATENDIMENTO: de segunda a sexta-feira, das 14 às 17 horas.
AGENDAMENTOS: (48) 3381-8079
QUANTO: gratuito.



 
Um santuário Colorado
 
Edição 148

Por Márcia Quartiero

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Santuário Colorado


Legenda – Moysés e Hilda com a bola autografada pelo goleiro Tafarel

Na Rua 23 de Março, no bairro Itaguaçu, em uma casa vermelha e branca, uma bandeira do Sport Club Internacional  tremula bem alto, sinalizando a todos que este é um território colorado. Mais ainda, que os visitantes estão em um “santuário”, mantido pelo casal Hilda e Moysés. Ela consulesa honorária do  Inter em Florianópolis e membro do conselho deliberativo do clube. Ele, cônsul de uma das cinco regionais existentes em Santa Catarina, responsável por atender 61 municípios.

Na residência, as paredes são ocupadas por fotos do casal com personagens marcantes, como Carlos Alberto Parreira, Dunga, Muricy Ramalho, Elias Figueroa e Pelé. Nelas, os dois sempre vestem orgulhosos a camisa do time.  “Já viajamos por mais de 20 países, sempre levando na bolsa a camisa, a bandeira e algumas lembrancinhas para distribuir”, conta Hilda. Num dos quartos da casa, são guardadas as faixas, bolas e réplicas de troféus conquistados pelo Inter, bem como uma infinidade  de materiais do time.
Hoje, Florianópolis possui a maior comunidade colorada registrada no Estado: são 866 sócios, que superam os mil se forem computados os 254 da vizinha São José. “Em 1981 eram apenas 38 sócios”, diz orgulhosa Hilda, que sempre leva consigo um formulário de filiação.

Arte de sucata

Quando era criança e visitava a casa de seus avós, Fábio Antunes de Oliveira aproveitava as bolinhas do cobertor de lã para fazer palhacinhos, que “vendia” para os membros da família com o objetivo de comprar algumas balas. O tempo passou, mas a capacidade e a criatividade de  transformar materiais se mantêm até hoje e pode ser conferida no Mestre das Chaves, chaveiro que ele e a esposa comandam no bairro Abraão. Na casa de madeira localizada na  esquina da Rua Rosinha Campos com a Avenida Patrício Caldeira de Andrade, sucatas recolhidas na rua e em oficinas de carro se transformam em potentes motos, inusitados robôs, insetos, monstros marinhos ou, ainda, num grande peixe, feito a partir de dois para-choques de Fusca.

Conforme ele, as esculturas começaram a ser feitas há cerca de 10 anos, quando adquiriu uma solda elétrica. Com o decorrer do tempo, o hobby virou uma paixão, que pode ser conferida nas prateleiras que abrigam tanto a sua arte como seus instrumentos e materiais de trabalho.

Quebrando paradigmas


Marina com a gata Biba

Bonita, bailarina há mais de 10 anos e com aparência frágil, apesar da altura. Quem olha para Marina Brandt não imagina que ela integra o restrito grupo de seis mulheres aprovadas no Vestibular da UFSC para uma das 78 vagas oferecidas em Engenharia Mecânica, um dos cursos mais conceituados da Federal de Santa Catarina e  que - em pleno século 21 - ainda se mantém como um verdadeiro clube do bolinha. 

A decisão de cursar Mecânica aconteceu depois de uma visita à Universidade, quando verificou a excelência dos laboratórios do curso e o amplo campo de atuação do profissional desta área. “Muitos me chamaram de louca, pois tem muita matemática, mas acho que fiz a escolha certa”, diz.

Uma aquariana na família

No dia 27 de janeiro, finalmente a Laura deu o ar de sua graça, para a felicidade dos pais Mariana e Guto (foto). Chegou linda, já provocando suspiros nos bebês da maternidade Santa Helena. Que os ventos lhe sejam favoráveis nesta grande aventura, que é a vida. Resta torcer para que os vovôs Sibyla e Barão se comportem e não dêem maus exemplos à pimpolha.

Elegância

Sempre elegante, a jornalista Mirela Maria, com sua filha Binah Irê, na festa de aniversário da também jornalista Linete Martins, realizada no  Santo Graal.

Não obrigado

Não convidem o prefeito Dário Berger para jogar futebol nos campinhos de grama sintética recém-instalados no Parque de Coqueiros. Na sua avaliação, o equipamento artificial prejudica as partidas já que, volta e meia, "o pé do jogador trava na grama".  A declaração foi feita na inauguração da Central de Monitoramento de Coqueiros, em resposta a um pedido do presidente da Associação das Praias do Meio, Saudade e Itaguaçu, Marcos Leandro (Ampims), que queria fazer na Praia do Meio um projeto semelhante ao do Parque de Coqueiros. O  prefeito classificou o uso da grama sintética como “puro modismo”.



 
Justa homenagem
 
Edição 148

A matéria de capa dessa edição não contempla apenas os moradores da região de Coqueiros. Faz também uma justa homenagem ao ex-presidente do Conseg (Conselho de Segurança de Coqueiros), Hylas Silveira Barros. Grande incentivador da importância da tecnologia a serviço da segurança, seu Hylas não chegou a inaugurar as câmeras de videomonitoramento  instaladas em Coqueiros, Itaguaçu, Abraão e Bom Abrigo. Faleceu antes de ver seu sonho realizado. Mas uma coisa é certa: não fosse sua persistência e audácia em percorrer os gabinetes de secretários e governadores, os equipamentos, talvez, não estariam nos bairros. Em reconhecimento, foi feita uma justa homenagem à dona Áurea Silveira, viúva do ex-presidente. Em seguida, foi ativada a Central de Vigilância Eletrônica na Base da Polícia Militar da Praia do Meio.  Presente à solenidade – que aconteceu na quarta-feira, 25 de janeiro, - a comunidade aposta na ferramenta no combate ao crime. A matéria está editada na página 6.

Além das câmeras, prometidas há vários anos pelo Governo do Estado, outras pendências em relação às obras públicas estão registradas na página 3. Falta de sinalização nas ruas, atraso nas obras do sistema de esgoto e buracos nas vias são algumas das promessas não cumpridas pelos legisladores. É bom lembrar que 2012 é ano eleitoral.  Portanto, mais uma enxurrada de discursos.

Obras não realizadas à parte, a Folha Amarela mostra a trajetória de um empresário que apostou no bairro de Coqueiros - há quase 20 anos - e saiu vitorioso.  É o conhecido Toninho da Farmácia que literalmente vestiu a camisa branca e foi à luta. O segredo do sucesso? Bom atendimento, postura hoje tão deixada de lado por grande parte dos comerciantes.  Pois bem, seguindo o projeto da Folha Amarela mais um comércio e empresário destacados nas páginas do jornal.

Boa leitura
Da editora



 
Esquina perigosa
 
Edição 148

FOTO ANA SCHAUFFERT/DIVULGAÇÃO


Mais um ano eleitoral se aproxima, e as promessas do último pleito continuam só no discurso.  Uma delas é a solução para o cruzamento das ruas Abel Capela e Santos Lostada, esta última corredor de ônibus da Vila Aparecida. Palco de acidentes envolvendo automóveis, motos e transporte coletivo, a esquina é motivo de pânico entre os moradores do entorno. Afinal, freadas bruscas, batidas, xingamentos e vítimas com ferimentos já são comuns no cruzamento. “Estão esperando um acidente grave com morte?”, desabafa Ana Schauffert, depois de registrar uma das últimas ocorrências no local. No domingo, 23, por volta das 18h, um vigia do Banco Itaú de Coqueiros – que trafegava de motocicleta pela Rua Abel Capela - foi atropelado por uma caminhonete  que atravessou a Santos Lostada, sem respeitar a sinalização. A vítima esperou por 45 minutos- estendida no chão - a chegada do SAMU (foto).

O maior problema é que os motoristas que sobem ou descem a Santos Lostada não param, desobedecendo as leis de trânsito, já que a preferencial é a Rua Abel Capela. A placa de Pare em uma das esquinas está coberta por galhos de árvore e, para piorar, está fixada no mesmo poste da sinalização do ponto de ônibus. “Já mandei vários pedidos ao IPUF, solicitando a colocação de tachões nas duas esquinas. A resposta foi de que o Ministério Público não deixa porque faz "barulho" para os vizinhos.  Daí colocaram uma lombada na Abel Capela achando que iria reduzir a velocidade dos carros e, consequentemente, os acidentes no cruzamento”, denuncia Ana.
Com a palavra o vereador João Amin que, em junho de 2009, portanto no primeiro ano do mandato, enviou carta para a Folha se comprometendo a resolver o impasse.

FOTO JOEL GHIZONI

Poluição visual

O leitor Joel Ghizoni Sampaio manda e-mail para Folha e faz o seguinte questionamento: “O primeiro local mais fotografado de Florianópolis, sem sombra de dúvida, é a Lagoa da Conceição. O segundo é a Praia das Palmeiras em Itaguaçu (foto), e que anda muito esquecida. A poluição visual está tomando conta do local. Como, então, tirar foto da paisagem?”.

Novo banco

Coqueiros ganhou mais uma agência bancária. Inaugurou no final de dezembro o Banco Santander. Localizada no Centro Comercial Coqueiros, em frente à Praia da Saudade, a agência faz parte de um projeto de ampliação da rede, que prevê a abertura de 600 agências em todo país até 2013. “Com esta iniciativa, o Santander reforça a importância da região Sul para os seus negócios no Brasil”, destaca Tânia Pereira, do departamento de Marketing e Comunicação.

Esgoto no Abraão

Por falar em promessa, a Casan – em entrevista à Folha de Coqueiros em fevereiro do ano passado- garantiu que as obras da rede de esgoto do bairro Abraão iniciariam em novembro de 2011. Pois bem, até agora tudo continua no papel. De acordo com diretor técnico da Companhia, engenheiro Fábio Krieger, a verba já estava aprovada pelo Ministério das Cidades num total de R$ 13 milhões. E para os bairros com sistema de esgoto implantado, como é o caso de Coqueiros, a promessa seria fiscalizar as residências que não estão ligadas à rede. No entanto, mais um Verão com praias poluídas.

Ponto de ônibus

Leitor José Eduardo dos Anjos denuncia o descaso da Prefeitura de Florianópolis com a limpeza dos pontos de ônibus. Segundo ele, a situação causa revolta nos usuários de transporte coletivo.  “Desde outubro do ano passado tenho solicitado a limpeza dos pontos de ônibus na Praia da Saudade e não tenho resposta da prefeitura ou Comcap. A sujeira é impressionante”, aponta. 

FOTO GERSON SCHIRMER

Tapete Preto

O abandono com o patrimônio público também está estampado em algumas ruas de Coqueiros. Um bom exemplo são as ruas Coronel Ivan Dentice Linhares – que está tomada pelo mato – e Frederico Kuerten (foto), que precisa de uma nova pavimentação.  Questionado sobre o problema, o secretário do Continente, Deglaber Goulart, disse que as vias já estão incluídas no Projeto Tapete Preto.

Volta às aulas

O ano letivo de 2012, das redes municipal e estadual de ensino, inicia dia 14 de fevereiro. Devido ao Carnaval, haverá interrupção de expediente nos dias 20 e 21 de fevereiro, nas escolas do município, e dia 21 nas estaduais. Os estabelecimentos de ensino municipal também estarão em recesso no dia 23 de março, por conta da emancipação política do município.  A novidade para este ano na rede pública da Capital será o lançamento da primeira edição do “Prêmio Professor Nota Dez”.
Leia abaixo:

Secretaria Municipal de Educação vai premiar professores que se destacam na rede

Os profissionais que realizam ações diferenciadas em sala de aula serão reconhecidos pela Prefeitura da Capital durante a primeira edição do “Prêmio Professor Nota Dez”. Os educadores da rede municipal poderão se inscrever de 1º de março a 15 de abril no Centro de Educação Continuada – CEC, localizado à Rua Ferreira Lima, 82, Centro de Florianópolis. A premiação ocorrerá no dia 11 de maio em sessão solene na Câmara Municipal de Florianópolis.

O objetivo é reconhecer os profissionais que colaboraram para a melhoria da educação com experiências de ensino inovadoras e transformadoras, excelência no atendimento, e ações que colaboraram para o fortalecimento e engrandecimento da instituição educativa. Além de conceder medalha e diploma, o prêmio vai permitir aos professores a participação em feira, seminário, congresso ou evento similar na área da Educação em território nacional.

A comissão que fará a análise e a seleção dos projetos será composta pela equipe de coordenação pedagógica e de supervisão de ensino da Secretaria Municipal de Educação, e pelos vereadores Erádio Gonçalves, Márcio Souza e Celso Sandrini, indicados pela Câmara Municipal de Florianópolis, que criaram a lei 8024/2009.



 
Sorvete e café à beira-mar
 
Edição 148

FOTO GERSON SCHIRMER

CALDO E FREDO: um novo espaço em frente à Praia do Meio

Inaugurada no mês de novembro, a Sorveteria e Cafeteria Caldo e Freddo traz para Coqueiros uma nova opção de lazer e gastronomia. O buffet de sorvetes conta com mais de 40 sabores com destaque para a linha exótica, como Mirtilo, Creme catalão, Macadamia, Amora, Menta chips e pistache. Possui ainda algumas opções de sorvetes light e diet e sem lactose. Incrementando os gelados, o buffet dispõe de caldas quentes e frias, mousses, frutas cristalizadas e diversas guloseimas.

Quem preferir levar para casa, pode optar ou por uma linha de picolés ou acomodar os sorvetes em embalagens especiais. Com certeza, a sobremesa vai fazer sucesso.

Já para os amantes do café, a casa oferece diferentes tipos da bebida. Entre eles, o expresso, o cappuccino, ice cappuccino, e o mais apreciado pelos clientes: o café Frozen. O Caldo e Freddo prepara também sucos naturais, deliciosos chás gelados, ice chocolate e chocolate quente servido com muito chantily.

Na vitrine, para acompanhar essas delícias, estão expostos diversos salgados. Já para quem gosta de um pãozinho na hora do lanche, a dica fica por conta dos sanduíches naturais, misto quente, o tradicional bauru e queijo quente.

Ampla e no estilo clean, a casa se destaca pelo visual à beira-mar. Além do espaço interno, possui um deque com mesas ao ar livre em frente à Praia do Meio. Um lugar ideal para encontros entre amigos no final da tarde.

ATENDIMENTO: A Sorveteria e Cafeteria Caldo e Freddo (Quente e Frio em italiano) funciona de terça a sábado das 8h às 22h, e domingo das 11h às 22h. A casa também trabalha com espaço para a realização de eventos. Informações pelo fone 3348-2090.



 
Toninho da farmácia
 
Edição 148

FOTO GERSON SCHIRMER

ANTÔNIO: dono da Essencial comemora 19 anos da farmácia no bairro

Por Sibyla Loureiro

No próximo mês de maio, a Farmácia Essencial – de Coqueiros - completa 19 anos de fundação. Com certeza, uma data a ser celebrada, especialmente se considerada a proliferação de grandes redes no bairro nos últimos anos. Para o proprietário Antônio Jerônimo, a receita nada mais é do que bom atendimento, amor pela profissão e muito trabalho. “Não basta ler uma prescrição médica, pegar o remédio na prateleira e cobrar. É preciso maciez no atendimento: dar um aperto de mão, conversar com o cliente e, principalmente, estar sempre presente na empresa”, diz Antônio, mais conhecido como Toninho. Uma espécie de conselheiro, ele poucas vezes se afasta do balcão e atende desde a comunidade carente de Coqueiros até os mais abonados.

Localizada na Avenida Desembargador Pedro Silva, importante via de acesso à área continental de Florianópolis, a Essencial ocupa hoje uma esquina privilegiada e oferece uma variedade de produtos na linha de cosméticos, medicamentos e verificação da pressão arterial. Mas no começo a Farmácia era bem diferente. Ficava no mesmo local, porém, numa sala pequena com estoque suficiente para atender aos moradores da região. Em 2001- oito anos após a inauguração e rompimento de sociedade – Antônio comprou a parte da sócia e investiu na ampliação da loja.

Em paralelo ao aumento do espaço e à diversidade de produtos, a Essencial sempre se destacou pelo visual de seus atendentes. A começar pelo proprietário, todos vestem roupas brancas e mantêm os cabelos impecáveis. “Aprendi a me vestir e valorizar o trabalho com o hoje vereador Renato Geske, dono da Farmácia Kefarma, na Lagoa da Conceição. Fui seu funcionário e o considero meu professor, já que me ensinou desde a cortar o cabelo até usar o guarda-pó com gola de padre”, diz Antônio.

Com o desenvolvimento dos bairros do entorno de Coqueiros, a demanda foi crescendo e, conseqüentemente, a Essencial teve que se adequar às necessidades da população. Entre elas, a abertura aos domingos e horários mais flexíveis para receber os clientes. “É um diferencial da farmácia, sempre abrir ou fechar uma hora antes da concorrência. Ontem mesmo (domingo, dia 22), atendi um morador do Estreito que chegou tarde da praia e só encontrou a Essencial aberta”, acrescenta Antônio.

ESPORTE – Torcedor ferrenho do Corinthians, Antônio é um apaixonado por esportes. Depois de praticar Karatê durante 11 anos e freqüentar academia, agora é adepto das caminhadas e do ciclismo. Para tanto, de segunda a sábado, das 14 às 15h, troca o balcão da farmácia pela pista da Beira Mar de São José. Embora corintiano de coração, gosta de exibir as camisetas de outros clubes enquanto caminha. “Ganhei seis dos clientes – uma do Vasco, duas do Figueira, uma do Grêmio, outra do Cruzeiro e uma do Corinthians. Portanto, uso - cada dia – uma delas”, comenta Antônio.

Natural de Laguna, Toninho cultiva outras paixões. Além do ramo farmacêutico, área que estreou como balconista aos 20 anos de idade e lhe rendeu a experiência em seis farmácias antes do seu próprio negócio, ele também é devoto de São Jorge. Para comprovar suas três preferências - Deus, a profissão e o Corinthians – basta fazer uma visita à Essencial e visualizar um quadro com os atletas do Timão, de 1978, e uma imagem de Nossa Senhora. Quanto à profissão, é só adaptar ao empresário o ditado “o olho do dono é que engorda o cavalo”.



 
Central vai funcionar na Base da PM
 
Edição 148

FOTOS GERSON SCHIRMER

SEGURANÇA: mais 13 câmeras instaladas na região de Coqueiros


RECONHECIMENTO: Áurea Silveira recebe homenagem do secretário César Grubba


PREFEITO: viúva de Hylas Barras também recebe cumprimentos de Dário Berger

Depois de uma longa espera, foi ativada, dia 25, a Central de Videomonitoramento de Coqueiros. Localizada junto à Base Operacional da Praia do Meio, a central começa a funcionar com 13 câmeras instaladas nos pontos de maior movimento dos bairros Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão. Os equipamentos vão se somar às outras cinco câmeras já implantadas pela Secretaria do Continente, hoje controladas pela Guarda Municipal. De acordo com o tenente coronel Luiz Dalmarco, coordenador do Sistema de

Videomonitoramento Urbano da Secretaria de Segurança Pública, o projeto é agregar as cinco câmeras à central.

Além dos bairros, a central também vai controlar cinco pontos instalados nos acessos Ilha/Continente das pontes Colombo Sales e Pedro Ivo. São duas câmeras nas pistas de rolamento e três na passarela da Ponte Pedro Ivo Campos. “A capacidade é para receber até 20 câmeras”, diz o coronel Luiz Dalmarco.  Segundo ele, as câmeras têm um papel de prevenção e investigação. “O operador tanto pode flagrar o momento da ocorrência como depois buscar a imagem do infrator”, acrescenta Dalmarco, lembrando que o sistema foi projetado para armazenar as imagens durante 15 dias e, posteriormente, até 30 dias.

A delegada de polícia Isabel de Oliveira da Luz Fontes, titular da 4ª DP de Coqueiros, afirmou que as câmeras tendem a diminuir a ocorrência de crimes na região. Atualmente, a principal demanda são os furtos em residências e em automóveis. Como a região é uma área residencial, com casas de alto padrão e uma Via Gastronômica movimentada, os furtos acabam acontecendo. “As câmeras vão auxiliar nas investigações após o crime através da coleta de imagens”, declarou.

Para monitorar o sistema, a central vai contar com policiais militares e agentes temporários contratados para este fim.  O comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Almir Silva, explica que serão 10 pessoas – divididas em turnos - entre policiais e agentes para monitorar as câmeras e fazer a segurança da Base. “Sabemos que as Câmeras não vão impedir os delitos, mas vão inibir. O grande diferencial, é saber quem foi o autor”, elogia Almir Silva.

O secretário da Segurança Pública, César Augusto Grubba, disse que o sistema de vigilância por câmeras de monitoramento é uma importante ferramenta de apoio ao policiamento e que agrega tecnologia e modernidade. “Este sistema caracteriza-se como meio eficaz para prevenção da violência e do crime e amplia o grau de vigilância nos espaços  públicos”, disse Grubba.

A central de videomonitoramento de Coqueiros é resultado de uma parceria das secretarias estaduais da Segurança e Turismo mais a Prefeitura Municipal de Florianópolis. No total, foram investidos R$ 240 mil. Até o momento, a Capital conta com 140 câmeras e a previsão para os próximos quatro meses é de ampliar para 290 pontos de monitoramento. O número de centrais também aumentou passando de quatro para  onze.

Durante a cerimônia, foi homenageada a viúva do ex-presidente do Conseg (Conselho de Segurança de Coqueiros), Hylas Silveira Barros, dona Áurea Silveira. Falecido em outubro de 2007, aos 72 anos, seu Hylas foi o grande batalhador da instalação das câmeras de vigilância no bairro.
Confira abaixo o local dos novos pontos:

Relação de Localidades Contempladas

COQUEIROS – ITAGUAÇU – ABRAÃO

1-Av. Max de Souza e Parque Coqueiros-Imediações da entrada do parque   
2- Av. Max de Souza e Rua Jaú Guedes da Fonseca- Em frente do Supermercado Imperatriz, lado oposto   
3- Av. Max de Souza e Rua Marques de Carvalho -Posto Coqueiros   
4- Av. Max de Souza -Próximo ao meio da praia e ao Banco do Brasil   
5- Rua Desembargador Pedro Silva e Rua General Estilac Leal - Lado da praia   
6- Rua Capitão Savas e Rua Álvaro Soares de Oliveira - Em frente à esquina Clínica Sta. Helena   
7- Rua João Meirelles e Rua Raimundo Bridon    - Em Frente ao Ed. La Romana, lado oposto, na esquina   
8- Rua João Meirelles e Rua Fernando Ferreira de Mello – no cruzamento, na calçada do número 804   
9- Rua João Meirelles e Rua Videira - Do lado oposto da rua   
10- Rua Manoel Felix Cardoso e Rua Hercílio Aquino -Canteiro Central, Academia ATLAS   
11- Rua Prof. Rosinha Campos e Rua Patrício Caldeira de Andrada - Canteiro central, lado oposto ao semáforo   
12 - Rua Julio Dias e Rua Jaú Guedes da Fonseca - Proximidade antigo ATALIBA
13 - Rua Vinte Três de Março c/ Rua Cap. Savas       

Posição Câmeras Prefeitura

1 - Av. Max de Souza -Dentro do Parque de Coqueiros
2- Rua André Wendhausen – Praça da Praia do Meio
3 - Rua Des. Pedro e Silva - Rótula c/ Rua João Meirelles     - Praia de Itaguaçu
4 - Av. Max de Souza e Rua Marques de Carvalho - Posto Coqueiros
5 - Rua João Meirelles e Rua Antenor Moraes - Próximo ao hidrante- Praia do Bom Abrigo



 
O mangue de Coqueiros
 
Edição 148

FOTO RICARDO MÜLLER


Beatriz Cardoso*

Em nosso bairro temos muitas preciosidades, mas sem dúvida, uma das maiores é o nosso manguezal, localizado nas proximidades do Parque de Coqueiros, sendo o único da região Continental.

Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estatuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis que resultam em grandes "berçários" naturais.

Em Coqueiros observamos diversas espécies típicas desses ambientes, como animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo. A quantidade destas espécies, tanto da fauna quanto da flora, devidamente catalogadas, vem aumentando no decorrer dos últimos anos.

Infelizmente esta área está sob permanente risco de degradação, com podas e aterros clandestinos.

Os moradores têm atuado intensamente em sua defesa e os órgãos ambientais como Floram, Ibama e ICMBIO já o reconhecem como área de proteção permanente, sugerindo que o local se torne uma área de educação ambiental.

A Associação de Moradores de Coqueiros – Pró-Coqueiros - busca garantir a preservação deste manguezal, única área verde remanescente no bairro e que desejamos incorporar ao Parque de Coqueiros.

(*) Secretária Pró Coqueiros

NOTA DA REDAÇÃO: O morador Alencar Araújo também sugere incorporar ao Parque de Coqueiros – pela orla - uma ciclovia com acesso à Beira Mar Continental. Segundo ele, a pista – que também pode servir para caminhadas – evitaria que os pedestres circulassem pela avenida. Além de mais segura, a ciclovia seria uma nova área para o lazer. Para concretizar o projeto, falta a permissão do Ifsc (Instituto Federal de Santa Catarina) e da Polícia Ambiental, já que a construção da pista ocuparia parte dos terrenos dos órgãos federal e estadual. Questionado sobre a proposta, o prefeito Dário Berger disse aprovar a obra. Desse modo, o secretário do Continente, Deglaber Goulart, garantiu conversar com os dirigentes das instituições.



 
Capa Edição Fevereiro 2012
 
Edição 148



 
Ode à Educação
 
Edição 148

João Aderson Flores *

A recente divulgação do Programa de Avaliação dos Estudantes – PISA, realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, mostrou que a educação no Brasil avança com lentidão, o que deixa a sociedade extremamente preocupada.

A grande imprensa repercutiu os resultados, mostrando que o Brasil ocupa posições finais entre os 65 países que participaram da avaliação: 53ª em ciências e leitura e 57ª em matemática. Para os especialistas, o resultado reflete o descaso, durante décadas, com a educação; professores ganhando mal e pouco valorizados.

Ao corroborar a opinião dos analistas, há que se dizer que, pelo menos em Santa Catarina, nem sempre foi assim: em 1979, já no inicio da administração do Governador Jorge Bornhausen, foi concedido um aumento real significativo para educadores, além de gratificações financeiras denominadas “pó de giz” e “pó de estrada”, com a finalidade de estimular a manutenção de bons professores em sala de aula e a atuação em locais de difícil acesso. Naquele governo, a prioridade era a sala de aula, que está para a educação assim como o posto médico, o ambulatório e o centro cirúrgico estão para a saúde.

Santa Catarina, dando continuidade a um processo iniciado no Governo Celso Ramos (1961/1966), ostentava uma posição de destaque entre os três estados com melhores indicadores na educação nacional. Técnicos do MEC, de países do Cone Sul, da África e de outros estados da Federação vinham ao Estado para “saber o segredo”, verificar os resultados promissores com boas técnicas de alfabetização e baixos índices de repetência.

A Fundação Catarinense de Educação Especial era referência nacional para pessoas portadoras de necessidades especiais, especificamente no que concerne às síndromes.

A Fundação Educacional de Santa Catarina deu start num modelo de interiorização do ensino superior por meio da ACAFE, que havia sido criada em 1974.  A expansão das fundações educacionais teve significativa participação na consolidação do desenvolvimento sócio-econômico do Estado. Havia mais: uma geração de educadores comprometida, envolvida com o processo educacional, apaixonada pelo que fazia, e com uma dose significativa de humanismo, ou seja, o ser humano em primeiro lugar.

Quando fui pela primeira vez à América do Norte, Martin Grossack e Howard Gardner já ensinavam: os Estados Unidos fizeram uma verdadeira revolução na educação em 1870. Em uma década, dobraram o investimento na educação pública e universalizaram o ensino. Em 1910, todas as crianças tinham acesso a uma escola de período semi-integral.
Todos os países que conseguiram ingressar na categoria dos desenvolvidos fizeram-no com bons padrões de educação, especialmente educação fundamental. Os exemplos mais recentes são China (Xangai), Coréia do Sul, Chile, Japão e Islândia. O grande paradoxo é que nunca se arrecadou tanto no Brasil - diversos estados têm arrecadação mensal na faixa de R$ 1,5 bilhão -, mas a prioridade dada à educação é de efeito acústico, retórica como chuva de verão.

O certo é que os resultados da avaliação nos chamam a contribuir para que o Brasil garanta educação de qualidade para todos, em todos os níveis de ensino e em todas as redes (pública e privada), e a lutar pela ampliação e boa gestão dos recursos públicos investidos nessa área. Sem nenhum trocadilho, precisamos “pisar no acelerador”! Para recuperar a defasagem e atingir as metas estabelecidas pelo próprio Ministério da Educação para 2021, ter-se-á que dobrar os avanços da última década, no mesmo espaço de tempo.

(*) Psicólogo



 
Voluntários dão lição de vida
 
Edição 147

FOTOS GERSON SCHIRMER


BANCO DO BRASIL: presentes para crianças do Conselho Comunitário de Coqueiros


ROSÂNGELA E VÂNIA: doces e brinquedos para garotada da Vila Aparecida


MAURECI VIEIRA: conserto de carrinhos na Oficina do Papai Noel


DONA MARIA: montamos e enfeitamos bonecas com vestidos e penteados novos

Por Sibyla Loureiro

Nesse Natal não vão faltar bonecas e nem carrinhos para presentear a criançada de Coqueiros. A família Vieira, que há 21 anos organiza festa para a garotada da periferia do bairro, pretende distribuir 2 mil brinquedos dia  23 de dezembro. Na Oficina do Papai Noel, que começou em 2006 num acanhado espaço da casa, estão guardadas 230 Barbies, mais de 200 ursos, além de jogos educativos, bicicletas, entre outros.

“Aqui nós lavamos, consertamos e enfeitamos os brinquedos que se transformam em novos”, celebra Maria da Silva Vieira, 81 anos, que ao lado das filhas comanda a Oficina que hoje ganhou um ambiente nobre da residência. De um lado do andar térreo, a máquina de costura para confeccionar roupinhas. Do outro, as ferramentas para fazer os reparos nos carrinhos. “Desde setembro estamos recebendo brinquedos usados. Além dos que precisam de reforma, sempre arremato alguns em leilões e feiras”, diz Maureci Vieira, um dos organizadores da festa e responsável pela restauração dos carrinhos.

O evento, que iniciou com o patriarca da família, o conhecido seu Cici, envolve uma carreata que sai da residência localizada na Servidão Papa João Paulo I às 18h. Com apoio de 15 carros da família e amigos, o Trenó do Papai Noel – puxado por um Gol vermelho - percorre as principais ruas de Coqueiros, Abraão e Itaguaçu distribuindo brinquedos e saquinhos de bala e guloseimas. Antes do passeio, a Servidão é fechada e são servidos cachorro-quente e refrigerante para criançada. Maureci diz que a festa só é possível graças às doações da comunidade, do comércio local e de instituições privadas e públicas como a Assembléia Legislativa.  
 
DINHEIRO PARA BOLO - Se depender de Ivanete Aparecida Venâncio, a Vânia da Vila Aparecida, nenhuma criança da comunidade vai ficar também sem brinquedo e sem um pedaço de bolo.  Pela nona vez consecutiva, a comerciante pretende repetir a festa que costuma interditar a Rua da Fonte – em frente ao Posto Policial - e reunir a criançada do bairro, no dia 24, a partir das 8 horas. Com a meta de arrecadar 1,2 mil brinquedos, Vânia promete não deixar ninguém sem presente. Outra atração da festa é um bolo de 15 metros de comprimento que será distribuído às famílias, que ainda terão direito à bebida e lanche.

Mas para promover o evento, Vânia está precisando de doações. Roupas, calçados, doces diversos, brinquedos e cestas básicas, além de ajuda financeira para preparar o bolo. Como este ano os moradores estão sem os serviços da Padaria da Vila, que fechou as portas por ter seus bens confiscados pela Justiça – devido a ações trabalhistas-, Vânia necessita de dinheiro.

“O Supermercado Imperatriz cobrou R$ 2.300,00 para confeccionar e montar o bolo. O mesmo valor também foi orçado pela Confeitaria Final de Semana”, contabiliza Vânia, que decidiu organizar o evento depois de perder um filho de sete anos, atropelado, em Chapecó, sua cidade natal.  Já que não é possível presentear o filho falecido, Vânia prometeu deixar outras crianças felizes. “Depois da festa aqui, vou para o Hospital Infantil e outras comunidades distribuir o que sobra”, conta.

ÁRVORE DOS ANJOS - Quem entrar na agência do Banco do Brasil de Coqueiros – antiga agência do Besc – vai encontrar uma decoração diferenciada. A árvore – batizada este ano de “Árvore dos Anjos”- está enfeitada com cartões mostrando fotos, idade e medidas para sapatos e roupas das 56 crianças atendidas pelo Conselho Comunitário de Coqueiros.  O projeto – que já está na terceira edição – prevê a distribuição de presentes às crianças através da adoção pelos clientes da agência ou visitantes.  “Em 2010, conseguimos entregar brinquedos, roupas e sapatos para toda a garotada. Este ano, esperamos acrescentar ainda pacotes de chocolates e balas para adoçar o Natal dos pequenos”, adianta a gerente Raquel Costa Oening. A festa de entrega será no dia 16 de dezembro e os presentes já podem ser levados à agência.

Já no dia 17, o presidente do Conselho, Luiz Gonzaga de Souza, prepara uma festa de Natal que começa com almoço na Igreja Nossa Senhora do Carmo. À tarde brincadeiras, lanche e entrega de presentes no terreno em frente ao Posto Coqueiros.

SERVIÇO

O quê: Festa de Natal do Conselho Comunitário de Coqueiros
Quando: 17/12, 10 às 18h
Onde: Igreja Nossa Senhora do Carmo (almoço)
Doações: 3348-8595

O quê: Carreata da Família Vieira
Quando: 23/12, a partir de 18h
Onde: saída servidão Papa João Paulo I
Doações: 3248-3817

O quê: Festa de Natal da Vânia
Quando: 24/12, 8 às 12h
Onde: Rua da Fonte, Vila Aparecida (em frente ao Posto da PM)
Doações: 3244-3141 ou 9985-5313



 
Um festival de sabores
 
Edição 147

FOTO MÁRCIA QUARTIERO

Doreni Caramori (centro), presidente da Acif, e Januário Serpa (segundo da esq. em pé), coordenador regional do Sebrae, com empresários de Coqueiros

Encerrou no domingo, dia 11 de dezembro, mais uma edição do Festival Gastronômico de Coqueiros. Desta vez, participaram 12 restaurantes que mostraram, durante 20 dias, a farta culinária da Via Gastronômica da região. A exemplo de anos anteriores, o Festival aconteceu nos próprios restaurantes que ofereceram, a preços especiais, um prato preparado para o evento. Nesta sexta edição, o público recebeu de brinde desde uma taça de vinho até ostras gratinadas para acompanhar as iguarias criadas pelos chefs dos 12 restaurantes.

“O objetivo é divulgar a Via e fortalecer cada vez mais as empresas de alimentação localizadas nos bairros de Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão”, atesta o diretor da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis – Regional Continental – Maurício Justino, proprietário do Sobradinho Restaurante. O lançamento ocorreu na quarta-feira, 23, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) de Coqueiros.

Quem perdeu o Festival, no entanto, não precisa se preocupar. A maioria dos restaurantes vai manter o prato no cardápio como é o caso do Sobradinho que lança uma promoção: leitores da Folha de Coqueiros vão poder ganhar desconto semelhante ao praticado no Festival: até o final de dezembro O Gratinado do Sertão custará R$ 48,00 ao invés do preço normal que é de R$ 56,00.

O Bar Santo Graal, que fica nas dependências da AABB, também dispõe no menu do Risoto de Lingüiça Blumenau, ao custo de R$ 20,00. Guto Pereira, um dos sócios da casa, diz que os leitores da Folha de Coqueiros ganharão 20% de desconto no pedido.  

O Restaurante Ágapes, na AABB, oferece aos domingos O risoto de pato com arroz arbóreo. Servido no Festival, ele faz parte do buffet ao lado de carnes nobres e acompanhamentos. A casa, inclusive, para substituir a feijoada, está oferecendo churrasco todos os dias. O preço do buffet – aos domingos – custa R$ 45,90.

A Nostra Adega, casa especializada em bebidas nacionais e importadas, trocou o espumante da promoção do evento. Ao invés do Don Giovanni, tem à disposição na loja o espumante Dádivas, do produtor Lídio Carraro. O Brut de R$ 37 para R$ 31 e o Moscatel de R$ 31 por R$ 27.

Para quem não dispensa uma boa costela, o Campeiros Assados – que fez sucesso com o Costelão na brasa, pode conferir o buffet livre com churrasco, diariamente, por R$ 26,95 por pessoa.

Já o Pappatore – que preparou o Rondele alla Carlo apenas para o Festival, promete, em contrapartida, novidades no cardápio para janeiro. Serão incluídas refeições mais leves para o Verão como saladas e pizzas com massa integral e abobrinha, por exemplo. O restaurante acaba de receber – pela segunda vez- indicação da Veja como um dos melhores restaurantes de comida italiana de Santa Catarina.

E se a pedida for por cozinha oriental, a Via Gastronômica ainda hospeda o tradicional Lai-Lai. Há mais de 20 anos no bairro, está com desconto no buffet de sushi e comida chinesa – aos domingos à noite – por R$ 35,80 por pessoa. A promoção vai até janeiro. E, como de costume, o restaurante estará aberto dia 31 e 1º com variedade de frutos do mar e carne de porco.

Sem esquecer que a culinária, voltada para todos os gostos, vem acompanhada do belo visual das praias da região de Coqueiros. Bom apetite!

SERVIÇO

Ágapes
Rua Des. Pedro Silva, 2809 (dentro da AABB)
Fone: 3037-9955

Bella Pizza
Rua Des. Pedro Silva, 2280
Fone: 3240-4333

Casa Mendonça
Rua Des. Pedro Silva, 2578
Fone: 3248-1420

Chico Toichinho
Rua Des. Pedro Silva, 2392
Fone: 3954-2222

Campeiro Assados
Rua Professora Rosinha Campos, 90, Abraão
Fone: 3249-5220

Fedoca by Cuca
Praça Praia do Meio
Fone: 3249-0402

Galeto da Mamma
Rua Plácido de Castro, 201- Bom Abrigo
Fone: 3249-6028

Osanai Sushi
Rua Fritz Muller, 50
Fone: 3024-5080

Pappatore Forneria
Rua Des. Pedro Silva, 2450
Fone: 3249-0990

Lai-lai
Rua Des. Pedro Silva, 2330
Fone: 3249-2728

Rancho Açoriano
Rua Des. Pedro Silva, 3240
Fone: 3249-1414

Santo Graal
Rua Des. Pedro Silva, 2809 (dentro da AABB)
Fone: 3371-9590

Sobradinho
Rua Des. Pedro Silva, 3130 – Itaguaçu
Fone: 3240-5109

Nostra Adega
Rua Des. Pedro Silva, 2677
Fone: 3024-5454



 
Hora de prepara a ceia
 
Edição 147

FOTO GERSON SCHIRMER

EMPÓRIO GRANOLÊ: loja no Chamonix oferece produtos para final de ano

O Natal está chegando. Tempo de reunir a família e os amigos em volta da mesa e confraternizar. Nada melhor, então, do que preparar uma farta ceia de Natal com receitas para todos os gostos.  Ao lado dos tradicionais pratos como peru, rabanadas e bolinhos de bacalhau não dá para esquecer as nutritivas e saborosas oleaginosas. Castanhas, nozes, amêndoas e avelãs tanto servem para decoração como para preparar bolos e tortas. Para quem não dispensa as iguarias, uma boa dica é visitar o Empório Granolê.

Localizado no MiniShopping Chamonix, em Coqueiros, a loja  dispõe de uma variedade de produtos para festas de final de ano e ainda voltados à alimentação natural.

Há um ano no bairro, o Empório Granolê também está montando cestas de Natal como sugestão de presente. Os ingredientes são escolhidos pelo próprio cliente que pode, por exemplo, pedir produtos sem açúcar refinado e sem gordura, para diabéticos, como para pessoas com restrições ao glúten.

A loja oferece granola, produtos diet, chás, suplementos nutricionais, fitoterápicos e essências para ambientes. Na parte de mercearia, os destaques ficam por conta das geléias, sucos, tahines, azeites, entre outros. Já na linha agranel, a ênfase são os cereais, entre a chia, a linhaça, as frutas secas e os biscoitos.

De acordo com o empresário Lidemar Santolin, os produtos mais consumidos na loja são as castanhas, biscoitos, colágeno, óleo de cártamo e, no momento, o óleo de coco. Devido à grande procura, o Empório está com promoção do Óleo de Coco Copra: de 500 ml por R$ 40,00 e de 200 ml por R$ 20,00.   

No mês de dezembro, o horário da loja é de 9 às 19h. Informações pelo telefone 3879-1119.



 
Permanência do Cefid ainda é incerta
 
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FOTO DIVULGAÇÃO

DARLAN: diretor do centro se mobiliza para deixar universidade em Coqueiros

Por Letícia Mathias

O impasse sobre a mudança de zoneamento de parte do terreno do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade de Santa Catarina (Cefid-Udesc) que tramita na Câmara de Vereadores da Capital desde junho continua. O projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), mas o parecer do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) esperado na audiência marcada para o dia 17 de novembro não aconteceu
A diretora de planejamento do Ipuf, Vera Lúcia Gonçalves da Silva, disse que o instituto não finalizou o parecer técnico porque não conseguiu avaliar o impacto construtivo na região. Segundo ela, a Udesc não havia apresentado um quadro descritivo especificando as necessidades da Universidade.  Vera disse que precisaria deste documento para fazer um estudo sobre o impacto dessa mudança e os possíveis transtornos no acesso do sistema viário. “Temos a missão de ajudar para um planejamento adequado. Se for aprovada a mudança de zoneamento é preciso realizar melhorias para os pedestres e pensar no trânsito”, explica.

O diretor geral do Cefid, Darlan Matte, que estava aguardando há cinco meses pela decisão do Ipuf, disse que se eles tivessem pedido o descritivo antes já teriam recebido, e lamentou a dificuldade de comunicação com o órgão. “Se soubesse que faltava esse documento em 48 horas eu teria entregado”, relata. Matte explicou o projeto aos presentes e disse que a intenção não é ampliar de forma desordenada, mas ter um prédio que abrigue com melhor estrutura a universidade.

O diretor informou que eles estão atentos aos problemas no bairro e pensam em construir estacionamento interno da Udesc, desafogando a Rua Pascoal Simone. Matte frisou que a intenção é manter a universidade em Coqueiros, mas não pode mais esperar. “Hoje poderíamos atender um maior número de moradores. Temos 70 professores e 43 deles estão aptos a fazer projetos de extensão, mas ficamos limitados por causa da estrutura. Para 2012, há 103 ações de extensão aprovadas, mas estamos cada vez mais restritos”, afirma.



Mobilidade

O problema com o trânsito é um dos questionamentos do projeto. Com a alteração no zoneamento e ampliação da estrutura e dos cursos, consequentemente mais pessoas utilizariam o espaço podendo causar transtornos nas vias. Beatriz Cardoso, da associação Pro Coqueiros questionou o projeto. Para ela, a expansão da universidade pode aumentar o número de pessoas circulando pelo local e com isso dificultar ainda mais o trânsito. Ela solicitou que o projeto fosse discutido com a comunidade e caso mude o zoneamento da área sugeriu a compensação da AVL em outro lugar do bairro.

O autor do Projeto de Lei, vereador César Faria, falou sobre a importância dos serviços prestados à comunidade e explicou que a intenção não é deixar a área mais povoada, mas proporcionar um espaço adequado para o melhor desenvolvimento da universidade. O secretário do continente, Deglaber Goulart, apóia o projeto e diz que entende a preocupação com o sistema viário e irá fazer o possível para ajudar. “Perder a Udesc para Palhoça seria uma derrota, um grande prejuízo para Florianópolis”, defende.

 

Andamento do projeto

Como não houve uma definição sobre o projeto, o vereador João Aurélio Valente Junior, que presidiu a audiência, propôs que a Udesc se reunisse com Ipuf para resolver as questões pendentes. “Acredito que pode-se chegar a um entendimento que não altere tanto a comunidade. Após a reunião, o Ipuf deverá encaminhar o parecer com as necessidades da Udesc para que eu dê o parecer final”, explicou.

Na última quinta- feira (8), o diretor geral do Cefid, Darlan Matte, conversou com a diretora de planejamento do Ipuf e combinou uma visita à Udesc. A intenção é que ela avalie as necessidades da universidade e aponte exatamente as informações que precisam constar no documento solicitado pelo Instituto.

Após a vistoria, o diretor pretende marcar uma reunião com os representantes das associações de moradores para dar andamento ao projeto. “Queremos uma direção para saber exatamente a informação que precisamos passar ao Ipuf. Está tudo encaminhado para que a questão se resolva ainda este ano. Queremos uma solução pactuada com os órgãos responsáveis e a comunidade”, afirma Matte.



 
DTM, você conhece esta disfunção e suas causas?
 
Edição 147

Letícia Miranda Resende da Costa*

Você sabia que dor de cabeça, dor de dente, tensão e dor na região dos ombros e pescoço, postura desalinhada e até zumbidos no ouvido podem estar relacionados com a DTM?

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é o termo utilizado para caracterizar os problemas relacionados com a Articulação Temporomandibular (ATM) e estruturas adjacentes. Essa disfunção provoca - na maioria das vezes- dor na região pré-auricular, na articulação, nos músculos mastigatórios, além de causar desvios durante a abertura e fechamento da boca e ruídos na articulação durante o movimento.

Muitos fatores podem ser a causa desta disfunção, porém estudos recentes sugerem que ela está relacionada, principalmente, com o estresse emocional, apertamento dentário e bruxismo, assim como algumas alterações anatômicas da região.

É importante sabermos que esta disfunção tem tratamento e que este pode melhorar muito a qualidade de vida de quem a possui.

O tratamento da DTM é sempre multiprofissional. Neste processo estão envolvidos dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo. Dependendo das estruturas e funções que a DTM prejudica em cada paciente, há o encaminhamento para o profissional mais indicado.

Se você apresenta estes sintomas e sinais é importante procurar um profissional que seja apto a diagnosticar e tratar de forma adequada sua patologia, pois com o passar dos anos o quadro pode piorar ainda mais e se tornar irreversível.
Fique atento!

*Fisioterapeuta da Ativa Clínica de Fisioterapia



 
Um ano marcado pela violência
 
Edição 147

FOTOS GERSON SCHIRMER


O policial rodoviário federal, Leonardo Valgas Santos, de 36 anos, não conseguiu chegar em casa na sexta-feira, 9 de dezembro. Morreu a poucos metros do prédio onde mora, na Praia do Meio, em Coqueiros. Se a sua mulher estivesse em casa, talvez teria assistido a covarde execução. Afinal, a janela do seu apartamento - no Condomínio Villagio di Capri-, dá fundos para a Rua Desembargador Flávio Tavares da Cunha Melo, via em que o policial foi baleado. Este foi o relato do fotógrafo da Folha, Gerson Schirmer, após descobrir que Leonardo era seu vizinho de porta.

A morte aconteceu depois que os ocupantes de um Palio preto, com placas de São Paulo, foram abordados pelo policial enquanto trafegava pela marginal da Via Expressa. Leonardo perseguiu os bandidos de motocicleta e, durante a fuga, os marginais pararam na Desembargador Tavares Sobrinho e reduziram a velocidade do Fiat. Colocaram as mãos para fora do carro sinalizando que iriam se entregar. Quando a moto parou, o motorista do carro engatou a marcha ré e arremessou o veículo contra a moto. Depois da queda, um dos ocupantes do carro colocou a arma para fora da janela e atirou contra Santos.

“Ainda tentamos reanimar o policial”, disse a médica veterinária, Fabiana Valle de Souza.  O crime aconteceu em frente à sua clínica e, por pouco, as balas disparadas pelos bandidos não atingiram os animais que costumam estar no canil. “Foi uma sexta-feira de pavor. Eram 9h15 da manhã quando ouvimos gritos e tiroteio e nos trancamos na clínica. Há muito, na verdade, já trabalhamos com porta fechada. À noite, quando viemos atender um plantão, fizemos várias voltas no quarteirão para não ter nenhuma surpresa”, lamenta a médica.

Desabafo como este já é comum na região de Coqueiros. Esta editora, além de entrevistar moradores como jornalista, também faz parte do Conselho de Segurança de Coqueiros e, como secretária, redige todos os meses uma farta ata de depoimentos dos mais diversos. A maioria, relacionados à falta de segurança. Há quatro meses o alvo dos marginais tem sido as residências do entorno da Praça da Praia do Meio. E a causa nada mais é do que o fechamento e reforma – desde agosto- do Posto de Polícia Militar.

Comenta-se, inclusive, que provavelmente Leonardo Valgas não teria um fim tão trágico caso a Base da PM estivesse com as portas abertas. Tal suposição deve-se ao fato de o prédio ficar quase em frente à rua que ocorreu a morte do policial.

Uma coisa é certa. Se nada for feito pelos órgãos públicos, a comunidade vai continuar agindo pelas próprias mãos como fez há pouco o pessoal do Bom Abrigo. Cansados de reclamar policiamento nas imediações das ruas Eduardo Nader, Antenor de Moraes e Antônio Filomeno, moradores resolveram fechar com um muro o acesso público ao mirante da Praia das Palmeiras. “Foi uma medida extrema, reconhecemos, mas foi a única maneira de conter a violência nas imediações”,  declaram.

Erguida no início de novembro, a obra, no entanto, sofreu retaliação de parte da comunidade que costuma freqüentar o local ou para apreciar a natureza ou para servir de passagens às caminhadas à beira-mar. “Se todos os moradores forem fechar suas ruas com muros para se protegerem como vai ficar nosso bairro?”, questiona a comunidade. Diante da polêmica, o prefeito Dário Berger mandou abrir um portão para permitir a circulação de pedestres (foto).

Pois bem. Esperamos que o número de ocorrências policiais reduza em 2012. E que a tranqüilidade volte a reinar em Coqueiros. Mais policiamento e câmeras de vigilância nas ruas.

Feliz Natal e Paz no Ano Novo.



 
Dicas de Natal e Ano Novo
 
Edição 147

Textos e fotos: Mariana Goulart


Animal print em modelo amplo e combinados com os hits da estação: colar de franjas e pulseira de fivela

Arguto Fashion: moda para todos os estilos é aqui

A Arguto Fashion está no bairro há muitos anos e é conhecida pela sua variedade: tamanhos pequenos e grandes, moda clássica e fashion, acessórios e muito mais. As tendências atuais estão na arara: animal print, vestidos de renda, longos com mix de estampas, color blocking. São muitas opções, que ainda passam pelos acessórios: bolsas a tiracolo em cores fortes, como turquesa, amarelo e coral, chapéus, colares de franjas e maxi bijoux. Quem procura por peças tradicionais, como camisas e wraps dress vai achar na Arguto, e também peças fortes da estação, como estampas tropicais e vestidos longos de estampas gráficas. Não são só as cores que estão presentes, uma linha nude de linho, com ar minimalista, aparece em macacões, vestidos transpassados, bermudas e saias. Clean e chique, para quem gosta de elegância com cortes simples e exatos. Com peças que podem ser usadas no dia-a-dia, em baladas ou festas sofisticadas, a Arguto Fashion sempre tem algo que combine com você. Em todos os tamanhos.


Cestas de piquenique e quadrinhos com motivos de verão são ótimas opções de presentes

Porto Presentes: perfeito para o Natal

Essa é a época do ano ideal para pensar em duas coisas: presentes e decoração. Além do Natal e Réveillon, ainda tem formaturas, festas de confraternização e outros eventos no final do ano. A Porto Presentes é especializada no ramo: decoração. E também em presentes. Cestas de piquenique com forro impermeabilizado, taças e talheres para um delicioso encontro a céu aberto, quadros divertidos para o verão que são perfeitos para casas de praias, bonecas que parecem de verdade. O forte da loja são os arranjos: com uma infinidade de vasos, a Porto Presentes prepara uma combinação de acordo com o gosto de cliente. Ainda tem mais. Taças e copos, espelhos, porta revistas, porta retratos e o mais legal: uma decoração completa de Natal, com Papai Noel de cores diferentes, bolas, caixas de presentes. Se você ainda não fez sua lista, uma ótima dica é passar na loja e conferir as novidades, que são tantas que fica fácil presentear a todos.


Produtos Victoria´s Secret e a marca Of-ficium na Petty Poá

Petty Poá: moda e complementos no mesmo lugar

Nada melhor do que achar no mesmo lugar roupas, acessórios e produtos de beleza. Você sai completa! Na Petty Poá além das últimas coleções das marcas Pré Requisito e Of-ficium, você encontra acessórios como óculos e bijoux com preços a partir de R$ 0,50 centavos. Artigos de presentes, agendas para 2012, caixas de presente e outros diferenciais também estão na loja. Os biquínis estão começando a chegar para o verão! A linha da Victoria´s Secret, com cremes, perfumes e maquiagens, chega em janeiro e junto chegam as bolsas da marca, que são os hits entre as apaixonadas pelo DNA da marca mais pop feminina. Se você procura looks para as noites de final de ano, já pode aproveitar pra sair com tudo: bijoux, presentes e super cheirosa!


As alças do Evolution possibilitam decotes mil

Sinal verde para os decotes na Ewen Meias

Vestidos de festas exigem uma preparação total: sapatos adequados, bijoux e complementos, como bolsas, que combinem entre si. Mas talvez o principal item fique escondido: o sutiã. E é bem difícil achar um que adapte aos decotes. Pensando nisso a Darling lançou a linha de sutiãs Evolution, que foi especialmente criada para decotes. Costas abertas, seios em evidência e muito mais. Com muitas possibilidades de alças cruzadas, costas nuas e sem cantinhos do sutiã à mostra nos seios, é possível usar todos os modelos e recortes de vestidos e blusas ousadas. Os sutiãs são confeccionados em microfibra, com bojos estruturados e tamanhos que vão do 40 ao 46. As alças podem ser presas na calcinha com engates que não danificam o tecido. No modelo tomara-que-caia, o bojo é anatômico; e o nadador tem fecho frontal. Além dos sutiãs Evolution, a Ewen Meias já preparou suas lingeries especiais para o Réveillon. São cores que atendem a cada desejo. Não deixe de adquirir a sua!


Look hippie chique com rendas ou plissado de cetim coral: qual seu preferido?

Charlotte: looks para festas de final de ano

Escolher uma super produção para as festas de final de ano é algo feminino e importante! Com tantas tendências em alta, podemos escolher aquilo que nos cai melhor. A Charlotte tem dicas assim, versáteis e que atendem a todos os estilos. Pra quem vai passar a virada na praia, o visual hippie chique é atual e prático: vestidos de rendas, que são os hits da estação, e rasteiras confortáveis. Acessórios estilosos pra arrematar o look. O cobre e o dourado combinam com as rendas e tons clarinhos. Nas produções sofisticadas, invista em modelos sessentinha tomara-que-caia, em cores vibrantes, como coral. Detalhes laterais, como pregas e plissados deixam a peça ainda mais poderosa. Bijoux com cara de jóia entram aqui: braceletes e brincos com pedras coloridas, anéis de bichos e com muito strass. Aproveite pra usar um scarpim, que voltou a cena com tudo neste verão. Quem procura por longos, plissados, estampados e curtos de paetês, também vai achar ótimas dicas na Charlotte.


Os macacões são elegantes para todas as ocasiões. Biquínis cheios de bossa para o verão.

Salto Alto: 14 anos de dedicação às clientes do bairro

Com moda feminina em geral (roupas, acessórios, linha fitness, sapatos, lingeries, biquínis, meia calça), a Salto Alto ainda tem alguns itens para o guarda roupa masculino. A variedade de marcas é muito grande: lingeries Plié, Jeans DIA, Tharog e Brix, acessórios da WJ Couros, sapatos como Vizzano e Moleca, roupas da Reserva Natural, linha esportiva Sulfabril, meias Tri Fil, entre outras. Sem falar dos tamanhos: do 34 ao 54! Nas araras roupas para o dia-a-dia e festas, passando pelas tendências de modinha e também por modelos mais tradicionais. Seguindo a moda, a Salto Alto apresenta macacões de malha tomara-que-caia, com detalhes em paetês e calças amplas. Cores básicas como preto ou marcantes como vermelho. Um diferencial: biquínis cheios de detalhes, como pedras e dourado e estampas tribais. A Salto Alto está no bairro há 14 anos, começou com sapatos e hoje é uma loja mais que completa.


Modelos de festa revisitados: para noites de gala ou festas agitadas.

LSM Calçados: pé de luxo para festas do final de ano

Em meio à agitação para a escolha dos looks de festa do final de ano, os pezinhos devem acompanhar a produção sem erro. E nada de pensar que apenas os saltos altos é que podem ser glamorosos! As rasteiras aparecem elaboradas, com pedras, strass, cordas, laços e outros complementos cheios de bossa. A LSM apresentou sua coleção de festas no clima chique de balneário que Floripa tem. E o bairro agradece! Os modelos de festas não fogem do tradicional prata e dourado, no entanto, fivelas de strass, glitter e o modelo peep toe fazem toda a diferença. Cluths nas mesmas tonalidades, lembrando que festas elegantes pedem o dresss code seguido à risca. Se a virada ou a festa vai ser na areia ou píer, um calçado flat é perfeito. Rasteiras em couro, com mil detalhes. Você ainda pode conferir na loja a coleção de verão, com saltos Anabela, espadrilhes, sapatilhas e muitos outros modelos, em cores vivas (como azul Klein, acerola, amarelo) pra compor um color blocking ou neutras, para as que adoram o nude.


Acessórios que deixam qualquer look especial para uma noite incrível

Fino Stillo: acessórios são spots da moda

Impossível imaginar uma super produção sem os principais complementos: os acessórios. E acessórios que são verdadeiros spots, com brilhos, strass, pedras. Na Fino Stillo a linha festas está completa, brincos, colares, pulseiras, bolsas e fivelas para o cabelo. Quem disse que um coque elegante não precisa de uma fivela de strass para ficar ainda mais chique? Os tradicionais laços, que dão aquele clima retrô ao look, são perfeitos para fivelas de strass. Até mesmo um simples cabelo liso toma ares maiores com uma fivela assim. E tamanho aqui não é documento! Brincos longos ou pequenos brilham na mesma intensidade. O ideal é balancear todos os acessórios e não cometer exageros etéreos. Misturar prata com dourado, e pedras diferentes é tendência e deve manter a harmonia. Tudo para deixar nossos desejos de final de ano brilhando!


Vestidos para as princesinhas e mimos para os recém chegados

Uni Duni Tê: os pequenos também têm produção de festas

As crianças acompanham o ritmo de festa e se preparam para o final de ano. Na hora de se vestir e também de presentear. A Uni Duni Tê pensou nos pequenos e trouxe uma coleção de festas para meninos e meninas curtirem bastante. Roupas e acessórios também: enfeites de cabelo e uma linha de semi jóias, a deBEAUX Petit, com preços muito acessíveis para as pequenas princesinhas. Para os bebês, kits lindos de maternidade: mantas, conjuntinhos, sapatinhos de tricô com pérolas que são fofíssimos! Todos acompanhados de saquinhos de filó que são utilizados para levar as trocas de roupas na malinha do bebê para a maternidade. Os bodies divertidos da marca ‘Olha quem está falando’ são um charme, com dizeres cheios de humor e inteligência, para serem presenteados pelas vovós, padrinhos, madrinhas, fanáticos por futebol e papais apaixonados pelo bebê e pela mamãe!



 
Confraternização no Abraão
 
Edição 147

Por Márcia Quartiero

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

A quarta edição do Festival de Frutos do Mar (Ambamar), promovido pela Associação dos Moradores do Bairro Abraão (Amba), dia 27 de novembro, primou pela organização e pelo bom gosto musical, que enfatizou o samba de raiz e músicas da terra. Pena que o número de participantes ficou aquém do previsto. Só resta torcer para que isso não desanime a Lilian e o Paulinho, da Amba, e os faça desistir desse evento.


O casal Lilian e Paulinho, presidente e vice-presidente da Amba, e o manezinho Cuíca, personagem criado por Gilberto Henrique Barcella, que descontraiu os participantes com seus “causos” de pescador.


Kátia, secretária da Escola Municipal Almirante Carvalhal (centro), junto com as amigas Rosélia e Cristiane.


Camila e seu pai, Jakson Colle, da Clínica Animal, uma das empresas que patrocinaram o evento.


Lídio, do 4º DP, e a namorada Ana Lúcia.


Um dos destaques da festa foram os bolinhos servidos pela Bacalhau da Companhia,  fritos pela proprietária Itamara.

Remando para o sucesso

FOTOS DIVULGAÇÃO

João Hildebrando Borges Junior com seus pais João e Vera e as irmãs Juliana e Camila (centro). No destaque, ao garantir a “prata” na categoria Dois Sem Masculino, formando dupla com o cubano naturalizado brasileiro Alexis Arias Mestre.

O bairro Abraão deu a sua “contribuição” para a boa performance do Brasil no Pan-Americano, realizado em outubro na cidade de Guadalajara, no México. Uma das medalhas de prata foi conquistada pelo manezinho João Hildebrando Borges Junior, ao lado de Alexis Mestre, no barco dois sem timoneiro. Residindo desde 2006 no Rio de Janeiro,  João viveu a maior parte de sua vida em Florianópolis, mais especificamente no Abraão, bairro onde conheceu a sua esposa e onde moram seus pais e irmãs. “Fiz muitos esportes na adolescência, como natação na UDESC e basquete na AABB”, lembra-se. “Por meio de um amigo, conheci o remo em 1996 e nunca mais abandonei esse esporte”.

Os treinos eram realizados no Clube Náutico Francisco Martinelli, algumas vezes de madrugada, por causa do colégio e, depois, da faculdade.  “Sempre que posso volto a Florianópolis e fico na casa dos meus pais. Ainda frequento o Martinelli e também  corro muito no Abraão, Coqueiros e na Avenida Beira-mar Norte”, afirma.
Na última vez que esteve no Estado, participou dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), realizados em Criciúma, quando garantiu duas medalhas de ouro para a Capital. No Rio de Janeiro, rema pelo Clube Regatas do Flamengo.

Criatividade

FOTO MARIANA GOULART

A Eco Modas  - coerente com o seu compromisso com o consumo consciente e responsável – aproveitou os exemplares da Folha de Coqueiros para montar a sua vitrine de Natal, extremamente alegre e colorida.



 
Um boi na Praia da Saudade
 
Edição 147

FOTO NELSON SANTIAGO


FOTO ADRIANA BALDISSARELLI


Em pleno mês da CowParade Santa Catarina,  um boi atracou na Praia da Saudade, em Coqueiros, no último domingo, 18 de dezembro. Desta vez, no entanto, ao contrário das vaquinhas coloridas confeccionadas em fibra de vidro, o boi era de carne e osso e estava morto à beira-mar (foto).  Devido ao estado de decomposição, a Comcap retirou o animal da água usando uma retro-escavadeira e uma rede.

A equipe de Remoção de Resíduos – pela experiência no assunto - acredita que o boi pode ter chegado ou pelo mar ou por desova no local. “A Praia da Saudade costuma receber lixo pesado freqüentemente. Hoje mesmo tinha uma prancha de surfe jogada na orla”, constatam os funcionários da Comcap.

O certo é que se trata de um fato inusitado, já que normalmente são encontrados peixes, baleias, golfinhos, tartarugas entre outros animais marinhos. Como ele foi parar na praia? Ainda não se sabe.



 
Estacionamento
 
Edição 147

FOTOS ZAGO/ARQUIVO PESSOAL

Até entendo que é um dos serviços da Polícia Militar é multar infratores de trânsito. Porém, convenhamos, quatro soldados para aplicar multas é um absurdo como registrei dia desses em frente à Padaria Princesinha.  Na foto, a viatura está estacionada em local proibido, conforme placa. Nossa casa na Abel Capela foi furtada dias 18 e 19 conforme Boletim de Ocorrência, e não apareceu nenhum policial. Nosso código de trânsito assim descreve o ato de estacionar e parar:

Parada - imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou desembarque de passageiros;

Estacionamento - imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros.

Mas como o local onde os policiais estavam multando é cheio de estabelecimentos comerciais o bom-senso deveria permanecer. Acho ainda que poderíamos fazer uma campanha para colocar uma câmera no final da Abel Capela, para monitorar a Via expressa, pois a quantidade de suspeitos que passam por aquela área à noite e fica na praça, inclusive usando drogas, é absurda.

Carlos Alberto Zago Junior



Trânsito

Na edição de novembro da Folha de Coqueiros li a manifestação da leitora Soraia Lima Medeiros, em Cartas, sobre a passagem aberta no final da Rua João Meirelles, no Abraão, visando dar acesso aos veículos oriundos das avenidas Beira Mar de São José, Presidente Kennedy, dentre outras que desembocam na Avenida Governador Ivo Silveira e posteriormente na Via Expressa (BR 282). Tal acesso, que não acredito que faça parte do planejamento urbano de Florianópolis, pelo menos não do jeito frágil e aparentemente provisório como foi feito, deve ter sido construído para atender a alguma causa que, para mim, não se justifica em função do enorme prejuízo que vem causando aos moradores, principalmente dos Bairros Abraão, Bom Abrigo, Itaguaçu e Coqueiros, que se utilizam diariamente das Ruas João Meirelles, Desembargador Pedro Silva e da Avenida Engenheiro Max de Souza para se dirigir ao Centro de Florianópolis. Todos os dias úteis, pela manhã, já não sabemos em que horário devemos sair de casa e se devemos ir de carro ou de ônibus para não chegarmos atrasados ao trabalho, à escola, ou a outros compromissos, pois o trânsito de Coqueiros virou um caos e uma incógnita.  Concordo plenamente com a moradora Soraia e entendo que há necessidade de se fazer um manifesto junto às autoridades públicas. Acredito que através da Folha de Coqueiros, dos seus colaboradores e da comunidade dos bairros prejudicados, podemos reverter essa situação.

João Carlos Klauck    



Trânsito caótico

Sou moradora de Coqueiros e acompanho o jornal. Tenho notado que há muitas matérias e textos sobre o trânsito e resolvi contribuir. O cenário urbano de Florianópolis agrega um elemento novo, mas que se tornou cotidiano e parece até banalizado: o trânsito caótico. Todos os dias e por todos os lados é possível assistir filas imensas de automóveis se formando. Não importa o sentido da rua ou avenida. O engarrafamento cobre praticamente todas as vias da cidade. É no Centro, no túnel, na Beira-Mar, nas pontes, Sul da Ilha, no Norte e se reflete nas imediações urbanas como as cidades vizinhas (São José, etc). São carros que andam e param a todo o momento. Motoristas nervosos, motoqueiros em ziguezague, ônibus lotados (tem gente saindo pelas portas e janelas). É possível perceber sempre o som das ambulâncias por toda parte, pois não é raro acidentes acontecerem num cenário urbano onde há uma verdadeira “guerra de motores”. É de se questionar porque parece que ninguém se incomoda com esta situação que tende a piorar com a chegada dos turistas e a proximidade do verão?

E também porque uma capital brasileira como “Floripa” não oferece a seus moradores outros meios para uma locomoção segura e eficiente como metrô? Ainda não existe nenhum tipo de mêtro aqui, nem de superfície. Por que não há um serviço de barca (a exemplo de Rio-Niterói) e que seria perfeitamente possível ligando Continente-Ilha via mar? Ou ainda um sistema eficiente de caronas (como ocorre em São Paulo) ou rodízio de carros?

É necessária uma solução urgente e imediata. É preciso a união de diversos setores sociais como escolas, universidades, poder público, sindicatos para discutir e resolver a questão da mobilidade urbana nesta cidade. Não dá mais para aceitar um transporte público caro e ineficiente. Um trânsito perigoso, lento e desorganizado. Infelizmente também não dá para esperar somente a boa vontade política, pois esta parece “esboçar” soluções apenas em época de campanha eleitoral.

Andressa da Costa Farias



Segurança I

Tenho acompanhado diariamente nos telejornais a choradeira total dos moradores da região de Coqueiros em relação à segurança, mas até hoje não vi nenhum destes moradores nas reuniões do CONSEG de Coqueiros, pedindo policiamento ou fazendo passeatas, parando o trânsito. Mas os culpados disto tudo que está acontecendo no nosso bairro são os próprios moradores que se omitem, têm medo da violência urbana, não querem que construam posto de saúde, posto de polícia, implantação do BOPE na pedreira  do Parque Aventura. Então está aí o maior problema da criminalidade.  Estão mais preocupados em passear nos finais de semana com seus animais ali no Parque de Coqueiros, se exibindo, limpando coco dos animais. Enquanto isto, aumenta a criminalidade na minha Coqueiros. Como se não bastasse, mais pessoas
migratórias de outros estados dando palpites em nossa terra natal. É um absurdo.  

Nacor de Oliveira Serapião Filho



Segurança II

A população de Coqueiros está indignada e abandonada pelo descaso do poder público, sem segurança, tanto moradores como comerciantes, não poupando nem agências bancários. O delinqüente anda livremente pelas ruas do bairro, com o sol escaldante, assustando e ameaçando a população. Tudo isto está acontecendo há muito tempo e o poder público pouco tem feito. Estão preocupados com um muro que divide umas ruas, e esquecendo o resto dos bairros e da população. Você usa o ônibus em horário de pico. Não dá para entrar, sempre cheio e sem segurança, e nós moradores pedimos ao poder público que providências serão tomadas porque eles atuam à luz do dia. Só aparece a Guarda Municipal 15 minutos, no horário em que os alunos saem do colégio. Esses delinqüentes entram em estabelecimentos comerciais, cometem furtos. Quando chamamos o 190, tem que vir PM de outros bairros como vem acontecendo em Coqueiros, Abraão, Bom Abrigo. Afinal, onde moram o prefeito, deputados e vereadores não estão se importando muito com a segurança? Enfim, estamos abandonados porque não é ano eleitoral, mas quando for - quem sabe - a segurança aparece.

Comerciantes e moradores de Coqueiros

 

Posto de Polícia

Sou assíduo leitor do jornal, parabéns. E gostaria de ver publicado minha indignação ao artigo "De Cara Nova", publicado na pagina 3 da Folha de Coqueiros de novembro de 2011.  Se escreve que o posto policial da Praia do Meio está "de cara nova", pela reforma iniciada em agosto deste ano, e ainda hoje em novembro não concluída, ao custo de R$ 35 mil. Fica claro a necessidade e o uso deste posto policial, não questionado aqui. Agora uma construção mesmo que para segurança pública, que invade os passeios, e atenta contra a paisagem se deveria dizer "o novo posto policial está de cara FEIA". A imagem vista na foto publicada, mais se parece a um barraco de praia,  "poluída", a casinha da PM está de cara muito feia. Sua "arquitetura"  não existe? É um atentado ao bairro.

Precisamos de segurança pública, sim, mais isto se parece a um barraco de favela instalado num dos pontos mais nobres de Coqueiros. Seu responsável técnico certamente não é arquiteto (quem por direito deve projetar e construir), deve ser um engenheiro caneta de licitação, e a secretaria que o contrata certamente é irresponsável em comandar esta "obra prima". Logo se fará de tudo para trasladar ou para demolir o posto. Por quê? Porque está de cara feia! Vocês lembram daquele prédio da PM ao lado do Parque de Coqueiros?

Alberto Villaverde

Sobre a Folha

Gostaria de agradecer a jornalista Sibyla Loureiro pela excelente reportagem – sobre o abandono da Praia das Palmeiras - publicada na Folha de Coqueiros de novembro. Os moradores gostaram muito. A foto da capa ficou excelente, fazendo a chamada para a importância do Parque das Palmeiras como área de lazer da comunidade.

Celso Ramos Neto

 

Sugestão

Acompanho sempre as notícias, bastante importantes, na versão online do jornal. Porém, acredito que tornaria o site mais dinâmico se fosse possível comentar as reportagens publicadas. Dessa forma, os moradores poderiam complementar as informações fornecidas, além de trazer novidades para o jornal.

Espero que considerem a sugestão.

Denise Grasiela Pedro



 
Capa Edição Dezembro 2011
 
Edição 147



 
Patrimônio público depredado
 
Edição 146

FOTOS DINO DA ROSA

PRAIA DAS PALMEIRAS: Comcap recolheu 30 sacos de lixo e duas caçambas de mato


PICHADAS: pedras históricas não escapam do vandalismo


DESRESPEITO: bancos com poemas também estão destruídos


SÉRGIO E ELIZABETE: Guarda Municipal poderia zelar e preservar a área de lazer 

Por Sibyla Loureiro

Abandonados pela prefeitura, o espaço de lazer no final da Praia das Palmeiras e o mirante que dá acesso ao Bairro Bom Abrigo finalmente receberam limpeza e poda. A pedido do morador Celso Ramos Neto, a Comcap recolheu 30 sacos de lixo no entorno – envolvendo garrafas pet, sacos plásticos, latas e garrafas de cerveja – e mais duas caçambas de mato em três dias de trabalho. “A manutenção deveria ser feita pela prefeitura, mas a comunidade pediu e viemos atender”, diz a gerente do Continente Maria Helena da Silva.

Embora bem recebida pelos freqüentadores do local, a iniciativa é apenas uma parte do problema. Os deques, bancos, escadas e luminárias que compõem o complexo urbanístico da praia estão todos depredados. Até as pedras que são o cartão-postal das praias de Itaguaçu e das Palmeiras estão pichadas assim como os bancos que levam poemas do Grupo de Poetas Livres de Florianópolis em seus encostos. Não bastasse a pichação, muitos estão enferrujados e sem os acentos.

“Antes, subíamos as escadas que levam até o mirante e ao Bom Abrigo. Agora, não dá mais. Os degraus estão com as madeiras podres e ficamos com medo de cair. Também temos medo de freqüentar o lugar à noite por falta de segurança. O prefeito não deu atenção ao lugar”, denunciam a professora aposentada Dirce Ferrero dos Santos, 57 anos, e a mãe Alzair Cecília, 81. Elas moram na Rua Euclides da Cunha há 40 anos.

A exemplo delas, o ex-bancário Osy Reiser, 61 anos, também não se arrisca a transitar por ali à noite. “Só atravesso o mirante (que fica entre as conhecidas pedras Três Marias – na Rua Eduardo Nader) durante o dia. Quando escurece, não tenho coragem, pois no local se concentram drogados e desocupados”, diz o aposentado que mora no Bom Abrigo há 20 anos.

“É uma pena ver um ponto turístico da cidade destruído. Os visitantes ficam encantados com a natureza da região”, comenta o casal Sérgio Roberto e Elizabete Chaves enquanto apreciam – do alto do belvedere - o visual das praias. Para eles, que moram há 15 anos no Bom Abrigo, a solução seria colocar a Guarda Municipal para cuidar do local. “O objetivo da Guarda é preservar o patrimônio público. Mas parece que prefere multar”, constatam.

O descaso do poder público gerou um problema mais grave. O local se tornou ponto de droga e, sem policiamento, os assaltos e furtos às residências já se tornaram rotina. “Antes dos deques, não transitavam carros, nem motos. Só tínhamos uma praia limpa e sem esgoto”, desabafa Terezinha Beppler, 67 anos, referindo-se às obras de revitalização da Praia das Palmeiras, ocorridas em 2004.

Para Celso Ramos, que mora no Bom Abrigo há 36 anos, a falta de manutenção dos equipamentos de lazer e da natureza afastou a comunidade e, conseqüentemente, abriu caminho para a criminalidade. “Precisamos preservar o local que se destaca pela vegetação nativa e pássaros de várias espécies que têm ali seu habitat”, defende.
   
MARCO DA NAVEGAÇÃO – Além da beleza, a Praia das Palmeiras guarda importantes registros históricos. De acordo com o professor aposentado e morador do Bom Abrigo Edmon Duarte Nader, 76 anos, as pedras maiores da Praia das Palmeiras foram cartografadas pelos ingleses e eram vistas como marcos da navegação internacional.  A informação está citada na Enciclopédia Britânica. “Eram um ponto de referência, uma espécie de farol”, explica o professor acrescentando ainda que as águas da baía serviam de rotas para expedições, inclusive dos jesuítas, quando implantaram as Missões no Rio Grande do Sul e Argentina. 
   

FECHADO: acesso para veículo está proibido

Comunidade pede ajuda

Diante da situação de insegurança, moradores do Bom Abrigo se uniram e encaminharam à Secretaria Municipal do Continente documento com mais de 50 assinaturas pedindo o fechamento do acesso ao deque que faz a ligação do bairro Bom Abrigo (Rua Eduardo Nader) com a Praia das Palmeiras, e fechamento da ligação entre a Praia do Bom Abrigo com a Rua Antenor de Moraes (travessia da rampa para o deque da Praia do Bom Abrigo). Além disso, solicitaram mais iluminação nas ruas do bairro e rondas periódicas da PM. A intenção é evitar a circulação de veículos e permitir somente a passagem de pedestres. Desse modo, a comunidade pretende afugentar os bandidos.

A ex-prefeita Angela Amin, que mora no bairro há mais de 30 anos, também assinou o documento. Foi no seu governo, por ironia, que se deu a urbanização da Praia das Palmeiras, obra inaugurada em abril de 2004 e que envolveu a construção de deques, escadas, bancos, um mirante e muros de concreto para contenção de água em dias de maré-alta. “A minha posição é fechar os acessos apenas para carros, pois não conseguimos dormir à noite por causa do barulho. Entretanto, sou contra a construção de muro para impedir a passagem de moradores que atravessam o mirante para fazer suas caminhadas à beira-mar”, declara Angela Amin.

Segundo o secretário do Continente Deglaber Goulart, já foram fechados os acessos com grades de ferro, e na Rua Eduardo Nader os moradores se prontificaram a fazer um muro com portão. Quanto à reforma dos deques e bancos, afirmou que já foi aberta licitação e o início das obras, calcula, deve se dar no mês de novembro. “É difícil manter equipamentos de madeira ao ar livre, pois apodrecem com facilidade”, diz. Para melhorar a segurança, Deglaber sugere a contratação – pelos moradores - de empresa de vigilância particular, já que a Guarda Municipal só trabalha até 18h e a Polícia Militar não tem efetivo suficiente.

EM TEMPO: moradores do Bom Abrigo se reuniram no domingo, dia 23, e decidiram erguer um muro na Rua Eduardo Nader. A decisão promete virar polêmica e já foi tema na tribuna da Câmara de Vereadores.



 
Semana de Combate ao AVC alerta a população
 
Edição 146

GERSON SCHIRMER

CAMPANHA: abertura do evento foi no Parque de Coqueiros

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte no mundo e responsável por cerca de 6 milhões de óbitos a cada ano, matando mais do que a tuberculose e a malária juntas. A doença ocorre em qualquer idade, afetando adultos e crianças. Atentas a esta situação, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Rede Brasil AVC e Associação Brasil AVC promoveram de 23 a 29 de outubro, a Semana Nacional do Combate ao AVC, orientando a população sobre os fatores de risco. A abertura do evento aconteceu no Parque de Coqueiros com caminhada,  orientação e distribuição de informativos das 9h às 12h.

No Brasil, o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, gerando um problema econômico e social. Durante a semana, os organizadores da campanha  mostraram como o AVC deve ser prevenido, e que as pessoas afetadas pela doença podem recuperar-se totalmente e manter a sua qualidade de vida com atendimento e tratamento adequado.

 cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um AVC.  A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization -WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, e lançou em 2010  a campanha  "Um em cada seis".  O tema foi escolhido para destacar que uma em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida.

A neurologista Gladys Lentz Martins, da Coordenação do setor de Urgência e Emergência da SES e responsável pela Semana do AVC na Grande Florianópolis, explica que a campanha tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos (veja o quadro).

Cuidados

1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, arritmias cardíacas (fibrilação atrial).
2. Seja fisicamente ativo e exercite-se regularmente.
3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
4. Limite o consumo de álcool.
5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC (boca torta, falta
de força no braço ou na perna e alterações na fala).



 
O direito de ir e vir
 
Edição 146

FOTO GERSON SCHIRMER

Motoristas insistem em não respeitar a faixa de pedestres em Coqueiros

Hermes Elias Gregório*

No cotidiano dos grandes centros urbanos o direito de ir e vir não convive amigavelmente com o trânsito. O aumento de veículos nas ruas é maior do que as condições de mobilidade que as cidades dispõem, ocasionando o que chamamos de congestionamento ou, numa linguagem mais comum, o engarrafamento. Transitar pela cidade virou tarefa quase impossível e ir e vir, hoje em dia, parece um privilégio de poucos e não um direito de todos.

Mas quando falamos em trânsito temos o costume de lembrar somente dos veículos e dos motoristas. Deixamos de lado a categoria mais importante, aquilo que todos nós somos: pedestres. Todos nós que andamos pelo espaço público somos pedestres, esta é uma condição natural. Somos pedestres, estamos passageiros e motoristas. Andar pela cidade a pé também é trânsito, embora não se tenha esta percepção pela grande maioria, que acaba ignorando algumas regras básicas.

Exemplo disso são as faixas de pedestres ou faixas de segurança. Aquela sinalização feita com faixas brancas no asfalto e que determina a travessia de pedestres é ignorada pela grande maioria dos motoristas. Diariamente percebo nas ruas de Florianópolis a falta de respeito para com os pedestres. Eles são muitos na cidade e estão sempre a se deslocar de um destino a outro. No Código Brasileiro de Trânsito, criado em 1998, existem leis que o defendem, porém muitos não sabem disso. Pelo simples fato de não conhecerem as leis o pedestre acaba se tornando um mero andarilho sem direitos e sem voz para reclamar seu espaço. Para a Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe) é importante chamar a atenção para o fato de que o motorista se encontra, no espaço público, numa situação de superioridade física. Seus erros e atropelos podem, eventualmente, causar-lhe danos. Todavia, quase sempre, causam danos físicos e morais a terceiros quando desrespeitam a sinalização, ou esta é inadequada. Ao contrário do motorista, o pedestre sofre na própria carne as conseqüências de suas falhas.

*Estudante de Jornalismo

Desrespeito no dia-a-dia

No bairro Coqueiros estão algumas destas faixas que são cenários de absurdos todos os dias. O bairro é cortado pela Avenida Engenheiro Max de Souza, que possui um fluxo contínuo de veículos e, logicamente, um fluxo de pedestres. Ao longo desta avenida lá estão as faixas de segurança, pintadas apenas por mera convenção e servindo de tentativa de passarela para muitos humanos que se arriscam a chegar ao outro lado da rua.

Num dia qualquer da semana presencio o ritual do habitual. Enquanto se aproxima um veículo numa velocidade inadequada para o local, vejo um senhor prestes a pisar na faixa, mas faz uma pausa em seu desejo de atravessar porque o motorista realiza o seu desejo de infringir mais uma lei do trânsito. Um senhor com idade avançada, demonstrando tranqüilidade e com a aparência de quem já adquiriu todo o conhecimento que a vida pode dar, enquanto o motorista em sua pressa de pós-modernidade não sabe que o artigo 214 do Código Brasileiro de Trânsito prevê que deixar de dar preferência de passagem a pedestre que se encontre na faixa a ele destinado é infração gravíssima. Enquanto ele segue em sua ignorância aquele senhor é obrigado a voltar atrás e aguardar mais um pouco para fazer a travessia.

Este é um dos exemplos diários naquele lugar de conflito entre pedestres e motoristas. Quem está sempre por ali já presenciou muitas situações iguais a estas. Os comerciantes das redondezas sabem muito bem o que se passa por ali. “Ninguém respeita a faixa! Cansei de ver várias pessoas quase serem atropeladas”, responde uma das comerciantes com certo teor de indignação.  Ela prefere não se identificar, mas me conta sobre vários descasos e até acidentes provocados pela falta de respeito na faixa.

Pergunto a ela se tem alguma sugestão que pudesse resolver o caos do local. “Aqui precisa ter um semáforo. Só assim para acalmar os apressadinhos de plantão”. Penso na existência das leis de trânsito e até onde elas são realmente leis a serem cumpridas. Não bastam leis se o bom senso cai por terra e não é percebido, assim como as faixas brancas no asfalto. Burlaram o direito de ir e vir dos pedestres, o que vale agora é o veículo andar cada vez mais rápido aumentando o risco de acidentes. Em contrapartida, a falta de policiamento no local só aumenta a falta de respeito e a desobediência das leis do trânsito. Não basta somente a lei ser cumprida, mas sim deve-se adotar a prática do bom senso em qualquer situação do trânsito no cotidiano. Só assim serão reduzidas taxas de acidentes no trânsito, e isso vale tanto para os motoristas como para os pedestres.

A difícil travessia

Jane Santos mora em Coqueiros há um ano e meio. Diariamente ela precisa atravessar a Av. Engenheiro Max de Souza para buscar seu filho no colégio, um dos momentos mais tensos do seu dia. “O que eu acho mais complicado na faixa é quando os carros de um lado da avenida param, mas os que vêm do outro sentido não. A gente acaba ficando no meio da avenida com a criança, correndo risco de atropelamento em cima da faixa de pedestres”. Ela é um dos muitos pedestres que precisa ficar atento aos motoristas imprudentes. Olhar para os dois lados antes de atravessar não é o suficiente. “Um dia eu estava atravessando a faixa quando um carro veio repentinamente em alta velocidade e quase me atingiu, causando revolta até no motorista que parou para eu atravessar. É lamentável que isso aconteça todos os dias neste local”. Para Jane Santos a solução também seria colocar um semáforo que pudesse controlar o tráfego. “Em Criciúma, a cidade de onde eu vim, existem semáforos que os pedestres acionam quando querem atravessar a rua. Aqui em Florianópolis ainda não vi nenhum destes semáforos”. A pedestre, que todos os dias precisa caminhar pelas ruas do seu bairro, se vê desrespeitada no seu direito de ir e vir e pede às autoridades que tomem uma providência antes que uma fatalidade aconteça.

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) é o órgão responsável pela mobilidade e acessibilidade no trânsito. Tive acesso a um dos engenheiros responsáveis pelo Instituto e o indaguei sobre a dificuldade dos pedestres de Coqueiros. Ao ser questionado sobre a possibilidade de instalação de um semáforo na Av. Engenheiro Max de Souza, mais especificamente naquela faixa de pedestres, o engenheiro Luiz Ignácio Wagner informou que não há previsão de instalação no local e adiantou que seria interessante formalizar uma solicitação. “Precisamos receber uma solicitação formalizada em ofício pela comunidade ou pela associação de moradores para posteriormente iniciar os estudos e a viabilidade de instalação”. Pelo visto a questão mesmo é de conscientização e mobilização.

Enquanto isso, nós continuamos na tentativa de ir e vir, de conseguir chegar ao outro lado da rua e de ser respeitado como pedestres. Já dizia o poeta Drummond que o “pedestre é a mais antiga qualificação humana”, porém nos dias de hoje esta qualificação não vale nada, lamentavelmente.



 
Petiscos ao pôr-do-sol
 
Edição 146

FOTO GERSON SCHIRMER

BAR SANTO GRAAL: ambiente para relaxar no final de tarde

Quem gosta de saborear uma boa comida regada à música, drinks variados e cerveja gelada já tem um novo endereço em Coqueiros. É o Bar Santo Graal que abriu as portas dia 8 de agosto com novidades na decoração, no cardápio e na programação.  Localizado nas dependências da AABB, a casa oferece espaço com lounge e deck interno, mesas no estilo bistrô e, de quebra, o belo visual de Baía de Itaguaçu. Portanto, quem quiser apreciar o pôr-do-sol da praia degustando pratos assinados pelo chef Narbal Correa está aí uma boa pedida.

No menu, mais de 30 opções. De entrada, a sugestão da casa é a Sequência Santo Graal que reúne dois bolinhos de siri; dois croquetes de camarão; dois bolinhos de bacalhau; dois de garoupa; um coquile de siri e um de camarão. Tudo isto a R$ 31,50.  Outra dica é experimentar o famoso Punheta de Bacalhau com torradas. O prato custa R$ 25,00 e serve quatro pessoas.

Também são destaques os diferentes escondidinhos com aipim e nata e a culinária temática. Para homenagear as três histórias do Santo Graal, por exemplo, o cliente pode escolher entre o Graal Livro – à base de lagosta- o Graal Taça – coquetel de camarão – e o Graal Pedra – garoupa grelhada sobre pedra quente com batatas ao murro. A casa oferece ainda tábua de frios – a Távola Redonda - e sanduíches com pão de trigo.

A proposta nasceu dos amigos Zé Biezza, Cláudio Vasques e Guto Pereira. “O Bar Santo Graal quer proporcionar uma viagem ao passado e mostrar que Coqueiros possui magia e encanto na sua Via Gastronômica”, explica Guto ao referir-se à escolha do nome. Trata-se da expressão medieval que define o cálice sagrado usado por Jesus Cristo na última ceia e no qual José de Arimatéia colheu o sangue de Jesus durante sua crucificação.

Outro diferencial do bar é a Segunda Sem Freio com Stand Up Comedy sempre com atrações diversas. “A idéia é começar a semana com bom humor. Por isso, resolvemos promover uma segunda-feira mais agradável”, diz Guto. Além desta programação, a casa também prepara- sempre no último sábado do mês- evento chamado Túnel do Tempo, Volta aos Anos 80.

HORÁRIO - O Bar Santo Graal – com capacidade para 120 pessoas sentadas - abre de segunda a sexta-feira a partir das 17 horas com música ao vivo. Aos sábados e domingos, a casa trabalha com eventos fechados. O estacionamento é gratuito, e a entrada custa R$ 10,00. Sócios da AABB não pagam.



 
Acessórios poderosos
 
Edição 146

FOTOS DIVULGAÇÃO


A espadrille nunca sai de moda e é um ótimo investimento



A Hèrmes ensina a transformar um lenço em bolero. O máximo!

FOTO MARIANA GOULART

Acessórios indispensáveis para o verão: proteção e estilo.

Por Mariana Goulart

A chegada do verão traz aquela vontade de investir em novos acessórios. As vitrines estão cheias de novidades e cores e novos materiais dão boas vindas à estação mais desejada do ano.

Na maioria das vezes, um acessório é responsável pela mudança de um look. O mesmo vestido pode ser usado várias vezes, trocando o sapato, a bolsa, colares e outras bijoux. Essa versatilidade das roupas está aliada à compra dos acessórios certos, que conversem entre si. Para que possam ser usados combinados, nada melhor do que ter uma relação do que você já tem em casa e do que você quer investir.

Para o verão, os materiais naturais são ótimas opções. Chamados de raw, estes materiais são leves e combinam com todas as cores. Palha, ráfia, corda e ratan aparecem em bolsas, Anabelas, espadrilhes, rasteiras, cluths e bolsas. Responsável por looks elegantes, porém fresh, o raw esteve em todas as passarelas dos maiores desfiles de verão. As espadrilhes (Anabela com solas de corda) são as melhores apostas, pois são peças clássicas que não saem de moda. Este verão as espadrilhes apareceram com tudo, no maior estilo navy, com uma diversidade de cores e o melhor, de preços também!

Um dos itens principais das nossas listas de verão é a bolsa de praia. Feita de tecido, palha, plástico e até couro, levamos tanta coisa dentro que o principal pré-requisito é ser grande. Às vezes muito grande! É bom sempre pensarmos que além da estética, a funcionalidade é super importante. Com o acúmulo de areia, a bolsa de praia deve ser fácil de limpar, de lavar e de carregar. Encher uma bolsa grande que tenha alças de correntes ou argolas deixa qualquer ombro desconfortável. As de palha não seguram a areia e as de plástico são facílimas de lavar, então considere essas duas possibilidades.

Tudo bem que o verão pede um bronzeado, mas pele envelhecida de sol está totalmente fora de moda! Cuidar da pele do rosto e do colo é fundamental, para saúde e para prevenir o envelhecimento. Nada melhor que um chapéu de abas longas para proteger o rosto do sol (isso não dispensa o filtro solar hein!).  A moda da praia chique trouxe o glamour de volta aos chapéus, que proporcionam um visual super cool e sofisticados às areias da praia. Como usamos filtro solares, cremes para cabelo e até maquiagem, cuide para comprar chapéus laváveis, e assim mantê-los em ótimo estado para mais de um verão.

A nova onda em bolsas agora é a pencil case. Usadas no trabalho para carregar ipads, netbooks e agendas, a pencil case é o ápice do minimalismo: clean e sem detalhes, quanto mais sequinha melhor. Muitas fashionistas pegam suas nécessaires preferidas e usaram assim, nas mãos mesmo, fazendo bastante sucesso. Cores como caramelo, preto, nudes e palha são as mais cotadas, em couro liso ou texturizado. É quase a continuação da maxi cluth que entrou na moda do dia-a-dia.

Lenços leves e coloridos são hits de verão também. Bom para os dias fresquinhos, eles podem fazer vezes de pashminas e boleros para quem precisar se proteger do ventinho no final do dia. Em tecidos finos e tamanhos maiores, são ideais para as amarrações que a desejada Hèrmes propõe para seus carrés (os grandes lenços quadrados e estampados). Fácil de transformar um lindo carré em bolero, para usar durante o dia ou em festas à noite. O poder dos acessórios é indiscutível, basta escolher certo e saber combinar. Liste suas peças e vá à luta por acessórios que vão transformar seus looks e deixá-la sempre atual!

Leia mais no site http://www.doqueelasgostam.com.br/



 
De cara nova
 
Edição 146

FOTOS GERSON SCHIRMER

REFORMA: Posto Policial da Praia do Meio inaugura em novembro

Depois de várias reivindicações para melhorias do Posto Policial da Praia do Meio, finalmente a comunidade foi atendida pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. A reforma do prédio, que iniciou no mês de agosto, tem prazo de conclusão para o mês de novembro, segundo informou a assessoria de Comunicação da pasta. De acordo com a assessoria, o investimento será de cerca de R$ 35 mil e envolve a construção de uma sala nova, pintura interna e externa, colocação de pavimento cerâmico, substituição de janelas e portas. A ampliação se destina a abrigar um local específico para monitoramento de câmeras de vigilância eletrônica.  Hoje controladas na sede da Guarda Municipal, no antigo prédio do Portal Turístico, as cinco câmeras instaladas no Parque de Coqueiros, na Praia do Meio, no Bom Abrigo, em Itaguaçu e no Abraão serão monitoradas na Base Operacional da Praia do Meio. Estão previstas mais 11 equipamentos para a região.

“Estamos investindo em tecnologia de forma a combater a criminalidade”, afirma o secretário da Segurança César Grubba, confirmando a reforma também das bases operacionais do Norte e Sul da Ilha. Para operar os sistemas, serão contratados – por autorização do governador Raimundo Colombo- 750 agentes temporários. De acordo com o comandante do 22º Batalhão da PM, tenente coronel Almir Silva, ainda não se sabe quantos agentes virão para a base de Coqueiros. Segundo ele, no momento, já estão trabalhando nas áreas de Coqueiros e Estreito 12 policiais. Quando inaugurado, o posto será dirigido pelo tenente Silvy. “Pretendemos apresentar o oficial na reunião do Conseg e à comunidade”, diz Almir Silva.
 

CONSEG: reunião discute falta de segurança no bairro

Sem câmera

Em se tratando de segurança, quem está na expectativa da inauguração do posto são os moradores do entorno da Praça da Praia do Meio. Depois do fechamento, várias casas foram assaltadas como relatam o arquiteto Marcos Brigel e a empresária Margarete Boabaid em reunião do Conseg dia 4 de outubro (foto). Uma das vítimas foi a funcionária pública Nara Caruso. Depois da casa ser invadida por ladrões, ela tentou ajuda na Guarda Municipal que controla uma das câmeras instaladas na praça. Para sua surpresa, o equipamento não havia registrado nenhuma ocorrência. Após vários pedidos para ver o registro das imagens, chegou a conclusão de que a câmera não estava funcionando. “A impressão que tenho é que a polícia não está preparada. Um bom exemplo é a Polícia Técnica que sequer tem equipamento para tirar as impressões digitais”, constata Nara. Sua residência foi assaltada num sábado à tarde, e os ladrões levaram dinheiro, jóias, notebook e outros pertences da família. Preocupados com a violência, os moradores adotaram a Campanha Vizinho Solidário - que vem sendo incentivada pelo Conseg-Coqueiros. “Visitamos várias residências das imediações e já são 48 participando da iniciativa”, contabiliza Marcos.   

FOTO MARCELO BITTENCOURT

AMEAÇADO: centro de ensino superior da Udesc pode sair de Coqueiros

Descaso

Parece que o Ipuf não gosta mesmo de Coqueiros. Pelo menos é esta a impressão que fica a partir de projetos que descansam no instituto há vários meses. Um deles é o pedido de alteração de zoneamento de parte do terreno do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade de Santa Catarina (Cefid-Udesc) de Coqueiros. Em tramitação na Câmara de Vereadores de Florianópolis desde junho deste ano, o projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, da Floram e, agora, aguarda o parecer do Ipuf para seguir à Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo e, em seguida para audiência pública. “Como se trata de um assunto prioritário, já conversei com o presidente da casa, Jaime Tonello para marcar a audiência pública e, ouvir, no encontro, o parecer do Ipuf”, diz o vereador César Faria, autor do projeto. Para continuar funcionando no bairro Coqueiros, o Cefid depende da troca de zoneamento para ampliar suas instalações. Do contrário, está sendo convidado a levar sua sede para um terreno da Palhoça. “Não podemos perder uma faculdade que há 38 anos é referência no Brasil no curso de Educação Física”, acrescenta o vereador. A audiência ficou marcada para o dia 17 de novembro, às 16h, na Câmara de Vereadores de Florianópolis.

Entenda o caso no http://www.folhadecoqueiros.com.br/site/index.php?modulo=noticia&int_seq_noticia=253&int_seq_categoria=1

Descaso I

O outro projeto diz respeito ao cancelamento do sistema viário do município de Florianópolis das vias SCC 25 e SCC 26, que cortam o Parque de Coqueiros. O projeto de lei complementar é de autoria do ex-vereador Gean Loureiro, e se encontra no Ipuf desde maio de 2010 esperando parecer do instituto solicitado pela Assessoria de Engenharia da Câmara de Vereadores.



 
Registro
 
Edição 146

FOTO GERSON SCHIRMER

É com tristeza que registramos o falecimento dia 18 de outubro do ex-combatente da Marinha do Brasil, Nery Carriço, aos 85 anos. Alegre e brincalhão, seu Nery morava no bairro há 38 anos e costumava caminhar diariamente no Parque de Coqueiros. Casado com dona Zilda e torcedor do Figueirense, tinha seis filhos, entre eles o nosso querido amigo Carlos Carriço. Na foto, com dona Zilda e os filhos Carlos e Ana Lúcia.



Trânsito I

Ao ler a matéria com o secretário Deglaber Goulart na última Folha de Coqueiros- publicada na página 15  - fiquei surpresa com a resposta do senhor secretário a uma das perguntas sobre o trânsito terrível que todos os dias são de intermináveis filas, principalmente na esquina das avenidas Almirante Tamandaré e Max de Souza.  Ele diz que o pedido de um semáforo neste local ainda não foi feito pelas associações de bairro! Lembro, porém, que este pedido já foi até capa da Folha como também capa do jornal do Estreito que tem como responsável o senhor Édio. Ele também como este jornal aponta de forma muito clara o perigo constante neste cruzamento.  Quase todos os dias acontecem acidentes de trânsito.  Sem contar que ali é o local aonde a maioria das crianças que estudam no colégio municipal tem que atravessar diariamente. A Guarda Municipal só é presente nos horários de saída e entrada por bem poucos minutos. 

Como é possível ainda convivermos com essa situação? Será que só quando vidas forem tiradas, como já aconteceu, é que serão tomadas providências?  Muitos abaixo-assinados foram feitos e inclusive o Ipuf já tem vários pedidos da comunidade.  Moradores do Condomínio São Gabriel e Forest Park em Coqueiros há muito solicitam esta medida, pois são testemunhas do que acontece nesta via diariamente. Vamos esperar que o senhor secretário Deglaber Goulart garanta aos moradores deste bairro a instalação urgente de um semáforo no local citado.

Rita Machado

Trânsito II

Gostaria que fosse levantada a questão dos atropelos recentes no trânsito em Coqueiros. Como este jornal tem alcance comunitário e força para uma possível manifestação contrária ao absurdo que está acontecendo, tomo a liberdade de expressar meu descontentamento, enquanto moradora e usuária do transporte coletivo da Capital. Já faz muito tempo que a mobilidade urbana é problema sério na cidade e assunto até então sem solução. Não sei o que estão esperando para tomar alguma providência e quando o fazem, é de forma deliberada, sem estudo algum do caso e prejudicando a todos nós moradores do bairro. Hoje (11 de outubro) levei 45 minutos de ônibus, a partir do ponto que fica em frente ao Residencial Coqueiros, um trajeto que levava no máximo 10 minutos. Eu costumava sair de casa às 8h5, chegava no centro 8h20 no máximo e pegava o Circular das 8h30 para chegar ao trabalho. Hoje saí  às7h40, o ônibus passou 7h50 e cheguei no centro 8h30, perdi meu ônibus.

Os comentários no coletivo eram de que foi aberta uma passagem no Abraão, que beneficia quem vem da Via Expressa, pois podem assim cortar caminho passando por dentro do bairro. Quem foi que teve a brilhante idéia de fazê-lo? A cabeça inteligente que fez isso não levou em consideração a população do bairro, que trabalha no centro e todos os dias está chegando atrasada, perde outros ônibus no Ticen, como é meu caso e já chega no trabalho estressado. Isso não reduziu o problema da Via Expressa e só nos prejudicou. Algo precisa ser feito e urgentemente. Minha vontade é ir lá e fechar por conta própria a tal passagem, se realmente for isso que está acontecendo, óbvio, precisamos ter comprovado, mas sinceramente, é a única explicação para o transtorno que estamos enfrentando.

Por favor, levantem essa questão, apurem, manifestem-se, ajudem a nós moradores, sejam nossa voz, vamos fazer uma manifestação, precisamos fazer algo.
Soraia Lima Medeiros

NOTA DA REDAÇÃO: Em julho de 2006, o então secretário do Continente, ex-vereador Gean Loureiro, em visita de trabalho ao bairro Abraão, confirmou a implantação de uma via que ligaria a Avenida Ivo Silveira com Rua João Meirelles. Portanto, já que é o autor da idéia, esperamos que o agora deputado Gean Loureiro se manifeste. 

Transito III

O sistema viário da região de Coqueiros está caótico, cada vez mais veículos vindos de outras cidades utilizam o acesso ao bairro do Abraão para fugirem do congestionamento da Via Expressa, causando filas imensas nas ruas principais dos bairros da região de Coqueiros. Está mais do que na hora dos órgãos responsáveis pelo Sistema Viário da nossa Capital começar a buscar uma solução para resolver este grave problema. O acesso aberto no inicio da Via Expressa que a princípio era para atender aos moradores do bairro Abraão e demais bairro de Coqueiros, hoje serve de fuga para quem não quer ficar no emaranhado de veículos na Via Expressa, e quem vem sofrendo com isso são os moradores dos bairros de Coqueiros, principalmente os do Abraão, e com os novos empreendimentos que estão sendo construídos dentro do nosso bairro, vai piorar cada vez mais.

Alertamos aos responsáveis pelo trânsito de Florianópolis e a todos que utilizam o acesso por dentro do bairro Abraão, que em breve medidas serão tomadas com relação a este problema, um grande movimento está para ser iniciado, e se preciso for  fecharemos o acesso próximo à Via Expressa, o que com certeza não será bom para ninguém. Esperamos contar mais uma vez com o apoio do vereador Deglaber – secretário do Continente, que sempre tem nos ajudado a resolver os problemas apontados pela AMBA. 
Paulo João Rodrigues – Paulinho



 
Que cachorrada!
 
Edição 146

Por Márcia Quartiero

FOTO RAFAEL ROSSETI

Equipe da SOS Animais

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Um dos participantes foi o jornalista e morador de Coqueiros, Marco Aurélio, o Marcão, acompanhado do filho Vinicius e de Tina, uma adepta do futebol feminino.


Quem também prestigiou a cãominhada foi a Mariana Goulart, em compasso de espera para a chegada de Laura. Se puxar a mãe, os meninos do bairro que se cuidem.

Que cachorrada!

Cachorros dos mais diversos portes, temperamentos e raças tomaram conta do Parque de Coqueiros no dia 8 de outubro, na 1ª Cãominhada. Promovida pela SOS Animais Clinica Veterinária, a iniciativa permitiu um verdadeiro “network” canino. Já para os pais, foi uma oportunidade de obter importantes informações sobre como prevenir as zoonoses e manter o parque e a cidade limpos dos dejetos de seus animaiszinhos. De acordo com a veterinária Fabiana, que dirige a clínica há 13 anos, “não basta alimentar um animal de estimação. É fundamental que eles sejam desparasitados periodicamente, evitando a proliferação de doenças, principalmente entre as crianças”. Além de duas veterinárias da SOS Animais, mais cinco veterinárias da equipe Agrosul (patrocinadora do evento) ficaram à disposição para sanar dúvidas dos proprietários de pets.
Por conta do sucesso do evento, que contou com a participação de mais de 300 pessoas, Fabiana já está pensando na segunda edição, provavelmente no final do verão. 

FOTO PLÍNIO BORDIN

Olsen, na posse, com o amigo e blogueiro Canga Sergio Rubim, que alimenta agora uma esperança: “Quem tem amigo imortal, dizem, dura muito mais”.

Amigos imortais

Finalmente, a Academia Catarinense de Letras abriu suas portas ao escritor e jornalista Oldemar Olsen Júnior. Dia 27 de outubro, ele se tornou “imortal”, ocupando a cadeira 11. Em seu discurso de posse,   Olsen deu uma mostra de que os encontros da ACL ganharam não apenas um novo integrante, mas um toque a mais de irreverência e combatividade. Depois de se colocar como um escritor com conta de água, luz, telefone para pagar, adiantou que “não se enquadra no imaginário coletivo de uma posição pequeno-burguesa contemplativa, como um deus num olimpo imaginário, tão desnecessário como uma divindade na qual não se acredita, dentro de um paraíso que não existe”.

Para fechar, citou uma frase de sua autoria, que já se tornou célebre na Kibelândia: "Escrevo para tornar esta vida menos fuleira e bebo para manter a ilusão de que estou conseguindo".

Dominó

Dia 19 de novembro, a partir das 10h30min, acontece a grande final do Campeonato de Dominó em comemoração aos 25 anos de fundação da Associação dos Moradores do Abraão (Amba). Estarão se enfrentando as duplas campeãs e vice-campeãs das quatro fases classificatórias, na busca dos prêmios de R$ 800, R$ 400 e R$ 200 para os três melhores colocados. Por sorteio, foi definido que o local do embate será o Bar do Telmo, na Rua João Meirelles.

Em expansão


Funcionando há cerca de quatro anos em frente ao Parque de  Coqueiros, o Di Taroni  Trattoria  se  tornou uma referência e sinônimo de boa comida, conquistando uma clientela cada vez maior e assídua, ao ponto de ser comum a existência de filas e tempo de espera, nos horários mais concorridos do restaurante. Para dar mais conforto a esta clientela, os proprietários Henrique e o chef Bento resolveram ampliar a área de atendimento, agregando ao restaurante um  segundo piso, ocupado anteriormente por uma residência. “Nossa capacidade de atendimento subiu para 120 pessoas, ou seja, praticamente dobrou”, informa Henrique. O local acompanha a simpática decoração já existente, com um adicional: do segundo andar é ainda mais bela a vista da Ponte Hercílio Luz e do Parque de Coqueiros.
Tendo como carro-chefe as massas, de fabricação própria, o restaurante funciona de terça a domingo. Dias de semana, das 19 às 24 horas, sábados das 12 às 24 horas e domingos e feriados das 12 às 23 horas.

Uma bela família


O clima é de festa na casa de Maurício e Leila Cristiane, proprietários do restaurante O Sobradinho. No dia 3 de outubro, nasceu Pedro Henrique, com pouco mais de três quilos. Além dos pais, ele já conta com os cuidados das irmãs, Luiza e Sofia.



 
Anjo da praia
 
Edição 146

A matéria de capa desta edição só foi possível graças ao pescador profissional e fotógrafo nas horas vagas Arcendino da Rosa, 65 anos, o conhecido seu Dino. Morador da Praia das Palmeiras há mais de 50 anos, seu Dino conhece cada canto da praia, cada gaivota, cada pássaro e ainda cultiva amizades com os animais marinhos e os moradores do local.  Como um tipo de síndico da Praia das Palmeiras - como mostra matériaeditada na Folha de Coqueiros de janeiro deste ano (capa ao lado) -, seu Dino tem por costume defender a fauna e está sempre de olho nos predadores. É por estas e por outras que ele carinhosamente é chamado de Anjo da praia. Pois bem. Foi este anjo que registrou o abandono do balneário a começar pelo mato que tomou posse do recanto mais bonito da praia: o mirante que dá acesso ao bairro Bom Abrigo pelas chamadas furnas que são as pedras Três Marias na Rua Eduardo Nader.

Além do mato, bancos, deques e pedras pichadas e destruídas. Uma tristeza e falta de respeito com o patrimônio público tanto dos vândalos como do poder público que abandonou o lugar e não sabe preservar a história. Só para ilustrar, o professor Nader, um tipo de desbravador do bairro Bom Abrigo, já que em 1968 comprou lotes de terra na área e, ali, ergueu sua casa e negociou outros terrenos, confirmou a esta editora a importância do local. Segundo ele, em 1970, o então deputado estadual por Joinville Guilherme Urban, lhe deu uma informação preciosa: as pedras maiores da Praia das Palmeiras foram ponto de referência à navegação internacional como exibe a reportagem publicada nas páginas 6 e 11.

No rastro da preservação do patrimônio público, outra riqueza está ameaçada de extinção no bairro de Coqueiros. Trata-se do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade de Santa Catarina (Cefid-Udesc) que há 38 anos se destaca pela excelência de ensino e, principalmente, pelos programas dirigidos à comunidade. Uma audiência pública, marcada para o dia 17 de novembro, às 16h, na Câmara de Vereadores de Florianópolis, vai decidir o futuro do Cefid conforme matéria estampada no Mural. Esperamos que os moradores compareçam e defendam esse patrimônio.

Da editora



 
Capa Edição Novembro 2011
 
Edição 146



 
Menos gente, mais concreto
 
Edição 145


VERTICALIZAÇÃO: censo aponta menos habitantes e mais moradias na região de Coqueiros

Por Letícia Mathias

A área continental de Florianópolis foi a que mais se desenvolveu na Capital nos últimos anos. Como conseqüência, os bairros Coqueiros, Itaguaçu, Abraão e Bom Abrigo experimentam uma fase de crescimento urbano e comercial que refletiu, inclusive, na mudança do perfil dos moradores. De acordo com dados do Censo do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística) a população da região passou de 22.293 em 2000, para 22.770 em 2010. Curiosamente, enquanto o número de habitantes aumentou pouco, apenas no Abraão e Bom Abrigo a quantidade de domicílios cresceu em mais de duas mil unidades, considerando toda a região.

Outra curiosidade da pesquisa é quanto ao número de habitantes por domicílio. Enquanto em 2000 chegava a três, em 2010 o Censo registrou dois moradores por domicílio. Em se tratando de idade, o levantamento mostrou também que os quatro bairros abrigam uma população relativamente jovem.  A maioria tem entre 20 e 30 anos.

Segundo a supervisora do IBGE Santa Catarina, Sueni Santos, não há como definir um motivo específico para essas mudanças. A região segue a tendência da população- que é a redução da natalidade-, mas os pontos comerciais e a infraestrutura dos bairros são fatores que devem ser levados em conta. “O crescimento está diretamente ligado à expansão da construção civil. A praticidade do local e o número de restaurantes e serviços comerciais também são atrativos para os jovens”, afirma Sueni.

Durante este período foi possível acompanhar também o boom imobiliário que ocorreu em Coqueiros e Abraão, principalmente. A proximidade com o Centro da cidade e a beleza do balneário também são motivos apontados pelos novos residentes. O presidente do Sinduscom (Sindicato da Indústria da Construção Civil) de Florianópolis, Helio Cesar Bairros, diz que os números da base de dados do segmento imobiliário são muito inconstantes e que o crescimento na região começou a se destacar em 2006. “Levantamentos ainda estão sendo feitos dentro do setor, mas sem dúvida posso afirmar que a região que vai de Coqueiros até o Abraão passou a ser uma das mais valorizadas da Grande Florianópolis”, indica. 

O Abraão foi o que mais se destacou. Só este ano teve 45 mil metros de área aprovada para construção. Para Bairros, é um novo conceito urbanístico que busca centralizar as atividades do cidadão próximas à sua moradia. A idéia é reunir trabalho, lazer e cultura sem precisar se deslocar. “Essa mudança traz uma dinâmica boa para a região. Em razão das características que o bairro apresenta, a tendência é mesmo expandir. Esse mix de comércio e moradia não é ruim, pelo contrário, o movimento traz mais tranquilidade e segurança ao morador”, acredita. 

Os dados da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) regional do Continente também sinalizam este desenvolvimento. Em 2001, a associação contava com 112 associados e neste ano está com 748. De acordo com o diretor regional da Acif Continente, Maurício Justino, é um número bastante significativo que aponta de fato o crescimento das comunidades. “Coqueiros é uma Via Gastronômica e isso atrai o investimento de empresários de diversos setores, aumenta o movimento, valoriza os imóveis e o resultado é o crescimento da região”, opina.

TRÂNSITO – Se por um lado a economia está em alta, por outro surgem os problemas naturais da expansão urbana. Um deles é o trânsito. A Avenida Engenheiro Max de Souza se tornou um dos pontos de engarrafamentos da cidade. Motoristas que vem da Via Expresa desviam pela Rua João Meirelles no início do Abraão ou pela Rua Almirante Tamandaré, mais próxima à ponte, causando filas principalmente em horários de pico. O secretário do Continente, Deglaber Goulart, reconhece o problema e diz que estatísticas apontam que mais de 20 mil pessoas -de municípios vizinhos - se deslocam por dia para Florianópolis em busca de serviços, principalmente do poder público. “Pode ver que em dias de ponto facultativo, a ponte fica quase vazia, não tem trânsito. Tem que descentralizar”, defende.  Para tentar resolver o problema da mobilidade no local existem alguns projetos em vista. Entre os planos está a construção da marginal da BR 282 e a instalação de um semáforo na Rua Almirante Tamandaré esquina Max de Souza.

A Folha de Coqueiros tentou contato com o responsável pelas operações de trânsito do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) por uma semana, mas não obteve resposta. A proposta era que o órgão apontasse dados sobre o número de veículos que circulam por dia na região e que destacasse os projetos para o trânsito local.

NÚMEROS

População Residente
 
Bairro    Ano
2000    2010
Coqueiros     13.592    13.263
Itaguaçu      2.229    2.114
Abraão     5.210    5.883
Bom Abrigo     1.262    1.510
       
Situação do domícilio total particular
 
Bairro    Ano
2000    2010
Coqueiros     4.175    5.641
Itaguaçu     643    819
Abraão     1.618    2.402
Bom Abrigo     397    656     
       
Média de moradores por domicílio (pessoas)
 
Bairro    Ano
2000    2010
Coqueiros     3,24    2,68
Itaguaçu     3,43    2,90
Abraão     3,20    2,75
Bom Abrigo     3,18    2,80
Fonte: IBGE



 
Registro
 
Edição 145

FOTO ARQUIVO JOSÉ RUI


Leitor José Rui Cabral envia foto para redação registrando a memória do bairro. A imagem mostra a tranqüilidade da Praia da Saudade em dezembro de 1954. Ao fundo as casas do doutor Antônio Santaella e  do engenheiro Rui Ramos Soares, pai de José Rui.

Crescimento desordenado

Olá pessoal, depois de ter lido no nosso jornal Folha de Coqueiros sobre o caos que anda o trânsito, gostaria de fazer uma observação. Além do caos, visível e sentido, cabe perguntar até que ponto os novos empreendimentos imobiliários estão contribuindo para isto. Novos edifícios são erguidos quase que diariamente sem que se atente para a questão do trânsito e do meio ambiente. A cada dia perdemos mais área verde, espaços que poderiam ser aproveitados por todos. Um bom exemplo é o bairro Abraão. Ali não existem calçadas adequadas, uma praça ou um bom parque onde as pessoas possam caminhar. A ganância burra das construtoras está devorando tudo sem que se saiba de qualquer planejamento ou atitude da prefeitura visando o bem-estar de todos os cidadãos e a preservação do meio ambiente. Toda aquela área verde próxima ao posto de saúde ou a creche do Abraão, poderia ser preservada e transformada em lugares para todos. Vamos ficar parados esperando, como já acontece, em toda Florianópolis ser transformada em uma cidade de pedra erguida sob a ignorância e a ganância de construtores e políticos corruptos?

Temos que tomar uma atitude, urgente!
Juline Juppiety

SOBRE A FOLHA

Gostaria de agradecer a referência ao nome da Avenida Patrício Caldeira de Andrada – publicada na edição de agosto nesta coluna de cartas.

Muito obrigado!
Henrique Tavares

Gostaria de agradecer pela matéria da Folha de Coqueiros intitulada Mais espaço para arte, editada em agosto na Folha Amarela. Muito legal, houve uma repercussão boa, as pessoas que freqüentam aqui leram e gostaram, outras pessoas vieram conhecer, ou seja, ficamos felizes de ter essa oportunidade e mostrar o nosso trabalho, do Espaço e Arte e Saúde, aos leitores do jornal.  E estamos à disposição para o que pudermos contribuir com a Folha e a comunidade. Muito obrigado.

Marcelo de Moraes

LEMBRETES

Equipe da Pincel Mágico manda e-mail destacando a mudança de endereço. A papelaria está agora na Rua João Meireles, 1.100, sala 415, esquina com Rua Silvio Possobon.

Dia 8, sábado, é dia da Cãominhada no Parque de Coqueiros. A promoção é da Clínica Veterinária SOS Animais. Quem quiser levar seu cãozinho, o evento começa às 10h.



 
As feras do Frescobol
 
Edição 145

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

O vento Sul acabou com a alegria dos aficionados pelo frescobol, que estiveram na Praia de Itaguaçu, dia 24 de setembro, para participar do Primeiro Torneio de Frescobol de Itaguaçu - Troféu Luiz Henrique Rosa.

O mau tempo, porém, não conseguiu desanimar o idealizador do projeto, o empresário Cesar Goulart, proprietário do bistrô Bruxo de Itaguaçu. Ele garante que, no feriado de 12 de outubro, quarta-feira, a disputa vai acontecer, com um atrativo a mais: por causa do Dia da Criança, haverá várias atrações voltadas aos pequenos.

Mesmo com o tempo ruim, muitas feras do frescobol marcaram presença, entre eles Quido (autor do troféu), Fabiano Assis e Morais, figuras que foram fundamentais para popularizar o  esporte, inicialmente na Praia da Joaquina e, depois, para os demais balneários de Florianópolis.


O Clã Nunes Pires marcou presença, com Maninha e seu dois rebentos Guel e Carlinhos

Grande família


Teresa Sofia, com os pais “dona” Henriqueta e “seu”  Augusto, responsáveis pelo melhor restaurante português de Coqueiros.

Posse

Natural de Rio do Sul, mas morando há tempo em Florianópolis, no bairro Coqueiros, o jornalista Valmor Fritsche tomou posse dia 27 de setembro como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina. Para ajudá-lo na área de comunicação e eventos, ele vai contar com uma vizinha, a jornalista Linete Braz Martins, que assumiu como suplente.

Na foto, os dois na posse festiva realizada no dia 1º de outubro, na sede da Associação Catarinense dos Engenheiros (ACE).
Pioneiros


Barão e Sibyla: fundadores e responsáveis pelo jornal


Marcos Goulart, junto com a sua esposa Vanessa e a competente Ângela, do Jornal dos Condomínios, entrando nos mistérios da fotografia, by Canon

Muitos especialistas já sentenciaram a morte do jornal em papel, por conta das novas  tecnologias da informação.  Conforme eles, ao longo dos anos, haveria uma perda  cada vez maior de leitores.  Indo de encontro a essas previsões pessimistas, pesquisa  divulgada neste ano mostra  que a venda de jornais impressos no Brasil está crescendo: temos a  oitava maior circulação do mundo, totalizando 600 jornais diários e cerca de oito milhões de exemplares.

O texto acima é apenas um “gancho” para parabenizar esta Folha, que ao longo de 16 anos tem garantido informações locais e de qualidade aos moradores de Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão.  Não é fácil manter um jornal de bairro, distribuído gratuitamente.

É, também, uma homenagem aos moradores, pois um jornal de bairro só é viável em locais que possuem identidade cultural, onde existem leitores  apaixonadas pelo seu “lar” e comprometidos com o desenvolvimento de sua comunidade.

Aniversário

Ter setenta anos não é para qualquer um. Parabéns Renato, na foto com a Marita.



 
Remédio para diabetes não é indicado para emagrecer
 
Edição 145

FOTO GERSON SCHIRMER

ESTELA: médica diz que não há estudo para tratar obesos

Sem fazer exercício e sem equilibrar a dieta, não há como perder peso de forma saudável. Essa é premissa básica das sociedades médicas internacionais. Mas sempre há quem queira pegar um atalho para emagrecer com fórmulas mágicas. A droga da vez atende pelo nome de liraglutida (cuja denominação comercial é Victoza), um medicamento para tratamento do diabetes tipo 2 que virou objeto de desejo para quem quer perder alguns quilos sem fazer força.

Vale esclarecer que a droga usada para o tratamento da doença é eficiente e funciona assim: no paciente diabético, a insulina produzida pelas células do pâncreas não é suficiente ou não age de modo adequado no organismo, provocando o aumento da quantidade de açúcar no sangue. “O medicamento é indicado somente para pacientes diabéticos tipo 2 quando apenas a dieta e atividade física regular não conseguem mais controlar a glicemia”, explica a médica endocrinologista Estela Alves de Oliveira, da Polimed de Coqueiros.

A liraglutida promove a perda de peso (média de 3 kg ao mês) pelo fato de retardar o esvaziamento gástrico e aumentar a sensação de saciedade após as refeições. A medicação é injetável e usada uma vez ao dia. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, diarréia e dores de cabeça. “Como ainda não se sabe os efeitos em pessoas não diabéticas, já que é uma medicação nova, não indicamos para o emagrecimento”, diz a médica, lembrando que o remédio não é recomendado em bula para os não portadores da doença. “Se for feito um estudo só com obesos, poderemos receitar”, ressalta a médica.

Além disso, acrescenta, é um medicamento caro ao custo de R$ 400,00 mensais. “Também não vejo nenhum resultado milagroso já que, com dieta e exercícios, pode-se perder até três quilos por mês. E com uma vantagem: ao mudar o estilo de vida, não corre-se o risco do efeito sanfona”, destaca.

“A obesidade é uma doença grave que aumenta muito o risco de doenças no coração, diabetes, pressão alta, infarto e doenças no fígado. Também está relacionada a maiores taxas de certos tipos de câncer, como os intestinais e de mama. Por isto, é importante consultar um médico e nutricionista para cuidar da saúde. E ainda seguir sempre as orientações de um educador físico na hora de praticar exercícios”, aconselha Estela de Oliveira.

Dicas para emagrecer

*Inicie as principais refeições com salada crua, que ajuda a saciar a fome.
*Alimentos ricos em fibra, como os integrais, protegem o intestino e ajudam na perda de peso. Quando comer arroz ou pão, dê preferência aos integrais.
*Bebidas diet, chá ou café com adoçante estão liberados.
*Procure distinguir fome de gula, principalmente quando for repetir um prato.
*Mastigue bem os alimentos.
*Planeje sua lista de compras e evite comprar alimentos muito calóricos. Leia sempre os rótulos.
*Não pule nenhuma refeição para não exagerar na próxima.
*Não use a comida como um calmante procure resolver seus problemas de outra forma.
*Evite a ingestão de bebida alcoólica e reduza o consumo de sal.
*Procure fazer o jantar até as 20 horas, pois durante a noite o metabolismo desacelera. Ou seja: Tome café igual a um Rei, almoce que nem um Príncipe e jante igual a um Mendigo!

Dicas para diabéticos

*Evite alimentos que contenham açúcar simples como, por exemplo: açúcar de mesa, balas, bolos, tortas, chocolates, sorvetes, mel, geléia, leite condensado e refrigerante não dietético.
*Evite alimentos ricos em gorduras e colesterol como, por exemplo: carnes gordurosas, miúdos, bacon, embutidos (salsicha, salame, mortadela), pele de frango, lingüiça. *Prefira carnes magras como peito de frango, patinho, alcatra, coxão duro, peixes. Dê preferência para carnes cozidas, grelhadas ou assadas.
*Dê preferência para leite e iogurte desnatado, margarinas light, aveia e queijo branco.
*Frutas devem ser consumidas diariamente, mas não muitas de uma só vez e sim, poucas, distribuídas ao longo do dia. Consuma sempre que possível com a casca ou bagaço, pois aumenta a oferta de fibras.
*Não misture arroz, batata, mandioca ou macarrão, pois essa mistura fornece excesso de açúcar.
*Refrigerantes diet ou zero são permitidos, mas não substitua pela água que deve ser ingerida em abundância de pelo menos 1 hora antes ou depois das refeições para evitar o esvaziamento rápido do estômago e a vontade precoce de comer novamente.
*Limite o consumo de bebidas alcoólicas que prejudicam o controle da glicose no sangue.
*Pratique atividade física regularmente, pois ela ajuda a melhorar a ação da insulina e conseqüentemente o controle do diabetes. Procure a orientação de um professor de educação física. Os exercícios mais indicados são os aeróbicos, como caminhadas, natação, ciclismo e corridas.
*Os benefícios da prática regular de exercícios físicos são: diminuir os níveis de açúcar no sangue, ajudar a perder e a manter o peso, melhorar a pressão arterial e os níveis de colesterol, melhorar o funcionamento do coração e dos pulmões e com isso melhoram a qualidade de vida.



 
Para saborear na primavera
 
Edição 145

FOTO GERSON SCHIRMER

CASA MENDONÇA: saladas e pratos mais leves para nova temporada

Passada a temporada de frio, os restaurantes e bares da Via Gastronômica de Coqueiros entram no clima da primavera e acrescentam pratos mais leves ao cardápio. É o caso da Casa Mendonça – Restaurante e Grill, que fica na Praia do Meio. A partir de outubro, serão servidos às quintas-feiras Atum ao molho de uva; nas quartas-feiras o destaque é para o Bacalhau à moda da casa e aos domingos o buffet será incrementado com Ostras gratinadas e no sal grosso, além de Sashimi com erva doce.

Outra novidade fica por conta das mudanças no segmento de massas. Entre elas, cabe destacar o Canelone com ricota e espinafre, o Rondelle de ricota e brócolis, e nhoque ao molho 4 queijos. Escalope com molho de mostarda escura e amarela, com 4 queijos e gorgonzola também fazem parte do menu da semana. Sem esquecer, é claro, das mais de 30 saladas que podem ser saboreadas diariamente.

Ao todo a Casa Mendonça serve cerca de 70 pratos no buffet por dia. O carro-chefe da casa continua sendo as carnes. Além dos grelhados, a costela assada no forno é a que faz mais sucesso. Ela é servida três vezes na semana – segunda, terça e quarta. Na quinta-feira, tem carne de javali e na sexta-feira tem cabrito. No sábado, a conhecida feijoada e no domingo o famoso Pernil à pururuca.

À frente das panelas, os chefs Rita e Melo, e a saladeira Adriana. Eles lembram que o restaurante ainda conserva a tradição de pratos diários: segunda-feira, carne de panela com nhoque; terça-feira, estrogonofe; quarta-feira, galinha caipira, quinta-feira rabada e sexta-feira dobradinha e cozido.
A Casa Mendonça abre de segunda a sexta das 11h às 14h30 e final de semana das 11h30 às 15h.



 
Falta de segurança é tema de debate
 
Edição 145

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PROTESTO: entidades promovem ato público em frente ao legislativo


CONSEGS: mais efetivo e vigilância eletrônica

O principal encaminhamento da audiência pública que debateu a segurança na Grande Florianópolis, realizada pela Comissão de Legislação Participativa na terça-feira, 27, na Assembléia Legislativa, foi implantar o Conselho Municipal de Segurança de Florianópolis. No encontro, presidido pela deputada Angela Albino (PCdoB), também foi sugerida uma audiência com o governador Raimundo Colombo e registrada a insatisfação com a ausência de representantes do Ministério Público e do Judiciário.

Angela destacou o aumento de 14,3% na taxa de criminalidade na Capital e a fuga de 429 presos no período de janeiro a agosto de 2011. Segundo a parlamentar, em 1999 havia 13 mil policiais militares e hoje o efetivo é de apenas 11 mil. Em Florianópolis há um PM para cada 1.000 habitantes, quando a ONU recomenda um para cada 250. Além disso, 410 policiais militares estão lotados em órgãos públicos. O número ganha expressão uma vez que é maior do que o efetivo do 4º Batalhão. Já o efetivo de 3.201 agentes da Polícia Civil é o mesmo há 11 anos.

Presentes ao encontro, os representantes dos Conselhos de Segurança de Florianópolis (Consegs), entre outras entidades, promoveram um ato público em frente ao legislativo solicitando providências urgentes para a atual situação de violência vivida na cidade. Entre outras iniciativas, pediram a contratação de novos policiais e a instalação imediata de monitoramento eletrônico.

“Recursos existem, mas falta vontade política para resolver o problema”, destacou o presidente do Conseg de Coqueiros Edu Antunes, lembrando que a segurança do bairro de Coqueiros é preocupante. “A situação leva os moradores a se aprisionar em suas residências na esperança de ter um pouco de tranqüilidade”, acrescentou.

O diretor da Polícia Civil da Grande Florianópolis, Nivaldo Claudino, afirmou que se a situação é péssima não é por falta de projetos, que são apresentados, inclusive ao governador. Claudino demonstrou preocupação com o número crescente de pedidos de exoneração e de aposentadoria na Polícia Civil, cerca de 30 por mês. O delegado cobrou mobilização popular e pressão incessante sobre os governantes. “Estamos cansados de balelas, não podemos brincar de fazer segurança”, desabafou.
“Estamos vivendo quase um caos social”, destacou o deputado Maurício Eskudlark ao afirmar que faltam vagas para menores e para presos. Criticou a benevolência da legislação penal e afirmou que aumentos salariais e a realização de novos concursos públicos são essenciais para enfrentar a situação.

Morador de Coqueiros, o coronel Fred Schauffert afirmou que a Polícia Militar está envelhecida, estressada, no limite. Reclamou que os policiais têm uma carga exaustiva de trabalho. “Tenho 36 anos de serviço, a segurança no Brasil está no fundo do poço, ou recomeçamos ou estamos fadados ao insucesso, precisamos da ajuda de vocês”, declarou, dirigindo-se à platéia basicamente composta por representantes dos Consegs.

Schauffert também afirmou que apesar da segurança ser um dever do estado, ela é responsabilidade de todos. “A violência está batendo à nossa porta, instalei câmeras e mesmo assim tentaram invadir minha casa. Meu filho afugentou os marginais com gás de pimenta”, contou o comandante.

Também solicitaram a audiência a Associação Metropolitana dos Consegs da Grande Florianópolis; Associação Comercial e Industrial de Florianópolis; Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis, Biguaçu e Palhoça; Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina ; Fórum da Cidade; Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis e Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis de São José e Região.

DEPOIMENTOS

Para Andre Lodygensky, presidente do Conselho de Segurança (Conseg) das praias da Daniela, do Forte e de Jurerê, a segurança pública está falida e os efetivos estão defasados. “Chega de pensar que a segurança pública vai nos salvar, não vai. Chega de criticar os únicos órgãos que podem fazer alguma coisa. Falem-me onde está o dinheiro da segurança, se vocês não sabem se organizar ajudaremos vocês”, propôs Lodygensky.

Segundo o presidente do Conseg da Daniela, nos últimos 30 dias a comunidade mudou de atitude e partiu para o monitoramento efetivo das pessoas que entram e saem do Balneário, implantou o programa Vizinho Solidário, está levantando dados dos habitantes, dos carros e dos animais de estimação e conseguiu reabrir o posto da Polícia Civil. “A solução da segurança não está com os órgãos públicos, está conosco, nós temos que mudar de atitude”, sentenciou Lodygensky.

O vereador Anderson Santos, presidente da Câmara Municipal de Governador Celso Ramos, reivindicou uma força tarefa para combater a criminalidade no município. “O povo nativo não consegue entender, quando é época da farra do boi enche de policial, porque o MP está em cima, mas agora, diante de tantos furtos, não se vê uma força eficaz e quando os policiais prendem a Justiça solta logo”. O vereador afirmou que apenas dois PMs e três policiais civis são responsáveis pela segurança no município.
Para o Tenente-Coronel Araújo Gomes, comandante do 4º Batalhão, os mecanismos de controle estão superados, ninguém tem vergonha de ser preso, de andar armado ou de consumir drogas. “Jogar tudo para o mecanismo formal de controle é inútil”. Gomes afirmou que as famílias estão desestruturadas, as escolas não educam e a legislação tem sido modificada de modo a dificultar as ações dos policiais que estão na linha de frente.

Manoel João da Costa, vice-presidente da Aprasc, afirmou que a sociedade civil organizada vai resolver o problema da segurança pública cobrando ações dos governantes. Costa informou que no Sítio Capivari, no Norte da Ilha, foi instaurado o toque de recolher. “Os mercados fecham às 20 horas”. O representante da Aprasc também reivindicou a reincorporação dos 22 PMs excluídos por causa de reivindicações salariais. “O governador já se comprometeu, mas há resistência na Corporação”, denunciou.

De acordo com Carlos Tadeu Lima Pires, presidente da Associação Metropolitana de Conselhos Comunitários de Segurança da Grande Florianópolis (Amecom), apesar de a população pagar impostos, não encontra respostas dos governos com relação à insegurança. “Nós ainda temos que procurar o Estado, mendigar aquilo que é de direito. A PM e a Polícia Civil fazem o que podem, é o estado que falha, nós precisamos de leis mais rígidas”. Tadeu deplorou a ausência da Secretaria de Justiça e Cidadania e reclamou da falta de planejamento da pasta que desativou o Pliat e o São Lucas antes de definir um local provisório para recolher os menores infratores.

Tony Eduardo de Lima e Silva, de Florianópolis, afirmou que a polícia comunitária só funciona nos locais em que a comunidade acredita na polícia. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis, Luiz Ângelo, disse que está apavorado. “Em 120 dias minhas empresas foram assaltadas nove vezes, com quatro furtos de cofres. Não mataram os funcionários porque pediram clemência”. Segundo Luiz Ângelo, o sistema de rádio não funciona e há problemas de gestão e de comando na segurança pública.

De acordo com o sindicalista, os soldados são prestativos, porém não podem fazer milagres. Ele reproduziu para a audiência as palavras de um policial que atendeu um chamado seu. “Só essa viatura e só nós dois aqui para atender toda essa situação, se precisar fazer uma ronda tenho de usar minha moto”. Luiz Ângelo questionou os presentes: “Temos de contratar segurança privada? Vamos nos armar? Onde estão os recursos da segurança? Tem que botar o dedo na ferida, porque quem manda não está aqui, cadê o secretário de Segurança?”.

O sindicalista contou indignado que o segmento recolhe cerca de 20% do ICMS do Estado, mas quando o setor procurou a SSP o secretário não recebeu a comissão, “só recebo uma pessoa”, teria dito. “Quem tem a caneta para resolver não resolve”, desabafou o sindicalista.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis, João Maria de Agostinho, só resta aos trabalhadores “ir para a Igreja pedir misericórdia. O que dá voto é cabide de emprego, estamos encurralados”, finalizou.

Participaram da audiência os deputados Jorge Teixeira (PMDB), Jailson Lima (PT), o conselheiro Gilson dos Santos, policiais civis e militares, representantes dos Consegs e do CDL da capital, vereadores, sindicalistas e líderes comunitários de Governador Celso Ramos, Alfredo Wagner, São José, Florianópolis e Biguaçu. (Vitor Santos)
CONSEG COQUEIROS

Como está a segurança na região de Coqueiros?

1. Os moradores do bairro de Coqueiros (e podemos incluir os bairros do Abraão,  do Bom Abrigo e  Itaguaçu), manifestam há tempos a preocupação com o aumento da violência.

2. Coqueiros e os bairros que o circundam, tradicionalmente sempre gozaram de uma relativa tranqüilidade, decorrente de seu isolamento face à Via Expressa. A construção da passarela sobre a referida via, ligando Coqueiros a Capoeiras, a abertura de acessos oriundos de São José, da Concessionária da Toyota e da Avenida Almirante Tamandaré permitiram escoar o trânsito da Via Expressa pelo interior do bairro, com vistas a alcançar a ponte Pedro Ivo com maior rapidez;

3. Estas modificações aumentaram o fluxo de veículos e de pessoas estranhas à região. O trânsito encontra-se constantemente congestionado e o aumento da criminalidade na área causam diversos problemas;

4.  Tais fatores, associados a deficiências relativas à segurança, criaram condições favoráveis ao aumento da violência. É comum a abordagem de idosos, por parte de meliantes, nas proximidades dos estabelecimentos bancários, particularmente em dias de pagamento. Já ocorreram tiroteios em via pública, colocando em risco a vida de transeuntes. Muitos marginais andam livremente pelos bairros, alguns armados e sem receio de serem abordados pelos órgãos policiais;

5.  Sabemos que a Polícia Militar tem agido de acordo com suas possibilidades, recolhendo e prendendo marginais e os entregando aos órgãos responsáveis por sua recuperação e/ou punição. Porém, em pouco tempo, em virtude de leis frouxas e da ineficácia dos outros responsáveis públicos, muitos retornam às ruas;

6.  As bases da PMSC existentes não têm resolvido o problema para reprimir atos de violência por não possuírem efetivo e veículos suficientes para realizar sua tarefa. E, por estarem numa área de risco, padecem de segurança, principalmente à noite.

7. O Parque de Coqueiros, em virtude da maior presença da Guarda Municipal e da própria Polícia Militar, tem sido um local bastante seguro. Porém, o restante do bairro, com pouco policiamento ostensivo e com a certeza da impunidade, os delinqüentes vêm agindo com freqüência.

9. Na realidade a segurança do Bairro de Coqueiros é preocupante. Muitos se sentem inseguros e apreensivos com a falta de prioridade, por parte do poder público, no aspecto relativo à segurança da população.

10. Outro fator é a pouca participação dos moradores na cobrança de providências e as reuniões do CONSEG, onde, através de contatos com autoridades e do envio de suas Atas, o poder público toma conhecimento das necessidades do bairro.

Edu C. Antunes
Presidente  CONSEG/31- Coqueiros



 
“Gestor deve se adequar ao crescimento”
 
Edição 145

FOTO MARCELO BITTENCOURT

DEGLABER: descentralizamos serviços para evitar deslocamento de moradores à Ilha

Por Sibyla Loureiro

A seis meses de se afastar do cargo para tentar a reeleição à Câmara Municipal de Florianópolis, o secretário e vereador Deglaber Goulart anuncia novas obras para Coqueiros e rebate críticas de moradores da região. Entre elas, a implantação de grama sintética no Parque de Coqueiros. À frente da Secretaria do Continente há três anos– uma espécie de braço da prefeitura no Continente– ele garante a instalação de um semáforo na Rua Almirante Tamandaré e revitalização do trapiche da Praia da Saudade.

Folha de Coqueiros - Algumas obras no Parque de Coqueiros estão sendo contestadas pela comunidade. Uma delas é a instalação de grama sintética. Por que a opção?
Deglaber Goulart – É uma tecnologia de ponta e de última geração em termos de campo de futebol. Como não exige manutenção constante, pode ser usada com mais freqüência. Também foi solicitada por vários usuários do campo. Portanto, quem opinou contra é porque não faz parte da turma do futebol. Outros equipamentos também sofreram rejeição como a academia de ginástica ao ar livre; a câmera de videomonitoramento e a plantação de árvores frutíferas, por exemplo. Mas não posso trabalhar em função de uma minoria, mas sim da comunidade.

Folha – Mais alguma obra no Parque?
Deglaber - A proposta é aumentar a área esportiva: um campo de futebol suíço; campo infantil; quadra de vôlei e vestiários com chuveiro, novidade em praças públicas. As pessoas reclamam muito, pois trocam de roupa no carro. Então, nós temos que nos adequar ao crescimento da sociedade- esta é nossa obrigação como gestor público. A atual sede será derrubada, pois o prédio está condenado. Usaremos o outro prédio verde – onde seria erguido um aquário – para abrigar seis banheiros – três masculinos e três femininos – uma sala de reuniões para grupos da terceira idade e uma cozinha.

Folha - Sobre o trânsito, estão previstas melhorias? Os moradores solicitam um semáforo na esquina da Almirante Tamandaré com Max de Souza.
Deglaber - Este pedido ainda não foi feito pelas associações de bairro, mas se houver necessidade podemos fazer um encaminhamento para colocar ali uma sinaleira. Mas melhorar o trânsito é difícil – ele é proporcional ao crescimento da região. O que pretendo fazer na Almirante Tamandaré é uma alameda – a exemplo da Hercílio Luz: colocar calçada padrão, bancos, floreiras.
 
Folha – Está confirmada para outubro a licitação para início das obras de esgoto no bairro Abraão?
Deglaber- Embora a verba de R$ 12 milhões esteja garantida e projeto pronto, a licitação sofrerá atraso em função de o governo federal protelar os recursos do PAC.
Trata-se de uma conquista da comunidade e estou acompanhando passo-a-passo, junto com a Casan, porque é um investimento não só para o Abraão, mas para a Vila Aparecida, Capoeiras e parte do Monte Cristo. 

Folha – Na área de segurança, foram prometidas mais 11 câmeras para instalar na região. O que está faltando para colocar os equipamentos?
Deglaber- Este assunto já vem se arrastando há alguns anos. Tivemos a coragem- através da Secretaria do Continente – de tirar uma parte do papel, que foram as cinco câmeras instaladas em agosto do ano passado nos quatro bairros da região de Coqueiros. O pior já foi feito. Passamos todo o cabeamento – do Portal Turístico até a Interfábricas. Estas 11 câmeras foram compradas pelo Ipuf, junto com a Secretaria de Segurança do Estado. Elas estão encaixotadas no Ipuf. Falta apenas o Governo do Estado fazer as ligações dos terminais. Não sei o que estão esperando.

Folha- Além das Câmeras, que outra iniciativa está sendo tomada para conter a criminalidade de Coqueiros?
Deglaber – Esperamos que a reforma e ampliação do Posto de Polícia da Praia do Meio contribua para a redução da violência. O projeto é da Secretaria de Segurança do Estado que prevê a construção de uma sala só para monitoramento das câmeras de vigilância eletrônica. O trabalho – que hoje é feito pela Guarda Municipal no Portal Turístico–vai ficar no controle da Polícia Militar.  A mudança deve-se à falta de monitoramento à noite já que a Guarda Municipal só trabalha durante o dia. Então, a situação fica muito vulnerável. Desse modo, as ocorrências serão monitoradas 24 horas.

Folha – Em se tratando de segurança, um dos pontos críticos é o Trapiche da Praia da Saudade. Existe projeto para reforma do local?
Deglaber – A pedido do prefeito Dário Berger, o trapiche será revitalizado. A obra custará R$ 98 mil e o processo já está em licitação. A expectativa é que o resultado saia em dezembro e os trabalhos iniciem em janeiro de 2012.

Folha- Sabe-se que a comunidade também está pleiteando outra área pública para o lazer. Trata-se de um terreno na Rua João Roberto Sanford que foi fechado com tapumes pelo proprietário. O que está faltando para derrubar a cerca se o Ministério Público já deu parecer favorável?
Deglaber - A fiscalização já o intimou. Como ele se recusou a receber pessoalmente a intimação, o documento foi enviado pelo correio. O setor de Fiscalização da Secretaria do Continente só está aguardando o retorno do AR (Aviso de Recebimento) para então, caso o proprietário não retire o tapume, tomar as providências legais e cabíveis para atender o pleito da comunidade.

Folha – A Secretaria do Continente pretende promover festa de final de ano?
Deglaber – Vamos promover o Réveillon na Beira Mar Continental com balsas, fogos e outras atrações para atender aos moradores da área continental de Florianópolis.  Por isso, através de pedidos das associações do Balneário do Estreito, já liberamos a iluminação da via e as pessoas já estão caminhando à noite.



 
Aposentados do BESC e Banco do Brasil
 
Edição 145

Um assunto que vem sendo debatido entre os bancários aposentados pelo BESC e Banco do Brasil é o direito ao recebimento da cesta alimentação (vale ticket), que, atualmente, é disponibilizada apenas aos bancários em atividade. Esta discussão tomou força após o STJ manifestar-se favoravelmente à extensão do auxílio cesta alimentação (também) aos inativos, leia-se, aposentados. A decisão concessiva do STJ, atualmente seguida pelo Tribunal Catarinense (TJSC), tem por base o princípio constitucional da isonomia entre funcionários da ativa e inativos. Com isso, além de um benefício mensal no valor de R$ 311,08, o aposentado ainda tem direito a pleitear os valores não pagos pelos últimos cinco anos, que representam um valor na ordem aproximada de R$ 25 mil. Assim, com os tribunais deferindo – inclusive liminarmente – o direito dos aposentados ao recebimento mensal e retroativo deste benefício, muitos aposentados vêm recorrendo ao judiciário para ter reconhecido este direito.

Thiago M. Zanella - OAB/SC 20.442 
Vanessa G. de Chaves – OAB/SC 24.156-B

Praia do Riso promove evento

A Associação Pedagógica Praia do Riso (APPR) promove um bingo no próximo dia 29 de outubro, sábado, a partir das 19h. O evento, que acontece no Salão Paroquial da Capela Nossa Senhora dos Navegantes, em Itaguaçu, vai reunir diversos prêmios: bicicleta de marchas; TV 40 polegadas; batedeira; jogo de facas; R$ 100,00 de combustível no Posto de Santo Amaro da Imperatriz; camiseta oficial do Figueirense autografada pelo jogador; Kit de produtos de informática (pendrive,etc); jogo de lençol infantil; panela de fondue; vales de compra em boutique, entre outros.  De acordo uma das organizadoras, Marilda Alves Pinto, o bingo é uma proposta da diretoria que é composta por pais e tem como objetivo arrecadar fundos para ampliação e reforma da escola. “Os próprios prêmios foram conseguidos através dos pais ou de seus contatos. Um exemplo, assim como outros eventos, de participação e envolvimento das famílias na escola”, destaca Marilda.

Quem quiser participar, pode adquirir as cartelas na APPR ou no local ao custo de R$ 10,00 (para prêmios maiores).  Segundo os organizadores, nos intervalos será vendido a R$ 1,00 - cada número - para cada rodada da roleta (prêmios menores). Para dar mais energia e sorte, no local será vendido churrasquinho, cachorro-quente, pastel, doces e bebidas. Esta é a segunda vez que a associação promove um bingo. A outra edição, que teve lugar na AABB de Coqueiros, serviu para construir a quadra de esporte.



Poesia nas Escolas

A promotora de eventos Marilene Escandiel, que mora no bairro Abraão, está organizando recital para um público diferente. No dia 11 de outubro, das 13 às 17h, no Batalhão de Operações Policiais Especiais de São José, cerca de 50 crianças e adolescentes estarão apresentando poesias – de sua autoria- aos policiais.  Os poetas mirins são alunos da Escola Lauro Muller, centro de Florianópolis, escolhidos em um Campeonato de Poesia. O projeto – já na segunda edição – tem como objetivo levar os escritores catarinense até as escolas e, a partir daí, divulgar poemas para vários setores da sociedade. A idéia de se apresentar em um quartel, segundo Marilene, deu-se a partir de um poema feito pela poetisa Vera Vieira que diz o seguinte: “Nunca deixe os olhos de uma criança sem super-heróis”. Estará presente no encontro o professor e poeta Alcides Buss.



 
Hasteamento reúne mais de 1,5 mil pessoas
 
Edição 145

Em sua quarta edição, o Hasteamento da Costela lotou o pátio da Globovel, em Coqueiros, que pela primeira vez abrigou o evento. Promovido pela Mercearia do Ori, tradicional ponto boêmio do Abraão, o encontro reuniu um grupo bem eclético, de várias idades e tribos, o que deu um colorido especial à festa, que a cada ano se consolida como uma das maiores, se não a maior, do Continente.

Mantendo a tradição, um bom naco de costela foi hasteado pelos irmãos Odorico e Alex, no final da tarde. Confira nesta página momentos da festa registrados pela Fátima, da Foto Arte.



 
Mais velho
 
Edição 145

Há 16 anos a orla de Coqueiros abrigava poucos prédios. Entre outros, o Argus, mais antigo, o Residencial Coqueiros, o Condomínio Itaguaçu, o Gaivotas e o Edifício Normandie, hoje ameaçado de extinção. De lá para cá, surgiram prédios de sete e doze andares tornando-se difícil nomear cada um. A exemplo de toda a região metropolitana de Florianópolis, a região de Coqueiros tem na construção civil um dos carros-chefe da economia local. Além dos condomínios residenciais, outra tendência do bairro são os empreendimentos comerciais. Impulsionadas pela proximidade com o centro da cidade, a outros municípios, estacionamento facilitado e pela infraestrutura urbana, construtoras investem cada vez mais em salas para alojar empresas e profissionais liberais.

Aliada ao crescimento imobiliário, a gastronomia se expande e já possível experimentar os sabores da cozinha nacional e internacional. Desde o legítimo galeto na Praia do Bom Abrigo, passando pelo tradicional churrasco no Abraão até os bolinhos de bacalhau de Itaguaçu e a feijoada e massas da Praia do Meio e de frente ao Parque de Coqueiros, a região é uma fartura. Sem contar os frutos do mar encontrados em todos os cantos da orla, a culinária oriental e a típica brasileira. De quebra, restaurantes com comidas caseiras fazem o dia-a-dia do bairro uma Festa de Babette.

É uma pena que todo o crescimento de um bairro, de uma cidade resulte em problemas, de trânsito, de segurança, de especulação imobiliária e, principalmente, no sepultamento do verde, das áreas de lazer e da cultura e história. Já estamos, há muito, vivenciando este fato. Derrubaram a Casa Rosa, da família Gualber Tibau – homenageada com nome do antigo morador em prédio erguido no local- as casas de Helinho Langue, da família Figueredo, e tantas outras. Em termos de expansão urbana, o Abraão é o campeão como mostra o censo de 2010 publicado na página 7 desta edição.

A Folha de Coqueiros se orgulha em fazer parte desta trajetória ao divulgar nas suas 145 edições e quase 3 mil páginas os fatos que serão, com certeza, a memória da região.  Agradecemos aos leitores, comerciantes e colaboradores. Sem eles, o jornal não estaria mais velho. Afinal, são 16 anos de vida.

Da editora 



 
Capa Edição Setembro 2011
 
Edição 145



 
Revitalização do Parque de Coqueiros
 

Sindicato realiza limpeza e revitalização do Parque de Coqueiros

No dia mundial da limpeza, 17 de setembro, o Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e Serviços Terceirizados de Santa Catarina (Seac/SC) vai realizar uma ação para revitalizar o Parque de Coqueiros. Voluntários das organizações associadas ao sindicato e cidadãos da comunidade estarão reunidos das 8h às 12h30 para limpar e varrer o espaço, recolher o lixo, pintar os bancos e lixeiras, além de plantar mudas de árvores e flores. A iniciativa faz parte de uma ação organizada pela Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac), que vai reunir em todo o Brasil neste mesmo dia colaboradores e empresários prestadores de serviços terceirizados para um incentivo de conscientização ambiental.

A exemplo das edições anteriores, em torno de 200 voluntários formarão pequenos grupos de atividades para que as tarefas sejam desenvolvidas. Os participantes estarão uniformizados e identificados com a pulseira do grupo a que pertencem. A ação conta com o apoio da Secretaria Municipal do Continente, Consulimp, Floram, Comcap, Fundasc e Novociclo. Além disso, tem patrocínio da Kuerten, Banana Brasil e Mestre Tigre.

Antes e durante a realização das atividades, o Seac/SC vai distribuir 10 mil folhetos na região de Coqueiros informando sobre a inciativa e apresentando materiais educativos para o público em geral. "Na ocasião, será lançado o manual sobre sustentabilidade elaborado pela Febrac, detalhando ações que podem ser realizadas em prol do meio ambiente”, comenta Francisco Lopes de Aguiar, presidente do Seac/SC.  Ao final das atividades ainda ocorrerá um almoço de confraternização entre os voluntários envolvidos no projeto, com sorteio de uma TV digital e 32 polegadas.

Mão na massa

Varrição e pintura são algumas das necessidades que serão atendidas pelo sindicato nesta ação. As lixeiras que atualmente são de concreto, vão receber uma pintura na cor branca. Já os bancos receberão uma cor única. A equipe envolvida ainda vai fazer uma varrição das calçadas, quadras e gramado, coletando todo o lixo encontrado. Por fim, a instituição também vai colaborar com algumas metas do parque, disponibilizando arborização e oportunizando o plantio de dezenas de árvores do tipo frutíferas e de sombra e flores. 
 
Para completar, o sindicato ainda vai estar com uma ação agregada: o recebimento de materiais recicláveis no parque durante as atividades da ação de limpeza e revitalização. “Casar as duas ações ajuda a estimular a sustentabilidade de forma geral e a preservação do meio ambiente como um todo”, afirma Evandro Linhares, administrador do Seac/SC. Os doadores serão cadastrados e vão receber um cartão personalizado com a pontuação que suas doações representaram para, posteriormente, trocar por produtos fabricados pelas oficinas que manufaturam o lixo, como as sacolas ecológicas, camisetas, entre outros produtos. A promoção ocorrerá em parceria com a ONG Novo Ciclo, responsável por esta iniciativa.

Fonte: Voga Comunicação



 
O bairro merecia...
 
Edição 144

FOTO ÂNGELO SANTOS

As proprietárias Ângela Monguilhott, Leila Pinheiro e Isabel Hagemann

O bairro merecia...

No dia 26 de agosto foi inaugurado um local que promete virar ponto de encontro e fazer história no Bairro Coqueiros. Situado de frente para o mar, na Praia do Meio, o Boteco Zé Mané oferece um cardápio criativo, sob medida para quem quer petiscar e curtir o ambiente de bar. É dividido em seções como “Só pra mim” (em que se destacam os sanduíches), “Na panelinha” (porções de dobradinha, vaca atolada e chuchu com camarão), “Para a galera” (bolinhos, ostras e linguiças), “Pfs” e “Fica mais um pouco, amor” (sobremesas). As opções de bebidas também são variadas: são servidos chope, cervejas tradicionais (600 ml) e premium e uma extensa gama de cachaças.

A casa abre de segunda a sexta a partir das 18 horas. Sábado tem feijoada com samba de raiz, servida das 12 às 16 horas. A partir do dia 5 de setembro, será oferecido um bufê de comida caseira, das 11h30min às 14 horas. O local possui, porém, um “senão”. Como já dizia o escritor Luis Fernando Veríssimo, boteco que se preze tem que ter um dono ranzinza e mal-humorado. Nada mais distante da simpatia e cordialidade das três proprietárias, que chegam a Coqueiros com a experiência adquirida em estabelecimentos como o Taikô, de Jurerê Internacional.

FOTO DIVULGAÇÃO

Primeiro passeio aconteceu dia 28 de agosto, sábado

Pedalando por Coqueiros

Numa iniciativa bem legal, dois moradores do bairro (Ivon Monteiro, da Federação Catarinense de Ciclismo, e Alencar de Araújo), com o apoio do professor Gustavo, da academia Cia do Corpo, criaram o grupo MTB – Pedal Floripa Coqueiros, voltado a quem gosta de ciclismo e Mountain Bike. O grupo se reúne no posto de gasolina Petrobrás, perto do Supermercado Imperatriz, todos os sábados, às 14 horas. Não há roteiro pré-estabelecido: tudo depende do perfil dos participantes, se são iniciantes ou pedaleiros de carteirinha. De acordo Monteiro, que é vice-campeão XCO-2009, os interessados precisam ter, obrigatoriamente, uma bicicleta em condições e força de vontade para pedalar. “Nossa proposta é unir lazer, prática de atividade física e bons momentos de convivência”, diz.

Quem quiser participar, pode entrar em contato com os organizadores:
Monteiro- 8471-.2917;
Alencar - 9951-5114 e Gustavo - 84152121.

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Bar do Cau: Mulheres, cerveja e boa comida. Quem resiste?

Clube de mulheres

Sob o comando da Catarina, uma vez por mês o Bar do Cau – um tradicional reduto masculino que fica na subida da Avenida João Meireles- vira clube privê em que a regra é “homens, go home”. Nesse dia, normalmente uma terça-feira, só entram as “luluzinhas”. O resultado é uma noite muito divertida, em que os comentários sobre Avaí e Figueirense dão lugar a uma conversa que mescla temas variados, misturando moda, filosofia e uma boa dose de psicologia, num clima extremamente descontraído. Programa imperdível (pena que – às vezes – todas param de falar para ver a novela das nove).

Esta colunista e, também, todos os integrantes do grupo desejam à Catarina – uma mulher extremamente guerreira - uma recuperação rápida de sua cirurgia. Nos encontramos na próxima reunião, dia 13 de setembro.

Solidariedade

O amor aos animais uniu a advogada Cíntia da Rosa e o professor de Educação Física aposentado Chico Oliveira.  Eles acabaram se conhecendo e se tornando amigos por causa de uma cadela de cor castanha e olhar dócil que apareceu no bairro Abraão, onde ambos moram. Preocupados como tempo frio e úmido, cada um passou a alimentá-la, um chamando-a de “Gorda” e outro de “Minha Amada”, até descobrirem que ela estava grávida. “Eu pensei comigo mesmo: “Onde ela vai ganhar os filhotes?”. Um dia cheguei ao local em que ela ficava e descobri que alguém possuía  um coração maior do que o meu e tinha comprado uma casa de cachorro para abrigá-la”, conta Chico.
A gravidez evoluiu e os 11 filhotes nasceram dia 24 de agosto, sob os cuidados de Cíntia e Chico. Um deles morreu, mas os demais estão bem e – daqui a uns 40 dias – prontos para a adoção. Quem quiser adotá-los pode entrar em contato com Cíntia (3025-5757) e Chico (3035-6062) ou com o casal Maria Inácio e João Antônio, que vende espetinho de carne junto da Mini Pizzaria Juka’s, no final da Rua João Meireles.

Dúvida cruel

Uma pergunta que não quer calar: por que a prefeitura pretende fazer um campo com grama sintética no Parque de Coqueiros? Não tem a mínima lógica. Ou exigir lógica dos gestores públicos é algo demais?

FOTO EDIO HELIO RAMOS

Julio Cavalheiro recebeu a medalha do vereador Badeko

Justa homenagem

O competente repórter fotográfico, do Diário Catarinense, Júlio Cavalheiro recebeu da Câmara Municipal de Florianópolis e da Associação Catarinense de Imprensa, dia 9 de agosto, a medalha e o diploma Dakir Polidoro, entregue aos profissionais de imprensa que se destacam pela qualidade de seu trabalho.



 
Mais espaço para arte
 
Edição 144

FOTOS GERSON SCHIRMER


DANÇA: Arte e Saúde prepara futuras bailarinas


MÚSICA: Barulhinho Bom oferece 14 modalidades

Em tempos de culto ao corpo e manutenção da saúde, um dos segmentos que mais tem crescido na região de Coqueiros são as academias. Em paralelo, estão as clínicas de fisioterapia e, recentemente, a criação de novos ambientes para dança e música. É o caso do Espaço Arte de Saúde que, desde março do ano passado, oferece à comunidade 12 atividades entre diferentes tipos de dança, aulas de violão, teatro, capoeira e musculação.

Com exceção da capoeira, do axé, da musculação e da dança de salão, as demais modalidades como ballet, jazz, futsal, teatro e violão são dirigidas às crianças e adolescentes. “Isto não significa que ficamos restritos à idade. Conforme a demanda, abrimos outras turmas para atender o público adulto”, explica Marcelo de Moraes, profissional de Educação Física e especialista em fisiologia do exercício.  

Ao lado da também profissional de Educação Física e professora de dança Clarissa Berka, Marcelo coordena o espaço e mantém parceria – voltada às disciplinas extracurriculares- com algumas escolas do bairro. Entre elas, o Colégio Visão, a Escola Praia do Riso, Nei Coqueiros e Almirante Carvalhal. “Nosso trabalho também prevê o lado social”, diz Clarissa que sorteou três bolsas de estudo para o Colégio Municipal Almirante Carvalhal e duas para o Nei Coqueiros, que atende crianças de 4 a 6 anos.
No Carvalhal, foram feitos testes de dança com os alunos de 6 a 10 anos. As três crianças que passaram na chamada audição, receberam uma bolsa- indefinida- para jazz e ballet clássico. “Tem muita criança com potencial que não tem condições de pagar as aulas. Além de ajudar no seu desenvolvimento, agregamos valor ao corpo de bailarinos da companhia”, destaca Clarissa, ao se referir à Cia de Dança Cacá Berka, mantida pelo Espaço Arte e Saúde. O grupo acaba de vencer em três categorias e indicado ao melhor conjunto da obra no Prêmio Desterro Festival de Dança, que aconteceu de 19 a 21 desse mês.  O espaço fica na Rua Vereador José do Vale Pereira, 48, em Coqueiros, telefone 3039-0205

BARULHINHO BOM – Com este nome sugestivo, abriu no dia 4 de julho uma Escola de Música no Bairro Abraão. Localizada ao lado do Restaurante Campeiro Assados, a escola oferece nada menos do que 14 modalidades de ensino: técnica vocal, musicalização infantil, teoria musical, história da música, e 10 tipos de instrumento musical – piano, teclado, violão, violino, viola, violoncelo, guitarra, baixo, flauta transversal e saxofone. “Fizemos uma pesquisa de mercado e sentimos a falta de um espaço dedicado ao segmento”, afirma o professor Michel Antoniolli, um dos proprietários.

Ele e o sócio Régis Santana, que é administrador, resolveram – então- deixar a Ilha para morar e trabalhar no Continente. “Estamos com uma boa aceitação e gostando muito do bairro”, elogia Michel, que tem na bagagem 15 anos de experiência na área musical e bacharelado em piano. Apostando no potencial da região, eles já mantêm 10 professores graduados e atendem desde crianças com 3 anos até o pessoal da Terceira Idade.

“Pesquisas mostram que a música desenvolve valores como respeito e melhora a disciplina de crianças, além de evitar doenças degenerativas em adultos. Na Alemanha e Rússia, por exemplo, ao contrário do Brasil, a música, pintura e dança são disciplinas obrigatórias no currículo das escolas para formação do ser humano”, comenta Michel.
Quem quiser aprender um instrumento, deve escolher uma ou mais aulas por semana. Cada aula gira em torno de 45 minutos e é ministrada de forma individual. Já a teoria – também de 45 minutos – é aplicada uma vez por semana em turmas. Independente do instrumento escolhido, o ensino musical pode ser clássico ou popular. “Os professores se adaptam às necessidades dos alunos”, diz Michel.  A escola fica na Rua Professor Rosinha Campos, 60 – e o telefone é 3209-0274.



 
Um coral terapêutico
 
Edição 144

FOTOS GERSON SCHIRMER

ENSAIO: coralistas preparam o repertório para festa de final de ano


TROFÉU: grupo conquista Prêmio Galo do Tirol em festival no município de Treze Tílias

Por Sibyla Loureiro

Todas as terças-feiras elas têm um encontro marcado. Não para fazer fofoca e tampouco só tomar cafezinho. Mas sim para cantar e, de quebra, compartilhar alegrias e tristezas. São 23 mulheres aposentadas do Banco do Brasil que resolveram, há sete anos, criar o Coral Atrás da Nota. De lá para cá, já se apresentaram em teatros, asilos, clubes, igrejas, e conquistaram diferentes prêmios. Entre eles, o reconhecimento no 3º Festival Nacional de Corais da Terceira Idade, de Treze Tílias, que aconteceu em março deste ano. No município, o grupo ganhou cinco títulos e trouxe para Florianópolis o troféu itinerante Prêmio Galo do Tirol.

Com idades que variam de 50 a 70 anos, as coralistas escolheram Coqueiros para as reuniões semanais. Na residência da soprano Zélia Maciel, 67, os ensaios começam a partir das 14h e estendem até 16h. Regidas pelo maestro André Franzoni, 37 anos, as mulheres afastam os problemas e a solidão ao som do piano. “É uma terapia para nós. Afinal, depois de tratar com diversos clientes e ter um ciclo de amigos no banco, nos vemos diante da aposentadoria e sozinhas”, explica a coordenadora do grupo, Zuleica Macedo, 62 anos.

Além das apresentações em empresas, entidades institucionais e participação em eventos pelo estado de Santa Catarina, o Coral, desde 2008, prepara um show musical nos palcos de um teatro. Com data definida para 1º de novembro, o espetáculo, pelo quarto ano consecutivo, ocorre no Teatro da Ubro (União Beneficente Recreativa Operária), no centro de Florianópolis. “Sempre escolhemos o repertório de acordo com algum acontecimento da época. Em 2010, por exemplo, optamos por uma coletânea de Roberto Carlos, já que se comemorava os 50 anos de carreira do cantor. Este ano o concerto vai reunir músicas do folclore brasileiro”, adianta André Franzoni.

As músicas, interpretadas em duas vozes, soprano e contralto, são apresentadas para o chamado “grupo grande”, ou seja, para 100 mulheres aposentadas do Banco do Brasil. “Os neurologistas estão incentivando e apoiando iniciativas semelhantes – interação entre as pessoas de uma certa equipe - para evitar o Mal de Alzheimer”, diz Zuleica. Cleusa Terezinha Berarti Müller, 57, também comunga da mesma opinião. E acrescenta: “A união dentro do grupo é um dos pontos mais importantes. Quando se enfrenta alguma dificuldade ou por doença ou por outra questão, sempre recebemos energia positiva”, atesta.

O COMEÇO – Tudo iniciou em 1994 durante os encontros mensais que reunia de 30 a 45 ex-funcionárias do Banco do Brasil. Dez anos depois, quando o grupo já estava consolidado, surgiu a idéia de formar um pequeno coral para se apresentar na festa de final de ano. Assim, em outubro de 2004,  Zuleica Macedo resolveu convidar o maestro André Franzoni e seis colegas para compor o grupo. Não deu outra. Após dois meses de ensaio, as seis aposentadas afinaram a voz e agradaram as demais colegas com repertório de músicas natalinas.

Nascia, a partir daí, o Coral Atrás da Nota que, como o próprio nome sugere, não é preciso entender de partitura ou ser uma exímia cantora para fazer parte do grupo. “Costumamos dizer que é um Coral Terapêutico”, definem em coro as integrantes.



 
Semana da Família encerra com caminhada
 
Edição 144

FOTO DIVULGAÇÃO

EVENTO: fiéis foram até o parque para assistir à missa

Em comemoração à Semana Nacional da Família, que é celebrada de 14 a 20 de agosto, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo realizou no domingo, dia 21, a partir das 9h, a Primeira Caminhada da Família, que saiu da Igreja Nossa Senhora do Carmo até o Parque de Coqueiros. Na chegada, foi celebrada a missa campal de encerramento do evento. Ao final da missa, foram distribuídos em torno de mil ímãs de geladeira com a imagem e a Oração da Sagrada Família.

Foram soltos ainda 800 balões a gás coloridos, e o Movimento de Irmãos, da paróquia, numa ação concreta, plantou um Ipê Amarelo em resgate da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema foi a “Fraternidade e a vida no planeta”. Apesar do frio, mais de mil pessoas participaram da missa, segundo estimativas do coordenador Pastoral Familiar, José Luiz Burigo Alves.

Segundo o Frei Élio Grings, pároco da Igreja de Coqueiros, a realização do evento no parque surgiu da proposta de reunir um maior número de fiéis da Igreja Católica. “Também para prestigiar aquele espaço tão bonito e abençoado por Deus, que cada vez mais vem sendo utilizado pelos moradores do bairro e região”, afirma o frei.



 
Primavera começa com festas
 
Edição 144

FOTO MÁRCIA QUARTIERO

ALEX E ODORICO: Hasteamento da Costela acontece dia 25

FOTO GERSON SCHIRMER

CÉSAR GOULART: Torneio de Frescobol será em frente à praia

Por Letícia Mathias

Dois eventos prometem animar a Via Gastronômica de Coqueiros em setembro. As duas festas ocorrem no último final de semana do mês e o público poderá aproveitar para também conhecer um pouco da história do bairro, ponto de encontro da cidade nos anos 70.  Em Coqueiros, acontece o tradicional Hasteamento da Costela, promovido pela Mercearia Ori. Em sua quarta edição, o evento muda de local e data. Antes realizado no dia 7 de Setembro, no bairro Abraão, este ano ocorre dia 25 na Globovel, ao lado do Parque de Coqueiros.

A mudança, de acordo com os organizadores, se deu em função do feriado, já que muitas pessoas viajam e não podem participar da festa. Já a alteração do local acontece por causa do espaço e estrutura. Em quatro anos de festa, o público passou de 500 para 1.800 pessoas. A título de ilustração, cada destacar que o primeiro hasteamento ocorreu em uma festa de aniversário do falecido Ori. Na ocasião, os convidados decidiram cantar o hino nacional, mas como não tinha bandeira, Ori hasteou uma costela, ato que deu origem à festa.

Odorico Bernardo Neto, filho de Ori, se diz feliz com o crescimento e reconhecimento do evento na agenda das festas do Continente. “Começou com uma brincadeira e agora está ficando profissional. É um momento em que também lembramos o meu pai e as histórias locais. Não imaginávamos que aquela brincadeira se tornaria tudo isso”, conta.
A expectativa para este ano é que compareçam mais de duas mil pessoas.  No cardápio, costela assada em fogo de chão, costela ensopada e acompanhamentos. Para animar a festa, Dj Rhuan Ramires e shows com as bandas Sambarah, Sensatez e Atrevidos, Mark & Rey.

Em Itaguaçu

No primeiro sábado da Primavera, dia 24 de setembro, é a vez de agitar a outra ponta do bairro com o Primeiro Torneio de Frescobol de Itaguaçu - Troféu Luiz Henrique Rosa, que acontece em frente à praia. A iniciativa - que partiu do empresário César Goulart - proprietário do Bistrô Bruxo de Itaguaçu, tem o objetivo de resgatar a identidade do local e valorizar a via.

O nome do prêmio é uma referência ao compositor catarinense que fez diversas músicas homenageando Florianópolis e também morou no bairro de Coqueiros. Como o empresário gosta de esportes e frequenta outras praias onde o frescobol é muito praticado, resolveu trazer o exercício para mais perto.

Junto com a disputa de frescobol haverá uma programação diferente para quem quiser curtir o espaço: os restaurantes da orla estarão com suas mesas nas ruas e cardápios especiais, participando da festa. Além disso, será montada uma feira hippie, estandes com artigos de sebo, brechó e música ao vivo com bandas locais.

A festa é aberta ao público, mas quem quiser participar do torneio precisará se inscrever até dia 20. A inscrição custa R$ 20. O primeiro lugar ganha um pacote de viagem para duas pessoas para Buenos Aires, o segundo colocado recebe uma diária em um hotel na Lagoa da Conceição e o terceiro um jantar no Bistrô Bruxo de Itaguaçu.

A programação não deve parar em setembro. Goulart pretende realizar outros projetos na região com o mesmo objetivo. “Os caras que vêm jogar são o mestres, será um show à parte, mas esse evento é só o primeiro. Tenho planos para continuar movimentando a praia de Itaguaçu, quero fazer torneios de futevôlei, promover ações de limpeza na praia e assim resgatar a cultura local”, afirma.
 
SERVIÇO

1º Torneio de Frescobol de Itaguaçu - Troféu Luiz Henrique Rosa
Quando: 24/9, das 9h às 18h
Onde: Bistrô Bruxo de Itaguaçu, Rua Desembargador Pedro Silva, Itaguaçu
Quanto: Aberto ao público/ R$20 para participar do torneio
Inscrições e mais informações pelos telefones 3244-7326 e 9109-7444

Hasteamento da Costela
Quando: 25/9, das 12h 19h
Onde: Globovel, Avenida Engenheiro Max de Souza, 933, Coqueiros
Quanto: 1° lote R$ 50 (fem) R$ 70 (masc)
Pontos de venda: Óticas Diniz e Mercearia do Ori, Rua João Meirelles, 1153, Abraão, Telefone 3249-5972



 
O que usar na meia estação?
 
Edição 144

FOTOS CHARLES GUERRA

A calça Palazzo em look color blocking e o colete de pele e couro


Meias coloridas, estampadas e texturizadas: deixam o visual mais cool

Por Mariana Goulart

Esses dias de temperaturas irregulares nos deixam com a dúvida do que usar para atravessar calores ou frios súbitos. Não há muito segredo, apenas truques que podemos adequar ao nosso dia-a-dia. O melhor de tudo: dá pra aproveitar as super liquidações de Inverno e comprar peças que você pode usar agora e também no Verão.

Mas saber comprar não é apenas aproveitar os preços baixos. Na hora de escolher suas peças na liquidação, vale lembrar de alguns detalhes: você realmente precisa desta peça? Você tem outras peças para combinar ou esta vai ser mais uma parada no seu armário? Se a peça for de Inverno, ela vai ser tendência no ano que vem?

Se você está à procura de peças que precisa, exemplo uma camisa branca, aproveite para comprar agora. É uma peça atemporal, não sai de moda se for o modelo clássico. As mais sazonais, com rendas, babados ou golas diferentes, deixe para comprar na época que deseja usar, sem deixar guardada e a tendência passar.

Comprar peças extravagantes pode ser um problema ou uma solução. Problema se você levar uma peça que não terá outra para acompanhá-la na hora de vestir. Solução se você já tem uma peça parada e precisa de uma que faça combinação para o look desejado. Lembre sempre do equilíbrio: peças fortes combinadas com outras básicas, como camisas de seda com laços usados com calças jeans tradicionais ou pantalonas (agora também chamadas de calças Palazzo).

O colete de pelo, que foi o super hit do Inverno, continua sendo forte na meia estação. Ao invés de usar com lã e blusas pesadas, troque por camisetas e blusas leves, jeans destroyer, calças de alfaiataria em cores claras e saias longas fluidas. A jaqueta de pele (falsa sempre!) ou pelo pode virar colete: retire as mangas sem rasgar o tecido, apenas descosturando a linha, e guarde-as para aplicá-las novamente no próximo Inverno.

As calças de couro foram tendências no Inverno, e agora podem ser usadas com camisetas podrinhas, batas e blusas de alcinhas. O couro fica para o Verão, em saias e shorts e vestidos. Muitos modelos que usamos com meia calça nos dias frios, podem ser usados no Verão também! E falando em meia calça, elas são ótimas dicas para o clima indefinido. Peças básicas, com cores neutras, como preto, cinza e marrom, ficam muito estilosas se usadas com meias coloridas, de renda, estampadas ou texturizadas. Deixe o ponto forte para a meia e não brigue com peças extravagantes!

E o color blocking (pra quem não sabe é a moda de usar várias peças de cores fortes ao mesmo tempo, formando blocos de cores) chega ao Verão 2012 também, você pode ir treinando na meia estação pra chegar ao calor com a lição na ponta da língua. Pode ser usado por mulheres mais altas ou mais baixas, funciona para alongar a silhueta, mas deve evitado em cores muito claras para quem está acima do peso. Use o bom senso na frente do espelho e curta a meia estação!



 
Registro
 
Edição 144

FOTO GERSON SCHIRMER

Dentista Henrique Tavares liga para a Folha para contestar a grafia do nome da Rua Patrício Caldeira de Andrade – escrita de forma errada na edição passada da Folha de Coqueiros. O certo é Andrada conforme mostra a foto já corrigida pela Prefeitura de Florianópolis

Pedreira desativada

Pois é. Fico só olhando para a pedreira e lembrando daquele blá blá blá todo que fizeram alguns da comunidade e, principalmente, a tal Federação de Montanhismo (piada) quando falaram em disponibilizar a área da pedreira para a Polícia Militar e o BOPE. O que seria de grande valia para os bairros do entorno, especialmente o Jardim Itaguaçu, que hoje sofre com o aumento de assaltos (comentado na edição 143 da Folha de Coqueiros). Foi por água abaixo por causa desses sem noção e essa Federação Morta de Montanhismo, que depois de todo falatório virou as costas para o local. E agora? Deviam cobrar dessa Federação e dos que foram contra porque o local está cada vez pior e os usuários de drogas nem ligam para o portão trancado, é só pular. O que era para ser uma certa garantia de segurança para a comunidade dos bairros, continua sendo uma incógnita e com dinheiro do contribuinte. Até a 4ª DP poderia ser montada ali como um complexo. Gostaria que a Folha de Coqueiros fizesse uma matéria sobre aquele antigo fuzuê que fizeram acerca da pedreira e o que restou de verdade, ou seja, enganação!

Rodrigo Vieira

Prédio do DC

Diz a lenda, porque afirmar não afirmo, que tal prédio, que foi feito para a ERUSC, nos conceitos mais modernos de arquitetura da época, foi assim projetado para impedir que os funcionários não ficassem admirando a linda paisagem e esquecessem dos seus afazeres diários, que pelo testemunho de pessoas bem informadas de outrora já não eram muitos. Tanto que a dita cuja escafedeu-se. Parece que era um "armário" de emprego. Será? Ou seria uma calúnia?

Vitor Ilo Herzog

(A respeito da nota da Coluna do Plácido, edição 143, que comenta a mudança do Diário Catarinense de Coqueiros)

Assalto

Agora aconteceu com minha família. Nesta quarta-feira – 17 de agosto - por volta das 18h45 ao sair da Escola da Oca, na Praia do Meio, onde meus filhos estudam, minha esposa Vanessa estava entrando no carro - já com as crianças dentro - e cinco marginais a abordaram e anunciaram o assalto, isso tudo em frente à escola. A sorte nossa é que a chave não estava na ignição e meus filhos não estavam de cinto de segurança e graças a Deus que a Vanessa conseguiu não dar a chave do carro até tirar nossos filhos. Levaram o carro. Gostaria de agradecer ao tenente Coronel Almir que quando soube do caso nos deu um grande apoio. O carro já foi recuperado, pois estava com o pneu estourado e os bandidos o abandonaram.

Amigos, nossas famílias não têm preço, tomem cuidado.

Marcos Leandro - Marquinhos

Animais abandonados

Amigos, peço ajuda de vocês para cuidarem de gatinhos que foram abandonados no terreno próximo ao bar Recantos das Pedras. Já consegui - através da ONG OBA - a castração dos bichinhos, mas para serem castrados eles necessitam ficar por um período em jejum. Como moro em apartamento, não tenho condições de ficar com eles antes nem após a cirurgia. Serão castrados -pelo menos- um ou dois gatinhos por vez. 

Preciso de ajuda o mais rápido possível para evitar que aumente a quantidade de animais. Temos também duas lindas cachorrinhas que já foram castradas e estão à espera de lar.

Lúcia Oliveira
malubella2010@gmail.com
48 9153-4471
 
Perda

Faleceu na madrugada de 9 de agosto, o professor de História Américo Augusto da Costa Souto. Morador de Coqueiros e aposentado da UFSC, coordenou a pesquisa que resultou no livro Evolução histórico-econômica de Santa Catarina: estudo das alterações estruturais (século XVII-1960).



 
Café da manhã na Câmara
 
Edição 144

FOTO EDIO HELIO RAMOS

ENCONTRO: legislativo recebe jornais de bairro para confraternização

Café da manhã na Câmara

A mesa diretora da Câmara de Vereadores de Florianópolis, representada pelo presidente Jaime Tonello (DEM), pelo segundo vice-presidente Asael Pereira (PSB) e pelo segundo-secretário Ricardo Vieira (PCdoB), recebeu na manhã de quinta-feira, 25 de agosto, para um café da manhã de confraternização, os profissionais responsáveis pelos jornais e bairro da Capital. A reunião teve por objetivo estreitar laços entre os jornais de bairro, veículos que têm uma importante penetração junto às comunidades em que atuam, os vereadores e os profissionais de comunicação do legislativo municipal. Os próximos encontros serão com blogueiros, radialistas e colunistas.

Além da editora da Folha de Coqueiros, Sibyla Loureiro, estiveram presentes ao encontro, na sala de reuniões da presidência da Câmara, os jornalistas Marcelo Passamai (jornal O Carona), Rita de Cássia Lombardi (Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina - Adjori/SC), Jurandir Camargo (Correio de SC), Fernando Oliveira (A Fonte Catarinense), João Luiz da Costa Oliveira (Vida e Cidadania), Sérgio Leães Aspar (Informativo do Sul), Gilson Montalvão e Marco Antônio de Brito (Folha da Lagoa), Davi dos Santos (Jornal da Costa da Lagoa), Gilberto Gonçalves (Folha do Norte da Ilha), Leonardo Kincezski (Núcleo de Jornais da ACIF - Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) e Eduardo e Cleusa de Oliveira Martins (Jornal da Capital). Participaram também do café o procurador-geral da Câmara, Antônio Chraim; o diretor financeiro José Luiz Coelho; o diretor administrativo, Paulo Abraham; e a diretora legislativa da Câmara, Rejane Ribeiro.

Volta à escola

Se você trabalha ou já trabalhou como padeiro, camareira, garçom ou auxiliar de cozinha e tem no mínimo 18 anos, chegou a chance de obter uma certificação profissional gratuita. Estão abertas até 12 de setembro as inscrições para o programa de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada, o Certific, do Ministério da Educação. Em Santa Catarina, é possível obter a certificação no Campus Florianópolis Continente do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC). Por meio do programa, profissionais que atuam no mercado em diversas profissões, mas não tiveram uma educação formal na área, podem obter uma certificação profissional. Todos os trabalhadores que se inscreverem têm a possibilidade de ter seus saberes reconhecidos pelo IF-SC, além de poder estudar gratuitamente em um dos cursos voltados à educação de jovens e adultos do Instituto. Interessados podem se inscrever pelo site www.ingresso.ifsc.edu.br - ou diretamente na secretaria do Campus, das 8h às 21h, na Rua 14 de julho, 150, no bairro Coqueiros. Mais informações sobre o programa pelo telefone (48) 3271 1419.

Pró Coqueiros

A Associação dos Moradores de Coqueiros Pro–Coqueiros já tem nova diretoria. A eleição, realizada no último dia 8, no salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora do Carmo, elegeu como presidente Ricardo Muller; vice-presidente James Ronald Rugerri Lobo; 1ª secretaria Beatriz Kauduinski Cardoso; 2ª secretaria Maria Rozana Farah; 1º tesoureiro Carlos Morbini e 2º tesoureiro Renato Miguel de Souza. Na pauta de trabalho, destaque para as ações envolvendo segurança, revitalização da orla, plano diretor e manutenção das áreas de lazer, áreas públicas e de preservação permanente.



 
Capa Edição Agosto 2011
 
Edição 144



 
Terapia das artes
 
Edição 144

Por conta de um novo segmento que vem crescendo no bairro, os destaques desta edição estão voltados à arte e à terapia. A começar pela manchete, que registra uma iniciativa digna de aplausos. Um grupo de mulheres aposentadas resolveu se unir e formar um coral para compartilhar alegrias, tristezas, e, principalmente, manter a mente ocupada e ter um ciclo de amigos. Uma receita, inclusive, prescrita por médicos para afastar as doenças da velhice. O Coral, denominado Atrás da Nota, iniciou com seis integrantes e hoje já possui 23 coralistas. Regidas pelo maestro André Franzoni, as mulheres batem ponto todas as terças-feiras na casa de uma integrante que mora em Coqueiros. Esta editora e o fotógrafo Gerson Schirmer foram conferir a história do grupo e a matéria está editada na página 11 do jornal impresso.

No rastro da música, outra iniciativa no Abraão. Desta vez, uma escola particular - que abriu as portas há um mês - para atender o público do Continente. Cerca de 14 modalidades estão sendo oferecidas para quem quiser aprender um instrumento e amenizar o estresse do dia-a-dia.  Afinal, qualquer expressão artística vira uma terapia tanto para o aluno como para o professor. Exemplos não faltam. O artista plástico João Luiz Machado, que dá aulas de pintura na Galeria das Flores, em Coqueiros, largou a profissão de bancário para se dedicar à arte. Seus alunos encaram o curso como um momento de relaxamento e paz como mostra a matéria publicada em maio de 2008 na Folha  http://www.folhadecoqueiros.com.br/arquivo/saude_maio2008.html.

Em se tratando de dança, o Espaço Arte e Saúde está ensinando a criançada das escolas do bairro a movimentar o corpo. Em tempos de internet, trata-se de uma boa proposta para evitar a obesidade e o sedentarismo na infância. As matérias estão editadas na página 7 na Folha impressa.

Boa leitura
Da editora



 
Palestras para gestantes
 
Edição 144

Cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno e reciclagem para avós são alguns dos temas do Ciclo de Palestras realizado pela ECO Moda para Crianças, a partir de setembro. As palestras gratuitas fazem parte do projeto Minha barriga Seu mundo, desenvolvido pela ECO para ajudar as famílias a compreender e agir melhor com a chegada de um bebê.

Serão realizadas três palestras por mês, apresentadas por especialistas da área, na própria loja, localizada no bairro Coqueiros, em Florianópolis. Os interessados podem agendar a participação pelo telefone (48) 3028 6011 ou no e-mail ecomodaparacriancas@gmail.com.

O destaque é a palestra do dia 19 (ver quadro), cujo tema é inédito. Julga-se importante falar sobre o assunto porque é cada vez maior o número de avós que ajudam a cuidar dos bebês. A reciclagem serve para elas aprenderem novas técnicas e formas de cuidado.

Para terem melhor aproveitamento, as palestras serão feitas para um número limitado de pessoas, possibilitando a todos a troca de experiências e esclarecimento de dúvidas. “Os grupos exclusivos terão, no máximo, 18 pessoas. Por esse motivo, é importante que os interessados se inscrevam com antecedência”, lembra a empresária Andreia Rosa de Amorim.

PALESTRAS

15/09 - Preparação para Parto: por um momento mais humanizado e sem sofrimento
             Palestrante: Cristina De Melo, técnica em enfermagem e Doula

19/09 - Reciclagem para vovós
             Palestrante: Dra Carla de A. Figueredo Cuneo, pediatra

29/09 - Aleitamento materno e doação de leite: saúde, alimentação e técnicas
             Palestrante: Sabrina Cunha, enfermeira
 
Horário: das 19 às 20h30
Local: Loja ECO Moda para Crianças - Rua Desembargador Pedro Silva, 269 - Coqueiros (entre o posto policial e a AABB)
Inscrição: 2kg de alimentos não perecíveis
Informações: 3028 6011 - ecomodaparacriancas@gmail.com
Inscrições antecipadas. vagas limitadas a 18 pessoas por palestra.



 
Soneto - Poesia sempre faz bem
 
Edição 144

Muitas vezes deixamos de ter pequenas alegrias por estarmos muito preocupados com os mil problemas do cotidiano que nos roubam as possibilidades de apreciar o que de bom e simples a vida oferece. 

É difícil, realmente, enfrentar as atribulações das doenças, perdas, contas a pagar, problemas de relacionamento, correria pela subsistência, decepções, enfim, a roda viva dos dias atuais, que obriga as pessoas a esquecerem de si mesmas, tornando-as parte dessa engrenagem perversa, materialista que leva ao viver mecânico e desprovido de sentimento.

No entanto, se soubermos enxergar com o coração, poderemos romper o elo desse círculo vicioso e perceber o inesperado diante dos nossos olhos. Foi o que senti ao compor este soneto, desejando que sirva de inspiração, também, a todas as almas que conseguem, ainda, ver na poesia e no belo, motivação para suas vidas. 
          
SIMPLICIDADE

Se souberes viver, intensamente,
aproveitando com simplicidade,
os bons momentos que, continuamente,
deixas fugir por mísera vaidade;
 
se souberes plantar, humildemente,
sementes de perdão, fé e amizade,
alcançarás, eterna e plenamente,
o bem supremo da felicidade!
 
Quando entenderes que o real valor
consiste na perene doação,
solicitada a ti no dia-a-dia,
 
então descobrirás o que é o amor,
e terás, sempre, junto ao coração,
a própria fonte pura da alegria!

Elzira Maria Crescenti Abdalla
 



 
Defesa do consumidor
 

Sérgio Vieira*

Conta corrente abandonada pode causar problemas?

Veja como encerrar uma conta bancária.

Extrato- solicite e verifique o que está para cair na conta corrente.

Cheque- confira se todos os cheques emitidos- atenção aos pré-datados e outros débitos autorizados- já foram quitados.

Fundos- se houver cheques datados não compensados e/ou lançamentos futuros em aberto, deixe fundos suficientes para honrá-los.

Formalização- tomadas essas precauções, peça o cancelamento da conta corrente por escrito, em formulário que os bancos costumam ter para esse fim, ou escreva uma carta solicitando o encerramento da conta corrente e entregue-a para a agência em duas vias, ficando com uma delas protocolada

Responsabilidade-depois de encerrada a conta, se algum cheque ou cobrança vier a ser debitado, a responsabilidade pela cobertura será sempre do correntista.

Débito- cancele as autorizações de débitos automáticos e comunique o cancelamento às respectivas companhias, indicando qual a nova forma de pagamento.

Rescisão- para encerrar a conta corrente, reitere o cancelamento do débito automático e solicite a rescisão do contrato de cheque especial.

Comprovante- devolva os cheques que estiverem em seu poder e cartões magnéticos. Peça um protocolo da devolução e guarde-o. Você pode vir a precisar dele, por exemplo, se esses cheques e cartões forem roubados e vierem a ser usados por terceiros.

Quero saber

A senhora Ana Maria, do Bairro Itaguaçu, alugou um apartamento e o dono do imóvel apresentou o carnê do IPTU para ela pagar. Quer saber se está correto.                                                           

Resposta: Sim, o proprietário do imóvel pode transferir para o inquilino, se for acordado em contrato, o pagamento do IPTU.

*Sérgio Vieira, advogado, inaugura, a partir deste mês, coluna sobre relação de consumo e os cuidados que o consumidor deverá ter na compra de produtos e contratação de serviços bem como dicas sobre o assunto.

Dúvidas e perguntas dos leitores podem ser encaminhadas para o e-mail:
folha@folhadecoqueiros.com.br
 



 
Celesc dá dicas ao usuário
 
Edição 143

FOTO GERSON SCHIRMER

ACESSO: medidor interno exige a presença do aposentado Arthur Pollmann  

A Centrais Elétricas de Santa Catarina – Celesc – rebateu as críticas feitas pela comunidade de Coqueiros em relação à matéria veiculada na última edição da Folha. Publicado na coluna Mural, o texto mostra a insatisfação de moradores das ruas Santos Lostada, Abel Capela e Professor Bayer Filho quanto ao valor das faturas emitidas pela distribuidora. Algumas calculadas pela taxa mínima, outras pela média de consumo mensal. Na busca de solução para o impasse, consumidores foram informados que o maior problema está no acesso ao medidor de energia elétrica. Procurada pela Celesc – após a denúncia, a Folha de Coqueiros resolveu esclarecer as dúvidas dos leitores com o chefe do Departamento de Gestão de Clientes, Heitor Luiz Breda. 

De acordo com Breda, a Celesc- em nenhum momento - tentou coagir o consumidor a mudar o relógio de local a partir da emissão de contas erradas. Segundo ele, a mudança vem sendo solicitada há mais de 10 anos pela distribuidora para facilitar a leitura e, conseqüentemente, faturar corretamente o usuário de energia elétrica. “Por questão de segurança recomendamos às empresas que prestam serviço à Celesc que o funcionário só deve entrar nas residências com autorização do cliente. A recomendação se deve a várias situações de furto ocorridas tempos atrás. Pessoas fraudavam crachás e uniformes se dizendo de uma certa empresa. Então, se o equipamento de medição não estiver visível e o funcionário não tiver acesso ao relógio, ele deve bater palmas, apitar a campainha ou proceder de outra maneira para pedir permissão”, afirma.

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BREDA: leiturista só deve entrar com autorização do cliente

No entanto, reconhece que, muitas vezes, o leiturista age de má vontade ou por insatisfação no trabalho ou outras questões. “Só que isto é verificado pela Celesc quando do retorno: através das reclamações de clientes seja pelo call center ou pela ouvidoria”,  explica  Breda. Segundo ele, se o funcionário for reincidente no problema, a Celesc solicita sua substituição ou suspende contrato com a empresa terceirizada. “Não é justo que o consumidor pague por um prestador de serviço”, diz, afirmando que os erros excessivos prejudicam a qualidade do atendimento e podem levar a reclamações na Agência de Energia Elétrica (Aneel).

No geral, ressalta  Breda, o leiturista encontra vários impedimentos. Entre eles, cachorro solto, portão trancado e residência fechada. Já nos condomínios –lembra- as dificuldades são ainda maiores. “O pessoal desconfia que pode ser um golpe e impede a entrada do funcionário”, completa.  Nestas situações, é anotado o código de impedimento de leitura e a fatura vem pela média. Após três meses, conforme prevê a legislação – já que o serviço está à disposição do consumidor - a Celesc cobra a taxa mínina, hoje chamada Custo de Disponibilidade do Sistema. 

Se a rede for monofásica, o custo é referente a 30kwh, sendo bifásica, 50kwh, e trifásica 100kwh. “Estas são as regras determinadas pela Resolução 414. Ali estão todas as obrigações e deveres tanto da concessionária como do consumidor”, descreve.

COMO PROCEDER - Ao perceber uma avaliação brusca na fatura ou um valor menor em comparação aos meses anteriores, o consumidor deve ir até o relógio e anotar a leitura da fatura que recebeu naquele dia. Depois disto, entrar em contato com a Celesc e avisar que a conta veio errada. “Caso o problema seja realmente de acesso ao medidor, orientamos o usuário a contratar um eletricista de sua confiança e mudar o equipamento interno para até um metro da via pública que pode ser um poste ou no próprio muro da residência”, aconselha Breda.

Se o consumidor, ao contrário, não tiver condições de investir na obra – orçada em cerca de R$ 2 mil entre mão-de-obra e material - a dica é observar o calendário que vem discriminado na própria fatura.  Nele, vêm fixadas as datas das leituras anterior, atual e próxima. A saída, então, é ficar de olho na visita do leiturista.



 
Projeto tenta salvar o Cefid
 
Edição 143

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DARLAN: professor espera aprovação da Câmara para instituição permanecer em Coqueiros

Em setembro de 2008, a Folha de Coqueiros publicou matéria exclusiva alertando para a possível saída do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade de Santa Catarina (Cefid-Udesc) de Coqueiros. Passados três anos, o Cefid continua ameaçado e nenhuma solução foi tomada para contornar o problema de falta de espaço físico. Na busca de uma saída, está tramitando na Câmara de Vereadores de Florianópolis Projeto de Lei Complementar PLC 1126/2011, de autoria do vereador César Faria, que altera o zoneamento do terreno ocupado pela instituição. A proposta – a pedido da direção - é transformar a área de AVL- Área Verde de Lazer- (onde estão o campo, pista de atletismo e ginásio 1) para  uma ACI (Área Comunitária Institucional), liberando o máximo possível pela lei de área construída.

O projeto, que deu entrada no legislativo dia 14 de junho, já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça. Encaminhado, agora, para Comissão de Viação, Obras Públicas e Urbanismo, o projeto segue para audiência pública tão logo acabe o recesso parlamentar em 1º de agosto. A proposta apresentada pelo vereador é transformar todo o terreno do Cefid – 12 mil metros quadrados- em uma AMC-4 (Área Mista Central-4), que permitiria a construção de prédio de até seis andares.

“Com a mudança, poderíamos demolir as estruturas antigas e fazer um prédio mais moderno com melhor ocupação”, afirma o diretor geral do Cefid, Darlan Matte, lembrando que a troca de zoneamento é específica para a área do centro para não comprometer a urbanização do bairro. “Sabemos da importância do Cefid para Coqueiros e estamos procurando alternativas para permanecer no lugar”, acrescenta Darlan. Outro benefício seria a redução no número de veículos na Rua Pascoal Simone, onde está localizado o Cefid, já que aumentariam as vagas de estacionamento interno.

Segundo ele, com o crescimento de cursos, novos alunos e professores seriam necessários, no momento, mais duas salas de aula e laboratórios para atender o recém-aberto curso de mestrado em Fisioterapia - o primeiro do Sul do Brasil - além de outros como o doutorado em Ciências do Movimento Humano, inaugurado em 2009.  Com mais espaço, os planos de expansão para o futuro é criar a residência em Fisioterapia e doutorado.

“Estamos trabalhando no limite de ocupação. Atualmente, são 12 salas de aula ocupadas de manhã, à tarde e à noite. Então, não temos ociosidade de espaço”, atesta Darlan. Para driblar a crise, estão sendo ocupadas três casas próximas à instituição.

Em paralelo à falta de salas de aula e laboratórios, o Cefid – que mantém há 38 anos um dos tradicionais cursos de Educação Física do país, também está impedido de ampliar a academia de musculação e construir um complexo esportivo. “A saída foi encaminhar os alunos para fazer estágio na academia de musculação no prédio da reitoria da Udesc, no Itacorubi”, lamenta Darlan.

SOLUÇÃO: Diante do problema, estão sendo projetadas algumas possibilidades: ou se encontra uma solução para permanência do Cefid em Coqueiros ou a instituição se transfere ou para o Sapiens Parque, em Canasvieiras, Norte da Ilha, ou para outro local (a direção já recebeu convite de outro município, mas, por enquanto, prefere não divulgar). Com certeza, as duas últimas propostas vão causar impacto negativo no bairro uma vez que um grande número de pessoas da comunidade se beneficia com os programas de extensão. Já a primeira versão vai depender da sensibilidade dos vereadores da Capital e, conseqüentemente, dos moradores que serão ouvidos em audiência pública.

Conheça a infraestrutura do Cefid no: http://200.19.105.194/cefid/?id=196

Saiba mais sobre o assunto http://www.folhadecoqueiros.com.br/site/index.php?modulo=noticia&int_seq_noticia=247&int_seq_categoria=9

http://www.folhadecoqueiros.com.br/arquivo/geral_setembro2008.html



 
Promoção no jantar
 
Edição 143

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ESTAÇÃO 261: restaurante vai oferecer dois tipos de prato

O Estação 261, de Coqueiros, está com uma nova promoção. A partir de agosto, quem quiser jantar à beira-mar – sem gastar muito – poderá degustar dois tipos de prato. Um deles -servido com peixe – é o linguado com molho de alcaparras, e o outro preparado com carne vermelha – é o Entrecot, um tipo de contra filé macio e saboroso, ao molho de especiarias. “Conhecido como Ancho Argentino, é um corte novo no Brasil que antes não davam muito valor”, diz o chef Fernando Gomes. Os pratos vêm acompanhados de salada, como entrada, arroz e fritas. 

Ao preço de R$ 19,90, por pessoa, a promoção acontece durante a semana, de terças às sextas-feiras, das 19 as 23h30. Já aos sábados, o menu principal é a feijoada, servida com outros pratos como peixe, carne, massas e saladas diversas, ao custo de R$ 29,90. Nos domingos, um buffet mais elaborado com frutos do mar e carnes diversas.    

Aberto em 2009 nas dependências do Clube Doze de Agosto, o restaurante oferece buffet a quilo no almoço, à la carte no jantar e happy hour de frente para o mar. Para tanto, mantém quatro ambientes: três internos climatizados e uma varanda com o belo visual da Praia da Saudade. Além da natureza privilegiada, o restaurante dispõe de estacionamento gratuito, ambiente aconchegante e cardápio variado.

HORÁRIO: O Estação 261 Praia Clube abre de segunda à sexta-feira das 11h30 às 14h30, e aos sábados, domingos e feriados até as 15h.  De terça a sexta-feira, das 19h às 23h30. O restaurante tem capacidade para 250 pessoas e está aberto para eventos em geral.



 
Quando a cirurgia é o melhor remédio
 
Edição 143

Dr. Celso Empinotti

A Obesidade Mórbida é uma doença crônica e de difícil tratamento. Apesar de divulgada recentemente como tratamento, a cirurgia vem sendo estudada e proposta nos EUA desde o início da década de 50. Desde então, vários tipos de cirurgias foram desenvolvidos e realizados, mas os resultados satisfatórios só foram obtidos nos últimos anos, com o aperfeiçoamento das técnicas. Apesar de não ser uma doença maligna, a Obesidade Mórbida (OM) se comporta como tal, pois é responsável por algumas taxas de doenças e mortalidade. 

A OM resulta do acúmulo excessivo de gordura no organismo, o que pode causar graves riscos à saúde, como hipertensão arterial, diabetes tipo dois, e aumento do risco de câncer de mama e da próstata. É importante saber que na faixa etária de 25 a 35 anos, os obesos mórbidos morrem 12 vezes mais que os indivíduos considerados saudáveis em relação ao peso.

Os pacientes com indicação cirúrgica são aqueles que têm o Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 35, com alguma doença relacionada à obesidade como diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono, ou pacientes com índice acima de 40, neste caso sem necessidade de doenças associadas.  O IMC indica quantos quilos uma pessoa tem por metro quadrado de superfície corporal e os valores desse índice determinam o grau da obesidade, indicando o tratamento a ser programado. Para se calcular o índice, divide-se o peso da pessoa pela altura ao quadrado.

Indicadores atuais sobre o problema da OM demonstram que obesos com IMC maior que 40 tratados clinicamente por spas, medicamentos, dietas especiais e outros métodos, voltarão a ser obesos em menos de dois anos em mais de 90% e, em um período de cinco anos, este retorno ocorrerá em 100% dos casos. Quando voltam a ganhar peso, na maioria das vezes os indivíduos acabam mais obesos do que antes do tratamento, causando o que se chama de “efeito sanfona”, responsável por aumentar os riscos de todas as doenças associadas.

Para o tratamento cirúrgico para obesidade mórbida, atualmente existem dois grandes grupos de cirurgia: as restritivas, que diminuem a capacidade de ingerir alimentos e tem como principal tipo a cirurgia chamada Banda Gástrica Ajustável e mais recentemente as gastrectomias verticais, também conhecidas como Sleeve.

Na primeira delas, é colocado um anel de silicone na entrada do estômago, que será enchido ou esvaziado através de um dispositivo colocado sob a pele do abdome. Este anel faz com que o paciente tenha a sensação de saciedade ao ingerir pequenas quantidades. No caso das gastrectomias, o mesmo mecanismo é proposto, só que parte do estômago é retirada. O outro grupo de cirurgias é o das mistas, ou híbridas. Estas associam dois tratamentos diferentes em uma mesma cirurgia: a restrição e a mal absorção.  Nelas é feita a redução do estômago e também o desvio intestinal para que os alimentos ingeridos sejam pouco ou normalmente absorvidos.  Todas estas cirurgias podem ser realizadas por cirurgia que abre o abdômen ou por cirurgia de videolaparoscópica (endoscópica).

As duas operações são as mais realizadas e as que apresentam melhores resultados a longo prazo. Espera-se que a perda de peso atinja, em média, 30 a 40% após um ano da cirurgia. Como todo o procedimento cirúrgico, as cirurgias para OM apresentam riscos, que podem ser agravados pelas doenças associadas, como hipertensão e o diabetes.  É fundamental que desde o preparo inicial para a cirurgia,  haja avaliação e seguimento pós-operatório de profissionais como endocrinologistas, psiquiatras e psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas para um melhor resultado em todos os aspectos.

Cirurgião da Clinica Santa Helena
Professor da UFSC
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
CRM 2981

CÁLCULO DO IMC
Para se calcular o IMC, divide-se o peso da pessoa por sua altura ao quadrado.

Exemplo:
Uma pessoa com 100 quilos e 1,80 metro
Altura ao quadrado: 1,80 x 1,80 = 3,24
Cálculo: 100 quilos divididos por 3,24
IMC = 30,8



 
Curso de terapias naturais começa no mês de agosto
 
Edição 143

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ESTÁGIO: alunos atendem comunidade em aulas práticas

No próximo dia 13 de agosto, a Faculdade Estácio de Sá inicia uma nova turma do Curso de Extensão de Naturopatia. Com duração de dois anos, o curso forma terapeutas que utilizam recursos naturais em busca do equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual. Aberto em 2006, oferece as seguintes disciplinas: terapias florais, fitoterapia, cromoterapia, psicossomática, aromoterapia, termalismo, auriculoterapia, geoterapia, reflexologia e iridologia.

“Além das disciplinas técnicas, o grande diferencial do curso são as aulas que dão base ao aluno em termos de capacitação”, afirma a professora e coordenadora Nídia Pacheco Pereira. Entre elas, anatomia e fisiologia e as da área da Psicologia, como PNL – Programação Neurolinguística e Psicossomática. “Ou seja: se a pessoa fizer um curso de uma disciplina isolada, como, por exemplo, Florais, terá o entendimento desta técnica, mas não os conhecimentos mais amplos, que no nosso curso trazemos por meio destas outras disciplinas”, destaca a professora. 

No final do curso, os alunos fazem estágio na Fundação Escola Arcelino Pereira (FEAP), em Barreiros, São José.  Trata-se da disciplina de prática clínica, com supervisão de professores, onde os alunos dão atendimento à comunidade. O trabalho é voluntário e cada aluno atende três pessoas em torno de 10 sessões. Para acompanhar os resultados e freqüência dos pacientes, cada aluno atende sempre a mesma pessoa. “Nota-se um crescimento na procura de técnicas de terapias naturais no sentido de prevenir e manter a saúde. Um bom exemplo é a lista de espera para atendimentos na Fundação todos os semestres”, avalia Nídia.

INSCRIÇÃO – Para se inscrever, os interessados devem ter o segundo grau completo e podem escolher entre duas modalidades de turmas: regular matutino (terças, quartas e quintas-feiras); e intensivo (sábados, manhã e tarde). As aulas acontecem na Faculdade Estácio de Sá, em Barreiros, e o telefone de contato é: 3381-8000. Mais informações com a professora Nídia no e-mail nídia@edu.estacio.br ou nos telefones 3207-1335 e 9935-7543.



 
Tristeza
 
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Região mais valorizada de todo o Bairro Coqueiros, o Jardim Itaguaçu é, também, a área mais visada pelos bandidos. Sempre foi. Mas agora, a recente onda de furtos e arrombamentos testemunhada por moradores é considerada coisa jamais vista. Num dos casos, uma residência foi invadida no meio da tarde, os marginais recolheram o que puderam e ainda fugiram com o carro da família, que estava na garagem. Por sorte, não havia ninguém em casa. Tudo praticamente nas redondezas da 4ª Delegacia. Uma rápida circulada pelas ruas íngremes do Jardim Itaguaçu é o suficiente para se constatar: alguma coisa está muito errada. São pelo menos 12 residências à venda ou colocadas para locação numa região de quatro ou cinco quadras. O lugar aprazível, a vizinhança tranqüila, a natureza próxima, nada disso compensa a insegurança e o medo da violência. Uma pena.

Mudança

Vizinho ilustre do bairro, o jornal Diário Catarinense está de mudança. Até novembro, toda a redação instalada no prédio à beira-mar em Itaguaçu será transferida para o Bairro Monte Verde, a poucas quadras do Centro Administrativo do Governo do Estado. Portanto, o frenético vaivém das “viaturas” do DC, sempre atrás da notícia, vai deixar de fazer parte da paisagem de Coqueiros. Por falar na mudança do DC, um conhecido gozador do bairro disse, enquanto comia um x-galinha sem ervilha no D’Sancler Lanches, que está curioso para saber que destino será dado ao prédio, que, segundo ele, é o único do mundo que fica numa orla paradisíaca, mas não possui janela para o mar...

Poda
Foi noticiado neste espaço que o Ministério Público (MP) havia iniciado investigação para apurar possível derrubada de árvores históricas junto ao Posto de Coqueiros, na Avenida Max de Souza, atendendo denúncia de moradores. Pois bem, saiu o resultado. O procedimento, conduzido pelo Promotor de Justiça Rui Arno Richter, foi arquivado. Conforme foi publicado no Diário Oficial do MP, o corte estava regular, já que fora autorizado pela Fundação do Municipal do Meio Ambiente (Floram). “Nenhuma árvore é imune a poda e corte”, registrou o MP. Então, tá.

Mistério
O mistério perdura: quem autorizou uma casa noturna instalada na Praia da Saudade a cercar parte da calçada?



 
Audiência discute projeto social
 
Edição 143

FOTO EDIO HELIO RAMOS

IMPASSE: moradores da Vila Aparecida divergem quanto ao uso do terreno da Cassol

Audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores dia 13 de julho gerou impasse entre a população da Vila Aparecida. Além da divisão histórica entre os moradores do alto do morro e da parte de baixo da Vila, alguns líderes defenderam a apresentação do projeto na comunidade, outros apoiaram a aprovação imediata pelo legislativo. A reunião discutiu o projeto de lei complementar PLC-1116/2011, que altera o zoneamento de um terreno da empresa Cassol, junto à Via Expressa, para que uma parte da área seja doada à municipalidade para edificação de 200 unidades habitacionais, creche, área de lazer e outros equipamentos. Estavam presentes na audiência – além de vereadores - representantes das cinco comunidades que formam o complexo da Vila Aparecida: Vila 1, Vila 2, Maclaren, Arranha-Céu e Nova Jerusalém.

O líder comunitário Roni da Costa pediu que uma nova reunião fosse feita na comunidade e questionou se as moradias não iriam favorecer apenas o pessoal de cima. “Estamos cansados de sermos marionetes das autoridades, espero que desta vez se cumpram as promessas. É preciso levar a maquete até a Vila para nós podermos ver esse projeto”, desabafou. Líder comunitária da Coloninha, Claudia Costa defendeu o projeto dizendo que a aprovação da lei trará melhorias para a comunidade. “Há anos aquele terreno está ali e só agora a Cassol liberou a área. Claro que nem todo mundo vai ser atendido, a prioridade é para os que estão em área de risco”, afirmou. Maria Noeli de Oliveira Lino, que teve sua casa desabada e está vivendo com os filhos debaixo de lonas, disse que na área havia moradores ainda em pior situação.

João Nilson Costa disse que vários prefeitos tentaram ou falaram em mexer naquele terreno e pediu a união das comunidades em favor do projeto. “Quem precisa dessas casas é o povo de cima. A gente só pede que não venha pessoal de fora”, declarou. Maria Elizabete Alves, a Bete, que foi vítima da violência na localidade (levou um tiro na perna), lamentou a falta de união entre as comunidades, e que é preciso saber bem qual é o projeto que está sendo colocado.

A sugestão da moradora e jornalista Cleusa Soares é que seja feita uma audiência pública na comunidade. “Acredito que a Cassol esteja fazendo uma boa ação, mas isto não quer dizer que devemos aprovar um projeto sem discussão”, afirmou. O presidente da Associação de Moradores, Aldonézio Ilário, compartilha a opinião e lembra que antes de o projeto ser aprovado pela Câmara, ele deve ter o aval dos moradores. “Acreditamos que o espaço oferecido é pequeno para atender às necessidades da população como área de lazer e creche”, destaca Aldonézio.

URGÊNCIA - Arquiteta da Secretaria Municipal de Habitação, Cibele Assmann Lorenzi explicou que a prefeitura está fazendo o levantamento cadastral de todos os moradores para ver quem precisa ser atendido prioritariamente. O projeto prevê 7 mil metros quadrados para habitação, 5 mil metros quadrados para área de lazer, 2 mil metros quadrados para creche comunitária e 2 mil metros quadrados para sistema viário. Vereadores garantiram urgência na tramitação do projeto.

Presente à audiência, o gerente comercial da Kobrasol Construtora, João Telbas, empresa que pertence ao grupo Cassol, informou que a empresa suspendeu o alvará de funcionamento de um shopping comercial que iria construir nos seus 60 mil metros quadrados de área. Segundo ele, além de aguardar a aprovação do projeto na Câmara, o grupo terá que adequar o projeto aos 44 mil metros quadrados restantes de terreno.

A câmera sumiu

Essa é inacreditável. Roubaram a câmera de vigilância eletrônica, instalada no poste em frente ao Posto de Saúde no Bairro Abraão. Parece piada, mas é verdade. Com a palavra a Guarda Municipal de Florianópolis, responsável pelo monitoramento das câmeras colocadas na região de Coqueiros, e a Policia Militar.  Por conta da falta de segurança tanto no Abraão como nos outros bairros de Coqueiros, o Conselho de Segurança (Conseg) está lançando a Campanha Vizinho Solidário.

Participe da próxima reunião do Conseg e conheça o projeto.

Dia 30 de agosto, às 20h, no Salão de festas do Condomínio Vilaggio di Capri, na Rua Estilac Leal, 129.



 
Dominó
 
Edição 143

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Repetindo o sucesso da primeira etapa, 16 duplas disputaram a segundo rodada do Campeonato de Dominó em comemoração aos 25 anos de fundação da Associação dos Moradores do Abraão (Amba). Realizada no Bar do Cau, ela teve como vencedores as dupla Geovane e Negão (1º Lugar); Marcio e Babao e Luciano e Cao.

No próximo dia 7 de setembro acontece a terceira das quatro etapas classificatórias, desta vez no Ministério da Cerveja. Os ganhadores de cada fase se enfrentam em uma grande final marcada para novembro.

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

A Praia de Itaguaçu está bombando


João Henrique, o proprietário Leonardo e o barman Lucas

Tem novidade na área gastronômica e boêmia de Coqueiros. Para os “baladeiros”, dia 7 de julho foi inaugurada a Cervejaria da Ilha, em frente ao mar da Praia de Itaguaçu, que promete uma agenda de shows, com quatro apresentações semanais. Resultado de uma parceria entre o cervejeiro Reinoldo Steinhaus e o jovem empresário Leonardo Monteiro, a nova casa oferece chope de sua própria marca, produzido na fábrica de cervejas artesanais que funciona desde 1999 no Rio Vermelho e leva o mesmo nome do bar.

Para acompanhar, o cardápio conta com comidinhas de boteco exclusivas, que destacam iguarias da terra, como o camarão.

Também na Praia de Itaguaçu, o casal César Goulart e Nanda abriu obistrô O Bruxo de Itaguaçu, no local onde funcionava o bar do Tadeu (Empório das Gaivotas). A ideia é manter a tradicional canja, nas segundas-feiras, e a dobradinha, nas quartas-feiras. A novidade fica por conta do Angu à Itaguaçu, uma polenta cremosa com molho de miúdos de frango. Suprindo a falta, naquela região, de locais abertos durante o dia, o bistrô funcionará das 10 às 24 horas, durante toda a semana.

Haverá serviço de tele-entrega, sem cobrança de taxa para Coqueiros e bairros próximos.

Perdas

Seu Valter: prazer em servir

Em julho, o bairro perdeu dois grandes personagens, que tinham no sangue o gosto pelo “boteco”. A única diferença era o lado do balcão em que cada um ficava.
Proprietário por cerca de 40 anos do bar que levava o seu nome e que fez história em Coqueiros, o “seu” Valter surpreendeu os amigos ao ir embora quando estava organizando um galeto para comemorar os seus 74 anos. Aposentado, entre aspas, continuava a ajudar o seu filho Rinaldo, proprietário do Bar Conversa Fiada, que herdou do pai e da mãe Vera o gosto pela cozinha.

Estava passeando em Balneário Camboriú, com ofilho mais velho Sandro, quando se sentiu mal e foi levado ao Hospital Santa Inês. Morreu dois dias depois (10 de julho).
Genro do “seu” Santinho, um dos pescadores mais famosos do Bom Abrigo, Geraldo Rosa era frequentador assíduo dos bares do Cau e do Ministério da Cerveja. Torcedor fanático do Figueirense e aposentado da Secretaria da Fazenda, gostava de falar e dar a sua opinião sobre os fatos que estavam em pauta na cidade. No mês de novembro, sua família estava programando uma grande festa em comemoração aos seus 70 anos, na Ilha de Coqueiros. Em homenagem ao seu espírito boêmio, a confraternização será mantida, agora como uma forma de honrar a sua lembrança.

De casa nova

O proprietário Mário e sua equipe, a veterinária Camila (de jaleco branco) e as tratadoras e tosadoras Bianca e Charlana

O pet shop Bicho da Casa continua atendendo no Bairro Abraão, mas num outro endereço: o número 794 da Rua João Meireles. A área agora é bem maior, o que permitiu aumentar o número de produtos à venda e, também, separar a loja do setor de banho e tosa.

Roteiro do sabor

FOTO SERGIO VIGNES

O presidente da Abrasel, Fábio Queiroz, ao lado de Marusa Sombrio, proprietária do Pappatore, junto com Fernando Klein, marido da arquiteta Andrezza, responsável por toda a decoração da casa.

O Pappatore Forneria foi o estabelecimento escolhido para o lançamento da 23ª edição do Guia de Restaurantes Abrasel, considerado uma das principais publicações turísticas de Santa Catarina. O livreto é distribuído gratuitamente em hotéis, pousadas, agências de turismo e restaurantes de todo o Estado, além de ser usado como material de divulgação pelos órgãos oficiais de turismo.

De Coqueiros, além do Pappatore, consta no guia o restaurante Estação 261. A capa desta edição é assinada pelo artista plástico Paulo Govêa.

Hasteamento

Alex e Odorico em contagem regressiva para a quarta edição

A festa do Hasteamento da Costela, em sua quarta edição, muda de local e de data, mas – segundo os irmãos Alex e Odorico, da Mercearia do Ori – não perderá a irreverência e o diferencial que fizeram com que o evento ganhasse espaço no calendário de festas do Continente. Neste ano, o encontro acontecerá dia 25 de setembro, no pátio da Globovel Veículos, ao lado do Parque de Coqueiros.

Apesar de não ser dia 7 de setembro, o tradicional hasteamento da costela acontecerá pontualmente às 15 horas. O início da festa está marcado para as 12 horas e o primeiro lote de camisetas (ao preço de R$ 50 mulher e R$ 70 homem) começa a ser comercializado a partir do dia 10 de agosto. Reservas de camisetas e ingresso para a área vip podem ser feitos pelo telefone (48) 3249-5972, com Alex ou Odorico. Já estão confirmadas as bandas Sambarah, Atrevidos e Sensatez.



 
Vamos à luta
 
Edição 143

As matérias de capa desta edição refletem as reivindicações da comunidade da região de Coqueiros. A começar pela matéria sobre as contas de energia elétrica. Tudo começou na feira do bairro, quando esta editora registrou as várias reclamações de moradores diante do assunto. Alguns protestando diante do valor exagerado estampado na fatura, outros pelo valor mínimo fixado na conta. Sem entender as causas, muitos foram em busca de explicação e ficaram sabendo que o impasse estava no acesso ao relógio que mensura o consumo de energia elétrica de uma residência.

Pois bem. Depois de publicar as queixas dos consumidores, a Celesc entrou em contato com a Folha de Coqueiros para explicar e dar dicas ao usuário de como proceder em caso de dúvidas. E quando tudo parecia resolvido, eis que uma moradora da Rua Bayer Filho registra outro absurdo: a conta de luz da família veio nada menos do que R$ 1.453,76. “Um susto”, dispara a aposentada Lydia Maria Ramos Costa. “Ficamos sem entender porque o relógio já estava fixado no muro e, mesmo assim, o leiturista emitiu faturas de R$ 11,00 cada uma em cinco meses seguidos. E agora veio a cobrança de uma só vez”, atesta Lydia, que, junto com o marido Otávio, parcelou a conta em três vezes. A entrevista com o administrador da Celesc está publicada na página 7.

Mas a reportagem que ganhou a manchete desta edição é uma questão antiga e que ainda não foi resolvida pelos órgãos competentes. Trata-se da falta de espaço para expandir os serviços prestados pelo Cefid à comunidade e aos alunos de Educação Física e Fisioterapia da instituição de ensino superior. Se nenhuma solução for encontrada para resolver o problema, Coqueiros vai perder a universidade.

Portanto, vamos nos mobilizar e vencer mais esta batalha. Matéria está editada na página 15.

Da editora



 
Cartas
 
Edição 143

Lombadas I

Na edição número 141 da "nossa" Folha de Coqueiros, fiz uma observação sobre
a colocação de uma lombada de forma irregular na Avenida Desembargador Pedro Silva  em frente ao Condomínio Argus. Na última edição, o leitor senhor Nacor critica minha observação dizendo, entre outras coisas, que tenho algo contra seu Condomínio. Quero dizer, primeiro, que o leitor desconhece normas de trânsito e que segundo deveria buscar informações antes de me atacar. Quando o senhor veio morar em Coqueiros, eu  já morava aqui e já tinha comido muita fruta colhida na chácara que existia antes do conjunto Argus, este que o senhor diz que eu não gosto, mas que tenho muitos amigos que moram ali.

José Rui Cabral

Lombadas II

Na edição de número 141, alguns leitores criticam a instalação de lombadas, outros elogiam, é o caso da Associação dos Moradores do Bairro Abraão – AMBA. Recentemente encaminhamos ao secretario do Continente, vereador Deglaber Goulart, oficio com abaixo-assinado em anexo, reivindicando a instalação de uma lombada na Rua João Meirelles, próximo ao Condomínio Mar Azul. Após estudo de viabilidade por técnicos da secretária, a lombada foi instalada, e não podemos deixar de agradecer ao secretário pelo pronto atendimento. Uma certeza temos, antes da instalação inúmeros acidentes aconteciam, hoje ficou reduzido a zero, o que prova que lombadas resolvem sim os problemas em vias de grande movimentação de veículos, principalmente para aqueles motoristas mal educados, que não respeitam sequer faixas de segurança para pedestres. Respeitamos a opinião do senhor José Rui Cabral, ninguém quer lombada em frente à residência onde moramos, mas infelizmente não dá para desconsiderar a necessidade delas como medida de segurança. A Rua João Meirelles, porta de entrada para toda região de Coqueiros, está um verdadeiro inferno para quem é morador do Bairro Abraão, e a única solução encontrada é instalar lombadas como forma de prevenção. Estamos solicitando à secretaria mais três lombadas na Avenida Patrício Caldeira de Andrade, onde a velocidade dos veículos vem ultrapassando os limites previstos por lei.

Paulo João Rodrigues – Paulinho

Coqueiros

Outro assunto veiculado na edição de número 141 pelo estudante de Jornalismo Hermes Gregório, lembrando épocas de ouro da nossa região, é claro antes da poluição que destruiu nossas praias, afugentando os admiradores pelo banho de mar. Infelizmente o caro amigo lembrou tão somente a Praia da Saudade, Praia do Meio e Itaguaçu, esquecendo a linda Praia das Palmeiras, Bom Abrigo e os bairros do Abraão e Vila Aparecida, que mais uma vez ficaram como se não pertencessem a Coqueiros. Apesar do esquecimento, gostaria de parabenizá-lo pela matéria, principalmente para mim que tenho orgulho de morar no Bairro Abraão desde 1969, escolha que fiz por considerar Coqueiros um bairro tranqüilo para se viver.

Paulo João Rodrigues – Paulinho

Parque Aventura

O Parque aventura “Pedreira”, localizado no bairro Abraão, continua abandonado, recentemente visitei e não vi melhoria alguma, muito pelo contrário está tomado de mato e o portão de entrada ainda continua fechado a cadeado. Uma Audiência Pública foi realizada na Câmara de Vereadores de Florianópolis para discussão sobre o destino do Parque, e naquela ocasião compareceram dirigentes das Associações de Moradores da região de Coqueiros, Associação de escaladas e Montanhismo e a Policia Ambiental  parte interessada em ocupar aquele espaço. Após ouvir as entidades, ficou aprovada a ocupação pela Policia Ambiental para revitalização e construção do centro Administrativo da Corporação. A Associação dos Moradores do Bairro Abraão que defendeu a ocupação pela Policia Ambiental, está preocupada e continua aguardando pela apresentação do projeto arquitetônico. Pedimos urgência pela parte interessada em se instalar o mais rápido possível naquela área, fazendo as melhorias necessárias que possibilite aos moradores da região a visitação do Parque, que tem uma vista altamente privilegiada, abrindo espaço também aos praticantes de escaladas, e principalmente a segurança que os freqüentadores e moradores do entorno vêm reivindicando.

Paulo João Rodrigues – Paulinho

Sobre a Folha

Agradeço, de coração, a divulgação da minha simples trova e a atenção do jornal diante da minha colaboração.  Espero que o sucesso da Folha de Coqueiros continue sempre maior para o engrandecimento do nosso bairro.

Elzira Maria Crescenti Abdalla



 
Yôga para mulheres
 
Edição 143

Virgínia Shinzato*

Meu mestre B.K.S Iyengar ensina: Yôga é uma arte ancestral baseada na ciência da observação do corpo, da mente e da energia vital. O Yôga nos leva a uma prazerosa e dinâmica experiência interna, que integra a energia vital, os sentidos, a mente, a emoção e o Ser. Leva cada praticante -passo a passo - a um magnífico autoconhecimento e, por isso, ao autodomínio. Imagine, você, uma mulher com este grau de percepção? É fantástico. Mas por que Yôga só para mulheres?

Em primeiro lugar porque gosto muito de trabalhar com as mulheres. Em segundo, nós mulheres somos muito diferentes em relação a nossas necessidades, nossos questionamentos, nossa visão de vida. Temos os nossos ciclos e, por isso, nossos hormônios têm outra dinâmica afetando, assim, as nossas emoções. Fazemos várias coisas ao mesmo tempo.

Em terceiro, a aula fica mais íntima, mais feminina, mais à vontade. Já o quarto lugar nasceu do desejo de encontrar um espaço diferenciado. Então, há seis anos, criei este espaço para compartilhar com outras mulheres. Não tenho nada contra os homens, muito pelo contrário, pois sou casada e tenho quatro filhos.

Aqui está o ponto. Na verdade, emocionalmente, eles dependem de nós e isso eu vivenciei (e vivencio) no início de minha prática de Yôga o quanto esta prática fez (e faz) diferença no meu emocional. Percebi que se eu estiver bem, eles ficam bem. Eu tenho mais equilíbrio para lidar com as diversas situações e, assim, gerenciar tudo e todos ao meu redor com muito mais disposição. Dai surgiu o desejo de dar aula só para mulheres, pois antes era para ambos os sexos.

A maioria das pessoas tem uma visão do Yôga apenas dos benefícios físicos.

O corpo adquire mais flexibilidade e se mostra forte. Isto é apenas a ponta do iceberg.

A Yôga também melhora a respiração, a circulação, fortalece o sistema imunológico, melhora o funcionamento de todos os nossos sistemas e equilibra os hormônios. E mais: conseguimos lidar melhor com nossas emoções.

Porém, o mais importante é que através da maravilhosa ferramenta da meditação podemos ir além da mente, nos realizarmos como ser integral que nós somos. Aqui, então, encontramos o objetivo do Yôga. Uma breve visão de como é trabalhado a nossa energia vital por Mestre Iyengar: “Uma respiração sem ritmo, acelerada, curta, ansiosa reflete uma mente inquieta, ansiosa, sem foco. Uma respiração controlada, ritmada reflete uma mente clara, objetiva, tranqüila”.

É importante salientar que o Yôga é benéfico para todos, pode e deve ser feito por homens e mulheres, independente de mestres. Cabe a cada pessoa se identificar com a linha que mais atende às suas necessidades. O Yôga é uma arte milenar que pertence ao planeta e a humanidade.

Professora de Yôga há 15 anos



 
Vidas, caminhos e pedras
 
Edição 143

Hermes Gregório*

A vida é uma viagem e dela já percorremos milhares de quilômetros. Corremos em busca de um ideal e temos ideias para um mundo perfeito, mas não nos damos conta de que somos os responsáveis por tudo o que acontece. Não podemos culpar o Criador, nem tampouco achar que o destino é Ele quem traça. O destino está em nossas mãos e nós, somente nós, temos a dádiva de escolher o caminho que mais convém seguir.

Não falo isso por livre e espontânea vontade, mas com o intuito de tentar conscientizar qualquer Zé Ninguém com baixa auto-estima e que não espera nada da vida, que tanto nos presenteia. Como já disse, a vida é uma viagem e você está nela representando toda uma geração que sempre lutou pela liberdade, pela simples vontade de viver. Você está livre!

Proclame a república da liberdade e celebre a cada pôr-do-sol a vitória de mais um dia. Lembre-se de que nem tudo que reluz é ouro, mas a sua vida sempre será brilhante. Você não é apenas um homo sapien, mas sim um ser dotado de racionalidade, com a qual pode transformar um momento efêmero em uma eterna lembrança.

Os dias passam e nosso calendário mental se adapta às mudanças, com a esperança de dias melhores. Os dias, às vezes, são angustiantes, mas nem por isso deixam de ser emocionantes. Você já percebeu que fomos programados para não perceber as pérolas do dia-a-dia? É verdade, em nosso cotidiano existem pérolas que, por mera falta de atenção, são ignoradas.

Em nossas vidas também surgem pedras, aquelas que nos fazem tropeçar ou nos dão a direção correta em busca da paz de espírito que tanto sonhamos. Tais pedras são essenciais para a superação das dificuldades. Siga seu caminho e tente descobrir que tipo de pedra está à sua frente.

Já dizia Renato Russo que “o pra sempre, sempre acaba”, então vamos acabar este sempre percorrendo nessa viagem insólita que é a vida sem esquecer das pedras do caminho.

Estudante de Jornalismo



 
Capa Edição Julho 2011
 
Edição 143



 
Roupas de frio merecem cuidados
 
Edição 142

FOTOS GERSON SCHIRMER

LAV e LEV: cliente tem opção de lavar sua própria roupa


ACQUA: Salete dá dicas para preservar peças de couro

Por Letícia Mathias

No final do outono as temperaturas começam a baixar e as roupas que estavam guardadas desde o último Inverno precisam sair do armário. Edredons, cobertores, casacos e jaquetas passam a ser peças fundamentais neste período. Porém, o cheiro de mofo e as manchas de umidade tendem a aparecer e podem causar incômodos, principalmente para quem tem alergia. A melhor saída é lavar o que estava guardado e cuidar na hora de armazenar novamente no fim da estação.

O tempo está mais úmido e as roupas demoram um pouco mais para secar. Para quem mora em apartamento lavar roupa é uma missão ainda mais difícil, pois na maioria das vezes o espaço é restrito e dificulta a secagem. Uma boa opção é recorrer às lavanderias. Elas possuem diversos serviços e em alguns casos o cliente nem precisa sair de casa.

A Lav e Lev está em Coqueiros há 14 anos e, além do serviço tradicional, dá a opção do próprio cliente lavar a sua roupa, tornando o trabalho mais econômico. A proprietária Marisa Furlanetto afirma que nesta época do ano a procura pela lavanderia aumenta em média 30% e para ela é importante observar a segurança: “Nós não misturamos as roupas dos clientes, são todas lavadas separadamente o que garante uma qualidade maior no serviço”, explica.

Outra lavanderia conhecida na região é a Tá Limpo, que oferece o sistema de busca e entrega. A empresa está no bairro há 16 anos e aceita desde roupas do dia-a-dia até tapetes e cortinas. No mês de agosto, a lavanderia inova com mais um serviço, o “Delivery Executivo” que irá fazer a coleta de roupas entre 19h e 23h para facilitar a vida do cliente. Para as pessoas que guardam as roupas em um espaço úmido, o empresário Everton Vargas, responsável pela rede, dá uma dica: “Pegar uma chapa de isopor, cortar em tiras de 15 centímetros e colocar no fundo intercalando uma tira do isopor e um espaço que deixe o fundo à mostra. Isso ajuda a absorver umidade e os fungos”.

Quando se trata de couro o tratamento deve ser especial. A Lavanderia Acqua é especializada neste tipo de peça. A dona do estabelecimento, Salete Marocco, trabalha há doze anos neste ramo no bairro e explica que o couro é lavado com um produto específico, em seguida hidratado e seco à sombra. Se há mofo e não for dado o tratamento certo, o fungo pode voltar. Depois de lavado o ideal é sempre colocar a peça em um lugar arejado, para que o couro possa “respirar”. Neste mês de junho, a lavanderia está oferecendo promoção em cobertores e edredons por R$ 15,00 a peça.

Na Restaura Cor, outra opção do bairro, o cliente também pode lavar qualquer tipo de roupa e no Inverno a procura aumenta até 60%. A empresa comandada por Ivani Marques há 15 anos, conta com o apoio da família no trabalho. De acordo com Marli Barros, irmã de Ivani e também funcionária, as roupas são tratadas como se fossem da família. “O cuidado com as peças é o mesmo que temos com as nossas próprias roupas, não é simplesmente jogar na máquina. Se a gente vê que tem uma mancha, vamos fazer de tudo para devolver a roupa mais perfeita, do que como recebemos”. Para as manchas de umidade, mais evidentes em toalhas de banho, não há muito que fazer. O melhor é mesmo prevenir e armazenar as roupas em local seco. Outra vantagem é o serviço de costura. O cliente pode levar sua roupa para lavar e já aproveita para fazer bainha, colocar zíper, botão e outros ajustes.

A Lavanderia 5àSec se instalou recentemente no bairro e desde maio oferece lavação a seco, além da tradicional. O processo é feito com solvente em máquinas de circuito fechado e tem a função de esterilizar a roupa, além de evitar o encolhimento e aumentar a durabilidade. Porém não são todas as roupas que podem ser lavadas a seco. O recomendado é que seja observada a indicação na etiqueta da peça. Lã, linho, ternos e blazers são as roupas mais aconselhadas para este tipo de lavagem. O dono da franquia de Coqueiros, Hudson de Oliveira, indica guardar as peças em local seco e escuro, sem exposição à luz, pois muitas vezes o mofo se prolifera por causa da luz. Quando não há como evitar a umidade é necessário abrir o armário toda semana para ventilar e então deixar o ambiente mais seco. A rede possui ainda o programa de fidelidade. Os clientes são cadastrados e podem trocar pontos por prêmios ou por serviços nas lojas.

SERVIÇO

Acqua Lavanderia
Rua João Alcântara da Cunha, 30 sl 02- Coqueiros
Fone: 3348-2737

Lav e Lev
Eng Max de Souza, 1158 – loja 01 -  Coqueiros
Fone: 3244-6385

Tá Limpo
Rua João Meireles, 523 – Bom Abrigo
Fone: 3249-6407

Restaura Cor – Lavanderia e
Ateliê de Costura
Av. Patrício Caldeira de Andrade, 217 – Abraão
Fone: 3249-5488

5àSec
Av. Engenheiro Max de Souza, 1302
Fone: 4009-3352

DICAS

Lavar antes de usar ou guardar

Ao abrir o armário, mesmo que as roupas não tenham manchas ou mau cheiro, é recomendável que todas as peças sejam lavadas antes do uso, já que o mofo provém de microorganismos. Deve-se fazer esse procedimento com cada peça antes de guardar por longo tempo.
 
Abaixo o saco plástico
A dica principal é guardar as peças com alguma proteção, como sacos ou capas de TNT. Nunca coloque em sacos plásticos, que provocam umidade e, conseqüentemente, o mofo. Além disso, é recomendável deixá-las arejando em local ventilado uma vez por mês, longe do sol, para evitar que as fibras dos tecidos se queimem ou fiquem amareladas. Com esses procedimentos, é possível usá-las ao retirar do armário, sem precisar lavar.
 
Não deixe acumular sujidades

Mesmo as roupas mais pesadas que são utilizadas com bastante freqüência devem ser lavadas assim que apresentarem qualquer tipo de sujeira. Artigos de couro, como casacos, calças, jaquetas e luvas, devem ser levados de tempos em tempos para uma lavanderia para o procedimento adequado de limpeza e higienização. O mesmo se aplica às roupas de cama pesadas, como cobertores e edredons.
 
Atenção às roupas de cama

Os ácaros, grandes causadores de alergias respiratórias, muito presentes no inverno, são invisíveis e se alimentam da descamação da pele humana. Por isso, é imprescindível que se lavem cobertores, edredons e travesseiros frequentemente. Também é preciso dar atenção especial aos travesseiros, já que pesquisas indicam que cerca de 30% do peso de um travesseiro é composto por excremento de ácaros, o que pode causar doenças.
 
Mais sobre as peças de couro

•    Nunca se deve guardar peças de couro quando estiverem úmidas – vale tanto para chuva como para o suor. O correto é arejar e secar a peça de um dia para outro para então guardá-la.

•    Quando a peça for ficar no armário por longo período, o ideal, além de protegê-la com a capa escura de TNT, é expô-la a cada 30 dias em local fresco e com sombra. Se quiser deixar o couro um pouco no sol, não remova a capa de TNT.

•    A vida útil do couro pode ficar comprometida quando a peça está excessivamente suja e não é lavada imediatamente;

•    A lavanderia especializada é capaz de lavar, higienizar, hidratar e reavivar a cor original de uma peça de couro. Se uma peça chega muito comprometida, há processos como tingimento e re-hidratação que podem recuperar até 80% de sua aparência original.
 
Fonte: Quality Lavanderia – rede franqueadora com mais de 90 lojas no Brasil.



 
Ao alcance da comunidade
 
Edição 142


NA PISTA: atividades físicas são indicadas para tratar doenças da civilização

FOTOS GERSON SCHIRMER

Por Sibyla Loureiro

Às vésperas de completar 40 anos no bairro de Coqueiros, o Centro de Ciências da Saúde e do Esporte da Universidade do Estado de Santa Catarina (Cefid/Udesc) comemora uma grande façanha. Além da formação acadêmica nas áreas de Educação Física e Fisioterapia, a instituição de ensino superior se destaca pelos projetos de repercussão social. Ao todo, são 91 ações de extensão - reunidas em 25 programas comunitários - que atendem crianças desde 8 anos de idade até adultos com 80 anos.

Um bom exemplo é o Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício, que mantém uma média de 200 participantes por semestre no Programa de Reabilitação de Doenças Cardiopulmonares e Metabólicas. Aberto em 1991, ele se destina à prevenção e reabilitação de pacientes com hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, obesidade e doença pulmonar crônica.

“Para este conjunto de pacientes que chamamos de doenças da civilização, já que elas têm relação com o sedentarismo, alimentação errada, tabagismo e excesso de álcool, oferecemos uma proposta terapêutica, que significa um tratamento por meio de mudanças de hábitos de vida”, explica o coordenador do programa Tales de Carvalho, médico cardiologista e especialista em medicina desportiva.

Divididos em duas turmas, os participantes realizam todas as segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 7h da manhã, várias atividades físicas. Entre elas, caminhadas em pista ao ar livre, esteira, bicicleta ergométrica e dança de salão. Sem esquecer do tradicional aquecimento e relaxamento no final dos exercícios.  Outras ações também fazem parte do programa como avaliação da função sexual de homens e mulheres e ainda treinamento para ressuscitar vítimas de parada cardíaca. 

“É um processo de reeducação das pessoas através do condicionamento físico, modificação dos costumes alimentares e controle do estresse”, ensina Tales de Carvalho, lembrando que as atividades – supervisionadas por professores de Educação Física – são individualizadas e atendem às necessidades de cada um. “Se o paciente, por exemplo, tem uma doença vascular periférica, o treinamento visa, principalmente, a recuperação da musculatura da panturrilha (batata da perna), que ajuda no bombeamento do sangue”, completa o médico.

Há 20 anos em funcionamento, o programa, que iniciou com quatro pacientes, contabiliza bons resultados. “A maioria dos pacientes, muitos com indicação de cirurgia, reduziu a medicação e hoje controla a doença através da prática regular de exercícios físicos e eliminação de fatores de risco como fumo, álcool, sedentarismo, obesidade, alimentação rica em gorduras e pobre em frutas, verduras e legumes, e isolamento social. Outros, desenganados por problemas do coração, tinham perspectiva de vida de seis meses e viveram 10 anos”, comemora Tales de Carvalho. Segundo ele, ao contrário do tratamento convencional, à base de medicamentos, o programa age sobre as causas da doença.

“Independente de idade, doenças como pressão alta, diabetes e obesidade já acometem jovens de 20 a 30 anos. A meu ver, precisam de tratamento efetivo que não pode ser feito só através de remédios, mas, principalmente, com mudanças nos hábitos de vida. Muitas vezes nem precisam de remédios”, explica.

De acordo com o médico, os resultados do programa estão mensurados em trabalhos de mestrado e doutorado do curso de pós-graduação, além de artigos científicos. Só no segundo semestre do ano passado, foram apresentados artigos em 30 congressos, alguns internacionais, mostrando o exercício como ferramenta terapêutica.

 

Geti é o mais antigo

A exemplo do Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício, o Grupo de Estudos da Terceira Idade (Geti) também funciona há longo tempo. É o mais antigo dos programas comunitários do Cefid/Udesc. Ele completa 22 anos em setembro e oferece 12 projetos de extensão que vão desde atividade física e informática até universidade aberta. Ao todo, o Geti mantém 260 alunos e as ações mais procuradas são a hidroginástica e a musculação. Com exceção da cantoterapia, teatro e universidade aberta, que exigem idade de 55 anos para ingressar nas modalidades, as demais ações requerem idade de 60 anos.

“Ao oferecer serviço à comunidade, a universidade está cumprindo um dos seus papéis que é a responsabilidade social. Desse modo, a vivência com a clientela enriquece as pesquisas e forma profissionais com mais qualidade. Em se tratando do trabalho voltado ao idoso, o objetivo é minimizar o envelhecimento em todos os aspectos físico e social”, explica a coordenadora do Geti,  Giovana Zarpellon Mazo.

Entre as pesquisas que estão sendo desenvolvidas, uma merece destaque especial. Com o título Estilo de Vida de Idosos Centenários, a mestranda Márcia Zenon Benetti, do

Curso de Ciências do Movimento Humano, pretende mostrar como vivem as pessoas com 100 anos ou mais. Para isso, está fazendo um levantamento em Florianópolis para contabilizar o número exato deste público.

Segundo ela, o IBGE registra 48 idosos nesta faixa de idade. “Acredito que não só a genética – como apontam as pesquisas – é responsável pela longevidade. O estilo de vida também contribui”, diz, ao afirmar que o maior número de centenários está concentrado no centro da Capital.

Além dos projetos de extensão, o Cefid/Udesc mantém uma Clínica Escola de Fisioterapia. Aberta há 15 anos à comunidade, a clínica contabiliza quase nove mil atendimentos ao ano nas áreas de ortopedia e traumatologia, reumatologia, ginecologia e obstetrícia, neurologia, pediatria e pneumologia. “São disciplinas do curso – a partir da sexta fase –desenvolvidas através de aulas práticas com pacientes”, explica a coordenadora da clínica,  Micheline Koerich.

Em parceria com a prefeitura, a comunidade – de preferência da região continental de Florianópolis- é encaminhada pelos postos de saúde para tratamento de fisioterapia na clínica.  Um deles é voltado à gestante. A equipe de fisioterapeutas prepara as futuras mamães para amamentar, fortalece o abdômen e dão atendimento às mulheres que sofrem de incontinência urinária.

Entre as atividades de extensão, pode-se citar a fisioterapia desportiva para atletas; fisioterapia aquática para ortopedia; fisioterapia para idosos com Parkinson, Grupo de Postura Corporal; Grupo Cuidando da dor lombar; Grupo brincando de respirar – dedicado às crianças com asma e bronquite, e ainda o Grupo para adultos com doenças pulmonares voltado para pessoas com asma e enfizema.

De acordo com a coordenadora, para atendimento nas áreas de pediatria, ginecologia e pneumologia os interessados podem se inscrever na clínica. As demais são encaminhadas pelos postos de saúde.

 


PEDRO E LORENA: companheiros há 20 anos, praticam dança como terapia


TAVARES E CACILDA: pioneiros no projeto, mantêm a Associação do Coração

Pacientes aprovam o programa

Há 21 anos participando do Programa de Reabilitação de Doenças Cardiopulmonares e Metabólicas, Jacó Augusto Pereira, 66 anos, começou a freqüentar o Cefid por indicação médica. Aposentado do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), seu Jacó teve um enfarto e foi submetido a uma cirurgia do coração, o que lhe rendeu uma ponte de safena. Além da medicação diária, ele iniciou o tratamento caminhando ao redor da pista, e se exercitando na esteira e na bicicleta ergométrica.

“Fiquei parado por um ano, mas acabei retornando por causa das cãibras e do corpo endurecido”, diz. Hoje, pratica dança de salão e confessa ter realizado um antigo sonho. “Sempre gostei de dançar e acredito ser o melhor exercício”, calcula. Morador do bairro Capoeiras e pai de cinco filhos, seu Jacó pega dois ônibus três vezes por semana para chegar ao Cefid. “O doutor Tales fica de olho. Se a gente falha, ele já dá uma bronca”, brinca.

Quem também gosta de dançar é o casal Pedro José de Souza, 82 anos, e Lorena Biazus, 79. Moradores de Coqueiros e há cinco anos no programa, eles se conheceram numa viagem ao Nordeste do Brasil, depois de viúvos. A partir daí, não se separaram mais, embora cada um more em sua residência. “Já dançamos até em Viena, na Áustria”, aponta seu Pedro. Companheiros há 20 anos, eles praticam a dança como atividade terapêutica. “Acho ótimo e chego a esquecer que já fiz uma cirurgia cardíaca”, acrescenta o aposentado, fazendo uma reivindicação. Para ele, a direção do Cefid deveria contemplar a atividade com mais espaço uma vez que, atualmente, a dança é exercida num lugar pequeno.

Também há cinco anos no Cefid, a aposentada Bernadete de Medeiros, 77, recebeu uma dose de exercícios para tratar da insuficiência arterial periférica: caminhada, alongamento e subida de rampas. “Estou levando a vida maravilhosamente bem. Antes, não conseguia sequer caminhar, pois sentia dor na perna direita”, esclarece.

Natural de Alagoas, a diarista Dejanira Alves do Nascimento, 60 anos, também pratica caminhada para tratar da insuficiência cardíaca provocada pela doença de Chagas. “Para participar do programa, troquei até o meu horário de trabalho”, conta Dejanira que é empregada doméstica em casa de família do bairro Bom Abrigo.

Freqüentadora assídua do Cefid, Cacilda da Silva Justino, 72 anos, participa desde o início das atividades por prevenção genética. O histórico da família é de doenças cardiovasculares. A mãe faleceu de enfarto aos 60 anos e o resto da família com uma média de 40 anos. “Dos 15 filhos da minha avó, só dois não morreram de enfarto. Portanto, estou no lucro”, avalia Cacilda.

Diretora de Eventos da Associação Amigos do Coração (Amcor), ela e o atual presidente, Carlos Alberto Tavares, 73, afirmam que a entidade nasceu em conseqüência do programa. “Virou uma cachaça”, reconhece Tavares, contabilizando os números da associação: com 16 anos mantém 58 sócios, sendo 40% pacientes do Núcleo.

Mas nem só da Melhor Idade vive o programa. Moradora de Coqueiros, Dina Araújo tem 46 anos e foi encaminhada pelo médico a fazer atividade física no Cefid. Ela tem arritmia cardíaca e há três meses se sente mais protegida. “Sempre fiz academia, mas sem acompanhamento médico. Aqui, além de prático por estar perto de casa, é um local especializado e dispõe de atendimento individualizado”, elogia Dina.

 

SERVIÇO

Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício
Programa de Reabilitação de Doenças Cardiopulmonares e Metabólicas
http://www.cefid.udesc.br/nucleos/cardio/?modo=programasdeextensao
(48) 3321-8643

Clínica Escola de Fisioterapia
http://www.cefid.udesc.br/?modo=clinica
(48) 3321-8610

Grupo de Estudos da Terceira Idade (Geti)
http://www.cefid.udesc.br/nucleos/geti/?modo=programasdogeti
(48) 3321-8659

Quem quiser colaborar com a pesquisa Estilo de Vida de Idosos Centenários pode enviar e-mail para: marciazanonbenetti@hotmail.com

Outros programas acessar:
http://www.cefid.udesc.br/extensao



 
Registro
 
Edição 142

FOTO MARCELO BITTENCOURT

Faleceu no sábado, 11 de junho, o amigo Koldeway Chaves. Aos 71 anos, morreu no Hospital de Caridade, em Florianópolis, vítima de hemorragia. Apaixonado por Coqueiros, gostava de passear pelo bairro com sua companheira e professora de música Alcely. Costumavam fazer as refeições nos restaurantes da Via Gastronômica e batiam ponto – todas as tardes- no café do Posto Shell de Coqueiros. Pai do fotógrafo Koldeway A.C., seu Chaves era baiano, mas escolheu a cidade de Santos, em São Paulo, para viver. Aposentado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), veio para Coqueiros há sete anos onde fez muitos amigos. Vamos sentir saudades.


Prédio com 10 andares

Tenho lido a Folha e vejo que ela trabalha para o bem da comunidade de Coqueiros. Hoje enquanto caminhava fiquei surpreso quanto ao lançamento de um edifício que está sendo divulgado na imobiliária que fica próximo ao Banco do Brasil. Algo como Normandy. Ele possui salas comerciais, mais garagem, mais 10 andares e a cobertura. Até onde eu sei, segundo o Plano Diretor de Coqueiros, não é permitido ultrapassar a sete andares além do piso garagem. A Associação de Coqueiros impetrou luta contra edifício de 12 andares e conseguimos suspender, menos os que já estavam com as vigas de baldrame prontas. Depois disto, novo Plano Diretor foi aprovado com no máximo sete andares. Então estou propondo à Folha fazer reportagem sobre o assunto, uma vez que diz respeito a nossa comunidade e a prefeitura não aumenta a largura da via. Vi falar também que vai sair um edifício, no final da Avenida Caldeira Patrício de Andrade, na área reservada para a continuação dessa avenida. A partir de segunda-feira, a comunidade deve se reunir. Gostaria de solicitar que essa Folha não se comprometesse com divulgação de tal edifício, caso se constate que ele fere os preceitos do Plano Diretor.

Newton Colle
 

Lixão

Como moradora da Rua Professor Bayer Filho fico indignada com o descaso dos órgãos competentes Comcap, Ipuf, Denit, etc. Acontece que no final da rua, em terreno de propriedade do Denit se instalou um verdadeiro lixão. Um comerciante de reciclados da redondeza fez dali seu depósito, inclusive colocando containeres de material reciclado em local inapropriado. Já houve incêndio no local e vários outros problemas para a vizinhança, mas o lixo está ali sem qualquer atitude para sua retirada.

O comerciante já prejudicou muito esta rua, pois ali era para ser uma praça e o Plano Diretor antigo previa que a Bayer Filho fosse uma rua sem saída. O pior é que por causa da reciclagem ali fica cheio de drogados. Acho que os moradores já desanimaram, aliás nossa rua tem outro terreno baldio da prefeitura que agora está sendo cuidado pelos moradores.

Lydia Maria Ramos Costa


Lombadas

O leitor José Rui Cabral, citou numa matéria na Folha de Coqueiros, que em frente ao Condomínio Argus tem uma lombada e esta em desacordo com as normas  da  legislação do trânsito e que os motoristas deste condomínio para ir ao centro passam pela faixa contínua. Senhor José Rui, gostaria de lhe informar que foram feitos vários estudos nesta via por parte de pessoas que conhecem a loucura do trânsito nesta avenida, no qual os péssimos motoristas que trafegam nesta rua não respeitam ninguém, mesmo nas faixas de segurança. Imagine se todos respeitassem as leis do trânsito? Que maravilha! Sou morador há 52 anos do local e já vi cada tipo de motorista que não dá pra descrever,  mas na certeza que por de trás de sua matéria que publicou tem haver alguma coisa contra o nosso residencial Argus e como tem forasteiro na minha cidade natal dando Pitacos na nossa civilização.

Nacor Serapião Filho


Depredação

É inacreditável! A realização da pesca no bairro Itaguaçu, mais precisamente na Praia da Palmerinha, todos os dias são colocadas redes com malhas fora dos padrões. O que é pior: as redes ficam ali a menos de 30 metros da praia. Muitas vezes deixam por vários dias. Isso tudo acontece no salão das bruxas. Alô, Alô ambiental.

Joel Ghizoni



 
Amigos inseparáveis
 
Edição 142

Por Monique Woyakewicz

A noite já ia alta quando os cães da nossa rua (*) saudaram com seus ruidosos latidos a dupla inseparável: o Marrom e a Branquinha, com manchas pretas, vindos de possível cochilo na Praia da Saudade. Respirei aliviada, fazia dias que não os via. Branquinha parou na calçada quase em frente a minha casa, então, o Marrom a esperou. Minutos depois seguiram juntos. Há uns dois anos os conheci assim, caminhando lado a lado e é claro durante esse tempo foram conquistando corações.

O detalhe é que cada amigo humano que os alimenta acha que é o único. Que nada! É uma traição só! A prova está nos potes de água e comida estrategicamente colocados à beira do caminho. Há pouco, conversando com uma amiga protetora dos animais fiquei sabendo detalhes da dupla que acabou por solucionar parte dos meus questionamentos. Não eram irmãos, nem mãe e filho, mas simplesmente amigos!

Disse ela que a primeira a surgir foi a Belinha. Pensei: Belinha? Veio magrinha, doente, com fio amarrado ao pescoço. Depois de tratada foi castrada.  Timidamente surgiu o Marrom, e a amizade se fez.  A protetora mudou de bairro. Como eram livres os animais seguiram em frente. Belinha agora já era Chica e outra amiga os alimentava.

O tempo passou, a dupla descobriu vários caminhos: do Parque de Coqueiros, da Praia da Saudade, do Supermercado Angeloni, enfim de todas as ruas paralelas.

Recentemente, vândalos acabaram por separá-los. O macho fugiu assustado e Branquinha inconsolável pediu socorro ao “dono” mais próximo que a colocou em seu veículo e passaram parte da noite procurando o Marrom que retornou ao amanhecer para a felicidade de todos os envolvidos.

Fico imaginando quantas histórias mais eles teriam? E quantos riscos correm em sua inocente e vulnerável fragilidade. Por isso, se um dia você também for seduzido pela dupla adorável, não os tente prender nem separá-los. São livres esses felizes andarilhos apaixonados.

(*) Rua José do Valle Pereira
PS: Depois deste relato o Marrom desapareceu.

Monique Elise Woyakewicz



 
Energia elétrica mais cara
 
Edição 142

Alguns moradores das ruas Santos Lostada e Professor Bayer Filho estão recebendo suas faturas de energia elétrica pelo valor mínimo. Questionada, a concessionária alega que o relógio não está visível. “O problema é que os relógios não mudaram de lugar e há anos a medição era feita no mesmo local, seria uma forma de arrancar mais serviços do contribuinte ou seria incompetência do funcionário da leitura?”, questiona a leitora Lydia Maria Ramos Costa, em e-mail enviado à Folha de Coqueiros. E ela tem razão. Dois moradores da Santos Lostada tiveram que colocar os postes junto ao muro e, pelo serviço, desembolsaram R$ 2 mil. Outra moradora, desta vez da Rua Abel Capela, a aposentada Severina Pianowski, está sendo pressionada pela companhia a mudar novamente o poste de lugar - que já está perto do muro - embora há quatro anos a própria Celesc tenha solicitado o afastamento do mesmo. E quem ainda não foi procurado pela Celesc, está recebendo uma conta superfaturada, como mostra a fatura em anexo, com a desculpa de que nos últimos meses a leitura foi realizada pela média. De acordo com os atendentes do 0800480120, o funcionário da empresa que faz a leitura alegou “impedimento” ao entrar na residência. Segundo o dono, o leiturista – como é chamado pela companhia – sempre entrou na residência sem ao menos anunciar sua presença. Então, fica a pergunta: de onde veio este tal impedimento?

 

Trova

Elzira Maria Crescenti Abdalla, moradora do bairro, com o marido, há quase quatro anos, escreve para a Folha para divulgar seu trabalho. “Somos advogados aposentados e curtimos com muito amor as belezas que são postas diante dos nossos olhos como presente de Deus. Em Santos, de onde viemos, fui membro da União Brasileira de Trovadores, sendo a trova um gênero de poesia que muito me encanta. A título de colaboração, mando uma trova que fiz, inspirada numa das maravilhas do bairro, verdadeiro cartão postal. Desde já, agradeço a atenção que derem ao meu modesto trabalho, esperando que percebam nele o grande carinho que nutro pelo "nosso" querido bairro de Coqueiros

Pedras! Bruxas Legendárias
Jogadas no mar, ao léu,
Fizeram de Itaguaçu
Um pedacinho do Céu!

 

Sobre o bairro

Recebi com prazer a newsletter da Folha de Coqueiros e gostaria de fazer alguns comentários:

* O absurdo de construírem prédios cobrindo a vista para o mar.
* Na Praia das Palmeiras o trecho que foi feito por Angela Amin as madeiras estão todas corroídas tornando as passagens perigosas.
* Excesso de carros estacionados nas avenidas.
* O mar continua com as placas “Imprópria para Banho” durante anos e anos sem providências para tornar o mar próprio (isto é um sacrilégio).

Agradeço a atenção, e também não sei quando teremos a solução dos problemas, mas é necessário manifestar-se.

Amália K. Contreras

 

Cursos gratuitos

O Centro de Referência e Assistência Social (Cras) Continente III - que acaba de se instalar no bairro Abraão – está oferecendo vários cursos profissionalizantes para os moradores da região do Abraão, Vila Aparecida, Coqueiros, Bom Abrigo e Itaguaçu. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas de segunda à sexta-feira das 8 às 17h  na Rua José Joaquim de Santana, 66 (atrás da Escola Rosinha Campos). Gratuitos, os cursos são para eletricista, manicure, pedicure, auxiliar administrativo, recepcionista e telefonista com informática. Mais informações no 3348-0896.

 

Fogo no lixo

Moradores da Vila Aparecida continuam correndo sérios riscos, avisa o presidente da associação local Aldonézio Ilário. Pedras que podem rolar sobre casas, e, agora, fogo no lixão. Na terça-feira, 14, crianças atearam fogo no lixo causando pânico nas comunidades do Arranha Céu e Nova Jerusalém, e nos carroceiros que ali guardam seus cavalos e carroças. “Era tanto fogo e fumaça que as pessoas tinham dificuldades de respirar dentro de suas próprias casas. Já foi pedida à Comcap uma solução, porém nada foi feito até o momento”, aponta Aldonézio.  Segundo ele, enquanto a urbanização da Vila Aparecida não sai, conforme promessa da Prefeitura de Florianópolis, a Comcap poderia colocar - em locais estratégicos- um papa-entulhos ou caçambas para serem retirados de forma periódica. Assim, evitaria o acúmulo de lixo nos terrenos locais.



 
Obstáculo
 
Edição 142

FOTOS DIVULGAÇÃO

Leitor da Folha e morador do bairro há mais de 40 anos, nosso amigo Jango encaminha foto da calçada da orla da Praia da Saudade, danificada pela obra de canalização de um prédio à beira-mar. Situação semelhante também pode ser vista na Praia de Itaguaçu. Em nome dos moradores, nosso colaborador pede à prefeitura e aos responsáveis pelas obras que possam recuperar o quanto antes os passeios. Os pedestres, ciclistas, idosos, mães com carrinho de bebê agradecem...

Parque Aventura

Pelo que parece não surtiu qualquer efeito a interferência da Câmara de Vereadores na questão do Parque Aventura, no Jardim Itaguaçu, fechado para o público há mais de quatro anos. Quem vê os imensos portões fechados com correntes enferrujadas e cadeados até imagina que tem algo de muito valioso a ser guardado no parque. Será que é receio que levem as rochas?

Esgoto

Carlos Alberto Carriço, que conhece como poucos a região, pede a atenção da Casan para os constantes vazamentos na boca de lobo que fica na Rua da Praia das Palmeiras. No início do mês, como mostra a foto, algumas centenas de litros de esgoto foram parar no mar...

Alô, secretário Deglaber

Até o momento ninguém da prefeitura entrou em contato com a comunidade para explicar como uma casa noturna pode simplesmente cercar a calçada para fazer um “avancê”, ocupando o público como se particular fosse. Ou é?



 
Eventos para a comunidade
 
Edição 142

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Eventos para a comunidade

O Parque de Coqueiros tem acolhido eventos bastante interessantes, no que se refere à prestação de serviços aos moradores do bairro. Um exemplo foi a ACISO (Ação Cívico Social), promovida pela Marinha do Brasil, dia 11 de junho, em comemoração ao 146º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, data magna da Força. Durante todo o sábado, o público teve acesso a serviços básicos e orientações à saúde, como checagem de glicemia, índice de massa corporal, recomendações à correção postural, prevenção à cárie, dançoterapia, apresentações musicais e atividades físicas de baixo impacto. Também teve pipoca, brincadeiras e brinquedos para as crianças.

Na foto, da direita para a esquerda, as primeiro-tenentes Karina Filomeno e Michele Vieira. Psicóloga, atendendo no Ambulatório Naval de Florianópolis, Karina nasceu e cresceu no Bom Abrigo, onde até hoje moram os seus pais Therezinha e Luiz Carlos Filomeno. Já Michele é fonoaudióloga e reside em Coqueiros.

Água na boca

Teka e sua pizza “manezinha”

Uma “joint-venture” que promete muito sucesso

Nada como um lanche rápido para acalmar a fome. No bairro, as opções são inúmeras e variadas. Para quem não quer sair de casa, uma novidade são as criativas pizzas brotinho Toque de Manjericão, entregues congeladas em domicílio por Teka ou Sil (telefones 9922-2101 / 9176-0337). São oito sabores, com nomes que remetem à cultura ilhoa, como “Açoriana Metida à Besta”, “Dazum Banho” e “Arrombaste Layla”.

Também quando o assunto é pizza brotinho outra opção é o Juka’s Minipizza, na Rua João Meireles, que também oferece cachorro-quente e empadão. Para melhorar, desde o início de junho, o proprietário Juliano fez uma parceria com o casal Maria Inácio e João Antônio Bernardes, que garantiu o retorno ao bairro Abraão dos famosos espetinhos da dupla. Trabalhando ao lado do estabelecimento, em uma “unidade móvel” os dois voltaram com uma novidade: o choripan com linguiça e salada, num pão “expandido”.

Vida longa

Uma bela e grande festa, realizada em Santo Amaro da Imperatriz, comemorou os dois anos de Henrique, neto da Ilza, colaboradora da Folha de Coqueiros. Na foto, ela (primeira à esquerda) junto com a filha Fernanda, o neto e os avós paternos, Juçara e Célio.

Dominó

Foi bem disputada a primeira etapa do Campeonato de Dominó em comemoração aos 25 anos de fundação da Associação dos Moradores do Abraão. Realizada no dia 28 de maio, no Bar do Telmo, ela contou com 16 duplas. Ao meio-dia, houve uma “paradinha” para degustar o risoto de frutos do mar, feito pelo “seu” Rodolfo Santos (foto), irmão do falecido Cal.

Os campeões foram Luizinho e Airton, seguidos de Hélio e Nelinho (vice) e Pedro Paulo e Ademar, em terceiro. No próximo dia 16 de julho, acontece a segunda das quatro etapas classificatórias, desta vez no Bar do Cal. Os vencedores de cada fase se enfrentam em uma grande final marcada para novembro.

Aos gramados

Os “fominhas” por bola, que estavam meio ressabiados com o fechamento dos campos de futebol no bairro Abraão, por conta da construção do residencial Neoville, já podem tirar as chuteiras do armário. A AMBA (Associação dos Moradores do Bairro Abraão) inaugurou, dia 22 de maio, as novas instalações do seu Centro Esportivo. As obras transformaram os dois campos antigos em quatro quadras de futebol Society, com grama natural, uma verdadeira raridade na região.

Conforme o vice-presidente da AMBA, Paulinho Rodrigues (foto), as obras envolveram a recuperação completa do gramado, troca da iluminação, a construção de três vestiários, com seis chuveiros quentes, dentre outras melhorias. Para a tranquilidade dos frequentadores, foi contratada segurança tanto para o estacionamento como para os vestiários.

O Centro Esportivo se localiza nos fundos do Posto de Saúde e da Creche Dona Cota, funcionando de segunda a sexta-feira, a partir das 19 horas, e aos sábados, domingos e feriados, o dia todo.

Os interessados em alugar as quadras (a R$ 50 a hora) deverão entrar em contato pelos telefones 3249-0073 / 3249-0434 / 8461-2727.



 
Feijoada com música
 
Edição 142

FOTO GERSON SCHIRMER

ÁGAPES: restaurante da AABB já entrou no clima da estação

Desde o dia 4 de junho, a Via Gastronômica de Coqueiros ganhou mais uma opção no cardápio de Inverno. O Restaurante Ágapes, que fica nas dependências da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), lançou sua tradicional feijoada. Servido aos sábados, a partir das 11h30, o prato vem acompanhado de música ao vivo – grupo de samba de raiz- e do visual exuberante da Praia de Itaguaçu.

Para quem gosta de aperitivos antes do almoço, o restaurante oferece várias entradas como caldinho de feijão, lingüiça na cachaça, torresmo, pinhão. Com capacidade para 600 pessoas, a casa dispõe ainda de estacionamento e sobremesas gratuitos, além de ambiente cercado de verde e de belos recantos.

Aos domingos, um menu mais incrementado. Ao som de MPB interpretada pelo violão e voz do músico Duda De k3, os visitantes podem saborear pratos como camarão à parmegiana, salmão ao molho de maracujá, bacalhau à portuguesa, filé mignon ao molho de cabernet sauvignon e presunto parma, picanha ao chimichurri e ostra gratinada. Para arrematar, um bom café expresso e sobremesas diversas.

Há um ano instalado na associação, o Ágapes trabalha com buffet executivo nos dias de semana que envolve 20 tipos de saladas, antepasto variados, 12 opções de carnes e 16 tipos de guarnições. “O carro-chefe do restaurante são os grelhados na chapa que vão desde carne vermelha e frango até peixes”, garante o chef Kielson. Segundo ele, em dias alternados, a casa prepara também a tradicional costela, cupim e pernil.

SERVIÇO

Atendimento: de segunda a domingo
Horário: das 11h30 às 15h
Local: AABB de Coqueiros
Especialidades: Buffet executivo de segunda a sexta; feijoada aos sábados e pratos mais elaborados aos domingos
Diferencial: música ao vivo aos sábados e domingos, estacionamento gratuito e visual privilegiado à beira-mar
Capacidade: 600 pessoas



 
Academia amplia espaço
 
Edição 142

FOTO GERSON SCHIRMER

ESPAÇO E SAÚDE: mais serviços para comunidade

O Espaço e Saúde, que acaba de completar um semestre de atividades em Coqueiros, anuncia novos serviços no bairro. Entre eles, mais uma sala de ginástica, a promoção de aulas de dança e hipnose voltada ao combate da obesidade. Para tanto, o local – que já abriga uma academia, aula de Pilates e sessão de massoterapia - será ampliado na parte térrea do prédio. Localizado em frente ao Parque de Coqueiros, o Espaço e Saúde tem como diferencial – além do visual - o empréstimo de bicicletas aos alunos para a prática de exercícios ao ar livre.

A comunidade também é beneficiada: durante dois sábados no mês, no período da manhã, é promovido o Momento Espaço e Saúde, atividade que reúne – no Parque de Coqueiros- empréstimo de bicicleta aos freqüentadores da área de lazer, além de oferecer sessão de massoterapia e informações sobre atividades físicas. Ainda em ambiente externo, todas as terças e quintas-feiras – sempre às 8h e 20h -, a população pode participar de exercícios de alongamento gratuitos também no Parque.

“A academia não fica restrita à sede. Temos ainda um Grupo de Corrida às segundas, quartas e sextas-feiras, das 19 às 20h30”, diz o proprietário Gener Luz Júnior, afirmando que o foco da academia é atender todo o tipo de público, desde a clientela que quer manter o corpo sarado até pessoas com algum tipo de doença como hipertensão e diabetes.

“Nosso objetivo é proporcionar bem-estar, qualidade de vida, saúde e melhoria no condicionamento físico aos alunos. Oferecemos, portanto, acompanhamento nas atividades de musculação, aeróbicas, caminhadas, corridas e pedaladas”, explica Júnior.

Com atendimento diferenciado, os alunos são monitorados por seis professores de Educação Física.  Além dos educadores, dispõe de fisioterapeuta e nutricionista. O Espaço e Saúde funciona de segunda a sexta-feira das 6h30 às 23h e sábado das 8h ao meio dia.



 
Capa Edição Junho 2011
 
Edição 142



 
Vizinho solidário
 
Edição 142

Aumentaram as manifestações e a preocupação dos moradores da região de Coqueiros em relação ao crescimento dos assaltos, dos moradores de rua e dos consumidores de drogas. Apesar do trabalho da Polícia Militar em prender e retirar os menores da rua, eles logo retornam, já que são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Todos concordam que o ECA necessita de reparos urgentes. Estes foram os principais assuntos discutidos na última reunião do Conselho de Segurança de Coqueiros (Conseg).
Presentes ao encontro, os comerciantes do Abraão lamentaram a falta de segurança local. A proprietária da MS Moda Íntima, Sônia Gonçalves, foi abordada por dois menores às 2h da tarde. Eles estavam armados e a situação só não piorou porque um vizinho viu o movimento na loja. Também alvos de bandidos, a Panificadora Lisboa, a Vó Zulma e a Mercearia Ponto Final.

Em Coqueiros a situação não é diferente. Francisco José da Silva, funcionário da Seccon Contabilidade, disse que a empresa foi assaltada no terceiro andar. Acionada, a polícia só chegou três horas mais tarde. A arquiteta Alda Bernardi, que mora em frente à Praia da Saudade, disse que sua casa já foi arrombada várias vezes e, por isto, colocou cerca elétrica no muro. Uma das causas, segundo ela, é o abandono do trapiche que, devido ao descaso, concentra um grande número de desocupados. Alda sugere que o Clube Doze de Agosto adote a Praia da Saudade – colocando iluminação e outros benefícios.

Outra sugestão apontada na reunião do Conseg é a adoção do Vizinho Solidário, projeto que pretende incrementar o relacionamento entre a vizinhança de uma mesma rua ou de uma quadra para reduzir a violência no bairro. Vamos adotar esta idéia.



 
O mês é dos namorados
 
Edição 142

Até que enfim junho. O friozinho para variar chega sem ser convidado. Mas o que seria de nós sem ele?  A verdade tem de ser dita, é a melhor época do ano para namorar, ficar grudado! Não se soltar da pessoa que mais ama. Coincidência ou não é o mês dos namorados. Então aproveite.  O menu deste mês é de arrasar. Conquistar ou reconquistar a pessoa amada vai ser moleza. Para a entrada, faremos um creme de abóbora com carne de sol desfiada. De prato principal, um ragu de pato com fettuccine.  E de sobremesa fondue de chocolate. Bom apetite.

Creme de Abóbora

200gr de abóbora limpa
50gr de cream cheese
15gr de manteiga
30gr de cebola brunoise
80gr de carne de sol
20gr de salsinha e cebolinha picadas
Leite quanto baste
Sal e pimenta a gosto

Preparo

Refogue a cebola, em seguida acrescente a abóbora. Refogue até amolecer, acrescente o leite e o cream cheese, mexa tudo até ficar cremosa. Tempere. Bata no liquidificador. Cozinhe a carne de sol já dessalgada e desfie.  Coloque o creme num copo apropriado, polvilhe com a carne seca desfiada (não economize) e com os verdinhos picados.
Ragu de pato

Ingredientes da marinada

3 coxas/sobrecoxa de  pato
1 cenoura média cortada em cubos
1 abobrinha pequena sem o miolo cortada em cubos
1 cebola pequena cortada em cubos
2 folhas de louro
1 colher de sobremesa de alecrim fresco picado
1 colher de sobremesa de tomilho fresco picado
1 colher de sobremesa de manjericão fresco picado
1/2 litro de vinho branco seco sal e pimenta a gosto

Ingredientes do ragu

1 cebola picada
1 tomate grande picado sem semente
10g de funghi porcini seco deixado de molho em vinho tinto
10g de champignon frescos
10g de shitake fresco
 azeite extra-virgem
400ml de vinho tinto seco
1 colher de chá de manteiga
700ml de água
Salsinha fresca a gosto

Preparo da marinada

Coloque o pato em uma travessa e acrescente todos os ingredientes. Deixe descansar por cerca de 3 horas na geladeira. Grelhe o pato coma a manteiga e o azeite até criar uma crosta dourada no fundo de uma panela, acrescente a cebola e doure-a, entre com o tomate, a cenoura e abobrinha da marinada e os 3 champignons... refogue, entre com o vinho e deixe reduzir 30%, acrescente a água e cozinhe em fogo baixo até reduzir 50% (1h30). Retire o pato e desfie-o, descarte o osso. Mexa bruscamente o ragu e coloque a carne no molho já encorpado. Sirva em leito de Fettuttine ou Pappardele.



Fondue de Chocolate

250gr de chocolate maio amargo
100gr de creme de leite
Leite o quanto baste
20ml de óleo de canola
15 morangos médios e maduros
15 unidades de uvas rubi
2 kiwis picados em cubos
60gr de abacaxi em cubos

Preparo

Raspe o chocolate e derreta em banho-maria. Após acrescente o óleo de canola e misture, acrescente o creme de leite e misture. Acrescente o leite até afinar numa consistência cremosa e homogênea. Sirva com as frutas.

Dica de Vinho para acompanhar o prato:

Porcupine Ridge Syrah 2009 (Boekenhoutskloof) – Africa do Sul

Descrição: Fantástico "Best Buy", o imbatível Porcupine Rigde Syrah é elaborado por Boekenhoutskloof, o maior especialista sul-africano nesta variedade. Rico e intenso, estiloso, um vinho na medida certa.

Informações: www.mistral.com.br

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Férias! E agora Rex?
 
Edição 141

Por Giovanni Bello

As férias de julho estão chegando. Para muita gente, significa viajar. Por uma semana, às vezes mais, às vezes menos, deixamos a rotina de lado para aproveitar um lugar novo, bem longe do trabalho e de nosso lar. Mas como fica o seu pet? Levar junto exige planejamento. Deixar em casa demanda paciência para muita limpeza posterior. Largá-lo nas mãos do vizinho é sempre uma opção, mas não é fácil achar alguém disposto e de confiança. Esta dor de cabeça atormenta muitos donos de animais e, felizmente, hoje, as opções são mais variadas e flexíveis do que em outros tempos.

Se o desejo for curtir as férias ao lado de seu companheiro, tudo deve ser providenciado com bastante antecedência. Para viajar de carro, o dono precisa ter em mãos atestados de saúde e de vacinação. É indicado que se façam paradas regulares, sempre tendo água disponível para o pet. Deixe para alimentá-lo quando já acabada a viagem – o balanço do carro provoca enjoos e, como o sistema digestivo é mais imediato, você pode acabar tendo uma “surpresinha”.

De ônibus, as exigências podem variar de empresa para empresa, mas em geral é pedido um atestado do veterinário e carteira de vacinação, e que ele seja transportado na caixa. Algumas empresas permitem que o animal viaje apenas dormindo, portanto sob efeito de algum medicamento. Para que ele vá junto com o dono, deve haver consentimento dos outros passageiros; se não houver, o pet viaja no bagageiro, local que, com certeza, você não irá querer que ele fique.

Para viajar de avião, as regras para o embarque de animais também variam entre empresas, mas são pedidos a carteirinha de vacinação e um atestado do veterinário de no máximo dois dias. A caixa para transporte deve ser do material e dimensões exigidas pela empresa, e com espaço suficiente para que o pet gire 360º dentro dela. Não tenha esperanças que ele viaje com você, poucas empresas permitem isso. Ao menos, os trajetos de avião costumam ser mais rápidos que por outros meios.

Em viagens internacionais, a burocracia complica mais um pouco. É exigido o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) e talvez algo mais, dependendo do país que será visitado. O CZI é emitido pelo Ministério da Agricultura, nos aeroportos internacionais e a consulta com o veterinário do lugar deve ser marcada com antecedência.
Já em seu destino, surge outro problema, que é a aceitação de animais no hotel. Alguns já perceberam a necessidade do mercado e têm banho e tosa e passeadores disponíveis, por exemplo. Contudo, isto não é regra, por isso é importante se informar  e estar disposto a pagar alguma taxa adicional.

Caso não haja jeito de levar o pet junto com a família, a solução é partir para as opções restantes. Muitas pet shops têm espaço para hospedagem e costumam cobrar menos que os hotéis para animais. Mas não se engane pelo preço, os aspectos que devem ser observados no lugar de estadia são outros. A veterinária Michele, da Clínica Vida Animal, recomenda que o pet tenha um espaço razoável no canil, cobertura contra a chuva e sol intenso, momentos para se exercitar e, principalmente, a confiança do dono com o estabelecimento. Para que o animal não estranhe tanto o novo ambiente, a dica é que sejam deixados com ele seus objetos, como brinquedos e sua cama, e até mesmo uma roupa usada do dono, por conta do cheiro.

Se ficar em casa, deixe disponível um espaço grande para que ele possa se movimentar e tenha alguém responsável por dar água, comida e limpar a sujeira que ele fizer. É pouco indicado, pois o pet ficaria isolado por muito tempo e isso pode ser estressante para ele. Se ficar na casa de alguém, que seja de sua confiança e que eles estejam acostumados um ao outro.

Depois de tudo resolvido, é só aproveitar a viagem. Acompanhado do peludo ou não, o importante é garantir o seu bem-estar e de seu companheiro.

SERVIÇO

Clínica Animal
 3025-5835- Abraão

Clínica Vida Animal-
3244-1642- Coqueiros

Bicho da Casa
3348-5334- Abraão

Cãozinho da Guarda
3248-9165- Coqueiros

Vanzella Pet Shop
3028-7321- Coqueiros



 
Risco de deslizamento
 
Edição 141

Faz algum tempo que pretendo conversar com essa equipe e passar o risco que corremos após vários temporais que aconteceram no final do ano passado e início deste ano. Moro na Avenida Engenheiro Max de Souza, no Residencial Versalhes, ao lado do posto de gasolina, e nos fundos tem uma mata que é considerada de preservação. O problema é que nos dias de chuvas fortes somos alcançados por uma enxurrada de água que desce com uma força enorme, cavando ao lado do muro. A água vem dos edifícios que estão no alto, pois fizeram o escape da água por uma tubulação irregular.  Quando chove forte, se forma uma possa grande em frente do posto. No ano passado, houve um deslizamento quando um restolho de ciclone passou deixando sua marca: parte da mata deslizou, arremessando a vegetação no muro do residencial. Pretendo ir na Defesa Civil e na Prefeitura para buscar solução desse problemão, já que há risco de desabamento sobre os carros que estão nas garagens ou acidente maior.

Ivon Monteiro de Sousa

Lombadas 1

Não entendo os cidadãos. Primeiro reclamam de que faltam lombadas, fazem abaixo-assinado e depois reclamam de muitas lombadas. Se não temos educação, temos que aprender de alguma forma ainda mais que a lombada eletrônica de Coqueiros só “enfeita” (ou enfeia) a avenida porque não serve pra nada, pois nunca está funcionando. E mais, quem mudou o Plano Diretor e permitiu as construções enormes que estão saindo? O povo, pois foram os eleitos por ele que fazem as leis. Quanto à segurança, apenas agora, que a Delegacia foi alvejada, eles vão atrás dos craqueiros e marginais, pois quando são chamados, mesmo nas proximidades dos postos policiais, como o da Vila Aparecida e o da Praia do Meio em Coqueiros, o atendimento não chega antes de 40 minutos. Tem que acontecer uma desgraça antes?

Simone Zanella

Lombadas 2

Senhor secretário, se a vossa administração cuidasse de Coqueiros com o mesmo ímpeto com que manda construir lombadas, tenho certeza, o nosso bairro seria um paraíso. Quero alertá-lo que as lombadas que a sua secretaria mandou construir aqui estão em desacordo com o Artigo 94 do Código Nacional de Trânsito.  Só para
Exemplificar: na saída do Condomínio Argus os veículos estão virando à direita para ir para o Centro. Acontece que a faixa que separa as pistas é contínua, portanto eles não podem ultrapassá-la.

José Rui Cabral
 
E as árvores?

Prezados leitores e vizinhos de Coqueiros. Sou morador do bairro há sete anos e desde que escolhi morar neste lugar me encantei com a beleza natural da região. Mas por ser estrangeiro, sempre senti saudade de uma coisa que no meu país de origem é muito comum. As árvores nas calçadas. Quando vi a foto da capa da última edição da Folha de Coqueiros (março/abril) senti uma dor muito grande porque essa foto lembrava mais o centro comercial do Kobrasol (Avenida Presidente Kennedy) do que Coqueiros. As construções e o crescimento estão levando o bairro a perder seu encanto natural. Moro na frente da Praia do Meio, e fui percebendo que com o decorrer do tempo as palmeiras frente à praia são cada vez menos. Alguns imprudentes condutores bateram nelas e a prefeitura nunca substituiu. Já vi na frente do meu prédio arrancarem árvores para que não "faça sujeira no chão" com a desculpa de que a árvore era velha e podia cair em alguma forte tempestade. Em outra parte da avenida principal, derrubaram uma casa para construir um prédio e árvores antigas nativas foram retiradas, mas nunca plantaram novas.

As árvores purificam o ar, fazem sombra para os dias quentes e ensolarados do Verão, amenizam o cinza dos prédios e construções. As árvores são belas em todos os aspectos. Somente nos bairros comerciais é que elas não são bem-vindas porque escondem as placas e lojas, mas afinal, Coqueiros não é um exemplo do que é um belo bairro residencial?  Gostaria de saber, caros leitores, o que vocês acham? Seus comentários e opiniões já ajudam muito! Pelo menos para sentir que não estou sozinho em relação ao que considero o bem estar de Coqueiros.

Juan Mazzola

Políticos

Enquanto ocuparem cargos políticos nas áreas da saúde, segurança e educação, jamais conseguiremos sair desta situação desastrosa que atravessa este país. Mas como tudo aqui é movido por políticos que não sabem nem como pegar numa enxada para capinar seus jardins, preferem que terceiros façam, com pagamentos feitos por nós contribuintes, convivemos com esta violência diária em todas as áreas. E o povão aí que se lasca, e continua votando nos tiriricas da política.

Nacor Serapião Filho

Sobre a Folha

Queridos amigos da Folha de Coqueiros. Gostaria de parabenizá-los pelo belíssimo trabalho desenvolvido por esta equipe sensacional, à frente Sibyla e Silvino Goulart.
Aéssio Ramos

Luanda, República de Angola



 
Mês das Mães
 
Edição 141

Por Fernando Antonio Z.Gomes

Um amigo disse uma vez “Mãe só tem uma, pois se tivessem duas ninguém agüentava ”. Brincadeiras à parte! 

Agora que sou papai, posso dizer que não só o fato das mamães nos carregarem nove meses, cito aqui as dores, cólicas, noites mal dormidas, posições desconfortáveis, esforços excessivos, mas sim, convivi e soube entender o sentimento de uma mãe.

O carinho, a compreensão, a repreensão, a paciência, a dedicação eterna, enfim, o amor que, por muitas vezes, passam despercebidas. O laço maternal que passei a entender após 28 anos! Queria eu poder ter agradecido mais o que ela fez e ainda faz por mim. Então mãe, o que posso dizer. Te amo! 

Este dia simplesmente nos lembra que, todo dia, é Dia das Mães. Então, um feliz dia. Deus abençoe a todas.

A receita deste momento tão grandioso é um dos meus primeiros ensinamentos feito pela minha mentora, mamãe e Gourmet Marly Gomes.                              

Peixe à moda Marly Gomes

  • 1,2 kg de filé de peixe branco (linguado ou congro rosa)
  • 1 cebola grande
  • 6 tomates maduros grandes
  • 1 copo de requeijão
  • 200 gr cream cheese
  • 100 ml de leite de coco
  • ½ lata de tomate pelati
  • 25 gr salsinha picada
  • 2 limões siciliano
  • Sal e pimenta a gosto
  • 800 gr de batata
  • Arroz branco
  • Amêndoas laminadas torradas
  • Parmesão
  • Azeite

Preparo

Tempere o peixe com sal, limão e pimenta. Reserve.

Refogue a cebola (cortada brunoise) no azeite até ficar translucida, acrescente os tomates (concassé), refogue-os rapidamente, acrescente o pelati, cozinhe. Espere esfriar entre com o requeijão, o cream cheese, o leite de coco e a salsinha.

Grelhe os peixes. Numa travessa coloque os peixes e cubra com o molho. Polvilhe com parmesão e leve ao forno para gratinar.

Acompanhamentos: arroz branco com amêndoas e batatas ao forno douradas. 
 

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A História do Sapato no Século 20
 
Edição 141

Por Mariana Goulart

FOTO DANI GARLET

LINDA CONDE: mais de 800 pares

Falar de sapato é algo que as mulheres adoram. Melhor ainda é ver todo o tipo de sapato reunido no mesmo lugar. Foi isso que a fotógrafa dinamarquesa Linda Conde fez: contou em um livro a história do sapato e ilustrou com fotos memoráveis, feitas por ela ou de arquivos históricos. Linda tem uma coleção de mais de 800 sapatos, guardados em uma sala climatizada para que todos se conservem em bom estado. A exposição, que teve seu lançamento dia 5 de maio, no Floripa Shopping, reuniu uma parte desta coleção da autora para uma noite de autógrafos. A mostra segue até dia 30 de maio.

Linda relatou que nunca foi vidrada em sapatos, mas que um dia começou a colecionar alguns que tivessem histórias interessantes. De repente se viu com uma enorme coleção. "Sapato pra mim sempre foi um hobby. Um belo dia resolvi pesquisar sobre eles e fazer o livro, e aí minha paixão aumentou", lembra a autora. Na exposição estavam desde sapatos chopines datados da Idade Média com plataforma maior que 20 centímetros, até sapatos com estampas de oncinha todo em strass. Uma das peças mais fascinantes é a sapatilha preta assinada pelo bailarino russo Mikhail Barichnikov. Linda contou que quando recebeu o presente do dançarino, Barichnikov a presenteou dizendo a seguinte frase: “um pouco do meu sangue pra você!”

Apaixonada por Carnaval, Linda é carnavalesca e responsável pelo figurino da escola de samba carioca Beija Flor, campeã de 2011. No Brasil há 30 anos, ela se diz movida pela estética. No livro, há várias fotos da própria autora usando sapatos muito interessantes, com visual a la Marilyn Monroe. Linda pesquisou muito em suas viagens pelo mundo, e o livro conta com 13 capítulos e mais de 200 páginas de fotos de sapatos, com imagens autorizadas por museus e arquivos nacionais e internacionais. "Tenho material para fazer cinco livros sobre sapatos, se eu quiser", acrescenta. O livro conta a trajetória do sapato e sua evolução, desde a década de 1910 até a virada do século XX.
O livro está à venda na livraria Nobel e além de um ótimo presente as pessoas apaixonadas por sapatos, também serve como fonte de pesquisas para faculdades e cursos de moda em geral, pela riqueza de imagens e conteúdo histórico. Linda complementa: "O calçado é tão presente, tão passado e tão futuro, que sua história é efetivamente um pouco da nossa história humana". As fotos da exposição podem ser conferidas no site www.doqueelasgostam.com.br.

Exposição

Sapato, Arte e Fetiche
Data: até 30 de maio
Local: Floripa Shopping
Horário: das 10 às 22h

FOTO MARIANA GOULART

O colete e a pele falsa podem ser customizados e são os hits do inverno

Nova estação chegando: o que usar?

Chega uma nova estação e vem logo aquela dúvida sobre o que usar. As vitrines estão cheias de novidades e sair comprando tudo não é a melhor opção. Comprar certo é fundamental e isso não quer dizer apenas pagar um preço bom, mas também combinar peças, coordenar os looks e principalmente saber reaproveitar roupas e acessórios de forma inteligente.

Lenços, pashminas e cachecóis estão sempre em alta nos dias frios, então use e abuse deles: amarre lenços leves na bolsa, no pescoço com nós mais clássicos ou volumosos nos ombros. Combine pashminas de cores fortes com looks monocromáticos, por exemplo, tudo off White, que é super sofisticado! O colorblocking é uma tendência forte também: misture peças de cores fortes na mesma produção: verde esmeralda, amarelo ouro, rosa fúcsia, azul Klein.

Transformar jaquetas em coletes é uma ótima saída para adquirir os novos hits da estação. Os coletes, principalmente em peles (falsas, é claro) são quase obrigatórios neste inverno! E as mangas podem servir de polainas também! As polainas de pele dão um up no visual, deixando tudo mais moderno. O comprimento é maior, e até um pouco mais largo, na onda boyfriend. Amarrar cintos e tiras fininhas de couro pra marcar a cintura está liberado!

A meia-calça é a nossa grande aliada no inverno. Você pode continuar usando saias e shorts do verão no frio também, preferencialmente aqueles de alfaiataria. Com sapatilhas e ankle boots, ficam tudo dentro da proposta do frio. As meias de renda, com poás, lacinhos e corações continuam em alta. Com o balé como inspiração, use sapatilhas com fitas de cetim nos tornozelos e também faça sobreposições com peças em tons nudes e pastéis. Faça o seu guarda-roupa um aliado, tirando proveito de peças versáteis todas as estações.



 
Fim da espera
 
Edição 141

FOTO MAURO VAZ/DIVULGAÇÃO

Depois de oito anos de espera, finalmente os moradores da Vila Aparecida vão poder usufruir de uma parte do vasto terreno do Grupo Cassol.  O prefeito Dário Berger assinou, na terça-feira, 26 de abril, Projeto de Lei e Termo de Cooperação entre o poder público municipal e a empresa para garantir a construção de 200 unidades habitacionais populares, além de creche, áreas de lazer e outros equipamentos. Proprietária de uma área em torno de 60 mil metros quadrados, em frente à Via Expressa, a Cassol vai destinar à prefeitura um espaço de 17 mil metros quadrados assim distribuídos: 8 mil para apartamentos; 5 mil para área de lazer e 2 mil e 200 voltados para edificação de creche. Os 2 mil restantes estão reservados para o sistema viário. A proposta, de acordo com o secretário da Habitação e Saneamento Ambiental, Átila Rocha dos Santos, é assentar famílias que moram em áreas de risco nas comunidades da Vila Aparecida I e II, Mac Laren, Nova Esperança e Arranha Céu. “Vai abrir um clarão na Vila e, a partir daí, vamos criar um parque ambiental”, diz o prefeito ao referir-se à retirada das casas do morro e, consequentemente, a volta da vegetação nativa. Segundo ele, a verba para o empreendimento já está garantida. São R$ 240 mil proveniente do Ministério da Cidade.

Para os moradores, como a aposentada Necilda Guaripuna dos Santos, a conhecida Nelci, que batalha há vários anos pela instalação de creche no terreno, “o projeto vem melhorar a qualidade de vida da comunidade, principalmente das crianças”. “Os pequenos precisam de uma área de lazer. Não é mais possível brincar no meio dos carros”, defende também o presidente da associação local, Aldonézio Ilário.  Por sua vez, a Cassol vai construir nos seus 45 mil metros quadrados um empreendimento comercial nos moldes da loja de Campinas, em São José. “O projeto vai beneficiar os dois lados, tanto a comunidade como a empresa que vai valorizar o imóvel”, analisa o diretor comercial do Kobrasol Empreendimentos, Alexandre Nunes Machado, ao garantir o aproveitamento de mão-de-obra local. O projeto depende agora da aprovação da Câmara de Vereadores.
       
Feira de artesanato

Anunciada para funcionar no Parque de Coqueiros, a Feira de Artesanato do Continente ficou só no discurso. A coordenadora, Ana Rutz, da Secretaria Municipal do Turismo, garantiu em entrevista à Folha de Coqueiros que a feira funcionaria todos os domingos. Informação distorcida. Após o imbróglio, a Secretaria do Continente encampou a idéia e está cadastrando artesãos para expor seus trabalhos das 10 às 17 aos domingos, no parque. Quem garante é Silvio Sousa. As inscrições podem ser feitas pelo site: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/continente/ ou na sede da secretaria - Rua João Evangelista da Costa, 827 - Coloninha. Informações no telefone 9122- 8088 (Silvio) ou 9923-4390 (Simas). Vagas para cerâmica; madeira; reciclado; bijouterias; renda de bilro; biscuit; talha; pintura em geral; arte em vidro, entre outros.

Leia mais no editorial.

Lixo pesado

A Comcap começa, neste mês de maio, a coleta de lixo pesado nos bairros do Continente. Confira a programação:

Dia 2: Promonar I e II, Chico Mendes, Novo Horizonte, Santa Terezinha e Monte Cristo
Dia 9: Balneário do Estreito e Bairro de Fátima
Dia 16: Estreito, Capoeiras e Coloninha
Dia 23: Abraão, Bom Abrigo, Itaguaçu e Coqueiros
Dia 30: João Paulo, Saco Grande e Monte Verde

Como deve ser a entrega

* O lixo pesado deve estar disponível na rua às 7h, de segunda-feira.
* O recolhimento pode se estender por alguns dias, dependendo da produção do bairro.

Tipo de resíduos

* Móveis e eletrodomésticos, bicicletas, pedaços de madeira, pneus, latas, bacios e restos de poda.
* Não colocar lixo orgânico, nem reciclável
* Depositar os resíduos de grande volume em local acessível ao caminhão da coleta.



 
Violência sem fim
 
Edição 141

O assalto ao D’Sanclair Lanches, um dos pontos de encontro mais tradicionais e movimentados de Coqueiros, na esquina da Rua José do Vale Pereira com a Avenida Max de Souza, é mais um dos episódios que marcam a preocupante escalada da violência em toda a região. A insegurança é o sentimento que predomina entre moradores e comerciantes. Um rápido passeio pelo bairro é suficiente para se colher inúmeros relatos de assaltos, furtos, arrombamentos e seqüestros relâmpagos. Até mesmo a polícia vem sendo vítima da violência, com o ataque inédito à 4ª DP, alvo de tiros dos marginais. Todos sabemos que a violência e a criminalidade são problemas que têm na raiz a desigualdade social, a precária distribuição de renda, a falta de perspectiva e oportunidade para os jovens carentes. O que não pode acontecer é a população ficar à mercê da violência enquanto esses problemas, históricos e que demandam gerações até serem solucionados, não são resolvidos. A prática de assaltos ao comércio, por exemplo, é indicativo da falta de policiamento ostensivo (PM), talvez o principal problema atualmente. Aos moradores, resta apenas agir com cautela e atenção, e também contar com a sorte...

Ponta do Leal: solução à vista

Uma das comunidades historicamente mais desprezadas pelo poder público em toda região do Continente é a da Ponta do Leal, no Bairro Estreito. Desde o final da década de 1970, famílias de migrantes ocupam a orla com casebres precários, sem qualquer infraestrutura, sem saneamento básico, colocando em risco suas próprias vidas e também prejudicando o já combalido meio ambiente da região. Talvez o fato de não estarem instalados na “entrada da cidade”, à vista dos turistas e demais moradores, ajude a explicar o porquê dessa situação de abandono. Atualmente, contam-se 90 famílias vivendo na Ponta do Leal, e agora, finalmente, parece que as coisas irão mudar. Graças à organização dos moradores, liderados por João Luiz de Oliveira, o Gão, todas as famílias serão transferidas para uma área próxima, deixando os barracos construídos sobre o costão. O sonho de poder viver em um local digno, ao que parece, finalmente vai virar realidade.

A vontade é de chorar-2
A assessoria de comunicação do Instituto Federal de Santa Catarina encaminhou extenso e-mail à Folha por conta da nota A vontade é de chorar, publicada neste espaço na edição passada. Em linhas gerais, informa que o Instituto presta relevantes serviços à sociedade, forma jovens com ensino de qualidade e gratuito etc. Esses são argumentos que não se discutem. Todos conhecem a excelência do trabalho dos profissionais do IF-SC. O que se pretendeu aqui, com a nota questionando o novo prédio da reitoria do órgão no Saco da Lama, à beira-mar, foi propor uma reflexão sobre a ocupação de tão privilegiada área para instalação de uma repartição pública – qualquer que seja.
Quem não gostaria de ver no Saco da Lama um oceanário, um museu do mar, um restaurante panorâmico, uma concha acústica, ou qualquer outro equipamento de lazer?

Virou piada

Em uma manhã de sábado do ano de 2002 os moradores da região do Condomínio Argus acordaram assustados com uma densa nuvem de poeira que ia da Praia do Meio à Praia da Saudade. Não demorou muito para se descobrir o que estava acontecendo: o proprietário do terreno ao lado da mercearia Freitas, à beira-mar, estava simplesmente dinamitando o costão para poder construir sua residência. O episódio, que na época tomou contornos de escândalo, foi denunciado por moradores às autoridades do meio ambiente, que embargaram a obra. Porém, como se pode ver nessa foto do final de abril, a área nunca foi recuperada. Agora, recentemente, foram instaladas placas de uma empresa de segurança privada no muro que separa o terreno da Avenida Max de Souza. Ao ver as placas, um conhecido gozador do bairro soltou: “Contrataram a empresa de segurança para impedir que o proprietário volte e acabe de destruir o que ainda resta...”

À beira-mar

A direção de uma movimentada casa noturna instalada na Praia da Saudade encontrou a solução para seu problema de espaço: cercou uma parte da calçada à beira-mar, aquela que tem os famosos ladrilhos da década de 1970, e fez uma espécie de área ao ar livre. Já pensaram se todo comerciante da região de Coqueiros decidir seguir o exemplo? Aliás, alguém da prefeitura pode informar aos moradores quem concedeu a autorização para essa, digamos, obra?



 
Programa ensina separar lixo para evitar doenças
 
Edição 141

FOTO DIVULGAÇÃO

PREVENÇÃO: posto de saúde distribui sacos de lixo e promove oficinas de educação ambiental

Lixo espalhado nas ruas, presença de roedores e áreas em situação de risco. Estes são os principais problemas enfrentados pelos moradores da Vila Aparecida, em Coqueiros, em conseqüência do crescimento urbano desordenado. Na tentativa de melhorar a qualidade de vida dos quase seis mil habitantes, a Secretaria Municipal de Saúde e do Continente lançaram o programa Comunidade Saudável. Em parceria com a Comcap, Conselho Comunitário e Conselho local de Saúde, entre outras entidades, o projeto prevê a promoção de oficinas na comunidade com o objetivo de conscientizar os moradores da importância em separar o lixo.

Desse modo, estão sendo distribuídos sacos plásticos no Posto de Saúde da Vila Aparecida: o de cor azul para reciclável (papel, metal, lata, vidro e plástico); e o de cor preta para acomodar lixo orgânico (restos de comida em geral, borra de café e chimarrão, cascas de frutas, verduras e ovos). “O programa será desenvolvido ao longo de 2011 e servirá de modelo para outras comunidades carentes de Florianópolis. A proposta é mostrar os cuidados que se deve ter na prevenção de doenças. E toda a orientação será feita por profissionais da área da saúde ”, explica o secretário adjunto da Saúde, Clécio Antônio Espezim.

Para a coordenadora do posto, enfermeira Cilane Bauer, o programa vai contribuir na redução de doenças provocadas por falta de higiene, especialmente na população infantil. “Diariamente aparecem crianças com feridas nas pernas causadas ou por mordidas de ratos ou picadas de insetos ou pelo contato de urina e fezes de roedores”, diz Cilane, que já reúne 10 anos de trabalho no posto. Entre as causas apontadas para o acúmulo de lixo nas vias, está a dificuldade de acesso dos caminhões coletadores da Comcap nas dezenas de servidões existentes na Vila. De acordo com Cilane, a prefeitura deveria disponibilizar um maior número de lixeiras comunitárias já que os caminhões só transitam nas principais ruas.

PESADO – Além de se engajar no programa, os moradores também podem se programar para o recolhimento do lixo pesado. A Comcap acaba de divulgar o calendário que iniciou em abril e vai se estender até o final do ano nos bairros de Florianópolis.  No Continente, a coleta começa neste mês de maio (veja o box). 

PROGRAMAÇÃO

Maio (nas segundas-feiras)
Dia 2: Promonar I e II, Chico Mendes, Novo Horizonte, Santa Terezinha e Monte Cristo
Dia 9: Balneário do Estreito e Bairro de Fátima
Dia 16: Estreito, Capoeiras e Coloninha
Dia 23: Abraão, Bom Abrigo, Itaguaçu e Coqueiros
Dia 30: João Paulo, Saco Grande e Monte Verde

Como deve ser a entrega

* O lixo pesado deve estar disponível na rua às 7h, de segunda-feira.
* O recolhimento pode se estender por alguns dias, dependendo da produção do bairro.
Tipo de resíduos
* Móveis e eletrodomésticos, bicicletas, pedaços de madeira, pneus, latas, bacios e restos de poda.
* Não colocar lixo orgânico, nem reciclável
* Depositar os resíduos de grande volume em local acessível ao caminhão da coleta.

FONTE: Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap)



 
Agora é esperar o próximo ano
 
Edição 141

O Riso da Ilha, realizado dia 1º de maio na ilha de Coqueiros (Praia da Saudade), se consolidou - em sua segunda edição - como um dos bons e mais charmosos eventos do calendário do bairro. Boa música, excelente comida e gente legal fazem com que essa festa se destaque em meio à enxurrada de eventos temáticos que são oferecidos anualmente, que primam mais pela quantidade do que pela qualidade.

Vale ressaltar o apoio que Sylvinho Pirajá, o organizador do Riso,  tem obtido dos restaurantes do bairro, a exemplo do San Jacques (nota 10 nas caipirinhas),  Pappatore, Na Brasa, Conversa Fiada, Sobradinho e Estação 261

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

As Câmaras de Deputados e de Vereadores de Florianópolis estiveram representadas na festa. Amin pai e Amin filho foram conferir e fizeram questão de dar a sua aprovação ao Sylvinho Pirajá, chef e o responsável pelo sucesso do evento


Raspando o tacho – Uma das atrações da festa foi a costela desfiada com risoto servida por Cezinha Goulart, do Na Brasa. 

Grandes Duplas

Na gastronomia – Os Fernandos do Pappatore Forneria e do Estação 261 deram, mais uma vez, uma aula de como se prepara um belo risoto.


Na tesoura – Nick Machado, do Salão Musa's, e Vilson Marques, da Cris Cabeleireira, aproveitando a tarde de domingo

A bola é delas

Nada como um joguinho de futebol na sexta-feira à noite, para aliviar a tensão da semana e abrir espaço para uma cerveja bem-gelada e o bate-papo com os amigos. Esse é o programa de milhares de brasileiros e, também, de Maria de Lurdes, moradora de Coqueiros, de Vera Lúcia e das suas filhas Adriana e Andreza, do bairro Capoeiras. Todas as semanas, as quatro estão, pontualmente às 19h30min, na ABERSSESC (Associação Beneficente dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Santa Catarina). Com uma bola cor de rosa, elas dão um tom “Mangueira” aos gramados, além de acrescentar ao jogo uma boa dose de charme e beleza.

Erra, porém, quem acha que futebol feminino é coisa recente. Há muito tempo as mulheres correm atrás da bola. A diferença é que hoje - depois da consagração da jogadora Marta no futebol mundial - esta paixão não precisa mais ser escondida. ”Atualmente, há locais e oportunidades para quem quer praticar o esporte”, afirma Fábio José Espíndola, da organização de assistência social FUCAS. Ele coordena um projeto lançado recentemente que visa treinar, no Parque de Coqueiros, meninos e meninas, de 8 a 14 anos, na arte do futebol.

As aulas são sempre às terças e quintas-feiras, pela manhã e à tarde. Informações pelos telefones  3348-4118/3248-3261.

Disputa


Telmo, proprietário do bar que leva o seu nome, treina para não fazer “feio” durante o campeonato, que deve reunir as “feras” no dominó dos bairros do Continente

Os aficionados pelo dominó já têm programa para todo o ano: começa dia 28 de maio, e se estende até novembro, o campeonato de dominó em comemoração aos 25 anos de fundação da AMBA (Associação dos Moradores do Bairro Abraão). Serão quatro etapas, que culminarão em uma grande final, com direito a prêmios de R$ 800, R$ 400 e R$ 200 para as três melhores duplas.

A maratona começa pelo Bar do Telmo, na Rua João Meireles, e segue pelo Bar do Cal (dia 16 de julho), Ministério da Cerveja (7 de setembro) e Mercearia Ponto Final (6 de novembro). O local da final será escolhido, por sorteio, entre os quatro estabelecimentos. Cada etapa garante prêmios e também almoço. As inscrições para a primeira rodada podem ser feitas até 18 de maio.

Moda

FOTO GABRIELA FARIAS

Grande família:  Luana, Antoniella, Camilla, Luane, Letícia, Mercio e Enrico (da esquerda para a direita)

Comandada por Luane, com a ajuda de suas filhas, a loja Ao Rigor da Moda, com unidades em Coqueiros e Abraão, comemorou, no mês de abril,  10 anos de sucesso. A data foi festejada com clientes e amigos em um evento promovido no salão de festas do condomínio Baía Sul, no Abraão, que contou com desfile de moda da coleção outono/inverno, sorteio de vários prêmios e coquetel.



 
Praça da Praia do Meio ganha árvores e frutas
 
Edição 141

FOTOS DIVULGAÇÃO


NOVO VISUAL: Floram atende pedido de moradores e implanta bosque

O Departamento de Praças e Arborização Pública da Floram (DEPAP) promoveu, no mês de abril, uma completa limpeza na Praça da Praia do Meio. Coordenada pelo biólogo Luiz Pazini Figueiredo, a atividade envolveu a capina do local, a poda na vegetação e ainda o replantio de espécimes danificadas, pertencentes ao acervo botânico da praça.  Além disso, por solicitação dos moradores e de líderes comunitários, foi realizada a arborização com plantas nativas no espaço entre a praça e a beira da praia (região próxima ao deck).

Durante o trabalho, a equipe técnica do DEPAP resolveu implantar também – após análise do terreno - o oitavo Bosque de Frutíferas, projeto desenvolvido pela fundação desde 2009 e que tem como objetivo realizar o plantio de árvores frutíferas em áreas verdes e parques de Florianópolis.  A proposta - como forma de valorizar a estética e o uso de logradouros - está recebendo a aprovação da comunidade.

“O Bosque das Frutíferas pretende aumentar a qualidade de vida na nossa cidade. A Praça da Praia do Meio, por exemplo, recebeu espécies com boa sombra como araçá, goiabeira e jerivás. Os moradores sempre nos enviam respostas positivas, elogiando e incentivando o nosso trabalho", afirma o diretor superintendente da Floram, Gerson Basso.

PROJETO - Iniciado em 2009, o projeto já está instalado em oito localidades. O primeiro a ser implantado foi o Bosque da Agronômica, conhecido também como Bosque da Criança, que fica próximo à Cidade da Criança, Promenor, Hospital Infantil e Delegacia da Mulher e do Menor Infrator. Neste local, foram plantadas 100 árvores.

De acordo com Gerson Basso, a iniciativa ganhou visibilidade nos dois últimos anos, quando foram instalados sete bosques ao longo da cidade. "Os Bosques de Frutíferas beneficiam não só os moradores, mas os visitantes. Os pedestres podem passar pelo local e colher uma fruta, parar para descansar e desfrutar a natureza", exemplifica, lembrando ainda que a prefeitura – desse modo- não precisa comprar mudas de fornecedores.

O Bosque da Costeira, em frente ao Supermercado Bistek, possui cerca de 173 árvores e foi instalado em 2009. O Bosque de Canasvieiras foi concluído no ano passado e possui 86 árvores. Já o Bosque do Monte Verde possui cerca de 100 árvores.

O Bosque do Saco dos Limões, conhecido também como Bosque dos Limões, localizado no início da Via Expressa Sul, está em andamento, mas já foram plantadas 120 árvores. O Bosque no final da Via Expressa Sul também encontra-se em fase de implantação, mas já foram cultivadas cerca de 250 árvores.

A Praça da Praia do Meio recebeu 27 árvores e o Bosque de Coqueiros, que está em andamento, já possui 50 árvores. As espécies frutíferas mais comuns são a gabiroba, goiaba, araçá, ingá, limão, laranja, pitanga, bergamota, ameixa, aroeira, amora, jerivá (coquinho), cereja, cabeludinha, abacate e jaca.



 
Esporte Cidadão
 
Edição 141

A Fundação Casan - FUCAS, que já atende cerca de 200 jovens no Programa Campeões nas Quadras e na Vida, está ampliando suas atividades por meio do Projeto Esporte Cidadão. A iniciativa oferece escolinha de futebol de campo para mais 120 crianças e jovens da comunidade do Morro da Caixa, com idades entre 8 e 14 anos. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras - de manhã e à tarde - no Parque de Coqueiros. De manhã das 9h30 às 11h e à tarde das 11h30 às 16h.

As inscrições estão abertas e vão contemplar 100 alunos: 50 vagas para meninos e 50 para meninas. Quem quiser se inscrever é só ir ao Parque de Coqueiros, nos horários das aulas, e procurar pelo coordenador do projeto, Fábio Espíndola, nos telefones (48) 3348-4118/3248-3261/9919-9313.  Para participar, as crianças devem estar estudando.
 



 
Do lado da Ilha
 
Edição 141

Por Hermes Gregório*

Um bairro que poderia ser como qualquer outro, mas não é. Um lugar tranqüilo, mas com seus momentos de barulho no cotidiano. No Parque os praticantes de atividades físicas caminham ou correm em busca de vitalidade, enquanto os coqueiros imóveis adornam o local. Há mais de 10 anos o Parque de Coqueiros está ali, como um morador que jamais pensa em sair.

Coqueiros dos anos 50 e 60. A praia mais freqüentada da época. Os banhos de mar em verões inesquecíveis que ficaram na saudade. Por falar em saudade, o Praia Clube, na Copacabana de Florianópolis. Lá, onde os hippies pegavam sol ao som dos Rolling Stones.

No meio a Praia do Meio, sempre com coqueiros. Depois, Itaguaçu e mais coqueiros. Do tupi-guarani que significa pedras grandes, serviu de inspiração para Franklin Cascaes e seu folclore místico sobre as bruxas de Itaguaçu. A beleza mágica das pedras que a natureza criou não por acaso, mas por algum motivo. Motivo este que nos faz contemplar num dia de sol o que Coqueiros tem de melhor. Belas paisagens num lugar privilegiado.

Ao lado do mar a Via Gastronômica. Restaurantes e bares sempre lotados. Do cachorro-quente da esquina ao peixe nobre de frente pro mar. A democracia gastronômica é para todos em Coqueiros.

O bairro dos saudosistas, do manezinho do Continente, dos moradores que jamais pensam em sair dali. O lugar do sossego com suas pitadas de barulho. Sossego por completo já não existe em lugar nenhum e o barulho, bem, o barulho nós não podemos evitar. 

Pescadores, políticos, empresários, trabalhadores, aposentados. Todos moram em Coqueiros. Pra que morar na Ilha? Já basta estar ao lado dela, num bairro que poderia ser como qualquer outro, mas não é. Coqueiros e seus coqueiros. Do lado da Ilha.

* Estudante de Jornalismo



 
Capa Edição Maio 2011
 
Edição 141



 
Só no papel
 
Edição 141

A chamada de capa da última edição acabou gerando uma verdadeira confusão no bairro. Moradores – diante da informação – foram até o Parque de Coqueiros, no domingo de manhã, para visitar a Feira de Artesanato. Em entrevista à Folha de Coqueiros, a coordenadora Ana Mercedes Rutz, garantiu que a feira estaria funcionando todos os domingos a partir do aniversário de Florianópolis, dia 23 de março. No entanto, só abriu naquele dia. Pedimos desculpas, portanto, aos nossos leitores pela notícia errada. É bem verdade que a iniciativa, que fazia parte da programação dos 285 anos da cidade, começou truncada. O próprio anúncio da participação do prefeito Dário Berger frustrou os moradores, já que ele não apareceu. Outra atrapalhada dos responsáveis pelo programa de aniversário foi divulgar a abertura da feira: ela já havia sido inaugurada há três anos. Depois do imbróglio, a Secretaria do Continente resolveu abraçar a causa e o coordenador de Eventos da pasta, Silvio Sousa, está cadastrando artesãos para participar da feira. Sob nova direção, ela retornou dia 1º de maio ao parque.

Conflitos à parte, a Folha de Coqueiros contribuiu para sensibilizar as autoridades quanto ao abandono dos serviços públicos concentrados na Vila Aparecida, a começar pelo acúmulo de lixo. A foto publicada no Mural na edição de fevereiro – exibindo a falta de manutenção do ponto de ônibus da Rua da Fonte – repercutiu no Conselho local de Saúde. A partir da denúncia, as secretarias municipais da Saúde e do Continente escolheram a localidade para lançar um projeto modelo chamado de Comunidade Saudável. Trata-se da distribuição de sacos de lixo e promoção de oficinas para ensinar os moradores como acondicionar os resíduos de maneira correta. O programa pretende evitar o aparecimento de doenças provocadas, principalmente, por roedores.

Além do programa, a secretaria do Continente anunciou a pavimentação da Rua da Fonte e implantação do sistema de esgoto sanitário, entre outras obras, durante evento, dia 26 de abril, que promoveu uma parceria entre prefeitura e Grupo Cassol. A empresa destinou uma área para construção de casas populares. Resta, agora, aguardar a boa vontade dos vereadores e também a promessa do secretário Deglaber Goulart. Chega de obras só no papel. Vamos ficar de olho.

Da editora.



 
A importância da Empresa Júnior
 

Na quinta-feira, dia 2 de junho, acontece o evento “Empresa Júnior como espaço de aprendizagem em Psicologia: um ciclo de debates”. O encontro será no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, das 18h às 22h. De acordo com os organizadores, o evento tem como objetivo esclarecer e evidenciar a importância das Empresas Juniores como espaço de aprendizagem para alunos de graduação.

“Propõe-se a ser um dia em que haja troca de informações e relatos entre interessados por meio de mesas redondas que permitam o debate e esclarecimento de dúvidas em relação ao que é uma empresa júnior, qual a sua importância para os estudantes e para a sociedade em geral”, destacou Rafael Venuto.

Programação, inscrições e mais informações no:

http://ejdebate.blogspot.com

Confira também o local no mapa da UFSC.



 
Festas de maio agitam Coqueiros e Itaguaçu
 

FOTO MÁRCIA QUARTIERO

RISO DA ILHA: evento pretende repetir o mesmo sucesso do ano passado

FOTO MARCELO BITTENCOURT

EM 2010: Dico e Val preparam a 3ª edição da festa

A exemplo do ano passado, o mês de maio promete farta gastronomia no bairro. A começar pelo Riso da Ilha 2011, que acontece no domingo, dia 1º de maio, das 12 às 19h, na Ilha da Praia da Saudade.  Comandada pelo chef Sylvinho Pirajá, a festa deve reunir cerca de 400 pessoas num dos recantos mais bonitos de Coqueiros. “A proposta é promover um almoço-festa regado à natureza, música e à diversidade da culinária de Florianópolis”, diz Sylvinho. Desse modo, o local será contemplado com praça de alimentação, bares, além de lounges e banheiros.

O evento contará com diversos chefs de cozinha que vão apresentar um saboroso cardápio. Entre os quitutes do menu, vários tipos de risotos, saladas e caldos. Para acompanhar, música a cargo do Acústico Irmãos Ribeiro e, na seqüência, a banda de pagode Relise e DJs, entre eles Cacau Menezes.

FOTO MARCO CÉZAR

Até agora, está confirmada a participação de oito restaurantes. São eles: It’s Italian, Pappatore, Na Brasa, Bistrô da Leila, Conversa Fiada, Sobradinho e Estação 261. Três chefs também vão mostrar suas habilidades na cozinha: Rita Vieira, Airton Oliveira e Sylvinho Pirajá.

Os ingressos podem ser adquiridos no Conversa Fiada e na Academia Top One. Mais informações com Sylvinho no telefone 7811-6009.
Entre as instituições que estão apoiando o evento, além da Folha de Coqueiros, está a Associação dos Moradores das Praias de Itaguaçu, do Meio e da Saudade (Ampims). O atual presidente, Marcos Leandro, vai divulgar os trabalhos e projetos da associação durante a festa. Na ocasião, a entidade pretende convidar os moradores para eleição da nova diretoria executiva e o conselho fiscal para o biênio 2011/2013.

Quem quiser participar, o processo ocorrerá dia 20 de abril- quarta-feira - no Restaurante Mendonça, das 18h às 20h30.
 
PIRÃO COM LINGÜIÇA - Festa já tradicional de Itaguaçu, o 3º Pirão Com Lingüiça da Val será realizado no sábado, dia 14 de maio, das 12 às 20h. Como local, o Bar do Dico que ostenta a marca de mais de 40 anos de serviço no bairro. Para degustar, será oferecido um verdadeiro festival de pratos à base de lingüiça, além de música ao vivo, atração já conhecida dos clientes aos sábados e domingos, no final da tarde.

As camisetas poderão ser adquiridas no próprio Bar do Dico, a partir do dia 18 de abril, no valor de R$ 30,00. Mais informações no telefone: 3024-4161.

SERVIÇO

Riso da Ilha 2011
Data: domingo, 1º de maio
Horário: das 12 às 19h
Local: Ilha da Praia da Saudade, Coqueiros
Ingressos: Academia Top One e Bar Conversa Fiada
Cardápio: risotos, saladas, caldos e open bar
Contatos: 48 7811-6009 (Sylvinho)
       
3º Pirão com Lingüiça da Val
Data: sábado, 14 de maio
Horário: das 12 às 20h
Local: fundos do Bar do Dico
Ingresso: camiseta a R$ 30,00 (bebida à parte)
Cardápio: pratos à base de lingüiça
Contato: 48 3024-4161 (Cleber)

 



 
Barão chega à melhor idade
 
Edição 140

FOTOS PETRA MAFALDA

Barão chega à melhor idade

Amigos antigos e recentes se reuniram dia 4 de abril, no Estação 261, que funciona dentro do Clube Doze, para comemorar o aniversário de 60 anos do Barão, da Folha de Coqueiros. O jantar, especialmente preparado pelo chef Fernando Gomes, foi  acompanhado por belas recordações, de vários  momentos que marcaram a trajetória da família Goulart, desde a época em que as  “crianças” Mariana e Marquinhos ainda engatinhavam, passando pelas grandes transformações que marcaram o bairro de Coqueiros.

Lembrete: desde 4 de abril, o Barão entrou para uma nova categoria: a dos idosos, conforme a Lei n.º 10.741, de 1.º de outubro de 2003, mais conhecida como o Estatuto do Idoso. Por isso, cuidado: na fila do banco não se esqueça de ceder o lugar para ele.

Muito mais bonito que o pai Barão, Marquinho e a noiva Vanessa.

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Mário Pereira (D), do Diário Catarinense, junto com João Cavallazzi, assessor de imprensa da deputada estadual Angela Albino, e sua esposa Mariana, grávida de três meses.

Pimpolhos

Mais um pai “babão” em Coqueiros: Beto, da Trans Sá, junto com a esposa Fran e o filho Pedro.

FOTOS DIVULGAÇÃO

O clã Sancler comemorou em março os quatro anos de Vitória, na foto junto com a mãe Vânia, o pai e a irmã Gabi

Apostando na nova geração: os irmãos Cleri, com a filha recém-nascida Camile Vitória, e Bena com Bernardo, que chegou em dezembro

Empreendedoras

Num momento de descontração, as empresárias Ione da Rosa, da loja Gata Garota, e Adriana Moreira, da papelaria Torre de Papel,dois estabelecimentos localizados no Bairro Abraão. 

Lançamento

FOTO ROSANE LIMA/ND

Finalmente, dia 29 de abril, estreia o longa-metragem A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires, morador de Coqueiros. Vencedor do Edital da Fundação Catarinense de Cultura de 2003, o filme teve dificuldades para ser concluído devido ao atraso no repasse de verbas do governo do Estado. Na foto, Zeca clicado pela também moradora de Coqueiros, Rosane Lima, do Jornal Notícias do Dia.



 
Conheça a Dança Circular
 
Edição 140

FOTO DIVULGAÇÃO

Por Léa Lima

Antes mesmo de se comunicar pela palavra, o homem primitivo já usava movimentos corporais para expressar sentimentos e emoções, relacionando-se consigo mesmo, com a divindade e com seu semelhante. Dançava para celebrar acontecimentos importantes da vida: nascimentos, semeaduras, colheitas e, até mesmo, para cultuar seus mortos. Assim, foi contando sua história com riqueza de símbolos e crenças. Muito já se perdeu ao longo do tempo, mas alguns grupos ainda mantêm a tradição de seus antepassados.

A partir de 1976 o bailarino clássico alemão, Bernhard Wosien, resgatou danças tradicionais de muitos povos, adaptando-as para o círculo ou criando novas coreografias e ensinando-as, inicialmente, a pequenos grupos. Surgiu, daí, o movimento hoje conhecido como Dança Circular ou Dança dos Povos, que vem sendo amplamente difundido também em muitas cidades brasileiras.

Em Florianópolis, várias Rodas de Dança Circular já se formaram e os que delas participam manifestam grande satisfação. Não é preciso experiência anterior para participar do círculo dançante. Nesse Círculo não há hierarquia, não há competição. Na Roda de Dança a gente se olha, se reconhece no outro e expressa o seu melhor; observa, se concentra e sai dançando e o que vivencia é um estado de alegria, leveza e bem-estar.

Como voluntária da Unipaz-SC estou oferecendo à comunidade a oportunidade de participar, gratuitamente, da Dança Circular, que tem objetivos terapêuticos pois favorece o bem-estar físico, mental e emocional. Entre outros benefícios, estimula atitudes cooperativas e o respeito às diferenças, além de ser uma atividade muito agradável.

A atividade em Coqueiros funciona há um ano e, no bairro Trindade, há dois anos.

SERVIÇO

QUANDO: às segundas-feiras
HORÁRIO: das 16h às 17h30
ONDE: Salão Paroquial da Igreja do Carmo
ENDEREÇO: Rua Professor Bayer Filho, 81
CONTATO: Léa Lima (48) 9121-8485

BENEFÍCIOS

* Despertar a leveza, a alegria, a beleza, a paz, a serenidade e o amor;
* Proporcionar o trabalho em grupo sem que as pessoas percam a sua individualidade;
* Desenvolver o apoio mútuo, a integração, a comunhão e a cooperação;
* Favorecer o autoconhecimento e a autocura;
* Incentivar o indivíduo a expressar o que ele tem de melhor dentro de si;
* Trazer musicalidade e ritmo para a vida diária;
* Equilibrar os corpos físico, emocional, mental e espiritual;
* Ampliar a percepção, a concentração, a atenção e a flexibilidade;
* Desenvolver a auto-estima, ajudando a transformar medos, angústias, ansiedades.
* Combater o stress e a depressão.



 
Posto policial em estado precário
 
Edição 140

Se a comunidade de Coqueiros quiser descobrir uma das causas da falta de policiamento nas ruas, basta fazer uma visita à Base de Operação 1, instalada há 15 anos no antigo posto da Praia do Meio. Apenas um policial fica de guarda na base. E apenas cinco viaturas estão disponíveis para atender toda a área continental de Florianópolis, que abrange 11 bairros. Caso haja uma ocorrência, ou o policial terá que fechar a base para efetuar o atendimento, ou acionar a viatura mais próxima, o que gera demora na atuação. “Trata-se de um trabalho escravo. O policial não pode nem ficar doente e muito menos com a família”, denuncia o morador de Coqueiros, Nacor Serapião Filho. Para completar, o posto não dispõe do mínimo de estrutura. Falta desde material de limpeza até água. As cadeiras e sofás estão rasgados, não tem computador e o único mapa na parede está velho e desbotado. Para completar, um bomba caseira explodiu nos fundos do posto – dia 1º de abril- danificando ainda mais as paredes do prédio.

O problema rendeu manchete na Folha de Coqueiros na edição de agosto de 2006. Passado cinco anos, o estado precário da base continua o mesmo. Só com uma diferença: o fogão, a geladeira, a televisão e outros objetos foram doados pela comunidade. De acordo com o presidente do Conseg de Coqueiros, Edu Antunes, o efetivo da PM se resume a 140 policiais para atender todo o Continente. “Está na hora de esvaziar as repartições e colocar os policiais na rua. Além de investir na reciclagem, equipamentos e aumentar o salário para o policial largar o bico”, desabafa um guarda que prefere não se identificar.

Saiba mais sobre a história do posto policial
  
FOTO MARIANA GOULART

Feira de Artesanato

Desde o dia 23 de março, o Parque de Coqueiros conta com uma nova programação. Todos os domingos, das 8h30 às 13h, volta a funcionar – depois das férias de Verão e Carnaval - a Feira de Artesanato Miramar.  Cerca de 45 artesãos vão expor desde panos de prato, tapetes, trabalhos em madeira, quadros até biscoitos e roupas para bonecas. É o caso da artesã Rosilda de Castro e o marido que mantêm uma barraca com roupas e acessórios para Barbie, Susie, Bob e Ken (foto). “O espaço é excelente e a feira é mais um atrativo para os freqüentadores da área de lazer”, analisa Rosilda. Para participar é necessário fazer inscrição pela internet para posterior avaliação do material. “A preferência é pelo pessoal do Continente”, destaca Ana Rutz, coordenadora da feira. Além de Coqueiros, ela acontece aos sábados no Largo da Alfândega e terças e quintas-feiras no vão do Mercado Público. 

Inscrições pelo site http://3w3.com.br/inscricao
 
Lombadas

Precisou acontecer mais um acidente em frente ao Parque de Coqueiros – desta vez com morte-, envolvendo uma Kombi e um Uno no dia 22 de março, para a prefeitura atender antiga reivindicação dos moradores do bairro. Há muito a comunidade e o comércio local pedem a instalação de uma lombada ou redutores de velocidade para frear os motoristas apressadinhos. Preocupados com o aumento do trânsito e a falta de segurança aos pedestres, moradores e comerciantes das imediações do centrinho de Coqueiros também estão solicitando uma lombada na Avenida Max de Souza, trecho entre as ruas Abel Capela e São Cristóvão. Quem quiser participar, basta colocar o nome no abaixo-assinado à disposição na Padaria Princezinha.

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FOLHA DE COQUEIROS/AGOSTO DE 2006

Falta estrutura no posto policial

Ainá Brandão Vietro

Passados dez anos desde que o governo estadual resolveu substituir os postos policiais da Grande Florianópolis por bases operacionais, a situação não está como o planejado, ao menos em Coqueiros. Na época, abril de 1996, o governo determinou o fechamento de 48 postos. A mudança, de acordo com o então comandante geral da Polícia Militar (PM), Valdir Lemos, previa aumento da segurança, já que os policiais ficariam mais tempo na rua do que nas bases. Foi anunciado que cada posto contaria com cerca de 30 policiais, divididos em dois turnos.

A região continental de Florianópolis teria seis bases. Uma delas a Base de Operação 1, que foi instalada no antigo posto policial da Praia do Meio. No início, 24 policiais realizavam os trabalhos em dois turnos. Um grupo fazia rondas de carro, enquanto na base um policial transmitia as ocorrências. Hoje a realidade do posto, verificada em recente visita ao local pela reportagem da Folha de Coqueiros, é bem diferente. Apenas um policial fica de guarda na base, em turnos de 12 horas. Na data da visita havia três policiais no local, um em horário normal e outros dois em hora extra.

Moradores reclamam que, caso haja uma ocorrência, ou o policial terá que fechar a base para efetuar o atendimento, ou acionar a viatura mais próxima, o que gera demora na atuação. Conforme Nabor de Oliveira Serapião Filho, que também mora em Coqueiros, o estado do posto é deplorável. Ele conta que na calçada ao lado há uma fossa vazando e que os policiais convivem diariamente com o problema. Fora isso, os policiais dispõem do mínimo de infra-estrutura no interior do local. “O policial não tem cadeira para sentar, não há material de limpeza. Eles comem em pé, encostados na parede, não tem bomba de água para beber. É desumano”, indigna-se, elencando apenas alguns dos problemas.

A presidente da Associação de Moradores Praia do Meio (AMPM), Dayse Rodrigues Marques, também está a par da situação e pretende, com auxílio da comunidade, fazer uma reforma geral na base. “Eles precisam de um fogão, geladeira, ventilador de teto, cadeiras, mesa, tudo”, aponta. Os reparos serão realizados junto com mudanças em toda a Praça da Praia do Meio. Dayse explica que o primeiro passo do projeto para a restauração da área já foi dado com o levantamento topográfico, realizado graças à doação de um empresário. Depois da reforma, uma das salas da base será utilizada como sede provisória da AMPM. “A Secretaria do Continente tem um projeto que está em licitação para a construção da sede”, aponta.

De acordo com o projeto, o half (pista de skate) será retirado e no lugar será construído um prédio que vai abrigar a sede da AMPM, onde serão realizadas reuniões da associação e cursos voltados para a comunidade. Será retirada a praça da frente do Fedoca e todo o parque infantil ficará próximo ao posto policial. A quadra de esportes já começou a receber mudanças. A iluminação foi renovada e houve manutenção das traves de goleiro. Também foram colocadas novas telas. No entanto, Dayse relembra que é necessário apoio da comunidade para que todas as mudanças possam ser finalizadas. “Estamos levantando doações e buscando parcerias de empresários para conseguir dar continuidade ao projeto”, ressalta.

EFETIVO - O comandante da 5ª Companhia de Polícia Militar, tenente Éder Jaciel, explica que a base funciona como um referencial para a comunidade, para atendimento de ocorrências e posto de observação. “O objetivo é que os policiais realizem mais rondas e patrulhamento e que não fiquem tanto tempo no posto”, ressaltou. Tenente Éder disse ainda que não há recursos para reforma do local, que é de responsabilidade da AMPM. Com relação à falta de efetivo, o tenente reconhece que está aquém da necessidade. Segundo ele, em 2002 eram 200 policiais destinados para a região continental. “Hoje esse número diminuiu para 137, enquanto a população aumentou”, contabiliza.



 
Páscoa
 
Edição 140

Por Fernando Antonio Z.Gomes

Nesta época do ano muitos viajam, outros recebem visitas. O certo é que para os pequeninos é tempo de procurar os ovos de Páscoa e para os adultos confraternizar! 

A Páscoa é também a glorificação da ressurreição de Cristo. Um momento muito especial e afetivo. Nesta edição faremos duas sugestões de pratos e vinhos para acompanhá-los.

Bom apetite!     
         
Prato Principal

Escondidinho de bacalhau

•    600gr de bacalhau do Gadus Morhua em lascas
•    2 cebolas grandes cortadas em estilo Julianne.
•    3 dentes de alho                
•    2 louros
•    Azeite extra virgem             
•    40 gr de manteiga
•    300 gr de cream cheese     
•    300 gr de batata inglesa
•    300 gr de batata baroa        
•    150 gr de cream cheese
•    Parmesão tipo grana para gratinar.

Modo de preparo

Dessalgue o bacalhau. Acrescesente um pouco de azeite. Reserve.
Descasque as batatas. Cozinhe-as ao ponto de fazer um purê.
Acrescente manteiga e o cream cheese. Bata-os.
Lembre a consistência deverá ser de um purê cremoso.
Tempere a gosto com sal e pimenta do reino moída na hora.
Numa frigideira antiaderente grelhe o bacalhau com o dente
de alho inteiro e o louro. Ao final retire o alho e o louro.
Na mesma frigideira, grelhe as cebolas cortadas.
Misture o bacalhau, acrescente o cream cheese.
Coloque o bacalhau numa travessa funda, cubra com o purê
e o parmesão por cima. Leve ao forno para gratinar.
Este prato pode ser servido sozinho ou com arroz branco e legumes.
O vinho sugestão é Cuvee Alexandre Chardonnay 2008 da Mistral.

Salada

•    1 Coracão de alface americana
•    1 maço de rúcula
•    50 gr de presunto parma fatiado.
•    8 figos maduros
•    Lascas de queijo parmesão grana padano.

Molho

•    1 colher de sobremesa de cebola batidas
•    1/4 de xícara (chá) de açúcar;
•    1 limão siciliano espremido;
•    1 xícara (chá) de azeite de oliva ou óleo;
•    2 colheres (chá) de sal;
•    1 colher (chá) de mostarda dijon;
•    1 colher (chá) de pimenta e orégano.
•    Misture tudo e reserve na geladeira por pelo menos 1 hora.

Modo de preparo

Limpe as alfaces e a rúcula.
Retire a pele do figo e corte em 4 pedaços.
Em uma travessa misture o alface  e a rúcula.
Coloque o figo e o presunto parma por cima,
acrescente o queijo. Molho a gosto.

Bom apetite e Feliz Páscoa.
 

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chef@estacao261.com.br



 
Uma empresa familiar
 
Edição 140

FOTOS GERSON SCHIRMER

MÃE E FILHOS: Kleber, Margarete e Kleiton comandam a oficina Diplomata

Por Sibyla Loureiro

Neste mês de abril, ela completa 23 anos de vida em Coqueiros. Comandada pela família, se destaca pela qualidade dos produtos e mão-de-obra especializada. Trata-se da Diplomata, empresa voltada ao atendimento de veículos na parte de mecânica e de suspensão. Tradicional oficina da marca Chevrolet, a Diplomata – desde 2005- resolveu abrir o leque para outras montadoras e, hoje, carrega no nome o slogan Multimarcas. “Foi uma exigência dos próprios clientes e uma adequação  ao mercado”, afirma Kleiton Vasel.  Ao lado do pai Waldemar, do irmão Kleber e da mãe Margarete, Kleiton, formado em Economia, dirige a área administrativa da empresa. Por sua vez, o pai e o irmão cuidam da mecânica e a mãe da contabilidade. Com exceção da filha Kelly, que escolheu fazer o curso de Letras, toda a família coloca a mão na massa.

“No início foi tudo difícil. Cuidava dos filhos pequenos, fazia os trabalhos da casa e também ajudava no serviço de rua da oficina”, diz Margarete que ainda arrumou tempo para organizar uma coleção de carros e motos em miniaturas, além de chaveiros. “É um passatempo que começou há vários anos. Como ex-bancária, na cidade de Curitiba, ganhava muitos chaveiros de clientes. Ao invés de deixar guardados, resolvi organizar num quadro que hoje decora as paredes da oficina”, acentua Margarete, contabilizando cerca de 300 peças. Quanto aos carros e motos, eles já somam perto de 200.

Colecionar carros antigos também é o hobby do marido. Só que em tamanho natural. No pátio da Diplomata, dá para apreciar um Chevrolet Furgão 1951, uma caminhonete D10 1978, um Chevette 1976 – modelo Tubarão- e uma caminhonete Willys - modelo Cachorro Louco. “Aprendi a gostar de carros. Trabalho em oficina desde os 7 anos, profissão que escolhi depois que o meu pai, Alfredo Vasel, descartou a idéia de eu seguir o seu ofício. Ele era uma espécie de marcineiro-carpinteiro e mantinha uma fábrica de artefatos de madeira em Jaraguá do Sul. Segundo meu pai, tratava-se de uma ocupação sem futuro já que, profetizava, a madeira iria acabar”, aponta Waldemar, 63.

Seu Waldemar escutou o conselho do pai e acabou freqüentando um curso de mecânica na Escola Técnica de Curitiba, cidade onde serviu o Exército e conheceu Margarete. A partir daí não parou mais e circulou por vários municípios, sempre atuando no ramo da mecânica.

Antes de aportar em Coqueiros, trabalhou na capital paranaense, em Dionísio Cerqueira, Jaraguá do Sul, Itajaí e, por fim, em Florianópolis, precisamente na Hoepcke Veículos.  Após, resolveu partir para o seu próprio negócio. A Diplomata iniciou suas atividades na Rua Jaú Guedes da Fonseca, depois se mudou para o bairro Estreito e, em abril de 1988, se fixou no endereço atual, na Rua Desembargador Flávio Tavares, na Praia do Meio.

MERCADO- Por influência dos filhos, seu Waldemar rendeu-se às tendências do comércio e abriu o leque da oficina. “Antigamente, só tínhamos quatro montadoras: Ford, Volkswagen, Fiat e GM. No entanto, com a abertura no país às montadoras francesas, americanas e chinesas tivemos que nos ajustar ao mercado”, explica Kleiton. Além do atendimento multimarcas, a Diplomata, hoje, oferece também um diferencial. Seu Waldemar se dedica a uma tarefa quase artesanal. Ele está adaptando – em carros clássicos – a mecânica atual. Sem, é claro, descaracterizar a fachada externa. “A procura, entretanto, é maior que a oferta, já que é raro encontrar profissionais que façam este tipo de serviço”, lamenta seu Waldemar.



 
A vontade é de chorar
 
Edição 140

FOTOS DIVULGAÇÃO

Em muito breve o bairro de Coqueiros vai “ganhar” não uma praça, não uma área de lazer ou um novo parque, mas a sede de uma repartição pública federal. E justamente numa das áreas mais nobres de toda a região, o Saco da Lama. A pergunta que fica é: o que leva o poder público – Federal, Estadual e Municipal – a ocupar um terreno privilegiado, à beira-mar, a poucos metros das cabeceiras das pontes, para construção de um prédio? O Saco da Lama, por sinal, talvez seja o maior exemplo da falta de visão e sensibilidade da administração municipal – a atual e todas as passadas. A área, que poderia ser a extensão do Parque de Coqueiros até debaixo das pontes, com a instalação de cafés, bares, pistas para caminhadas, espaço para prática de esportes e apresentações artísticas, além de muitos outros equipamentos de lazer, é hoje ocupada por um posto da Polícia Ambiental (abandonado e caindo aos pedaços), uma escola de gastronomia (!) e, agora, a sede da reitoria do Instituto Federal de Santa Catarina, que, com certeza, a única coisa que trará para o bairro será mais e mais veículos no já saturado trânsito.

Uma das maiores agressões ambientais de toda região de Coqueiros pode ser verificada na Praia de Itaguaçu. Não se sabe ao certo com autorização de quem, foi erguido entre as pedras que caracterizam a praia uma espécie de altar para homenagens religiosas. De gosto duvidoso, a estrutura conta com cimento, madeira e correntes enferrujadas, destoando da paisagem, agredindo a estética, desrespeitando o sagrado direito de ir e vir e também o meio ambiente.

Mais lombadas

Se é verdade que a falta de consciência de motoristas se mede pelo número de lombadas instaladas em determinada região, podemos afirmar com segurança que os condutores que trafegam pela região de Coqueiros estão entre os piores de todo o mundo.

Meio Ambiente

O Ministério Público do Estado instaurou dois inquéritos civis em março. Um, que atende representação de moradores, apura denúncia de derrubada de árvores históricas junto ao Posto Coqueiros, na Avenida Max de Souza. O outro teve origem na Polícia Ambiental e seu objetivo é verificar o extravasamento de esgoto na estação elevatória da Casan situada na Praia do Meio, problema antigo no bairro. Ambos os casos estão sob os cuidados do promotor de Justiça Rui Arno Richter.

Placa nova

Boa parte dos moradores da Praia das Palmeiras está revoltada com a mudança repentina do nome da via à beira-mar, que há mais de 30 anos era conhecida como Rua da Praia das Palmeiras, causando inúmeros transtornos sem uma justificativa compreensível para isso. Aliás, alguém poderia avisar à prefeitura que a palavra Itaguaçu não leva acento?



 
Cresce a violência em Coqueiros
 
Edição 140

FOTO DIVULGAÇÃO

CONSEG: Conselho de Segurança discute soluções contra a criminalidade

Falta de policiamento ostensivo, desocupados perambulando pelo bairro e venda e consumo de drogas. Estas são as principais reclamações dos moradores de Coqueiros que, nos últimos meses, estão assustados frente aos constantes assaltos e roubos em plena luz do dia. Para piorar a situação, vários locais públicos e residências abandonadas na região estão servindo de refúgio para marginais. Nas imediações de Coqueiros, cinco pontos críticos vêm sendo apontados pela comunidade: trapiche da Praia da Saudade; prédio embargado no final da Rua Miguel Daux; um depósito de construtora na Rua Carlos Augusto Domingues; uma casa ao lado do Banco do Brasil, na Praia da Saudade, e uma trilha, em meio à mata, na Rua Ivan Dentice Linhares.

De acordo com a comunidade, são estes desocupados que andam arrombando residências e levando tudo que encontram pelo caminho em nome do vício. O proprietário do Posto de Combustíveis Coqueiros, Maurício Bentancor, é uma das vítimas. Segundo ele, lâmpadas, torneiras e até tampas de vaso de banheiro são roubadas. “Eles só não levam o bacio porque está preso no chão”, completa uma funcionária. 

Os vizinhos do posto também são alvos dos ladrões. Moradora da Marques de Carvalho desde 1978, a aposentada Sony já colocou alarme e, agora, vai investir em cerca elétrica. “Já roubaram uma televisão e vasculharam a minha casa à procura de jóias”, diz, lembrando que nem os números das residências estão escapando da mira dos bandidos.

Jorge Achar e a filha Vivian, que moram na Rua José do Vale Pereira, também estão sendo reféns de marginais. A residência deles já foi invadida seis vezes. Nem o bangalô do pintor Antônio da Rosa, o conhecido Lico, foi esquecido. Morador da Rua Frederico Kuerten, Lico saiu para fazer um serviço nos Ingleses e quando voltou teve uma péssima recepção: levaram DVD e outros pertences da sua namorada. E ainda esvaziaram a geladeira e levaram um carrinho de mão que estava no quintal.  

Os comerciantes do bairro não fogem à regra. Que o diga o proprietário da Padaria Princezinha, Antônio de Quadro, o popular Toninho. A panificadora já foi assaltada duas vezes e o escritório de contabilidade, que fica na parte superior do prédio, também recebeu a visita dos ladrões. “Precisamos de uma solução rápida, pois estamos em situação de desespero”, disse Alexandre Osanai, presidente do Núcleo da Via Gastronômica de Coqueiros e proprietário de restaurante na Praia da Saudade. Ele  informa que os empresários já contratam empresas privadas para fazer a segurança das casas comerciais. A proposta, agora, é unir os comerciantes e contratar uma empresa que faça rondas na Via Gastronômica.

Contrário à iniciativa, o tenente-coronel Almir Silva, responsável pelo policiamento da região Continental de Florianópolis, sugeriu que a comunidade faça pressão junto às autoridades, pois, segundo ele, o governo tem obrigação de garantir a segurança dos cidadãos. A opinião é compartilhada pelo presidente do Conseg, coronel Edu Antunes, afirmando que a população já paga muitos impostos e, portanto, é um absurdo investir em segurança privada.

PROBLEMA SOCIAL – Para Almir Silva trata-se de problema social que exige um trabalho entre prefeitura e Polícia Militar. “Estamos fazendo abordagens nas ruas para retirar os andarilhos. Na última investida foram pegos 16 pessoas. Conseguimos encaminhar três para cidades de origem e outros para tratamento de saúde”, explica. O grande entrave- diz- é a falta de local apropriado para encaminhar os usuários de drogas para recuperação. “Sabe-se que é uma gota no oceano, mas é uma tentativa de minimizar o problema que não é só do bairro de Coqueiros, mas de toda a cidade”.

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Os novos queridinhos!
 
Edição 140

Eles surgiram na Inglaterra, no século XVII, como uma nova maneira de usar sapatos fechados com amarrações e recebem esse nome porque ficaram populares entre os jovens nobres e abastados que estudavam na Universidade de Oxford. Os sapatos Oxford viraram nossos novos queridinhos e pelo jeito não vão deixar as tendências de moda tão cedo! Flats, de saltos altos e finos, coloridos, bicolores. Existem muitas opções na hora de escolher, mas um dos principais pontos positivos deste modelo é o conforto. Versáteis, acompanham o dia-a-dia de trabalho ou festas badaladas. Para combinar aposte no dress code: para o escritório e trabalho modelos flats e cores neutras ou bicolores; para baladas e eventos os modelos de animal print ou ousados em dourado ou prata são ideais; para festas escolha os saltos altos e finos, em croco, cores vivas ou peep toe, que é super sensual. Compre sem medo, ele ainda vai nos acompanhar por muito tempo!

ECO Moda para Crianças

A moda ecológica não para de ganhar adeptos e agora até os baixinhos podem contribuir para o meio ambiente. A ECO Moda para Crianças lançou sua coleção outono-inverno com um mini desfile que teve como tema a Floresta Encantada. Na passarela crianças de zero a12 anos que são clientes da loja, mostraram as novas tendências para os dias frios em uma noite especial. A produção do desfile ficou por conta das alunas de Design de Moda da Estácio de Sá. A ECO Moda para Crianças é a primeira loja infantil 100% ecologicamente correta do país, com peças  de materiais ecológicos e diferenciados: algodão orgânico colorido naturalmente, malhas fabricadas com fibras de garrafas PET, tingimentos naturais e reaproveitamento de materiais, como sobras de malhas e lãs. A loja, que se localiza em Coqueiros, tem no comando Andreia Rosa Amorim, empresária e consultora em sustentabilidade.

Cisne Negro na moda

Ver Nathalie Portman ganhar o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Cisne Negro foi algo que todos esperavam, afinal o longa que conta a trajetória de uma bailarina é digno de aplausos. A atriz, que se dedicou dois anos na preparação do personagem, dançando balé exaustivamente, usou modelitos em cena que já podemos ver nas coleções nacionais e internacionais. Sapatilhas com fitas, sobreposições de regatas e tops e também de meias e shorts. A tendência do balé se estendeu na maquiagem e os olhos marcados das bailarinas no filme é o hit do inverno. Blogueiras como Julia Petit postaram vídeos ensinando a fazer os olhos negros e mascarados da atriz no filme, mas na vida real é bom adequar a tendência. A Contém 1g preparou um look a la Black Swan com leveza e cores mais fashion. Nas lojas as maquiadoras ensinam o passo a passo da maquiagem e indicam os produtos necessários para você fazer sozinha seu look inspirado no Cisne Negro.



 
Prisão domiciliar
 
Edição 140

A matéria de capa desta edição, mais uma vez, mostra a insegurança da comunidade de Coqueiros. Tanto no trânsito como pela ausência da polícia nas ruas. Em se tratando de trânsito, a falta de respeito de motoristas para com os pedestres está levando moradores e comerciantes a buscar alternativas antipáticas como é o caso das lombadas. As vias principais do bairro, a Max de Souza e Pedro Silva, já estão virando uma colcha de retalhos. Em cada trecho, uma lombada. É o resultado, infelizmente, da imprudência de condutores de carros e motos que trafegam diariamente na região. Atravessar a rua acaba sendo um suicídio. Especialmente para os idosos e deficientes que não conseguem cruzar uma avenida em passos rápidos na tentativa de acompanhar a velocidade dos veículos. Não tem outra saída sem a tão esperada educação no trânsito.

Situação pior ainda é da falta de policiamento ostensivo que tem levado a população a verdadeiras “prisões residenciais”, define o presidente do Conseg de Coqueiros, Edu Antunes. Os cidadãos estão se protegendo como podem: alarmes, cercas elétricas, grades, guardas, cachorros, e investindo em segurança privada. De acordo com Antunes, falta vontade política em destinar recursos para melhorar o aparelhamento das polícias – material e pessoal. “O medo da crescente violência em nosso país já está se tornando uma epidemia. Em Florianópolis, cresce o clamor público por mais segurança. Por mais polícia na rua e menos impunidade”, resume.

Da editora



 
Capa Edição Abril 2011
 
Edição 140



 
Cartas
 
Edição 140

GERSON SCHIRMER

Buraco na Rua José do Vale Pereira finalmente foi consertado, avisa o morador Edemar Martins. Depois de muita quebradeira de carros, a Secretaria de Obras do Continente atendeu pedido de Edemar e deixou só a tampa do bueiro.  Como a edição já estava fechada, fica aí o registro da antiga cratera.      

Posto de Saúde 1

Lendo na Folha de Coqueiros do mês de fevereiro, dizendo que está faltando espaço no Parque de Coqueiros, gostaria, aqui, de dar o meu pitaco nesta questão. Sabe-se que estamos com falta de um posto de saúde nesta região. No bairro Abraão, está inviável esperar uma consulta, devido à superlotação e agendamento de pessoas que buscam atendimento na área da saúde. Então a Casan cedeu o prédio para construir um posto de saúde. Foi o melhor presente que ganhamos nestes anos, mas como têm pessoas que não precisam, pois já têm seus planos de saúde particular, ficam criando obstáculos. Passo diariamente em frente a este parque, vejo estacionados ali só veículos de marcas e madames passeando com seus cachorrinhos. Então, como diz a reportagem, falta de espaço, não vejo. Sei que alguns cidadãos deixam seus veículos ali estacionados para se dirigir ao centro, porque o estacionamento é gratuito e tem fiscalização de câmeras e também guardas municipais. Faço uma pergunta aos que não querem o posto de saúde. Aqui na Praia do Meio tem uma área enorme para caminhar.  Por que não fazem aqui suas atividades físicas?
Nacor Serapião Filho

Posto de Saúde 2

Acabo de ouvir a notícia sobre a obra do Posto de Saúde de Coqueiros. Pasmem, voltei a residir em Florianópolis após minha aposentadoria. E tenho assistido esta discussão e se bem me recordo, quando criança, vínhamos passar o verão na Praia da Saudade. Presenciei a inauguração da pedra fundamental onde futuramente seria o Posto de Saúde pelo então governador Heriberto Hulse. Posso estar enganada, mas lembro do evento e, como criança, gostava de "espionar" tudo. Era num terreno baldio, atrás do então Grupo Presidente Rooselvelt, entre a Rua São Sebastião e a Pascoal Simone, ao lado de um boteco que na época chamávamos do "Alemão". Acho que tem uma casa construída em cima. Estranho, não? O que foi feito?

Maria Leda Lisboa Ferreira de Melo

Floram

Gostaríamos de agradecer à Floram, na pessoa do seu superintendente Gerson Basso, pelo plantio de mais de vinte mudas de árvores frutíferas na Praça da Praia do Meio.
José Rui Cabral

ERRAMOS

Na coluna da jornalista Márcia Quartiero, edição de fevereiro, na nota Bagagem, por um erro de digitação, foi redigido o nome incorreto de Zenaide Eugênio Brüggemann Faucz. O certo é Zenaide Eugênia. Ela também reside na Praia da Saudade ao invés da Praia do Meio como foi publicado.



 
Destaques
 
Edição 140

As novidades do mês ficam por conta dos novos colunistas da Folha de Coqueiros e ainda o nascimento de netos e filhos de amigos e clientes do jornal (fotos). Sem esquecer, é claro, do aniversário de 60 anos do diretor comercial Silvino Barão Goulart, metade destes vivido aqui em Coqueiros. Sobre os colaboradores da Folha merecem destaque a página de Gastronomia, elaborada pelo chef Fernando Gomes, proprietário do Estação 261, do Clube Doze de Agosto, e a coluna de Plácido Arruda. Ao lado da jornalista Márcia Quartiero, o articulista vai registrar fatos do dia-a-dia do bairro. Quem também voltou a integrar a equipe da Folha é a produtora e consultora de moda Mariana Goulart. Portanto, um cardápio recheado de informação.

FOTOS DIVULGAÇÃO

Daniela e Gledson, da Ortobom, estão comemorando a chegada da filha Luiza.

Também celebrando o nascimento de Enzo estão a vó Stela e os pais Luciana e Raffael , da Escola Criarte. A dupla – prestigiando o bairro - nasceu na Clínica Santa Helena.



 
Toque especial no ambiente
 
Edição 139

FOTOS GERSON SCHIRMER

LUCIANO: persianas romanas valorizam a decoração


PISO MIX: variedade de pisos para todas as peças da casa

Por Mariana Goulart

Preparar um ambiente para a decoração é fundamental. Não só a estética é importante, mas o conforto e praticidade devem ser priorizados. Se a demanda for por pisos e persianas, a ajuda de um profissional pode fazer toda a diferença. Quem quiser, portanto, mudar o visual da casa ou da loja comercial, pode contar com empresas especializadas no bairro de Coqueiros, além de representantes do ramo. Afinal, pequenas mudanças podem transformar qualquer espaço sem graça em um lugar elegante, aconchegante e funcional.   

Para escolher o piso, por exemplo, alguns fatores devem ser levados em consideração: o próprio ambiente, o conforto e o material a ser usado. Jefferson de Camargo, da Piso Mix, afirma que os cimentícios são os mais procurados, pois conseguem reunir quase todas as qualidades no mesmo produto. São atérmicos (não esquentam) e antiderrapantes, fundamentais para áreas externas, como piscinas e jardins. A manutenção também se destaca: são mais fáceis de limpar e resistentes a produtos, além de diversas texturas e formas.

Já para os quartos, que remetem à beleza e ao aconchego, a sugestão são materiais mais rústicos.  Piso laminado de madeira é confortável e até mesmo ajuda na saúde. Em se tratando de ambientes neutros, existe a facilidade de mudar a decoração, mantendo um piso adequado. Na sala, o porcelanato é uma boa escolha, com grande variedade de cores, texturas e estampas. Ele deve ser impermeabilizado, com detergentes especiais, para não criar manchas.

Há 17 anos atuando no segmento de pisos para as mais diversas áreas do mercado, sendo seis anos estabelecida em Coqueiros, a Piso Mix tem dois focos de atuação: prestação de serviços e comercialização dos produtos. Em paralelo, a loja oferece produtos para limpeza e manutenção de mármore, granito e porcelanato.

PERSIANAS - Uma ótima opção para quem prefere estilo moderno, as persianas caem bem em ambientes comerciais e residenciais. Luciano Simas, da Luciano
Persianas, afirma que elas dão um toque especial na decoração, além de práticas e higiênicas.  Há 13 anos no ramo, Luciano – morador de Coqueiros – é hoje representante exclusivo da Persipólis, fábrica localizada em Barreiros, município de São José.

No mostruário, Luciano carrega persianas para todos os gostos. São cerca de 300 variedades de cores e 10 tipos de modelos como a romana, rolo, plissada, celular, horizontal, vertical e fine lux. Além de trabalhar com vendas, o empresário também dá atendimento na área de manutenção. “Deve-se lavar as persianas de seis em seis meses para tirar a poeira e ácaros”, aconselha, lembrando que, deste modo, podem durar de 10 a 15 anos.

Entre os vários modelos, a mais requisitada é a romana, indicada – principalmente - para salas de estar e de jantar. Para os que gostam de comodidade, a dica de Luciano são as persianas com controle remoto. 



 
Cinco dias de folia
 
Edição 139

Por Maiara Gonçalves

Pelo segundo ano consecutivo, a região continental de Florianópolis ganhará uma extensa programação de Carnaval de rua. Realizado pela Secretaria Municipal do Continente, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo da Capital, o evento ocorre entre os dias 4 e 8 de março. A novidade em 2011 é que a programação será realizada na Avenida Beira-mar Continental, das 19h às 2 horas da madrugada, e concentrada, especialmente, próximo à cabeceira da ponte Hercílio Luz. De acordo com o Coordenador de Eventos da Secretaria do Continente, Silvio Sousa, o Carnaval será uma festa democrática. “Serão diferentes estilos de banda em cada uma das cinco noites. Uma festa para todos os gostos e idades”, afirma.

Outros pontos da região continental também participarão da folia, como a Praia do Meio e a de Itaguaçu e os bairros Abraão, Jardim Atlântico e Morro da Caixa. No domingo (6), desde o meio dia um trio elétrico já estará concentrado na Praia do Meio, em Coqueiros. “A partir das 14h começa o ‘arrastão’ até a Praia de Itaguaçu onde o trio elétrico vai se encontrar com o bloco Noivas Virgens do Paru. A previsão de chegada é às 15h. No local haverá um palco com banda de marchinhas de Carnaval, onde também será realizado, às 16 h, o concurso de fantasia infantil. A festa vai até às 22h.

Na segunda-feira (7) é a vez do bairro Abraão receber a programação do Carnaval do Continente. Haverá um trio elétrico concentrado em frente ao Bar do Ori, do meio dia até às 16h.

Sousa ressalta que o ponto alto de toda da programação será no domingo (6), quando ocorre o segundo concurso Gay do Continente, no palco principal, dia em que são esperadas mais de 100 mil pessoas. Segundo Sousa, haverá concursos para a escolha da melhor fantasia infantil e da melhor idade, da melhor Drag Queen, melhor Beauty Queen, melhor apresentação artística de Drag Queen, do Garoto Molhado e da Garota Molhada. Quem quiser participar dos concursos pode se inscrever até uma hora antes do início do evento em cada uma das cinco noites.

A decoração dos locais será feita em parceria com a própria comunidade e os blocos de Carnaval. Haverá tendas de bebidas e lanches, como cachorro-quente e churrasquinho, mas todos os ambulantes devem solicitar autorização junto à Prefeitura da Capital para comercializar produtos durante a festa. Uma câmera com giro de 360º será instalada no palco principal e as imagens serão transmitidas diretamente à Guarda Municipal e à Polícia Militar de Florianópolis, que estarão com equipes de prontidão para atender a qualquer ocorrência durante o evento.

A festa vai contar com estacionamento para cerca de 100 carros, mas o pedido é que os foliões prefiram ir de ônibus – já foi solicitado à Secretaria de Transportes o aumento do número de linhas durante as noites do Carnaval. Além disso, serão disponibilizados banheiros químicos para deficientes físicos. 

PROGRAMAÇÃO

NO BAIRRO

Domingo – (6)
Praia do Meio - Trio Elétrico das 12h às 14h
Praia de Itaguaçu – a partir das 14h palco com banda de marchinhas de Carnaval. Às 16h acontece concurso de fantasia infantil. Festa vai até 22h.
Segunda-feira –(7)
Bairro Abraão - trio elétrico concentrado em frente ao Bar do Ori, com bandas de sopro tocando marchinhas de Carnaval, das 12h às 16h.
 
NA BEIRA-MAR CONTINENTAL

CONCURSOS

Fantasia da Melhor Idade
5 de março, às 16h, na Aberssesc
Cabeceira da Ponte Hercílio Luz

Gay do Continente - Categoria Melhor Drag Queen
6 de março, às 19h

Gay do Continente - Categoria Melhor Beauty Queen
6 de março, às 20h

Gay do Continente - Categoria Melhor Apresentação Artística de Drag Queen
6 de março, às 21h

Garoto Molhado
6 de março, às 22h

Garota Molhada
6 de março, às 23h

DAS 19 ÀS 2H DA MADRUGADA

Sexta-feira (4)
Abertura Oficial
Banda Atrevidos
Nenem Maravilha e Banda
Banda Mari Lua

Sábado (5)
Kokode e Banda
Grupo Compasso
Vini Fernandes 
Quem Diria Maria
Banda Resgate do Samba

Domingo (6)
Toque Diferente - Músicas GLS
Drag Queen Marlucce May e Surpresa do Concurso gay
Drag Queen Tina Túnel
Concurso Gay do Continente

Segunda-feira (7)
Pagode Apogeu
Grupo Sambarah
Banda Número Baixo
Banda Release

Terça-feira (8)

Banda Chupeta Preta
Banda Miranda
Balançada Banda de Sopros
Grupo Naatividade
Banda Intuição



 
Abandono dos serviços públicos
 
Edição 139

FOTO GERSON SCHIRMER

Abandono dos serviços públicos

O ponto de ônibus da Vila Aparecida está uma vergonha. Sem manutenção há anos, é um exemplo do descaso que a prefeitura mantém com os serviços públicos. Não bastasse a falta de pintura, limpeza e substituição das paredes quebradas o mato toma conta do local.  Imaginem esperar o ônibus em dias de temporal. É melhor levar o guarda-chuva e ficar do lado de fora. Situação semelhante acontece com os bueiros espalhados pelas ruas de Coqueiros. Entupidos de garrafas pets, sacos de salgadinhos, latas de refrigerante e tantos outros lixos é impossível dar vazão às águas da chuva. Mas o que chama mais a atenção é que grande parte deles se encontra nas imediações da Udesc, uma instituição de ensino estadual que deveria dar o exemplo. Nota zero para os moradores e estudantes do entorno e, mais ainda, para a Comcap que esqueceu de varrer as ruas e fazer a capina nas vias do bairro.

Vai faltar espaço

FOTO DIVULGAÇÃO

De nada adiantou a mobilização da Associação de Moradores de Coqueiros, a Pró Coqueiros, diante da polêmica do projeto de construção do Posto de Saúde de Coqueiros no antigo almoxarifado da Casan. Em vários encontros reunindo a comunidade, a associação mostrou ser inviável erguer um centro de saúde no principal acesso ao bairro. Além do trânsito, que já é congestionado, a luta travada se resumia à preservação do Parque de Coqueiros, área de lazer construída com recursos da própria comunidade há mais de 10 anos. O principal impasse está na localização da unidade - já que deverá avançar na área do Parque e ficará próxima à Avenida Engenheiro Max de Souza. O fato pode gerar problemas de segurança, de acessibilidade, de estacionamento, além de prejudicar o acesso ao parque e reduzir a área de lazer. Como solução, a Pró Coqueiros sugeriu um terreno, à venda, na Avenida Almirante Tamandaré, que poderia ser indenizado pela prefeitura.

Nada feito. Pois bem, as obras do posto já começaram e os “tapumes” já avançam consideravelmente no terreno, inclusive prejudicando a entrada do local (foto). Basta dar uma circulada no bairro para presenciar o estrago que está feito no parque. Para completar, a Secretaria do Continente - que administra o local desde que a concessão do terreno foi transferida da comunidade à prefeitura de Florianópolis- não para de encher o parque de “puxadinhos”. Deste modo, a comunidade – com falta de espaço no parque - terá que voltar a caminhar nas calçadas. 

Futuro incerto

Os moradores do Edifício Normandie, na Praia da Saudade, em Coqueiros, realizaram assembléia para definir o futuro do prédio, construído no final da década de 50,  símbolo de uma época e referência da arquitetura moderna. Laudo da engenheira civil Heloísa Helena Dal Molin, feito há mais de um ano, condenava a estrutura e sugeria a interdição imediata, mas o Normandie permanece habitado até hoje. Mesmo com protestos de profissionais da área de arquitetura, que sugerem a conservação do edifício, relatos apontam que os moradores estariam inclinados a vender o prédio a uma construtora. Uma reforma poderia sair cara demais já que, de acordo com o laudo, a construção apresenta problemas em toda a estrutura, fruto de manutenção falha durante anos. O conselheiro da comissão de moradores, Sérgio Narras, informou à Folha que fornecerá detalhes sobre a decisão dos proprietários na próxima edição. Vamos aguardar. 

Muro de pedras

Como leitora da Folha de Coqueiros e sei da preocupação que devemos ter em preservar nosso bairro, gostaria de pedir especial atenção à Praia da Saudade, perto da Ilha, onde tem uma casa azul clara e branca. Foi construído no local, na calada da noite, um enorme muro de pedras, no espaço da praia, fazendo com que a beleza daquele pedaço, ou melhor aquela ponta de pedras naturais, não fique mais visível. É uma área do povo e não particular. Acho um absurdo o que estão fazendo ali e ninguém toma  providências. Onde estão as autoridades?  Por favor, não vamos deixar acabar mais ainda com as nossas belezas naturais.

Elsa Francisco Bueno



 
Fotodepilação chega a Coqueiros
 
Edição 139

FOTO DIVULGAÇÃO

SEM DOR: sistema elimina os pelos através da luz

Desde agosto do ano passado instalada no centro de Florianópolis, a D’Pil acaba de chegar no bairro de Coqueiros trazendo novo conceito de depilação. Trata-se da fotodepilação, um método permanente que promete eliminar os pelos de forma mais rápida, mais barata, menos invasiva e, o mais importante, sem dor. Localizada no edifício Gualter de Freitas Tibau, na Avenida Engenheiro Max de Souza, a loja faz parte de uma rede de franquia com mais de 350 unidades no Brasil e em alguns países da América do Sul.

Referência em vários países principalmente na Europa, a fotodepilação tem como grande diferencial a utilização de um sistema versátil, que permite uma série de tratamentos através da Luz Intensa Pulsada ou IPL. “Nada mais é do que o aquecimento do folículo piloso e a sua conseqüente destruição por uma luz branca de grande intensidade e pouco agressiva à pele”, explica Janaina Baravelli, proprietária da D´Pil em Florianópolis. Segundo ela, a técnica resulta em uma depilação eficaz e duradoura.

O método  utiliza feixes de luz de diversos comprimentos, porém não atinge a camada nervosa, diferente de outras técnicas de depilação definitiva, o que torna a luz pulsada praticamente indolor.

O preço também é um grande atrativo. Cada sessão custa R$ 55 por área – axilas, virilha, perna, braço. Os resultados são perceptíveis a partir da primeira sessão, mas a quantidade necessária de sessões varia, em média, de cinco a oito, dependendo do tipo de pele e do pelo.  “A técnica pode ser aplicada tanto em homens quanto em mulheres, e o procedimento é personalizado de acordo com o perfil do cliente. Com a IPL muitos processos da atribulada rotina da depilação acabam sendo eliminados”, garante Janaina.

Com tecnologia diferenciada, a D´pil oferece também tratamentos de rejuvenescimento e de manchas e acnes, que atenuam rugas e linhas de expressão, tratam lesões de pigmentação, unificam, iluminam e melhoram a aparência da pele deixando-a mais jovem e saudável.

SERVIÇO

D´pil Coqueiros
Endereço: Avenida Engenheiro Max de Souza, 1302- sala 16 - Edifício Gualter de Freitas Tibau
Fone: (48) 3371-8002
E-mail: florianopoliscoqueiros_sc@dpilbrasil.com.br
Atendimento: das 9 às 18 de segunda a sábado
Tratamentos: fotodepilação - consiste na eliminação do pelo através da luz. É unissex e pode ser realizado em diferentes tipos de pele e cor de pelo. Eficiente, duradouro e sem dor, o método apresenta resultados já na 1ª sessão.
Fotorrejuvenescimento e fototerapia de manchas e acnes: diminuem rugas, linhas de expressão e tratam lesões de pigmentação.



 
Alimentação saudável e seus benefícios
 
Edição 139

Por Maraysa Isensee *

Mudanças positivas na alimentação de uma pessoa, a partir do conhecimento das suas características individuais, podem trazer inúmeros benefícios à saúde. Os alimentos podem ser importantes aliados na prevenção, controle e tratamento de distúrbios (veja o quadro). Mas o que é uma alimentação saudável? É uma alimentação variada e equilibrada em macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos), vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos (substâncias benéficas, como as antocianinas da uva e o resveratrol do vinho).

Dietas generalizadas e contagem de calorias não fazem mais sentido, o foco deve ser para a qualidade e quantidade de nutrientes e compostos bioativos, o índice glicêmico e o índice inflamatório dos alimentos que a compõem.

Uma rotina alimentar saudável, rica em alimentos antioxidantes, antiinflamatórios e de baixo índice glicêmico, favorece o funcionamento do organismo como um todo. O resultado reflete na melhora da disposição, da imunidade, do sono, do funcionamento intestinal, da perda de peso e no controle do processo inflamatório e da produção de radicais livres (moléculas responsáveis pelo processo de envelhecimento).

Neste sentido, o acompanhamento com um nutricionista é bastante importante. A partir do diagnóstico nutricional é possível elaborar um plano alimentar individualizado, que respeite a realidade do paciente, ou seja, sua atividade ocupacional, suas rotinas, seus horários, seus objetivos, suas preferências e intolerâncias alimentares, com o intuito de manter ou restabelecer o equilíbrio do organismo.

*Nutricionista Ativa Fisioterapia

DISTÚRBIOS PODEM SER PREVENIDOS

- Excesso de peso, diabetes;
- Pressão alta, colesterol elevado;
- Intolerância à lactose, intolerância ao glúten;
- Baixa imunidade, processos inflamatórios;
- Gastrite, úlcera, funcionamento intestinal inadequado;
- Osteoporose, dores articulares, fibromialgia;
- Ansiedade, dor de cabeça, cansaço crônico;
- Desordens estéticas como acne, unhas quebradiças, queda de cabelo excessiva e celulite.



 
Em ritmo de Carnaval
 
Edição 139

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Mais uma vez o Berbigão do Boca deu início ao Reinado de Momo,  arrastando mais de 25 mil pessoas pelas ruas do centro da Capital, na sexta-feira que antecede em uma semana o Carnaval. Foi um show de cores e alegria, com o desfile dos tradicionais bonecos gigantes, que homenageia de forma carinhosa personagens marcantes na história da Ilha. Estavam lá a Nega Tide, o Aldírio Simões, o Meyer Filho e o Luiz Henrique Rosa, entre outros tantos personagens singulares.

O que muita gente não sabe é que o Berbigão nasceu no Bairro Coqueiros, em plena quarta-feira de cinzas do Carnaval de 1992, quando um grupo de amigos reuniu-se entediado e revoltado com o desânimo que tomava conta do Carnaval local. “Nem de ressaca nós estávamos”, lembra Caco Bastos. Sob uma figueira, na sede do Clube Doze, surgiu a proposta – inspirada no Bacalhau do Batata, de Olinda - de se criar o Berbigão, que se tornou “do Boca” por ser esse o apelido do economista Paulinho Abraham, “pai” da ideia  e um dos maiores foliões de Florianópolis.


Caco Bastos e Paulinho Abraham, o Boca, juntos com o boneco do compositor Luiz Henrique Rosa.  Além de primos, os dois moram na mesma rua, a Desembargador Fernando Bastos, em Coqueiros.

Boas de panela

Uma dupla de Coqueiros participou do Festival Gastronômico  do 18º Berbigão do Boca, realizado na área contígua ao Mercado Público. Myllene Camilli e Tatiana De Bem disputaram, com outros 19 concorrentes, o título de melhor berbigãozeiro do Brasil, com o prato “Berbigão do Amor”, que misturou morango à principal iguaria da Ilha, mais mandioca, tomate, cebola e outros ingredientes. Ao final, saíram com destaque, ostentando um belo  segundo lugar.

Canja

Leda Bertolucci já está se preparando para a tradicional canja que leva o seu nome e que lota a sua casa no Bairro Coqueiros. Neste ano, talvez a festa mude de endereço e aconteça segunda-feira, no Clube Lira. Na foto, ela junto com a filha Mariana, a neta Elisa e a sobrinha Marina.

Gente nova

Pinga, filho do seu Zezinho - proprietário do Box 36-A, no Mercado Público, e morador de Coqueiros – junto com Bertinho e Pezão, da Peixaria do Chico, dois novos moradores do bairro Abraão.

Bagagem

Em fevereiro, Zenaide Eugênia Brüggemann Faucz comemorou 87 anos, ao lado de amigos e familiares, no bairro que aprendeu a amar desde criança, quando seu pai, Teodoro, comprou, em 1928, uma casa na Praia da Saudade, local em que hoje ela mora com a filha Francy, o neto Kadu e o genro Jones.

Opção

Quem gosta de um bom café tem uma nova opção em Coqueiros, mais especificamente na Praia de Itaguaçu. De frente para o mar, o Ponto de Vista Chá e Café trabalha com a marca Madame  D’orvilliers, um café especial de origem controlada, premiado pela ABIC como Melhor Café Gourmet do Brasil em 2008. Também há grande variedade de chás e, para acompanhar, salgados de diversos tipos.

À frente do empreendimento está o casal Francis (foto) e Aglais Trennepohl, moradores do Abraão.  A proposta, conforme ele, foi inspirada nos cafés europeus. “Queremos que as pessoas venham aqui ler um jornal, degustar um café e apreciar esta paisagem privilegiada”, observa.



 
Esgoto é jogado no mar
 
Edição 139

FOTOS GERSON SCHIRMER
  

WILSON E ALBERTO: sujeira acabou com o berbigão
                       
Em 1969, a ocupação territorial por residências no bairro Abraão não ultrapassava a 20%. O restante eram ruas, servidões, mata virgem e mangues. Hoje, ao contrário, existem somente 5% de área livre, e o que restou está ocupado por 41 condomínios, totalizando 85 blocos com 1.378 apartamentos. Se contabilizada a média de três moradores por apartamento, chega-se ao total aproximado de 5 mil moradores residindo em prédios, sem considerar as mais de mil casas. O cálculo foi feito pela Associação de Moradores do Bairro Abraão (AMBA) para justificar as dezenas de ofícios enviados aos órgãos públicos solicitando, com urgência, a implantação da rede de esgoto sanitário no bairro. 

“Infelizmente, o crescimento desordenado fez com que se chegasse a esta situação. Sem esquecer que muitos prédios ainda estão sendo erguidos no bairro e, para nossa surpresa, a Prefeitura de Florianópolis, ciente dos problemas, libera licença para novas construções, contribuindo cada vez mais com a degradação do Meio Ambiente”, lamenta o vice-presidente da AMBA Paulo Rodrigues.

De acordo com ele, a situação do local é preocupante, já que o esgoto de todas as residências desemboca em quatro saídas no mar. Só para exemplificar, ao lado da creche Dona Cota, que mantém 140 crianças de até 5 anos de idade, corre uma vala que carrega, até a praia, dejetos vindos dos bairros Capoeiras, Vila Aparecida e Abraão. Ali, se proliferam mosquitos, baratas e ratos. Como se não bastasse, a Comcap há muito esqueceu de limpar as ruas transversais do Abraão e o mato cresce à revelia.

O resultado da falta de saneamento não poderia ser outro: mau cheiro nas ruas e escassez de peixes. “Maior berbigão era daqui. Muitas famílias criaram os filhos com a pesca do berbigão. Hoje, eles não existem mais”, protestam os moradores Wilson Ari Dutra, 60 anos, e Alberto Mendonça Elíbio, o Simpatia.

A jornalista Vera Maria, que reside há 13 anos no Abraão, diz que o cheiro nas vias é mais intenso quando chove e no período noturno. “Tenho que tapar os ralos do tanque e da pia da cozinha quando chego do trabalho à noite”, revela Vera Maria, que mora na Rua Miguel Sales Cavalcante.  Ao lado da Joaquim Fernandes de Oliveira, são as vias que exalam mais odor de esgoto.

Algumas residências e prédios das duas ruas, inclusive, foram recém autuados pela Vigilância Sanitária. Só na Joaquim Fernandes foram 12 casas notificadas. O teste provou que a sujeira das caixas de gordura e o volume de água de tanques estavam sendo despejados direto no mar. O correto seria escoar nas fossas instaladas nos pátios das casas. “Em ofício enviado à Procuradoria do Meio Ambiente, a AMBA se manifesta contrária às notificações e acredita ser de responsabilidade da prefeitura as despesas com a limpeza das fossas sépticas e de gordura. “Se o bairro não tem rede de esgoto, então o problema é geral. Não podemos tratar, portanto, de fatos isolados”, defende.  

RUAS ATENDIDAS

ABRAÃO
Rua Videira
Rua Leonel Dutra
Servidão Bom Jesus de Iguare
Servidão José Amaro Ouriques
Rua João Meireles
Rua Fernando Ferreira de Melo
Rua Manoel Felix Cardoso
Rua Prof. Otília Costa
Rua Médico Miguel Salles
Avenida Patrício Caldeira de Andrade
Rua Procópio Ferreira
Rua Silvio Possobon
Rua Joaquim Francisco de Oliveira
Rua Prof. Rosinha Campos
Rua Herício de Aquino
Rua Mário Cândido da Silva
Rua Pedro de Andrade Garcia
Travessa João Acelino de Senna
Rua Daniel Marcelino
Rua Luis Gonzaga Lamego
Servidão Altamiro Rodrigo dos Santos
Rua Bias Peixoto
Rua José Joaquim de Santana
Rua da Fonte
Rua Campolino Alves
Rua Joaquim Carneiro
Rua Edson Lopes da Silva

VILA APARECIDA
Rua Edison Lopes da Silva
Rua São Cristóvão
Rua Pascoal Simone
Rua Paula Ramos
Rua Manoel Ezidoro Araújo
Rua Costa 
Rua Nossa Senhora do Carmo
Rua Renacence
Rua Dois
Servidão Cinco
Servidão Paloma Rosa de Lima
Servidão Osvaldo Veber
Rua da Fonte
Várias ruas/servidões sem nome

FONTE: Secretaria Municipal do Continente


KRIEGER: engenheiro mostra os bairros que serão atendidos

“Obras começam em novembro”

Depois de quase 30 anos de espera, o projeto da rede de esgoto do bairro Abraão finalmente vai sair do papel. As obras, que incluem também os bairros Capoeiras, Vila Aparecida e parte do Monte Cristo, devem iniciar em novembro e, de acordo com o cronograma da Casan, o sistema estará concluído no final de 2013. A informação é do diretor técnico da Companhia, engenheiro Fábio Krieger, em entrevista à Folha de Coqueiros.

Folha de Coqueiros – Quando será implantada a rede de esgoto?
Fábio Krieger - Em dezembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal recebeu autorização do Ministério das Cidades e pediu à Casan a entrega do projeto. Em junho encerra o prazo de análise.  A partir daí, a Caixa encaminha a aprovação para o Ministério e até setembro deve-se assinar o contrato de financiamento. Então, em julho, já com a aprovação da Caixa Econômica, vamos preparar a licitação das obras. O que significa que mais para o final do ano, em novembro, seja assinado o contrato de obras. O mais difícil era o dinheiro, e este já foi aprovado que são R$ 13 milhões.

Folha de Coqueiros - Como vai funcionar o sistema?
Fábio Krieger – A extensão total da rede é de 34 quilômetros, ou seja, tubulações de esgoto em cada rua atendida. É colocada uma caixa na calçada da casa para ligar o esgoto da cozinha, do banheiro e da lavanderia, que normalmente está ligado na fossa. O sistema prevê quatro estações elevatórias: uma no Abraão, outra em Capoeiras, uma terceira na Vila Aparecida e a última no Monte Cristo.  O esgoto coletado será encaminhado até a Estação de Tratamento de Esgotos da Casan no bairro Potecas, no município de São José.

Folha de Coqueiros – Quando entra em operação?
Fábio Krieger - São dois anos de obra. Isto significa transtorno para os bairros, especialmente Capoeiras e Abraão, que têm muito trânsito.  Calculo que no final de 2013, o projeto esteja todo concluído.
 
Folha de Coqueiros - Qual a população atendida?
Fábio Krieger – Cerca de 17 mil habitantes, entre os quatro bairros, mas o sistema tem condições de atender até 47 mil pessoas.

Folha de Coqueiros – Os moradores terão alguma despesa?
Fábio Krieger - Daqui dois anos, quando o sistema entrar em operação, será cobrada taxa de esgoto, que é de 100% do consumo de água. Se a pessoa gastar R$ 25,00 de água, vai pagar mais R$ 25,00 de esgoto. 

Folha de Coqueiros – Estão previstas campanhas de orientação?
Fábio Krieger - O Ministério exige que 1% da obra seja investido em trabalho sócio-ambiental, ou seja, contratar empresa com assistentes sociais para antes e durante a execução da obra, e dois meses depois de concluída explicar como deve ser feita a ligação e os benefícios que os moradores terão: como a despoluição da Praia do Abraão, por exemplo.

Folha de Coqueiros – Em se tratando de Coqueiros, qual a causa da poluição das praias se desde a década de 80 funciona a rede coletora na região?
Fábio Krieger – O problema é que os moradores não estão ligando seu esgoto na rede. Tem muita gente que está pagando e não usa o sistema. Muitas vezes pelo investimento, já que tem que contratar encanador, pagar pedreiro, etc. Além disso, ainda têm aqueles que estão com ligações erradas como, por exemplo, o pessoal que ao invés de ligar apenas a cozinha, o banheiro e a lavanderia, põe a garagem, a água do telhado, e vai tudo para o esgoto. Então, quando dá uma chuvarada, as estações elevatórias não dão conta e transbordam. Vai tudo embora mesmo, porque o sistema não é projetado para isto. Daí vem o cheiro de esgoto misturado com água da chuva. O certo seria ligar apenas o previsto para não estragar todo o projeto.

Folha de Coqueiros- Quantas residências estão ligadas à rede e quantas ainda faltam fazer a ligação?
Fábio Krieger - Não se sabe. Teremos um raio x da situação a partir do Projeto Cidade Limpa, que será lançado junto com a prefeitura (*).  Consiste na vistoria de todos os bairros - que tem rede em Florianópolis - para cobrar a ligação correta. Quem não tiver, será notificado pela Vigilância Sanitária e terá um prazo de 30 dias para se adequar. E quem não cumprir, vai se incomodar.

(*) Convênio foi assinado dia 21, na prefeitura, durante o lançamento do Plano Municipal de Saneamento Básico.  



 
Natureza agredida
 
Edição 139

FOTOS GERSON SCHIRMER

PERIGO: apesar de imprópria, placa admite o banho de mar em Itaguaçu

Por Sibyla Loureiro

Mais um Verão chega ao fim e a poluição das praias da região de Coqueiros continua sem solução. Embora os bairros de Coqueiros, Itaguaçu e Bom Abrigo tenham sistema de esgoto sanitário desde a década de 80, o mar ainda é o destino final de muita sujeira jogada por estabelecimentos comerciais e residências que não estão ligados na rede.   Em conseqüência, moradores se queixam do mau cheiro na orla do bairro, especialmente nos locais onde encontram-se as quatro estações elevatórias: uma na Praia do Bom Abrigo; outra na Praia de Itaguaçu; a terceira na Praia do Meio; e a última ao lado do Parque de Coqueiros, no antigo almoxarifado da Casan, onde será construído o Posto de Saúde. 

“Tem um período da tarde, bem em frente à Rua Fritz Muller, na Praia do Meio, que escorre uma água de máquina de lavar roupa direto para o mar”, denuncia o aposentado José Rui Cabral, que caminha diariamente à beira-mar. “O cheiro é tão horrível que parece uma fossa gigante”, dispara o também aposentado Olavo Carneiro da Cunha Brito, o conhecido Biba, referindo-se ao canto direito da Praia da Saudade, próximo à Ilha de Coqueiros.

Já na Praia de Itaguaçu, um dos problemas se concentra numa espécie de riozinho em frente à Rua Capitão Savas. “Antigamente, a água do local era limpa. Hoje, se der uma chuva e a gente esfregar a mão na areia, exala dos dedos um cheiro forte de esgoto, não de fezes, mas de água de cozinha”, acusa Carneiro.

Exemplos como estes se espalham na região, principalmente dos moradores que costumam se exercitar na orla e dos mais antigos como é o caso de José Rui e Olavo Carneiro. “Existe uma diferença de morar em Coqueiros e viver em Coqueiros. Nós vivemos em Coqueiros: compramos na padaria, vamos à academia, conversamos com os amigos, abastecemos o carro. Tem gente, ao contrário, que “dorme” aqui, chega 8h da noite e sai às 6h da manhã. Então, presenciamos muita coisa”, explicam.

Para o aposentado José Rui, pode-se apontar dois componentes básicos que provocam a poluição em Coqueiros. O primeiro é o próprio crescimento imobiliário, fato que demanda mais serviço de água e esgoto e recolhimento de lixo. E nem todos os imóveis estão ligados na rede. “Isto é culpa nossa”, dispara, ao afirmar que o segundo  item é de responsabilidade da Casan.

“Temos uma rede coletora na região com estações elevatórias em Itaguaçu, na Praia do Meio, Bom Abrigo e ao lado do Parque. Os detritos das residências são depositados nestas estações que, por sua vez, possuem bombas que jogam o esgoto para estação de tratamento de Potecas, em São José. No entanto, quando a bomba de recalque estoura- ao invés de chamar um caminhão limpa-fossa-, a Casan joga todo o esgoto coletado no mar”, denuncia José Rui.

“Certa vez em Itaguaçu, ao lado do Bar das Pedras, o pessoal se revoltou e colocou cimento na estação porque era impossível passar por ali por causa do cheiro”, diz Olavo.

Para eles, a solução seria fazer uma campanha maciça de conscientização para os moradores ligarem o esgoto na rede coletora. Afinal, a taxa está sendo cobrada de qualquer jeito. Além de fiscalizar as residências, a outra medida seria a Casan parar de jogar esgoto no mar quando a bomba estraga. “Como é orgânica e não industrial, a poluição é facilmente tratada. Basta ver a quantidade de peixes que ainda temos aqui. Tartaruga em Itaguaçu e camarão na Praia do Meio”, argumentam.

Para o empresário Tony De Franceschi, que há 20 anos mantém a Escola Teddy Bear no bairro, o problema é uma mescla de vários fatores. Além do fator legal – já que não existe lei que obrigue as pessoas a ligarem seus esgotos na rede - e a diferença de culturas entre os mais antigos e os novos moradores, há uma inversão no setor de planejamento da cidade. “Antes de construir prédios, é necessário dotar o bairro de infra-estrutura como água, esgoto e trânsito. Não sou contra o crescimento, mas ele deve ser sustentável”, pondera Tony.

FISCALIZAÇÃO - De acordo com o secretário da Habitação e Saneamento Ambiental, Átila Rocha dos Santos, a prefeitura está fazendo um trabalho de fiscalização nas residências e comércio. Segundo ele, só no ano passado a Vigilância Sanitária fez 37 mil e 800 autuações no município. 
   

BALNEABILIDADE
Praia da Saudade - imprópria
Praia das Palmeiras – imprópria
Bom Abrigo – imprópria- desde 2002
Itaguaçu – imprópria
Praia do Meio – imprópria
Praia do Rizzo (não está incluída no relatório)
Fonte: Fundação do Meio Ambiente (Fatma)
Relatório de 18/02/2011.


OLAVO E JOSÉ RUI: Praia da Saudade era ponto de encontro no Verão

Nos tempos do Praia Clube

José Rui Cabral e Olavo Carneiro viveram a época áurea de Coqueiros e recordam, com nostalgia, dos tempos em que a Praia da Saudade era chamada a Copacabana de

Florianópolis. “Na década de 50 e 60 foi o ponto de encontro da cidade no Verão, principalmente no Praia Clube, depois incorporado pelo Clube Doze como sede balneária. Não se freqüentava as praias do interior da ilha, quando muito a Lagoa da Conceição.  As outras eram desertas, só habitadas pelos manezinhos”, aponta José Rui, que veio morar no bairro com 18 dias.

“Canasvieiras era um fim de mundo”, completa o amigo Olavo, ao destacar o perfil urbano da região. “Todas estas casas que hoje são comércio na orla de Coqueiros, eram casas de veraneio. Lembro que quando terminavam as aulas no final de novembro, era época da chegada dos caminhões de mudança em Itaguaçu. As famílias da Ilha vinham veranear aqui e traziam guarda-roupas, camas, fogão”, diz Olavo.

Fora os banhos de mar, José Rui e Olavo gostavam de pescar Cocoroca e comer ostra. “A gente abria as ostras com uma pedra, lavava com a água do mar e saboreava ali mesmo”, revela José Rui. As festas também marcaram a trajetória desta dupla apaixonada por Coqueiros. Olavo, morador da Praia de Itaguaçu há 64 anos, diz que a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes era um grande acontecimento.

“Nestas quatro praias- Saudade- do Meio- Itaguaçu e Bom Abrigo- acontecia de tudo”, diz José Rui, 57, morador da Praia do Meio, destacando as competições de natação que agitavam Coqueiros no Verão. A primeira envolvia um percurso de 3 mil metros entre o Miramar, no centro de Florianópolis, até a Praia da Saudade. “Ao lado do trampolim, havia um portal escrito Chegada. O primeiro a vencer a prova, arrancava a fita”, destaca Olavo, um dos atletas.  Nadador desde os 16 anos, Olavo foi o primeiro catarinense a atravessar o Lago de Brasília e, ao longo da caminhada esportiva, fez diversas travessias em Santa Catarina e outros estados brasileiros.

Com a poluição do mar, o foco para as praias do interior da Ilha e implantação de piscinas, a competição foi caindo em desuso. A prova durou cerca de 15 anos e parou por volta de 1978. Com a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto da Casan, no aterro da Baía Sul, em 1997, a prova retornou, um ano depois, homenageando o nadador Hélio Lange, o popular Paru. Batizada de Travessia do Paru de Natação, o evento, em sua terceira edição, em 2000, foi incluído no calendário do Circuito Brasileiro de Águas Abertas.

“Mesmo melhorando a qualidade da água, o pessoal de fora, que estava acostumado a nadar em águas mais limpas, passou a competir em Jurerê internacional, em frente ao Clube Doze, para onde foi transferida a travessia”, diz Olavo.

 

Esgoto é jogado no mar

FOTOS GERSON SCHIRMER
  

WILSON E ALBERTO: sujeira acabou com o berbigão
                       
Em 1969, a ocupação territorial por residências no bairro Abraão não ultrapassava a 20%. O restante eram ruas, servidões, mata virgem e mangues. Hoje, ao contrário, existem somente 5% de área livre, e o que restou está ocupado por 41 condomínios, totalizando 85 blocos com 1.378 apartamentos. Se contabilizada a média de três moradores por apartamento, chega-se ao total aproximado de 5 mil moradores residindo em prédios, sem considerar as mais de mil casas. O cálculo foi feito pela Associação de Moradores do Bairro Abraão (AMBA) para justificar as dezenas de ofícios enviados aos órgãos públicos solicitando, com urgência, a implantação da rede de esgoto sanitário no bairro. 

“Infelizmente, o crescimento desordenado fez com que se chegasse a esta situação. Sem esquecer que muitos prédios ainda estão sendo erguidos no bairro e, para nossa surpresa, a Prefeitura de Florianópolis, ciente dos problemas, libera licença para novas construções, contribuindo cada vez mais com a degradação do Meio Ambiente”, lamenta o vice-presidente da AMBA Paulo Rodrigues.

De acordo com ele, a situação do local é preocupante, já que o esgoto de todas as residências desemboca em quatro saídas no mar. Só para exemplificar, ao lado da creche Dona Cota, que mantém 140 crianças de até 5 anos de idade, corre uma vala que carrega, até a praia, dejetos vindos dos bairros Capoeiras, Vila Aparecida e Abraão. Ali, se proliferam mosquitos, baratas e ratos. Como se não bastasse, a Comcap há muito esqueceu de limpar as ruas transversais do Abraão e o mato cresce à revelia.

O resultado da falta de saneamento não poderia ser outro: mau cheiro nas ruas e escassez de peixes. “Maior berbigão era daqui. Muitas famílias criaram os filhos com a pesca do berbigão. Hoje, eles não existem mais”, protestam os moradores Wilson Ari Dutra, 60 anos, e Alberto Mendonça Elíbio, o Simpatia.

A jornalista Vera Maria, que reside há 13 anos no Abraão, diz que o cheiro nas vias é mais intenso quando chove e no período noturno. “Tenho que tapar os ralos do tanque e da pia da cozinha quando chego do trabalho à noite”, revela Vera Maria, que mora na Rua Miguel Sales Cavalcante.  Ao lado da Joaquim Fernandes de Oliveira, são as vias que exalam mais odor de esgoto.

Algumas residências e prédios das duas ruas, inclusive, foram recém autuados pela Vigilância Sanitária. Só na Joaquim Fernandes foram 12 casas notificadas. O teste provou que a sujeira das caixas de gordura e o volume de água de tanques estavam sendo despejados direto no mar. O correto seria escoar nas fossas instaladas nos pátios das casas. “Em ofício enviado à Procuradoria do Meio Ambiente, a AMBA se manifesta contrária às notificações e acredita ser de responsabilidade da prefeitura as despesas com a limpeza das fossas sépticas e de gordura. “Se o bairro não tem rede de esgoto, então o problema é geral. Não podemos tratar, portanto, de fatos isolados”, defende.  

RUAS ATENDIDAS

ABRAÃO
Rua Videira
Rua Leonel Dutra
Servidão Bom Jesus de Iguare
Servidão José Amaro Ouriques
Rua João Meireles
Rua Fernando Ferreira de Melo
Rua Manoel Felix Cardoso
Rua Prof. Otília Costa
Rua Médico Miguel Salles
Avenida Patrício Caldeira de Andrade
Rua Procópio Ferreira
Rua Silvio Possobon
Rua Joaquim Francisco de Oliveira
Rua Prof. Rosinha Campos
Rua Herício de Aquino
Rua Mário Cândido da Silva
Rua Pedro de Andrade Garcia
Travessa João Acelino de Senna
Rua Daniel Marcelino
Rua Luis Gonzaga Lamego
Servidão Altamiro Rodrigo dos Santos
Rua Bias Peixoto
Rua José Joaquim de Santana
Rua da Fonte
Rua Campolino Alves
Rua Joaquim Carneiro
Rua Edson Lopes da Silva

VILA APARECIDA
Rua Edison Lopes da Silva
Rua São Cristóvão
Rua Pascoal Simone
Rua Paula Ramos
Rua Manoel Ezidoro Araújo
Rua Costa 
Rua Nossa Senhora do Carmo
Rua Renacence
Rua Dois
Servidão Cinco
Servidão Paloma Rosa de Lima
Servidão Osvaldo Veber
Rua da Fonte
Várias ruas/servidões sem nome

FONTE: Secretaria Municipal do Continente


KRIEGER: engenheiro mostra os bairros que serão atendidos

“Obras começam em novembro”

Depois de quase 30 anos de espera, o projeto da rede de esgoto do bairro Abraão finalmente vai sair do papel. As obras, que incluem também os bairros Capoeiras, Vila Aparecida e parte do Monte Cristo, devem iniciar em novembro e, de acordo com o cronograma da Casan, o sistema estará concluído no final de 2013. A informação é do diretor técnico da Companhia, engenheiro Fábio Krieger, em entrevista à Folha de Coqueiros.

Folha de Coqueiros – Quando será implantada a rede de esgoto?
Fábio Krieger - Em dezembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal recebeu autorização do Ministério das Cidades e pediu à Casan a entrega do projeto. Em junho encerra o prazo de análise.  A partir daí, a Caixa encaminha a aprovação para o Ministério e até setembro deve-se assinar o contrato de financiamento. Então, em julho, já com a aprovação da Caixa Econômica, vamos preparar a licitação das obras. O que significa que mais para o final do ano, em novembro, seja assinado o contrato de obras. O mais difícil era o dinheiro, e este já foi aprovado que são R$ 13 milhões.

Folha de Coqueiros - Como vai funcionar o sistema?
Fábio Krieger – A extensão total da rede é de 34 quilômetros, ou seja, tubulações de esgoto em cada rua atendida. É colocada uma caixa na calçada da casa para ligar o esgoto da cozinha, do banheiro e da lavanderia, que normalmente está ligado na fossa. O sistema prevê quatro estações elevatórias: uma no Abraão, outra em Capoeiras, uma terceira na Vila Aparecida e a última no Monte Cristo.  O esgoto coletado será encaminhado até a Estação de Tratamento de Esgotos da Casan no bairro Potecas, no município de São José.

Folha de Coqueiros – Quando entra em operação?
Fábio Krieger - São dois anos de obra. Isto significa transtorno para os bairros, especialmente Capoeiras e Abraão, que têm muito trânsito.  Calculo que no final de 2013, o projeto esteja todo concluído.
 
Folha de Coqueiros - Qual a população atendida?
Fábio Krieger – Cerca de 17 mil habitantes, entre os quatro bairros, mas o sistema tem condições de atender até 47 mil pessoas.

Folha de Coqueiros – Os moradores terão alguma despesa?
Fábio Krieger - Daqui dois anos, quando o sistema entrar em operação, será cobrada taxa de esgoto, que é de 100% do consumo de água. Se a pessoa gastar R$ 25,00 de água, vai pagar mais R$ 25,00 de esgoto. 

Folha de Coqueiros – Estão previstas campanhas de orientação?
Fábio Krieger - O Ministério exige que 1% da obra seja investido em trabalho sócio-ambiental, ou seja, contratar empresa com assistentes sociais para antes e durante a execução da obra, e dois meses depois de concluída explicar como deve ser feita a ligação e os benefícios que os moradores terão: como a despoluição da Praia do Abraão, por exemplo.

Folha de Coqueiros – Em se tratando de Coqueiros, qual a causa da poluição das praias se desde a década de 80 funciona a rede coletora na região?
Fábio Krieger – O problema é que os moradores não estão ligando seu esgoto na rede. Tem muita gente que está pagando e não usa o sistema. Muitas vezes pelo investimento, já que tem que contratar encanador, pagar pedreiro, etc. Além disso, ainda têm aqueles que estão com ligações erradas como, por exemplo, o pessoal que ao invés de ligar apenas a cozinha, o banheiro e a lavanderia, põe a garagem, a água do telhado, e vai tudo para o esgoto. Então, quando dá uma chuvarada, as estações elevatórias não dão conta e transbordam. Vai tudo embora mesmo, porque o sistema não é projetado para isto. Daí vem o cheiro de esgoto misturado com água da chuva. O certo seria ligar apenas o previsto para não estragar todo o projeto.

Folha de Coqueiros- Quantas residências estão ligadas à rede e quantas ainda faltam fazer a ligação?
Fábio Krieger - Não se sabe. Teremos um raio x da situação a partir do Projeto Cidade Limpa, que será lançado junto com a prefeitura (*).  Consiste na vistoria de todos os bairros - que tem rede em Florianópolis - para cobrar a ligação correta. Quem não tiver, será notificado pela Vigilância Sanitária e terá um prazo de 30 dias para se adequar. E quem não cumprir, vai se incomodar.

(*) Convênio foi assinado dia 21, na prefeitura, durante o lançamento do Plano Municipal de Saneamento Básico. 



 
Agora vai
 
Edição 139

A pedido da comunidade, a redação da Folha produziu neste mês de fevereiro uma reportagem especial voltada à falta de atenção - tanto dos órgãos públicos como de moradores, comerciantes e visitantes - ao saneamento básico da região. Denúncias relacionadas ao mau cheiro exalado das praias de Coqueiros, Itaguaçu e Bom Abrigo levou esta editora a entrevistar personagens do bairro como também empresários antigos que defendem o crescimento, mas ordenado.

Em paralelo, a reportagem também circulou no Abraão, bairro que desde a década de 80 não possui rede coletora de esgoto, embora o projeto estivesse no papel. Foi implantado, nesta época, o sistema nos bairros de Coqueiros, Itaguaçu e Bom Abrigo mas, por falta de verba, o Abraão ficou de fora. De lá para cá, o bairro foi inchando e, hoje, calcula o vice-presidente da Amba, Paulo Rodrigues, o bairro deve hospedar perto de 15 mil habitantes. E foi exatamente o inchaço – conseqüência da falta de planejamento urbano – que levou a atual situação: esgoto lançado no mar; escassez de peixes e mau cheiro nas ruas.

No entanto, uma boa notícia. A Casan anuncia a implantação da rede de esgoto, depois de uma batalha da comunidade que já dura mais de 20 anos. Quanto aos demais bairros, que já possuem o sistema, a prefeitura- através de convênio assinado com a Casan- promete aumentar a fiscalização em residências e casas comerciais sem ligação correta na rede e autuar as clandestinas. O chamado Projeto Cidade Limpa.

Vamos, portanto, aguardar e fiscalizar. Afinal, de acordo com o próprio secretário municipal da Saúde, José Cândido: “Água suja e praia suja acabam com o turismo, a grande força motora da cidade e do estado”.

Da editora



 
Cresce o setor de franquias
 
Edição 139

Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que nem mesmo no ápice da crise financeira de 2009 o mercado de franquias parou de crescer. Ao contrário do que se pode imaginar, ele valeu-se do próprio colapso para se fortalecer. Com expectativa de crescimento para 18,7% em faturamento ainda este ano, um estudo da ABF revelou que o setor de franquias cresceu em 3,7% no segundo semestre de 2010.

Com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, um dos segmentos que deverá crescer é o de serviço. “Especialmente o ensino de inglês, que tem um boom como poucas vezes foi visto”, revela o presidente da seccional carioca da ABF, Alain Guetta, em entrevista ao Sebrae.  “Quando se torna um franqueado, o investidor adianta-se no negócio. Ele está adquirindo um produto finalizado, dispensando, por exemplo, o processo de desenvolvimento da comunicação e de estruturação do conceito e da marca. Já está tudo pronto”, explica o empresário Tony De Franceschi, diretor executivo da Rede de Escolas Teddy Bear em Florianópolis.

Primeira escola de inglês especializada para crianças e adolescentes do Sul do Brasil, a franqueadora de Florianópolis Teddy Bear nasceu no bairro de Coqueiros, há 20 anos, e hoje exporta conhecimento para o Brasil. Atualmente, está presente em Santa Catarina, Paraná e São Paulo em oito unidades: três escolas em Florianópolis, uma em Blumenau, uma em Curitiba, outra em Jundiaí, e as recém-inauguradas na capital paulista. Uma no bairro Alto de Pinheiros e a segunda na Vila Nova Conceição. “A proposta é continuar o planejamento de expansão na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil”, adianta Tony. 

A escola, que trabalha com alunos até a adolescência, estruturou uma metodologia própria de ensino para crianças a partir de dois anos. Investe em qualidade e treinamento de profissionais, e dá ênfase à aprendizagem oral e à fidelização dos alunos. Em um contexto que envolve brincadeiras e jogos pedagógicos, que simulam situações reais, os alunos da Teddy Bear também aprendem o inglês através da culinária, da jardinagem e da dramaturgia.

Desse modo, lançou a “Bearfest”, festival anual - em sua 20ª edição-, onde os alunos apresentam peças musicadas em inglês. Só no ano passado, o evento reuniu 1700 pessoas - em cinco apresentações - no Teatro do Colégio Menino Jesus, em Florianópolis.

Como novidade para 2011, além da expansão nacional, a escola ampliou o parque tecnológico e adquiriu quadros digitais interativos e novos computadores.  “São ferramentas pedagógicas – usadas em sala de aula – que possibilitam a interação da criança no processo de aprendizagem”, garante Tony.  



 
Capa Edição Fevereiro 2011
 
Edição 139



 
Caindo na real
 
Edição 138

Euclides Lisboa*

Como comentarista de economia de volta à ativa, nada como um início de governo para jogar algumas previsões sobre o futuro do bolso. A gestão Dilma começa com ordem de apertar os cintos, com corte no orçamento federal, para combater os aumentos de preços em andamento. Isso não significa que teremos um ano ruim, mas um período um pouco mais contido. A locomotiva vem andando em alta velocidade e a máquina não vai parar de repente.

Em 2010, condições favoráveis, como as eleições e a gastança de Lula para eleger Dilma, ajudaram a realizar a expansão do produto a taxas quase chinesas. Mas a conta está chegando. O efeito dos gastos nas contas públicas ficou evidente com a última movimentação do Planalto em torno dos anúncios de cortes no orçamento federal para frear a elevação da inflação neste início de ano, já pressionada pelo encarecimento dos alimentos no mundo todo. No Brasil, o IPCA - 15, que mede quinzenalmente o índice oficial, bateu em 0,76% em janeiro, acima da meta. As entidades financeiras também prevêem preços mais elevados. Para quem sofreu na carne, inflação é o pior problema do trabalhador. O salário acaba cada vez mais cedo e o planejamento doméstico vira uma peça de ficção.

Como em qualquer família, gasto de governo acima do ganho se combate com economia e ajuste que aproxime mais a receita da despesa.

O Banco Central, o mentor da estabilidade nos últimos anos, já avisou, por escrito, que vai promover novos aumentos da taxa básica de juro, instrumento clássico para derrotar os aumentos de preços indesejados. Isso se os "progressistas" do Planalto não se meterem e virarem o jogo, fazendo a cabeça de quem decide. Gasto público acima das possibilidades obriga o governo a buscar dinheiro caro no mercado para tapar o seu rombo. A conta dos juros e da inflação que vem na esteira é redistribuída a todos, principalmente aos mais pobres.

Ainda bem que a nova direção do Palácio mostrou um estilo mais conveniente a um país que ainda luta contra o subdesenvolvimento, o de fazer mais e falar menos, ao contrário do espetáculo diário estrelado pelo ex-presidente. Mesmo com um pouco menos de crédito e de dinheiro no bolso, continuam os motivos para sermos felizes. O nebuloso período de inflação combinado com desestabilização crônica já foi vencido pelo próprio povo, depois de mais de 40 anos de luta. Viva o Brasil.

*Jornalista



 
Síndico da Praia das Palmeiras
 
Edição 138

FOTOS GERSON SCHIRMER

SEU DINO: pescador alimenta aves marinhas há três anos e conquista a amizade de Socó
 

PAIXÃO: depois do mar, a fotografia é o seu passatempo preferido

Ele já fez de tudo um pouco. Consertou televisão e rádios, confeccionou molduras para móveis antigos, foi frentista de posto de combustíveis, zelador de casas na praia, pescador e fotógrafo nas horas vagas. De todos os ofícios, porém, a pesca e a fotografia são a sua grande paixão. “Gosto de estar dentro d’água”, dispara Arcendino da Rosa, 65 anos, o conhecido seu Dino. Morador da Praia das Palmeiras há mais de 50 anos, seu Dino, embora aposentado como pescador profissional, ainda conserva a mesma rotina.

Todo o dia, por volta das 6h da manhã, chega à praia com uma vasilha recheada de peixes. Miyagi – nome atribuído por seu Dino a uma ave da espécie Socó em referência ao personagem da série de filmes Karatê Kid – é o primeiro a surgir à beira-mar. “Quando ele escuta a minha voz lhe chamando pelo nome, pode estar a 500 metros de distância que aparece para comer”, revela seu Dino.

A amizade, que já soma três anos, começou com a distribuição de peixes. “O Socó é ave de mangues. Como os locais estão em extinção, os pássaros vêm procurar alimento nas praias”, lamenta.  O apego aos animais marinhos também se estende às demais espécimes. As gaivotas, por exemplo, sempre embarcam na canoa quando seu Dino e o irmão mais velho Osni, de 73 anos, vão pescar. “Geralmente, uma delas vai em busca de comida para levar ao companheiro ou companheira que está cuidando dos filhotes”, explica.

Como um tipo de síndico da Praia das Palmeiras, seu Dino tem por costume defender a fauna e está sempre de olho nos predadores. Segundo ele, uma rede estendida num trecho que vai da AABB até a Praia de Itaguaçu está causando a morte de vários peixes. “Fizemos diversas queixas à Polícia Ambiental, mas, até agora, a rede não foi tirada”, denuncia, lembrando que já cortou muita rede no mar para libertar tartarugas, hoje em extinção no local a exemplo de outros peixes como Cherno e Sargo. “Por isto, só utilizamos tarrafas e somos contrários ao uso de redes finas”, completa.

Outra denúncia está relacionada à morte de garças que sujam a piscina de um vizinho. “Ao invés de ele cobrir a piscina, prefere matar os animais com uma espingarda”, aponta. Seu Dino também cria mariscos na tentativa de preservar a espécie. Para tanto, mantém um criadouro perto das pedras de Itaguaçu. Depois da desova, os mariscos seguem para o seu habitat, que são justamente as pedras. 

SERENATA- Natural da Ponta de Baixo, em São José, seu Dino – desde pequeno – se identifica com o mar. “Bastava tirar o pé de casa e já estava na praia”, lembra. Filho do de comerciante, que vendia louça de argila, de casa em casa, montado em um cavalo, Dino veio para Coqueiros com 13 anos. Além de pescar, cuidava das casas de veraneio nas praias de Itaguaçu e Palmeiras. “Uma empresa de Urubici começou a fabricar residências de madeira e vender aos veranistas.  Um deles era o saudoso músico Luiz Henrique Rosa. À noite saíamos para fazer serenata para os vizinhos. Em cada casa que chegávamos, alguém da família seguia com a gente”, recorda seu Dino.

Entre tantas lembranças, outra que merece destaque é a do Armazém Zeca do Cândido. Batizado com o nome do proprietário, a mercearia ficava onde hoje é montada a feira de Itaguaçu, à beira-mar. “O dono plantou, no local, uma árvore de Abricó, colocou bancos embaixo do arbusto, e ainda construiu cabines de madeira para os banhistas trocarem de roupa”, lembra seu Dino.

Casou aos 25 anos e ficou viúvo aos 48. Da união, nasceram cinco filhos: quatro homens e uma mulher. “Não casei novamente porque tinha que educar os filhos”, orgulha-se, referindo-se à escolha da filha na Polícia Militar, do filho que se tornou advogado, do caçula que preferiu à informática e os demais o comércio.



 
Oito décadas de bom humor
 
Edição 138

FOTO DIVULGAÇÃO

NA ILHA: moradora de Coqueiros desde os 13 anos, Maria Vieira celebra aniversário

A família Vieira, conhecida pelo espírito solidário na época de Natal, comemorou dia 9, com festa na Ilha de Coqueiros, os 80 anos da matriarca Maria Vieira. “A mãe engrandece a história do bairro de Coqueiros, pois veio aos 13 anos trabalhar no bairro. Casou com Moacir Reis Vieira, o seu Cici, no antigo Praia Clube, onde moraram e trabalharam por mais de 30 anos”, festeja a filha Maribel.

Dona Maria ficou famosa nas redondezas ao preparar saborosas comidas como carne recheada no tacho de ferro, nhoque, bife role, sem contar a gastronomia típica da ilha: pirão, camarão, peixe frito e a suculenta sopa de siri, além de outras especialidades que ainda hoje são comentadas pelos antigos freqüentadores do Praia Clube, hoje Clube Doze de Agosto.

“Ela  acompanhou toda a evolução e crescimento do bairro. Costumava sair a pé por entre uma mata virgem em direção ao Estreito para vender roupas”, recorda Maribel. Outra façanha de dona Maria- destaca Maribel – era lavar roupas na fonte, hoje Rua Almirante Tamandaré.

Exemplo de vitalidade, força de vontade e bom humor, dona Maria – ao lado dos filhos – deu continuidade à tradicional carreata do Papai Noel que iniciou há 20 anos com o marido Moacir Vieira. Com apoio de um trenó e vários carros, a família distribui brinquedos e guloseimas nas principais ruas da região de Coqueiros na véspera de Natal. Em 2006, dona Maria resolveu se dedicar a uma nova tarefa. Com ajuda das filhas, montou a Oficina do Papai Noel, um cantinho montado na casa da Servidão Papa João Paulo I, residência dos Vieira e local de onde sai a carreata todos os anos.

Ali, são recuperadas bonecas, carrinhos e ursos.  Elas lavam, costuram, enfeitam e consertam brinquedos usados que antes não tinham mais serventia. Depois de prontos, vão receber outro destino. São doados a várias crianças que moram nas áreas carentes de Coqueiros. “Às vezes, faço duas bonecas de uma”, conta Maria Vieira, que reúne uma numerosa família: oito filhos, 18 netos e dois bisnetos, e um terceiro a caminho.



 
Chuva agrava problemas antigos
 
Edição 138

Manhã do dia 19 de janeiro de 2011. A principal via de acesso ao bairro de Coqueiros – a Avenida Engenheiro Max de Souza-, mais parecia um canteiro de obras. Um barro vermelho tomava conta do trecho entre as imediações das ruas Senador Milton Campos e Almirante Tamandaré. O asfalto coberto de lama escondia as faixas de pedestre, os bueiros e as calçadas. Em conseqüência- com a circulação dos carros- toda a extensão da avenida também se cobriu de lama e, quando secou, virou poeira. 

O cenário foi o saldo da forte chuva que caiu em Florianópolis na terça-feira, dia 18. A força das águas assustou moradores e provocou estragos em várias ruas de Coqueiros.

Entre as vias que sofreram danos, a Senador Milton Campos, próxima à Lombada Eletrônica, foi a mais afetada. Em decorrência de uma obra de drenagem, um grande volume de barro desceu a via e se acumulou na Avenida Max de Souza. “Não consegui dormir a noite inteira. Foi uma verdadeira enxurrada. Os carros não podiam passar, ficamos atolados de areia em frente às casas”, afirma Maria Spricigo, 63, moradora da Senador Milton Campos há 30 anos.

Sua vizinha, Amélia Campos, 60, também se assustou com a chuvarada. “Moro aqui há 34 anos e, pela primeira vez, estou sofrendo com o excesso de chuva. Quando começou o temporal, pelas 22h, ficamos apavorados. Os moradores do prédio em frente à minha casa, foram para as janelas, um desespero. Foi uma verdadeira cachoeira de barro, a água jorrava dos buracos que ser formaram na via. Ainda não consegui tirar o carro da garagem”, desabafa Amélia, quase 15 horas depois da tempestade. Segundo ela, desde que começou a obra na rua- no início do ano – os moradores não tiveram mais sossego.

O comércio nas imediações também sofreu as conseqüências. Um deles foi a Confeitaria Vó Guilhermina, que fica na esquina da Milton Campos com a Max de Souza. Devido à quantidade de barro acumulada na calçada, a confeitaria não abriu as portas no período da manhã por falta de estacionamento.

A Rua Bento Góia também encheu de barro e água. “Toda a vez que chove, os problemas se repetem”, reclama a funcionária pública Maria Izabel Silva de Carvalho. “Já enviamos ofício à Floram e aos Bombeiros para cortarem as árvores da Escola Almirante Carvalhal. Os galhos finos que caem diariamente são os principais responsáveis pelo entupimento dos bueiros”, explica, ao mostrar os estragos causados pela enxurrada.

Sem escoamento – apesar de a rua possuir uma galeria subterrânea em toda a sua extensão – a água invadiu as casas, destruiu calçadas, portões eletrônicos, entre outras perdas materiais. “Pagamos impostos e ainda temos que lavar a rua”, afirma Izabel, sugerindo a abertura de novas bocas-de-lobo e manutenção dos existentes.   

Outro ponto crítico no bairro de Coqueiros, é a esquina das ruas Almirante Tamandaré com Max de Souza. A cada tempestade- até menos intensas -, o local fica coberto de água. O recém-construído edifício Coral Center, que abriga várias salas comerciais, teve a garagem dos carros e o elevador alagados. O prédio também recém-inaugurado não sofreu danos, mas as lojas no andar térreo foram prejudicadas com a sujeira. “Ficou um lago em cima da calçada”, dispara o gerente da loja Planet Bike, José Rovaris. Para ele, o capeamento do canal pluvial da Almirante Tamandaré agravou a situação, já que a água da chuva não tem para onde escoar.

Embora trabalhando há pouco tempo no local, ele denuncia um antigo problema: o trânsito intenso no cruzamento das vias. “O número de veículos que trafega na esquina é muito grande, especialmente os que desviam da Via Expressa para o bairro de Coqueiros. O pessoal que já sabe que a lombada eletrônica não funciona é pior ainda. Chega a transitar a mais de 70 quilômetros”, diz, ao defender a colocação de um semáforo. O assunto, inclusive, já foi motivo de capa da Folha de Coqueiros em novembro de 2007. Desde lá, os moradores do entorno reivindicam um semáforo para evitar acidentes.
   
POEIRA –  Para o aposentado Ricardo Mosmann, o transtorno é reflexo do serviço inacabado da Secretaria do Continente. “Eles completaram a primeira etapa do trabalho- a tubulação da Rua Senador Milton Campos – e só colocaram terra por cima ao invés de terminar a obra que é a pavimentação da via”, denuncia Ricardo. Segundo ele, a prefeitura – ao invés de limpar a avenida depois da chuva – foi obrigada a refazer a obra de drenagem na Milton Campos. Para tanto, mobilizou operários e máquinas que podiam estar em outra frente de trabalho. Já o acúmulo de água da chuva no cruzamento da Almirante Tamandaré e Max de Souza deve-se, de acordo com Ricardo, ao sistema de irrigação malfeito pela prefeitura. “O correto era a água ser canalizada até o mar”, aconselha.

Há 25 anos instalada  no bairro, a comerciante Juraci Schwartz não se assustou quando chegou à loja pela manhã. “Quando vi o barro na avenida, não me preocupei. Imaginei, na hora, o pó que ia levantar depois de a lama estar seca”, disse enquanto limpava os tapetes e erguia as caixas de sapatos da Cláudia Calçados. Localizada em frente ao Posto Coqueiros, a loja enfrenta outro problema com alagamentos. Desta vez, como resultado da falta de drenagem de um terreno vazio, quase na esquina da Rua Abel Capela. Como está todo cercado, a água da chuva empossa e acaba escoando para debaixo do prédio. Já que fica no andar térreo, a loja é a mais prejudicada.

Confira mais fotos da tempestade.

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Cafeterias ganham espaço
 
Edição 138

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CAFÉ DA TARDE: casa oferece ambiente agradável e cardápio variado

O consumo de café é um hábito entre os brasileiros, seja em casa, no trabalho ou na rua. Esse hábito vem crescendo e se modificando também como o interesse pelos cafés finos. O que antes era produto de exportação, agora é comercializado no país, atendendo uma demanda de consumidores exigentes. Devido a esse contexto, acontece uma expansão de cafeterias e casas especializadas no ramo. Seguindo esta tendência, Coqueiros oferece várias casas onde se pode passar a tarde conversando, lendo, tratando de negócios e tomando café. O mais novo endereço é o Café da Tarde Cafeteria e Choperia, que completou um ano dia 19. Localizada na Praia do Meio, a cafeteria se destaca pelo charme e cardápio variado.

“A idéia foi projetar um ambiente agradável e oferecer serviços e produtos de qualidade”, diz a proprietária Margaret Boabaid Gonçalves. Apaixonada por café, abriu a casa com a proposta de servir a bebida de forma requintada, desde a louça até a decoração do prato. Os demais produtos seguem o mesmo estilo. Para acompanhar, as  saborosas saltenhas, um tipo de pastel assado originário da Bolívia. De recheio, 15 sabores entre brócolis, camarão, chester e tomate seco.

Na linha de salgados, pode-se ainda experimentar tortas de frango, pão de queijo tradicional e com provolone, miniempadões e pastéis de forno. De sobremesa, tortas e diferentes doces. Já para quem não aprecia café, a casa dispõe de bebidas geladas – sem álcool- como o frozen, à base de chocolate, e soda italiana, mistura de água gaseificada com essência de frutas.

O Café da Tarde Cafeteria e Choperia, como diz o nome, também trabalha com happy hour, Desse modo, dispõe de petiscos para degustar com chope, vinho ou caipira.  Entre os quitutes, tábua de frios, porção de filé mignon, bolinhos de bacalhau, aipim e polenta. Quem prefere um prato mais natural, o menu inclui saladas mista e colorida. Nas terças, sextas e sábados, música no final da tarde para embalar o bate-papo.

“Para receber bem os nossos clientes, elaboramos três ambientes: um externo e dois internos, sendo um no piso superior. E, para agradar casais como também grupo de amigos, criamos um recanto aconchegante com teto estrelado e visual de Coqueiros”, aponta a empresária e engenheira Margaret, lembrando que o ambiente é climatizado e com isolamento acústico. Moradora do bairro há 30 anos, ela conta com a parceria da amiga e gerente Carla Luz Oliveira.
A casa funciona das 14h30 às 23h.


PANETTERIA: pães especiais, bolos, tortas e salgados


CASA MULLER: novo espaço para receber clientes

Um recanto para o café

Desde que inaugurou, há  cinco anos, a Pão da Casa, hoje Panetteria, reservou um espaço especial para lanches. Ali, num ambiente aconchegante, pode-se saborear um café expresso, um cappuccino ou chocolate quente nas seis mesas acomodadas na panificadora.  Para acompanhar, sanduíches, bruschettas e croissants recheados de peito de peru ou presunto e queijo. Se a preferência for doces, a Panetteria dispõe de cucas de banana e goiabada, bolos, Carolina e strudel. 

Entre os freqüentadores assíduos da casa, encontram-se os solteiros que preferem degustar o café fora de casa, além de famílias que comemoram o nascimento de bebês – geralmente da maternidade Santa Helena- na cafeteria. Para atender este público, a empresária Helena Chagas Pereira dispõe de algumas marcas de champanhe na geladeira que podem compor a mesa de doces e salgados. Em se tratando de bebida, ela também promete novidades. Acaba de colocar à venda, dez tipos de vinhos.

Instalada na Praia do Meio, o misto de padaria e cafeteria conquistou a clientela ao oferecer pães e produtos especiais com acabamento e finalização exclusivos. “O foco da casa são os pães e, de maneira secundária, oferecemos salgados, bolos e tortas”, diz Helena. Dos vários tipos, destacam-se os pães italiano, ciabatta, integral, trigo com parmesão, entre outros. “Recebo clientes de todos os bairros da cidade que vêm em busca de pães diversos”, aponta Helena.

No final do ano passado, a Panetteria recebeu indicação da Veja Santa Catarina- 2010/2011, no segmento padarias. A casa funciona de segunda a domingo das 6h às 20h30.

MAIS LUGARES - Quem também recebeu indicação da Revista Veja em Coqueiros foi a Casa Muller. Localizada na Praia da Saudade, a panificadora reúne um minimercado e cafeteria. No local, é possível degustar desde empanados de vários sabores, empadas e coxinhas até tortas, bolos e cucas. Entre os doces, a dica fica por conta do brownie, um bolo de chocolate com castanha de caju e nozes, as cuquinhas alemãs e, para quem está de dieta, a sugestão é a torta natural, preparada com açúcar mascavo, castanha,  nozes e amendoim.

Sem esquecer ainda dos tradicionais pudim de leite, o macron (cocada assada), a orelha de gato com uma pitada de limão e a rosca de polvilho. “A freqüência de clientes é tão grande -  tanto no final da tarde como de manhã –, principalmente o pessoal que não gosta de preparar o café em casa ou aqueles que voltam da praia com fome, que resolvemos ampliar o espaço para lanches”, adianta Rafael Muller. Ao lado do irmão Rodrigo, Rafael administra a casa depois que a mãe, Salete, resolveu se aposentar. Desse modo, serão acomodadas mais três mesas na cafeteria.

Para acompanhar, a sugestão é uma xícara de café expresso, capputtino ou chocolate quente. Se o cliente tem por hábito saborear o café com pão, a Muller oferece 35 tipos, entre sete grãos, de milho, de cenoura, entre outros.

A casa- que comemora quatro anos – funciona de segunda a sexta-feira das 6h30 às 21h30, e aos sábados e domingos das 7h às 21h30.



 
Bicicleta e atividade física no Parque de Coqueiros
 
Edição 138

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NOVIDADE: academia quer incentivar exercícios ao ar livre

Desde o dia 11 de dezembro, Coqueiros conta com mais um endereço voltado à saúde. É o Espaço e Saúde, local que abriga uma academia, aula de Pilates e sessão de massoterapia. Localizado em frente ao Parque de Coqueiros, o Espaço e Saúde tem como diferencial – além do visual - o empréstimo de bicicletas aos alunos para a prática de exercícios ao ar livre.

A comunidade também é beneficiada: durante dois sábados no mês, no período da manhã, é promovido o Momento Espaço e Saúde, atividade que reúne – no Parque de Coqueiros- empréstimo de bicicleta aos freqüentadores da área de lazer, além de oferecer sessão de massoterapia e informações sobre atividades físicas.

Ainda em ambiente externo, todas as terças e quintas-feiras – sempre às 8h e 20h -, a população poderá participar de exercícios de alongamento gratuitos também no Parque.
 “Nossos principais objetivos são proporcionar saúde e qualidade de vida e, conseqüentemente, a promoção da estética. E ainda planejar atividades ao ar livre”, diz o proprietário Gener Luz Júnior que, ao lado do colega do curso de Educação Física da UFSC, Heliott Nunes, comanda as atividades da academia. Além dos dois educadores, o Espaço dispõe de fisioterapeuta e nutricionista.

O Espaço e Saúde funciona de segunda a sexta-feira das 6h30 às 23h e sábado das 8h ao meio dia.

NOTA DA REDAÇÃO: Depois do susto, já está em casa- de repouso completo- o médico Luiz Fernando Menegotto, clínico geral e responsável técnico pela Clínica Polimed de Coqueiros. Doutor Fernando ou Menegotto- como é carinhosamente chamado por pacientes e amigos-, foi submetido a uma angioplastia, técnica utilizada para desobstruir artérias. Apaixonado por miniaturas, especialmente carros, doutor Fernando, nas horas vagas, também se dedica a trabalhos manuais. Enquanto descansa, aproveita para ampliar sua coleção. Transforma discos de vinil em relógios de parede, monta box de Fórmula1 e pinta pequenas galinhas de angola.  



 
À espera dos novos vizinhos
 
Edição 138

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO


Melhorias criam esperança e melhoram autoestima


Seu Neném – Valorização dos imóveis

Um clima de otimismo tomou conta dos moradores do Projeto Bom Abrigo, localizado no final da Rua João Meireles. Mais conhecido como “casinhas da Ângela”, numa alusão à prefeita Ângela Amin, responsável pela construção do conjunto habitacional, o local virou desde o início do ano um canteiro de obras. Tudo graças ao novo vizinho, o empreendimento de alto padrão Boulevard Neoville Florianópolis. Ao contrário do que é praxe no mercado imobiliário da Capital, a PDG e a Goldsztein Cyrela, responsáveis pela obra, lançaram um olhar pela comunidade e decidiram investir na melhoria da qualidade de vida desses moradores.

Com a intermediação da Amba (Associação dos Moradores do Abraão), as duas empresas aceitaram fazer um amplo programa visando à revitalização do condomínio, que inclui melhorias como pintura, recuperação do muro, áreas verdes e a colocação de bancos e outros equipamentos nos locais de convivência. Melhor do que isso: todas as benfeitorias estão sendo feitas com a mão de obra local. Cada morador que participa do projeto (em média 12) recebe R$ 50,00 por dia trabalhado.

“É algo fabuloso, que está elevando a nossa autoestima, mudando a visão, quase sempre preconceituosa, que as pessoas tinham de nossa comunidade e valorizando os imóveis”, afirma o seu Neném, que preside a associação local e mora há 10 anos no condomínio. Conforme ele, hoje uma “casinha da Ângela” pode chegar a quase R$ 70 mil.

Baile

Carlos Domingues Ramos, morador e sanfoneiro em bailes de Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz, faz uma analogia ao falar das obras que estão movimentando a comunidade e que ele está ajudando a executar: “Écomo ir para um baile com uma roupa nova: as pessoas acham bonito e olham para a gente de uma forma diferente”. E é exatamente isso que, de acordo com ele, vai acontecer após as reformas. “É um tempo para novas esperanças”, afirma.

Bênção

“É uma benção que veio do céu e eu só posso agradecer”. Assim define Aurélia Urbano os investimentos que estão sendo feitos no condomínio que abriga sua casa e as dos seus três filhos. “Sempre gostei de morar aqui. E agora, com tudo ficando tão bonito, é que eu não saio nunca mais”, afirma.

Problemas

O vice-presidente da Amba, Paulinho Rodrigues, tem uma visão bastante crítica do atual momento por que passa o bairro Abraão. Apesar de elogiar a postura da PDG e a Goldsztein Cyrela, ele afirma que os moradores estão vendo com extrema preocupação o ritmo acelerado de construções no bairro. “Nossa expectativa é a pior possível”, diz. Paulinho lembra que o sistema viário não comporta o fluxo futuro de veículos, e a capacidade da creche e do posto de saúde está esgotada. Para piorar, o bairro não tem rede de esgoto. “A Casan prometeu que as obras começam este ano. Se isso não acontecer até o segundo semestre, a Amba vai entrar com uma representação no Ministério Público pedindo o embargo de todas as obras em andamento”, alerta.

Novo endereço

A jornalista Adriana Baldissarella, moradora da Praia do Meio, aceitou um novo desafio: assessorar o todo poderoso secretário estadual da Fazenda, Ubiratan Rezende. Experiência e competência não lhe faltam. No seu currículo, constam o Diário Catarinense, Secretaria da Agricultura, Comcap e outros. Por um bom tempo também assinou a coluna da ADI/SC (Associação dos Diários do Interior), publicada diariamente em vários jornais do Estado.

Até breve

O bairro vai perder um empreendimento pioneiro, quando o assunto é roupas e acessórios de bom gosto e exclusivos.  Ana Bauer decidiu vender a loja que leva o seu nome, localizada no Minishopping Chamonix, para se dedicar de forma integral à chegada do filho João Vicente, prevista para daqui a cinco meses.

Desde 2007, quando abriu as portas, Ana conquistou uma clientela fiel. “As pessoas começaram a passar na loja antes de ir ao shopping center.  Mostrei que no bairro empreendimentos com padrão diferenciado eram viáveis e valia a pena investir”, observa orgulhosa.

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Sucesso

O empresário Cristiano Marques Rodrigues – que mora e trabalha em Coqueiros - está comemorando os 10 anos de sua empresa Infobusiness - Soluções em Tecnologia & Informática. 



 
Falta limpeza
 
Edição 138

A Folha de Coqueiros começa o ano com más notícias.  Manchete da primeira edição mostra os estragos causados pela chuva na região.  Crateras nas ruas, buracos nas calçadas, bueiros entupidos, desabamento de casa e lama por toda a parte. Este foi o saldo da tempestade que caiu em Florianópolis dia 18. Quem mais sofreu foram os moradores da Rua Bento Góia que, a cada chuva, passam pelo mesmo dilema. O maior problema da via, que possui uma galeria subterrânea até a Praia do Rizzo, é que ela recebe as águas da Rua Almirante Tamandaré e da Avenida Max de Souza. Como o escoamento é precário, a água fica retida no local e invade as residências.

Entre os prejudicados, está o bancário Alencar da Rosa. Pela segunda vez, ele precisa consertar o portão eletrônico, além de colocar, literalmente, a mão no barro. Alencar e os vizinhos, depois de cada enxurrada, são obrigados a lavar a rua. Na casa da funcionária pública Maria Izabel a água entrou na sala e quebrou a calçada. A principal causa, segundo ela, é um tipo de ramo fino que cai dos arbustos plantados no Colégio Almirante Carvalhal. Os galhos entopem os bueiros e,  na época da floração, a árvore solta pólen causando doenças respiratórias. “Os alunos são os mais atingidos”, diz Izabel, afirmando que as árvores não são nativas e a queixa já foi feita à Floram,

Outro causa de entupimento de bueiros – apontada pelos moradores da Rua Abel Capela – são os famosos saquinhos de plástico deixados com fezes, nas calçadas, pelos donos de cães. Além de causar transtorno aos pedestres, são mais uma ameaça aos alagamentos. As sacolas escoam com a chuva e entopem as bocas-de-lobo que deveriam dar vazão às águas.

Na comunidade da Vila Aparecida, a situação se agravou devido ao grande número de casas em áreas de risco. Uma delas chegou a cair depois da queda de um muro em cima da residência. De acordo com o presidente da associação de moradores, Aldonézio Ilário, independente de chuva, os moradores enfrentam sérios problemas por falta de urbanização no local.

Com a palavra, a Secretaria do Continente.

Da editora



 
Capa Edição Janeiro 2011
 
Edição 138



 
Lojas celebram aniversário
 
Edição 137

FOTO GERSON SCHIRMER

IZA FASHION: 10 anos investindo em decoração

FOTO MARCELO BITTENCOURT

INDAIARA: pioneira no segmento de flores

A loja Iza Fashion Decorações e Flores está comemorando uma década de existência. Para marcar a data, celebrada dia 13 de dezembro, a empresária Mariza Rodrigues lançou uma promoção que varia de 10 a 40% de desconto em todos os móveis e objetos decorativos da loja (exceto flores e plantas naturais). Uma boa iniciativa, é verdade, especialmente em época de festas e de presentes. Quem, portanto, ainda não foi às compras, pode encontrar diferentes artigos de decoração. São quadros, espelhos, luminárias, centros de mesa, castiçais, mesas de centro, peças em madre pérola, cachepôs, cartões, entre outros.

Os apaixonados por gatos podem escolher uma linha de peças de Báli. Já para o Réveillon, a sugestão é conferir a variedade de taças para espumantes e vinhos. Para ornamentar o ambiente, painéis com plantas permanentes e lanternas com velas,  uma tendência no segmento a exemplo do papel de parede e da cor azul em  peças e em detalhes como almofadas e mantas.

“O importante é a harmonia do lugar, ou seja, não deixar o ambiente carregado demais e nem morto”, aconselha Mariza, que presta assessoria na área de decoração para residências. Segundo ela, é mais vantajoso explorar cores nas peças decorativas do que abusar delas, por exemplo, em sofás e tapetes, podendo estes ser mais neutros já que são maiores e mais expressivos. “Costumo, além de vender, dar idéias às pessoas que visitam a loja e se encantam, muitas vezes, com algum objeto exposto na vitrine”, diz Mariza.

A Iza Fashion também mantém uma floricultura com variedade de arranjos. Na loja – além das flores- os clientes podem encomendar cestas personalizadas, de Natal e maternidade. Na primeira, o consumidor tem total liberdade para escolher os produtos de sua preferência. As de Natal são montadas com espumantes, alfajor, trufas, frutas cristalizadas e muito mais opções. Já as cestas maternidade vêm com flores, almofada com oração, ursinho, sabonete para mãe e o bebê, entre outros materiais.

INDAIARA – Mais antiga no bairro, a Floricultura Indaiara, que completou 28 anos no último mês de setembro, também está com várias opções de presentes e flores para decorar a casa para as festas de final de ano. Entre as novidades, chocolates com motivos natalinos que podem ser anexados aos arranjos florais ou acomodados nas cestas de Natal. Para quem prefere alimentação mais natural, a sugestão da empresária Patrícia Roussenq Brognoli são as cestas de frutas ornamentadas com flores. A outra opção é a de café da manhã, montada com 32 ou 27 itens.

Em se tratando de flores, a dica são as orquídeas que acabaram de chegar à floricultura. Em várias cores, têm como vantagem, além da beleza, a durabilidade. Segundo Patrícia, elas permanecem com a floração que saíram da loja por cinco meses. Os cuidados também são simples. Devem ser regadas de 15 em 15 dias e, após a queda da flor, corta-se o caule em 25 cm de altura e inicia o processo de adubação. Em quatro ou cinco meses, as orquídeas voltam a florescer. 

Além das rosas colombianas – na cor vermelha e em tamanhos maiores-, a Indaiara possui as conhecidas flores de Natal. Popularmente chamadas de Espírito Santo, as eufórbias são a cara do mês e dezembro. Não podem deixar de compor a decoração da ceia e estão entre as preferidas na lista de presentes. Outra idéia é ornamentar a casa com as Tuias Holandesas, plantas que lembram pequenos pinheiros, tradicionalmente usados no Natal.



 
Papai Noel de batom
 
Edição 137

A população está mais feminina, aponta o Censo 2010 divulgado no mês de novembro pelo IBGE. São 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens. Na prática, a pesquisa comprova a realidade vivenciada no dia-a-dia do país, dos municípios, das comunidades. A presença das mulheres no mercado de trabalho é cada vez maior e, muitas, já sustentam a casa e os filhos. Profissões que até pouco tempo eram só exercidas pelo sexo masculino, hoje já mudaram de mãos. Estão aí, só para citar alguns exemplos, a presidente eleita Dilma Rousseff e a piloto de Fórmula Indy Bia Figueiredo, que, na véspera de Natal, deu show na pista de karts, em Florianópolis, no evento Desafio das Estrelas.  

Na região de Coqueiros, já são dezenas comandando os negócios ou sozinhas ou ao lado dos maridos. Além da Val e Mariza, citadas na capa desta edição, outras enfrentaram desafios e conquistaram seu espaço. Pilotando fogão, ajeitando os cabelos, vendendo roupas, fazendo faxina e até se vestindo de Papai Noel as mulheres estão em alta. Na foto, a Mamãe Noel é Ana Kátia Alves, moradora do Abraão e corredora de maratona. Ela posa ao lado das demais maratonistas que venceram, dia 19, a tradicional Corrida de Natal, promovida pela ACRA (Associação dos Corredores de Rua do Bairro Abraão), como mostra a coluna de Márcia Quartiero.

A todas as mulheres, incluindo esta editora, e aos nossos parceiros e leitores, a Folha de Coqueiros deseja:

Um bom Natal e muita saúde em 2011.
Boas Festas.



 
Comunidade quer solução para o trânsito do bairro
 
Edição 137

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PERIGO: colisão na esquina da Abel Capela com Santos Lostada

O trânsito em Coqueiros está cada vez pior e continua fazendo vítimas. Entre as ruas de maior movimento, a Abel Capela, no centrinho do bairro, virou palco de batidas de automóveis, transporte coletivo e motos.  O trecho de maior perigo está no cruzamento das ruas Abel Capela e Santos Lostada, esta última corredor do ônibus da Vila Aparecida. O maior problema é que os motoristas que sobem ou descem a Santos Lostada não param, desobedecendo as leis de trânsito, já que a preferencial é a Rua Abel Capela. Por sua vez, os motoristas que vêm pela Rua Abel Capela entram na Santos Lostada sempre pela contramão.

O casal Fred e Ana Schauffert, que moram no cruzamento e já enviaram carta ao Ipuf, dão uma sugestão: tachão nas esquinas da Santos Lostada. “No último acidente registrado em final de novembro, o policial militar - que veio fazer o Boletim de Ocorrência (BO) disse que a placa de Pare não pode estar junto da placa do ponto de ônibus”, destaca o casal, lembrando que todos os acidentes são motivos de pânico já que resultam em freadas bruscas, xingamentos e, muitas vezes, vítimas com ferimentos.

Outro local que tem causado vários acidentes é em frente ao Parque de Coqueiros. Os comerciantes locais denunciam o excesso de velocidade de veículos e transporte coletivo na principal via do bairro, a Avenida Max de Souza. Como solução, reivindicam uma lombada do tipo 2 (mais suave) para conter os apressados. “Temos certeza que irá impor respeito e evitará os acidentes constantes ali ocorridos, especialmente sabendo-se que o local abrigará –além do Parque- um Posto de Saúde onde antes funcionava o prédio da Casan. Tal pleito, é constantemente manifestado pelos comerciantes ali instalados e que testemunham fatos, acidentes, discussões e até mesmo agressões, engrossando as estatísticas de registros de boletins de ocorrência na 4ª  Delegacia de Polícia. Só para ilustrar, o próprio dono da Folha de Coqueiros, publicitário Silvino Barão Goulart, foi um dos acidentados na entrada do Parque quando estava a trabalho distribuindo o jornal”, diz o empresário Marco Antonio Ramos Gomes, proprietário da Lokacar Rental.

O excesso de velocidade também está preocupando os comerciantes do entorno da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). “É quase impossível atravessar a avenida, já que tanto os ônibus como os Amarelinhos e carros trafegam em alta velocidade. Antes que aconteça um acidente mais grave, estamos solicitando à Secretaria Regional do Continente uma lombada no local”, diz Gabriel, proprietário da Queijaria. Para isto, ele já está promovendo um abaixo-assinado.



 
Secretaria faz balanço de obras
 
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Câmera instalada na Praça da Praia do Meio para reduzir ocorrências

A Secretaria Regional do Continente fecha o ano de 2010 com saldo positivo. Entre as solicitações da comunidade, uma delas merece destaque especial. Trata-se da instalação das câmeras de vigilância eletrônica que já estavam no papel há oito anos. O sistema de segurança, composto por cinco câmeras, é uma reivindicação dos moradores para tentar coibir a ação dos marginais, já que ocorrências de furtos, arrombamentos e assaltos são cada vez mais freqüentes e têm acontecido em plena luz do dia. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito da Capital, Dário Berger, em março deste ano, durante a programação de aniversário de Florianópolis.

Já o contrato foi firmado no dia 5 de maio com a empresa Coringa Segurança Eletrônica, empresa vencedora da licitação e responsável por instalar as câmeras e a rede de fibra ótica. O sistema, que iniciou com a colocação de cabos de fibra ótica num trecho de sete quilômetros que vai do antigo Portal Turístico até o bairro Abraão, em agosto deste ano, começou a funcionar em 25 de setembro. Controladas pela Guarda Municipal, que mantém uma moderna central de monitoramento na sede da corporação, localizada na cabeceira continental da Ponte Pedro Ivo Campos, as câmeras estão posicionadas em locais estratégicos: uma no Parque de Coqueiros; outra na Praça da Praia do Meio, próxima ao Restaurante Fedoca; uma terceira na rótula de Itaguaçu; outra na Praia do Bom Abrigo e a quinta em frente ao Posto de Saúde do bairro Abraão.

Móveis e com alcance de até 120 metros, as câmeras são capazes de identificar números de placas de carros e o rosto das pessoas. Elas também são rotativas e giram em torno de 360 graus. No caso de Coqueiros, o ângulo de visão chega a 320 graus, já que estão instaladas nos postes da Celesc- o que limita o trabalho giratório. Mesmo assim, a visibilidade é ampla. Só para exemplificar, a câmera colocada na rótula de Itaguaçu monitora desde as proximidades da AABB até o Restaurante das Pedras, na Praia das Palmeiras, incluindo uma parte da Rua João Meireles e a Rua 23 de Março, perto do Diário Catarinense.

De acordo com o secretário Deglaber Goulart, que investiu cerca de R$ 100 mil – do orçamento da secretaria- o próximo passo é estender o projeto para Capoeiras. “A intenção é expandir o trabalho para que, em breve, todo o continente possua estas câmeras e possa ter um pouco mais de tranqüilidade”, anuncia.

OUTRAS MELHORIAS – Além da segurança, a Secretaria executou outras obras como a revitalização da Praia do Bom Abrigo, com substituição de guarda-corpo metálico por madeira semelhante ao implantado na Praia de Itaguaçu. E ainda instalação de equipamentos de ginástica para Academia da Terceira Idade, e restauração do piso petit-pavet. Também na área de lazer foi criada uma praça com playground na esquina da Rua Raimundo Bridon, no Bom Abrigo, além de capeamento asfáltico em várias ruas de Coqueiros e Itaguaçu.

Em execução, o capeamento no canal pluvial da Avenida Almirante Tamandaré, uma importante obra para a região de Coqueiros. Segundo o secretário Deglaber Goulart, para evitar mais transtornos no trânsito, está sendo aberto um acesso – antes da Avenida Max de Souza – para facilitar a circulação de veículos que pretendem fazer o contorno na Almirante Tamandaré e ingressar ou nos prédios recém-construídos naquela via ou acessar a Avenida Ivo Silveira. “Quanto à revitalização, pretendo ouvir a comunidade. Se a preferência for pela colocação de bancos a exemplo da avenida do Kobrasol ou outra proposta”, diz Deglaber.

Parque de Coqueiros é palco de eventos

Local de vários eventos durante 2010, o Parque de Coqueiros encerra o ano mais uma vez com chave de ouro. Dia 19, domingo, o espetáculo Apoteose reuniu seis orquestras e cinco corais de Florianópolis, repetindo o sucesso do ano passado onde milhares de pessoas assistiram ao musical. Em se tratando de música, no aniversário de 284 anos da cidade, comemorado em 19 de março, Artur Moreira Lima também encantou as quase mil pessoas que estiveram no Parque de Coqueiros, num espetáculo que incluiu apresentações da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA), do grupo de choro Guarapuvu e do Ballet Art Dança.

Além da música, o segmento esportivo também se destacou. Nos dias 27 e 28 de março, Florianópolis recebeu o maior evento náutico do Sul do país: a 1ª etapa do GP Floripa Brasil de Motonáutica, disputado na raia montada praticamente colada à pista do parque. Para os torcedores mais fanáticos, uma arquibancada garantiu um verdadeiro camarote com vista privilegiada.

O evento, organizado pela Secretária do Continente, fazia parte também das comemorações pelo aniversário da cidade e reuniu ainda uma exposição náutica com os principais lançamentos dos estaleiros catarinenses, além de uma exposição de canoas a vela esculpidas em um único tronco que foram, por muito tempo, o principal meio de subsistência das populações litorâneas de Santa Catarina.

“Queremos realizar um evento que aproveitasse todas as riquezas naturais da nossa cidade, resgatando nossa cultura como as rendeiras e canoas da Costa da Lagoa e a aproximação natural com os esportes náuticos. Para os próximos anos vamos inovar ainda mais. Esse evento já entrou para o calendário de Florianópolis”, declarou o secretário Deglaber Goulart.

Em se tratando de festas, 2010 também repetiu o mesmo sucesso da Festa Junina São João do Continente. Realizada em junho, contou com vários shows, praça de alimentação, parque de diversões, barracas de gastronomia e de artesanato. Em cinco dias, a festa recebeu milhares de pessoas.

O Parque também abriga uma academia de ginástica voltada à terceira idade. Idealizador da iniciativa, que hoje já contempla nove comunidades – Coqueiros- Estreito, Cabeceira da Ponte, Balneário, Jardim Atlántico, Monte Cristo, Capoeiras, Canto e Bom Abrigo-, Deglaber Goulart diz “que é preciso apoiar as pessoas com atividades físicas para melhorar a saúde dos cidadãos, assim poderemos garantir a integração, a saúde, a felicidade e a auto-estima da população”, diz. o gerente de Esportes da secretaria, Adriano Stoeterau, promoveu, em 2009, pesquisa com os freqüentadores das academias. Foi constatado que 80% dos entrevistados deixaram de ter problemas com a saúde.
Para encerrar o ano, a prefeitura lançou no domingo, dia 19, no Parque de Coqueiros, o projeto dos totens medidores de raios ultravioleta chamados Ozon-in. A partir de agora, os freqüentadores do local poderão obter informações sobre a radiação solar e os cuidados que se deve ter em relação à excessiva exposição ao sol.



 
Programe-se para Réveillon
 
Edição 137

FOTOS GERSON SCHIRMER

BOLHAS: Zalmir à espera dos clientes


VAL: direto do Sul da Ilha para cozinha

Por conta do Réveillon, bares e restaurantes da região de Coqueiros já se preparam para a virada. Alguns vão abrir as portas para receber a clientela, outros prometem novidades para 2011. Entre as casas que estarão funcionando na véspera do Ano Novo, destaca-se o Di Taroni Trattoria. Especializado na culinária italiana, o restaurante abre dia 31, das 18 às 22h, e é uma boa pedida para esquentar os ânimos antes de assistir aos fogos no Parque de Coqueiros. No sábado, dia 1º, o Di Taroni estará servindo almoço e janta.

A exemplo de anos anteriores, o Lai-Lai estará aberto dia 31 para almoço e jantar.  Quem quiser apreciar a cozinha oriental antes da queima de fogos, o restaurante vai atender das 19h até a meia noite. No menu, buffet e à la carte de comida tradicional chinesa e japonesa, além de pratos especiais à base de carne suína. Dia 1º, o restaurante também irá funcionar.

Quem também estará aberto na virada, é o Bar do Dico. Entre as novidades do cardápio, uma variedade de pastéis feitos na hora. Ao lado dos conhecidos sabores de queijo, carne, calabresa e camarão, o pastel de berbigão é o mais concorrido. “Nem chego a colocar o produto na geladeira. O berbigão vem direto do Sul da Ilha para a cozinha”, conta Val que, ao lado do marido, o Dico, comanda a casa.

Os que preferem passar a virada à beira-mar, o Móca, na Praia das Palmeiras, vai seguir o horário de final de semana. Dias 31 e 1º abre às 10h e não tem hora para fechar.  A sugestão do comerciante Reinaldo, o Móca, é degustar a Moqueca de Garoupa.

Como de costume, o Campeiro Assados estará trabalhando dia 31, ao meio dia, com um buffet mais voltado às iguarias da data. Ao lado das tradicionais comidas e churrasco, será acrescentado um pernil à Califórnia. Outras casas também estarão trabalhando apenas no almoço – como é o caso do Estação 261, em Coqueiros, o Galeto da Mamma, na Praia do Bom Abrigo, e a Casa Mendonça, na Praia do Meio.

Para curar a ressaca, a sugestão é almoçar no Sobradinho. No feriado de sábado o restaurante vai servir feijoada e caipirinha para quem gosta de comidas mais fortes. Já para quem exagerou dia 31, a pedida são os peixes e frango. Aos apaixonados por pizza, entre outros quitutes da cozinha italiana, a Bella Pizza, que fica na Praia do Meio, estará aberta no sábado, dia 1º, a exemplo da Pizzaria Chico Toicinho.

Em se tratando da Praia do Meio, um tradicional ponto de encontro de Coqueiros, o Bolhas, também estará aberto no feriado, dia 1º. A dica do comerciante Zalmir Silva é saborear as porções que vão desde carne até camarão à milanesa e coração de frango, acompanhadas de cerveja gelada e do visual da orla.



 
Comércio é alvo de ladrões
 
Edição 137

FOTO GERSON SCHIRMER

OSANAI: Alexandre mostra o local do arrombamento

Os comerciantes da Via Gastronômica de Coqueiros estão enfrentando sérios prejuízos por conta da falta de segurança no bairro. Um deles é o empresário Alexandre Osanai, que mantém um restaurante de comida japonesa em frente à Praia da Saudade. Só no início de dezembro, o restaurante foi arrombado duas vezes, entre 5 e 6 horas da madrugada. Os ladrões quebraram uma das janelas de vidro lateral e levaram vários equipamentos eletrônicos do empresário, além de dinheiro. “A saída, já que não existe policial fazendo ronda à noite, é contratar empresas de segurança particular. Estou conversando com os demais comerciantes para fazer uma parceria e contratar profissionais da área”, anuncia Alexandre. Além dele, a Bella Pizza também foi arrombada, mas, felizmente, não sofreu nenhum estrago. “Graças ao alarme, que disparou na hora de os ladrões fugirem, nada perdemos”, diz a empresária Carolina. Segundo ela, é a segunda vez que os marginais entram pela porta de vidro, na entrada da pizzaria, entre 2 e 3 horas da madrugada. “Acreditamos que são os guardadores de carros que têm agido na redondeza”, denuncia.

O comerciante Zalmir César Silva, proprietário do Bolhas, na Praia do Meio, foi outra vítima dos ladrões. Por várias vezes, entre 2 e 5 horas da madrugada, arrombaram a janela do banheiro do bar e levaram bebidas e outros pertences. Como solução, Zalmir contratou segurança particular. “Os comerciantes precisam de apoio do governo com relação à segurança. Afinal, nós geramos empregos e pagamos impostos. Hoje, os policiais estão na rua só para multar”, desabafa Zalmir. A exemplo do Bolhas e Bella Pizza, o Pappatore Forneria também resolveu agir por conta própria. “Além dos impostos, somos obrigados a investir dinheiro em vigilante particular e câmeras de monitoramento”, lamenta um dos sócios da casa, Fernando Klein.


Obra embargada

A Associação dos Moradores de Coqueiros Pró – Coqueiros conseguiu embargar, novamente, as obras de quatro blocos de apartamentos, que estão sendo edificados em área verde, entre as Ruas Bento Goya e a Marques de Carvalho, nas imediações do Posto Coqueiros. A construção em litígio foi iniciada pela Administradora Dulex em meados de 2009, tendo sido embargada, por iniciativa de moradores locais e a associação, em ação do Ministério Público Estadual (MPE), em novembro de 2009. Posteriormente, o MPE fez acordo com a construtora Dulex, sem consultar a comunidade de Coqueiros, validando a obra. A associação reagiu e, desta feita, por Ação Civil Pública, impetrada diretamente pela Pró-Coqueiros, apresentou recurso de apelação contra a sentença que validou as obras. O recurso foi acolhido sendo novamente embargadas as obras – reconhecendo a flagrante agressão ao meio ambiente – em sentença clara do eminente e consciente juiz,  Luiz Antônio Zanini Forneroli, que anulou o acordo e remeteu o processo, acolhendo o requerido pela Pró-Coqueiros, para o julgamento do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Associação Pró-Coqueiros
Leia mais cartas no www.folhadecoqueiros.com.br
 

Coleta seletiva muda dias e horário

A Comcap, que conseguiu triplicar a produção da coleta seletiva em Florianópolis nos últimos anos, vai alterar os dias de recolhimento de materiais recicláveis nos bairros continentais, a partir de 2 de janeiro. Em Coqueiros, Bom Abrigo, Abraão, Itaguaçu, Capoeiras, Bairro de Fátima e Vila São João a coleta seletiva (materiais recicláveis secos) passa a ser feita aos domingos e quintas, a partir das 19h. No Estreito, Balneário, Jardim Atlântico e Coloninha, a coleta seletiva será às segundas e sextas, também a partir das 19h.

Já na região comercial do Estreito, os recicláveis são recolhidos seis dias por semana, de segunda a sexta, a partir das 19h e aos sábados, a partir das 13h.
A população do Continente é responsável pela produção de 25% do lixo convencional e de 10% da coleta seletiva de Florianópolis, informa o gerente do Departamento de Coleta da Comcap, Paulo Pinho. A atual mudança, que unifica os roteiros de coleta no período da noite na área continental, acrescenta, tem o objetivo de melhorar a produtividade da operação na cidade, liberando contingente durante o dia, e de promover ganhos ambientais com o aumento da produção nesses bairros.
 

Função social da seletiva no Continente

A Comcap oferece coleta seletiva gratuita duas vezes por semana na área residencial do Continente e seis vezes na área comercial (Estreito). Para participar, basta o morador ou condomínio separar papel, vidro, metal e plástico e colocar na rua em sacos transparentes, nos dias e horários certos, que a Comcap recolherá.

O material recolhido pela coleta seletiva pública é destinado a associações de catadores, cumprindo a finalidade social de gerar renda para mais de 120 famílias cadastradas hoje.


 
Divulgação

A mudança de dias e horários será divulgada com folhetos e ímãs de geladeira pelas equipes de coleta e de educação ambiental da Comcap.
 

Aniversário

O casal Victorio Secreto (86 anos) e Edith Araújo Secreto (85 anos) comemora, dia 22 de dezembro, 65 anos de casamento. Residem em Coqueiros há 58 anos.
Seus filhos, genros, noras, netos e bisnetos lhes desejam com todo o amor e carinho MUITAS FELICIDADES!



 
Procura-se um bairro chamado Abraão
 
Edição 137

Num passe de mágica – de dar inveja a Mister M - duas grandes incorporadoras conseguiram fazer sumir do mapa o Abraão. Anúncios de duas páginas, que vêm sendo publicados nos principais jornais da Capital, com o objetivo de vender um empreendimento de alto padrão, no final da Rua João Meireles, não fazem qualquer referência ao bairro. A chamada é sugestiva e bastante glamorosa: “Novo empreendimento traz inovação para Coqueiros”, dando a entender que os limites deste bairro chegam quase até o município de São José.

Vale lembrar que, desde o dia 21 de julho de 1999, a lei municipal 5.504 criou oficialmente 11 bairros no Continente. São eles: Abraão, Balneário, Bom Abrigo, Canto, Capoeiras, Coqueiros, Coloninha, Estreito, Itaguaçu, Jardim Atlântico e Monte Cristo.

Em síntese, mesmo que não estivesse na lei, os moradores e a história do Abraão mereceriam um pouco mais de respeito.
 

Pega ladrão

FOTO NÉCO PELIN

Na manhã do dia 2 de dezembro, o morador de Itaguaçu, Néco Pelin, descobriu surpreso que tinham levado embora um dos bancos que fica no deque, da Praia de Itaguaçu, localizado em frente a sua casa, na Avenida Desembargador Pedro Silva, esquina com a Rua Antônia Alves. Para não haver dúvidas, ele fotografou o local e mandou para a Folha de Coqueiros a prova do crime. Conforme ele, “não foi um assalto a banco, mas o roubo de um banco”.

Como a editora Sibyla Loureiro diz que esta não é a primeira vez que isso acontece, é preciso reconhecer: há um serial robber, especializado em bancos, solto na região.
 

Belas ações marcam o Natal

Duas associações de moradores escolheram o dia 18 para fazer a confraternização de Natal.

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Papai Noel distribuiu brindes para a criançada

- A Associação dos Moradores do Bairro Abraão (Amba) promoveu a sua festa, das 13 às 17 horas, voltada às crianças do bairro, nas quadras de futebol suiço da Sport Land. A programação incluiu muita música, palhaços e pintura artística no rosto da criançada.

Também houve apresentação do Boi de Mamão e Pau-de-fita, dançado na perna-de-pau pelos meninos da CEVAHUMOS. Depois de um lanche reforçado, houve o sorteio de várias bicicletas e a distribuição de kits com brinquedos e guloseimas.

As mudanças estão sendo comandadas pelo morador Marcos Gonçalves dos Santos, que tomou posse como presidente há pouco mais de 30 dias. 

- Já a atividade realizada pela Associação dos Moradores das Praias do Itaguaçu, Meio e Saudade (AMPIMS) marcou o novo momento em que vive a entidade, com o lançamento de um site (www.ampims.com.br), e de um projeto para a revitalização completa da Praça da Praia do Meio, local escolhido para a comemoração, que contou com música, comida e o sorteio de uma bicicleta.


 

Tributo

FOTO MARCELO BITTENCOURT


A jornalista e moradora de Coqueiros, Néri Pedroso, lançou, em dezembro, um dos quatro volumes da Coleção Vida e Arte, editada pela Tempo Editorial. Coube a ela abordar a trajetória de Hassis, um artista inovador que – a partir do bairro Itaguaçu - revolucionou a forma de se encarar e ver a arte em Florianópolis, com suas pinturas, desenhos, gravuras e filmes.
 

Sarados

Fechando o ano, a Associação dos Corredores de Rua do Bairro Abraão (Acra) realizou – dia 19 de dezembro - a corrida de Natal, com 110 adultos e 88 crianças. Durante 2.010 foram quatro eventos, que incentivaram a prática desportiva e os hábitos de uma vida mais saudável. Na foto, o presidente da Acra, Analto Romalino da Cunha, com a equipe da Companhia do Corpo e Sabino Dambros, morador de Coqueiros que, aos 71 anos, ainda deixa muito marmanjo a ver poeira na estrada.



 
O vôo das cores
 
Edição 137

Ruflando as asas, terna, docemente, veio,
montada num arco-íris, com sela de prata,
com estribos dourados, transluzindo à ágata;
chegou envolta em nuvens, dona dos arreios.
 
As cores, galopando, desprezando os freios,
traziam luzes, flores, perfumes, cascatas,
o vidrado dos mares e o frescor das matas,
a leveza das aves, cantos e gorjeios.
 
Com certeza um encanto, as cenas multicores,
gradações amarelas, cambiantes celestes!
Tais matizes descansam o vôo no meu colo.
 
Essas cores são de anjos, de asas furta-cores,
nuançadas de beleza, tendo o céu por veste.
Esse voejar divino, nasce dos teus olhos.

Cacildo Silva
 
Esclarecimento

Tracei muitos rumos na rosa de manobra
e na rosa dos ventos.
Naveguei até demais.
De tudo eu bebi, em nada me arrependi.
Como militar eu via ordem e disciplina
como parâmetros para defesa Nacional.
Mesmo lendo sobre bons estadistas
em nada poderia concordar com badernas,
seqüestros, mortes e assaltos.
E agora? O que são realmente os homens e o poder?
E o que fui eu nas crenças ensinadas
como certo e errado? E agora, Eu?!
Fui para Marinha não só para ver navios.
Notícias do porto e mulheres bonitas
como sereias cantoras de Ulisses entraram
nos meus sonhos e realidades.
Entre os pseudos-crustáceos do mangue
havia coisas boas e baratas.
Êxtase e catarse evitam que eu enlouqueça
pensando em ordem, valores e desordens.

Ivan Alves Pereira



 
Natal
 
Edição 137

Quero através deste espaço colocar uma mensagem de agradecimento a um dos  maiores jornais do nosso bairro, a  Folha de Coqueiros.  Desejar  um Feliz Natal e um Feliz  Ano Novo a família Goulart, este que se empenham pra  levar a noticias a todos os cantos  do meu bairro e também na  Internet  a todos os cantos do Planeta.

Abraços  do seu  fiel leitor
Nacor de Oliveira Serapião Filho
 

Posto de Saúde de Coqueiros

Em audiência pública realizada pela Associação Pró-Coqueiros em 30 de novembro, além de outros assuntos de grande relevância, discutiu-se sobre o desejo da Prefeitura de Florianópolis em instalar um Posto de Saúde no Parque de Coqueiros. É um total absurdo! Temos pouquíssimas áreas verdes e de lazer na cidade e a Prefeitura pretende ocupar parte de uma dessas raríssimas áreas para construção de um Posto de Saúde? Se não houvesse outras opções, era de se compreender, mas há lugares muito mais apropriados no bairro, como o terreno ocioso no meio da Avenida Almirante Tamandaré, muito mais próximo das comunidades carentes - onde vive a população que majoritariamente necessita de acesso ao serviço de saúde pública.

Leonardo Contin da Costa
 

Lombada

Conforme contato telefônico, expusemos  a gravidade da velocidade dos veículos e ônibus urbanos que trafegam na principal avenida do bairro de Coqueiros, mais precisamente, em frente ao número 826, e da entrada do Parque de Coqueiros. Sabedores também da implantação, em breve, no antigo prédio da Casan, de um Posto de Saúde, a faixa de pedestres já ali existente - muito utilizada por pessoas idosas, adultos em geral e crianças que se exercitam naquele Parque- nada mais justo e de cautela do que a instalação de uma lombada do tipo 2 (mais suave). Temos certeza, irá impor respeito e evitará os acidentes constantes ali ocorridos. Tal pleito é constantemente manifestado pelos comerciantes ali instalados e que testemunham fatos, acidentes, discussões e ate mesmo agressões, engrossando as estatísticas de registros - BOs na 4ª  DP.  A instalação da lombada, em estudo avançado nessa secretaria,  merece nosso apoio.

Marco Antônio Ramos Gomes
 

Lombada I

A Associação dos Moradores do Bairro Abraão (AMBA), fundada em 22 de novembro de 1986, completou no dia 22 de novembro 24 anos de existência, e tem como objetivo principal defender os interesses de todos os moradores da nossa comunidade. Atendendo a reivindicação dos moradores do Condomínio Residencial Mar Azul e demais moradores do entorno da referida rua, através de abaixo-assinado contendo mais de 300 assinaturas, a AMBA encaminhou via oficio pedido de instalação de uma lombada. Porém, fomos informados pela Secretaria do Continente que somente seria possível uma meia lombada devido ao local, ou seja, na descida meia lombada e a subida ficaria sem lombada para não congestionar ainda mais o trânsito que já é caótico. Infelizmente foi questionada por um morador mal informado, que antes de saber dos motivos lançou críticas através de um jornal local, ao qual pedimos direito de resposta e prontamente atenderam. A necessidade da instalação deu-se em virtude de várias colisões de veículos e atropelamentos de pedestres naquele local. Jamais pediríamos alguma obra que viesse a trazer prejuízo aos nossos moradores, muito pelo contrário, quando se trata da segurança e a vida de quem transita em nosso bairro a AMBA se faz presente. Quando da critica, a obra ainda não estava concluída, como disse o vereador Deglaber Goulart, secretário municipal do Continente, falta a instalação dos tachões que impedira a invasão de veículos na pista contrária. Hoje quem transita naquela local pode constatar a conclusão da lombada e até o momento nenhum acidente aconteceu. Cabe acrescentar ainda, que a atual diretoria da Associação não mede esforços na busca de soluções para resolver os problemas existentes em nosso bairro, sempre focando o bem estar de todos. 

Paulo João Rodrigues - Paulinho
Vice-Presidente da AMBA 

 

Creche Dona Cota

A ampliação e reforma da Creche Dona Cota mais uma vez ficou para trás. Em outubro de 2009, a Câmara na comunidade esteve visitando o bairro Abraão, e, na visita à Creche foi apresentado pelo Deinfra da Prefeitura Municipal de Florianópolis o projeto de ampliação de mais quatro salas. No discurso do secretário da Educação - professor Rodolfo Pinto da Luz - o projeto seria alterado acrescentando mais duas salas de aula, passando de quatro para seis, e a obra estava prevista para ser iniciada em março de 2010. Até a presente data nada aconteceu, ou seja, nem quatro muito menos seis. Queremos saber quando vai realmente iniciar a tão esperada obra de ampliação e reforma, ficou na promessa? Enquanto não acontece, a fila de espera por vaga aumenta cada vez mais. Com a palavra o Deinfra, responsável  pelas obras do município.

Paulo João Rodrigues - Paulinho
Vice-Presidente da AMBA 



 
Comércio diversificado
 
Edição 136

FOTO GERSON SCHIRMER

ARTESANATO: Catarina e Helena do Ateliê Shekinah

É tempo de ir às compras e enfeitar a casa para o Natal. Para evitar atropelos de última hora, congestionamento, falta de segurança e de estacionamento nada melhor do que conferir os produtos oferecidos pelo comércio local. Pensando nisto e para atender com mais conforto a comunidade, a maioria das lojas da região de Coqueiros vai operar em novo horário – conforme calendário divulgado pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), de Florianópolis -, e já está preparada com as mais variadas opções.

É o caso da Arguto Fashion, em Coqueiros, que oferece acessórios, e roupas femininas com tamanhos maiores. “Apesar de tamanhos especiais, são modelos jovens que têm atraído clientes de outros bairros”, diz Rosana Kock. A loja- que há 10 meses está em novo endereço – também trabalha com vestidos, bermudas, chapéus, além de uma linha de camisetas masculinas.

Também com novo visual, a Petty Poá, este ano, está com uma variedade de peças para presentes. “São mimos de última hora que vão desde carteiras até capas para notebook”, destaca Francine Genezeli, a Fran. Especializada em vestuário feminino, a loja tem ainda chinelos, sapatilhas, bolsas pequenas com corrente, e vestidos de festa em promoção.  

Em se tratando de decoração para as festas de final de ano e presentes de Natal a dica é conhecer o Ateliê Shekinah, no Abraão. Além de consertos de roupas, o ateliê – inaugurado há quatro meses pela costureira Catarina Narci – também hospeda uma verdadeira usina de artesanato. São panos de prato, jogos de banho, capas para bombonas, puxa saco, vidros para biscoito e balas, cestas para panetones, saquinhos para embalar adoçantes e garrafas de vinho e champanhe, entre outros como prendedores de roupa decorados para fechar alimentos na cozinha.

Com motivos natalinos, eles estão sendo vendidos por um preço acessível que varia de R$ 3,00 (pregadores) até R$ 150,00 (bandeja com cesta e outros objetos para café da manhã). Um kit de viagem – sacos para guardar meias, calcinhas e toalha de mão – por R$ 35,00, e uma sacola ecológica por R$ 15,00 são boas idéias para presentes. De novidade para casa, o destaque fica por conta da guirlanda de balas.

“Desde pequena – um dom que vem de família- gosto de fazer tricô, bordados, fuxico. Comecei preparando enxoval para os amigos, sem cobrar nada. Os pedidos, no entanto, aumentaram e resolvi transformar o hobby em renda extra”, explica a funcionária pública aposentada, Helena Souza Nunes, moradora do Abraão há 30 anos.

HORÁRIO DE NATAL

6 a 10/12: até as 20h
11/12 sábado: normal
12/12 domingo: fechado
13 a 17/12: até 21h
18/12 sábado: até 20h
19/12 domingo: das 14h às 20h
20 a 23: até as 22h
24/12: até as 17h
25 e 26/12: fechado



 
Tudo num só lugar
 
Edição 136

FOTOS GERSON SCHIRMER

CHAMONIX: shopping reúne várias lojas no centrinho de Coqueiros

Quem não tem tempo para circular na região, pode contar com várias lojas reunidas em um só espaço. Trata-se do Mini- Shopping Chamonix que completou 17 anos em 2010. Localizado na Avenida Engenheiro Max de Souza, 1451, no conhecido centrinho de Coqueiros, o shopping reúne cerca de 20 lojas e fácil estacionamento. Ali os clientes vão encontrar desde costureira, artigos para presentes, lingeries, moda infantil e feminina, salão de beleza, eletrônica, internet, produtos naturais, até curso de matemática, português e inglês.

Além da variedade de segmentos, as lojas estão com boas ofertas para o Natal. Na linha de moda íntima feminina, masculina e infantil, o consumidor pode encontrar as melhores marcas na Ewem Meias. Na promoção, destacam-se calcinhas a R$ 7,90; sutiã a R$ 15,90 e camisolas a R$ 27,80. Para o final do ano, as tradicionais calcinhas coloridas com mensagens de paz, amor, sorte e fortuna.

Na Porto Presentes, a sugestão fica por conta dos saches para armários e ambientes internos que variam de R$ 20 a R$ 29,00, lavandas em quatro tons a R$ 15,00 o buquê, e aromatizantes com varetas, à base de floral, por R$ 20,00.  Para enfeitar a casa, além da decoração de Natal, uma linha de quadros para ornamentar closet, lavabo, entre outros, feitos com gravuras.

Quem quiser presentear com roupas, a Ana Bauer sugere blusas de renda e malha por R$ 69,00. Se a preferência for por acessórios, a dica são as pulseiras de crochê coloridas por R$ 49,00. Para as festas de final de ano, a loja exibe na vitrine vestidos curtos para a noite de Natal e Ano Novo com estampa de onça, além do clássico branco.

Para o público infantil, a Uni Duni Tê oferece as melhores marcas tanto para uso diário como para festas. A loja trabalha com tamanhos de 0 até 18, que veste crianças de até 13 anos. As opções de presentes são vestidos, biquínis, sungas, shorts e acessórios. Aos recém-nascidos, um enxoval completo. Já para quem gosta de esportes, a loja dispõe de uma linha básica em ciclistas formada por bermuda, regata e camiseta.

Fora os presentes, o Chamonix hospeda o Salão de Beleza Kaetê, que abrirá nos dias 24 – das 8h30 às 15h - e 31- das 8h às 17- (sexta-feira), para atender clientes às vésperas do Natal e Ano Novo. O prédio abriga ainda a Italy Eletrônica, que oferece assistência técnica em equipamentos de áudio, vídeo e informática, além do Sabor e Saúde. Especializada em produtos naturais, a casa tem uma variedade de artigos como xampus, sabonetes, aromatizantes de ambientes e travesseiros com ervas medicinais, além de promoção de cestas de Natal.

Sem esquecer do Kumon, curso voltado ao raciocínio lógico, concentração, disciplina, capacidade de execução de tarefas, responsabilidade, independência e a busca do conhecimento por si mesmo. As aulas acontecem duas vezes por semana.

Já os internautas, dispõem dos serviços de um Cyber: o Café Portal. Para atender os usuários de internet como também de escâner, cópias e fax, a loja ficará aberta até 17hs na véspera de Natal.



 
Para todos os gostos
 
Edição 136

FOTO MARCELO BITTENCOURT/DEZ 2009

ABRAÃO: moda é um dos segmentos fortes do bairro

Um dos bairros da região de Coqueiros com maior crescimento populacional, o Abraão também se destaca no desenvolvimento comercial. A principal via do bairro, a João Meireles, a exemplo das adjacentes, abriga empresas que oferecem produtos e serviços dos mais variados ramos.  A moda é um dos segmentos fortes e, para tanto, disponibiliza um leque de opções de compras e presentes.  Mais antiga do setor, a loja Ao Rigor da Moda – que completa 10 anos em abril - dispõe de roupa masculina, feminina e infantil e ainda perfumes, acessórios e bijuterias.

Na MS Moda Ìntima, os clientes podem encontrar pijamas, roupões, chinelos, meias, entre outros artigos masculinos, femininos e infantis, além de uma linha erótica. A exemplo dos anos anteriores, a loja vai sortear um presente na véspera de Natal para quem investir R$ 50,00 em compras.

Mais jovem, a Paty Modas- também voltada a todos os públicos- está com novidades para as festas de final de ano. Seguindo a tendência da moda, dispõe de macacões, vestidos com muita estampa e babados e ainda no estilo balonê. Para rematar o visual, bolsas, colares e outros acessórios.

Especializada em todas as idades e tamanhos – do P ao GG- a Gata Garota, há dois anos no Abraão, aposta no vestuário feminino tanto para o dia-a-dia como para uma festa à noite. Jeans, bolsas, brincos e óculos também completam o mix de sugestões para Natal e Ano Novo.

Quem quiser design exclusivo, a artesã Camila Lúcia de Oliveira acaba de inaugurar um espaço próprio: o Mila Bijoux. Localizada ao lado da Lanchonete Primus, a loja está com uma linha de peças para cabelos que vão desde laços até as tradicionais piranhas. Direcionada ao público jovem, Camila tem como diferencial os preços que vão de R$ 15 a R$ 50,00 os brincos, por exemplo.

Se o presente for para o público infantil, uma boa dica é a Papelaria Pincel Mágico. Ali, o cliente encontra livros e gibi e uma espécie de sebo com exemplares de literatura brasileira, além de livros espíritas, de poesia e de alimentação. Sem esquecer, é claro, do papel de presentes, cartões e caixas que não podem faltar nos festejos de Natal.
 Para a ceia, a sugestão são os doces da Akitutes. Especializada em tortas e docinhos, a confeitaria já está recebendo encomendas para o Natal tanto de doces como para salgadinhos. A preferida é a torta de nozes com chocolate. Ainda na área da alimentação, os moradores do bairro poderão encontrar gêneros alimentícios na tradicional Mercearia Batista – comandada há 32 anos pelo conhecido seu João -, e decorar o buffet com frutas frescas da Fruteira Grilli, que funciona há quatro anos no Abraão. O comerciante Giliard Maciel atende das 8 às 20h.

Se a correria estiver grande, o jeito é almoçar no Ponto Light, restaurante que comemorou 10 anos em 2010. Com foco na comida caseira, sem gordura e pouco sal, a casa serve diariamente 12 tipos de carnes e 23 tipos de saladas.



 
Lixo na praia
 
Edição 136

Caros, fiquei impressionada com a quantidade de lixo doméstico exposto no mar da Praia do Meio no último feriado. Além da orla, seguia em direção ao Restaurante Fedoca e ainda alcançava o deck de pesca. Tinha cebolas boiando, plásticos, embalagem de leite Tetra Pack e milhares de outros lixos. Tirei fotos para registrar a grande camada de detritos boiando e sujando a praia. Fiquei com vontade de recolher, mas não tinha nenhum material próprio e era muito entulho.
Quem devemos chamar num caso deste? A Comcap e Floram?
Patrícia Farias
 

Excesso de lombadas

Na edição anterior da Folha de Coqueiros foi publicada uma carta minha e, nela, eu deixava bem claro o que está acontecendo e em nenhum momento recomendei ou sugeri lombadas como solução dos problemas de trânsito que estão ocorrendo não só no nosso bairro, mas pude constatar que a Ilha está seriamente comprometida com o comportamento no trânsito. Constatei o número incontável de lombadas ao circular com meus hóspedes para mostrar os recantos e encantos de nossa terra, mas perdi a elegância ao ter que dirigir atenta a cada lombada que fui encontrando pelo caminho. As mais recentes em Coqueiros e adjacências, na Rua João Meirelles, entre Itaguaçu e Bom Abrigo, na descida para o Abraão, é totalmente inapropriada. De um lado da rua, a grande maioria desvia e circula na contramão (considerando, também, que os carros estacionam ao longo daquele trecho). Incluindo ônibus de linha escolares, motos, carroças, automóveis, caminhões podendo-se contar os que dispõe ultrapassá-la. Vai acontecer acidente ainda mais grave. Então foi esta solução encontrada pelos nossos administradores! Insisto, urge que se faça um planejamento sério e com fundamento técnico, estudando de forma holística e multidisciplinar soluções competentes e satisfatórias que tragam confiança e tranqüilidade aos motoristas e pedestres. Está no momento de também resgatarmos aqueles simpáticos e protetores Guardas de Trânsito.
Maria Leda Lisboa Ferreira de Melo
 

Placa de sinalização

Os moradores da Rua João Alcântara da Cunha, em Coqueiros, agradecem ao Secretário do Continente Deglaber Goulart pela instalação da placa de sinalização de rua sem saída, possibilitando assim que os motoristas façam manobras desnecessárias ao entrarem nessa rua. Obrigado.
Zoraide Brito


Fila dupla

A Rua João Meirelles se tornou uma via principal da nossa região, ainda mais depois da abertura do acesso à rua na altura do Angeloni Capoeiras. O Abraão é um bairro que cresce a olhos vistos e esse desenvolvimento trouxe um aumento no número de carros circulando na região. Em vista desses dois fatos é inadmissível que se estacione os carros na João Meirelles como fazem os cliente da Confraria do X e Ministério da Cerveja. Os carros dos clientes obrigam os motoristas avançarem na pista oposta. A João Meirelles é uma via estreita, vamos usar o bom senso antes que haja um acidente.
Daniel Sá
Residencial Argus

 

Residencial Argus

A jornalista  Maiara Gonçalves mais uma  vez coloca em  sua reportagem uma  das polêmicas criada por pessoas que não tem o que  fazer na  vida e ficam  criando picuinhas com relação ao Residencial Argus e o trânsito local. Maiara talvez  não tem conhecimento do caso. A partir  do fechamento dos portões laterais do Residencial Argus, alguns invasores e penetras que  faziam  o trajeto por dentro  do Residencial Argus, para  alcançar a Avenida Desembargador Pedro Silva, ou colocando seus  veículos particulares para  irem aos  bares e restaurantes  nas imediações para ingerir bebidas  alcoólicas e fazer algazarras na  noite, usavam como estacionamento este Residencial. Também  nos  dias  úteis  existe uma  feira  de hortifrutigranjeiro para os moradores do Residencial Argus, e  estes invasores, que não  respeitavam nem os porteiros, entravam como se fosse a casa da mãe Joana. Com a chegada do novo  síndico geral, senhor Abelardo, foi cortada estas mordomias aos penetras e invasores. E são estes que estão dando palpites  na  nova entrada  do condomínio, colocando empecilhos  na  administração. Pouco interessa para nós a  forma de  saída do residencial, sabendo-se  que há 30 anos  a prefeitura  deu  como entrada e saída  na Avenida Desembargador Pedro Silva, 2202. E vamos obedecer  a ordem  dada.

Quanto aos palpiteiros de plantão, que se cuidem agora, porque não  vão  entrar   mais  no Residencial Argus como  vinham  fazendo e  abusando. Agora  todos  serão cadastrados e  filmados.
Nacor de Oliveira Serapião Filho

 

Ping-pong

A procuradoria da Fazenda e Receita Federal, em Florianópolis, assinaram portaria conjunta, com intuito de descentralizar, acelerar e solucionar com rapidez todas as pendências. O que era para ser ágil, na prática virou ping-pong. Um orgão empurra para o outro a solução. Demora acima dos limites toleráveis, apesar da boa vontade de alguns servidores. Sugiro uma  reunião conjunta para que ambos parem de falar latim e esperanto. Que falem português e resolvam nossos problemas. Estamos pagando.
Jorge D. Hexsel



 
Escoteiros completam 22 anos
 
Edição 136

FOTOS GERSON SCHIRMER

ATIVIDADES: Grupo tem sede na AABB de Coqueiros

No último mês de agosto, ele completou 22 anos de fundação.  Ao longo dessas duas décadas, cerca de mil integrantes do movimento já marcaram presença nos encontros e atividades pelo Brasil afora. Trata-se do Grupo Escoteiro do Mar- Ilhas Guará, que mantém sua sede ao lado do ginásio de esportes da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) de Coqueiros. Ali, todos os sábados, o grupo realiza desde trabalhos internos como aprender a cozinhar e lavar louça até atividades ao ar livre como pescar, remar, além de receber instruções náuticas e de acampamentos.

“Ser escoteiro é um diferencial na vida. É saber respeitar o próximo, conviver em equipe e, principalmente, cultivar amizades fortes. Sempre temos alguém para bater-papo e compartilhar problemas”, conta Marcelo Olympio de Oliveira, 21 anos, um dos pioneiros do Ilhas Guará.

Influenciado pela família, Marcelo ingressou no movimento aos sete anos como lobinho. Além do pai, o avô Ruy Olympio de Oliveira participou ativamente do escotismo. Promotor de Justiça aposentado, é autor do hino dos escoteiros de Santa Catarina e fundador dos grupos de escoteiros de Rio do Sul, Campos Novos e Indaial, este último ainda ativo e com 51 anos de existência. “Por seu incentivo ao crescimento da organização no estado, meu avô foi homenageado na Câmara de Vereadores de Rio do Sul neste mês de novembro”, orgulha-se Marcelo, morador de Coqueiros.

Com 78 integrantes, entre lobinhos, escoteiros, seniors e pioneiros, o Grupo Escoteiros do Mar – Ilhas Guará encerra o ano com balanço positivo. Fora as ações locais, participou de três grandes encontros nacionais. Um deles foi o Comporee Gaúcho, realizado na cidade de Osório- RS-, que reuniu escoteiros de todo o Brasil. Outro aconteceu em Curitiba, o Aventura Senior, e o terceiro no Rio de Janeiro, o Ajuri – significa encontro na língua dos Zulus (povo do Sul da África), reunindo escoteiros do mar também do Brasil inteiro.

“Um dos objetivos do movimento é servir à sociedade. Por isso, sempre nos envolvemos em campanhas externas de maneira voluntária”, explica o diretor de Patrimônio Silvio Luiz Rodrigues, destacando as participações do grupo este ano. Entre elas, as campanhas de doação de sangue e a de coleta de alimentos promovidas por empresas de Florianópolis.

Quem quiser participar do Grupo, deve entrar em contato com a diretora Maria Beatriz da Rocha Rodrigues pelo telefone 3232-2296.

ORGANIZAÇÃO

* Lobinhos (de 6 a 11 anos)- fase da fantasia
* Escoteiros e escoteiras (de 11 a 15 anos)- fase da aventura
* Seniors e guias (de 15 a 18 anos)- fase do desafio
* Pioneiros (de 18 a 21 anos)- servir à comunidade



 
Vinte anos de tradição
 
Edição 136

FOTOS GERSON SCHIRMER

LAI-LAI: restaurante oferece mais de 60 pratos no cardápio

Por Mariana Goulart

A culinária oriental, além de apetitosa e saudável, pode ter ainda mais um diferencial: ser preparada por alguém que realmente entende do assunto. No restaurante Lai Lai, em Coqueiros, o sabor da comida tem tempero legítimo. Os chefs Tingue e Aldir- que comandam a cozinha - são orientais e possuem mais de 20 anos de experiência na área. Para o cardápio, a dupla escolhe minuciosamente os ingredientes, como legumes e temperos selecionados e com alto valor nutritivo. O resultado pode ser conferido nas refeições regadas ao visual da Praia do Meio e acompanhadas do típico pãozinho da casa.

Aberto diariamente, o Lai Lai chegou ao bairro em 1989. Com mais de 60 pratos no menu, o restaurante oferece buffet e também à la carte no almoço, com carta de vinhos e saquês. O festival de comida japonesa, nas sextas-feiras e sábados à noite, tem preço único para casal. Entre os pratos da cozinha chinesa, o Teppanyaki é o mais pedido. Os frutos do mar também merecem atenção especial, salmão ao molho de camarão, linguado, lula empanada e outras receitas tradicionais assim como o filé mignon à moda chinesa.

Mercilda Baldissera, proprietária e administradora, faz questão de cuidar de todos os detalhes do Lai Lai: do visual com decoração oriental e vista para o mar até as novidades para a próxima estação. De acordo com Mercilda, o Verão também vai ter gostinho especial: menu de aperitivos (como rolinho primavera e lula) e cerveja bem gelada. “A vista privilegiada da Praia do Meio é um convite às noites quentes e um ótimo papo entre amigos”, garante a empresária.

Para sobremesa, o restaurante tem várias opções além da tradicional banana flambada¬: torta holandesa, de amora diet, de limão, ou chocolate. A novidade fica por conta do fruit shake, que teve ótima aceitação e mistura suco de frutas com sorvete. Na ceia de Réveillon, o Lai Lai fará um cardápio especial: bife e costelinha de porco chinesa ao molho agridoce.

Com ambiente climatizado, o restaurante possui amplo estacionamento, espaço para eventos como festas de aniversário, casamentos, final de ano, entre outras, com capacidade para 130 pessoas.

O Lai Lai integra o corredor da Via Gastronômica de Coqueiros e está localizado na Rua Desembargador Pedro Silva, 2330. Trabalha com tele-entrega diariamente no almoço, das 11h30 às 14h, e à noite das 18h30 às 23h. Todo o cardápio está disponível para tele-entrega.

SERVIÇO

Especialidades: comida chinesa e japonesa
Novidades para o Verão: cardápio de aperitivos como rolinho primavera e lula
Sobremesas: tortas holandesa, de amora diet, de limão, de chocolate e fruit shake
Atendimento: das 11h30 às 14h, e das 18h30 às 23h
Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, 2330- Praia do Meio
Tele-entrega: 3249-2728



 
Voluntários preparam o Natal
 
Edição 136

FOTO DIVULGAÇÃO

CARREATA: Maureci (esquerda) conta com ajuda da família e amigos como Celito

Por Danilo Duarte

A solidariedade é o que move as pessoas da comunidade de Coqueiros a realizar eventos gratuitos para comemorar o Natal. Com histórias de vida comoventes, festejos reúnem em diversas partes do bairro com o mesmo objetivo: espalhar a bondade. Uma destas histórias é a da família Vieira, que usa a casa número 266 da Servidão João Paulo I como quartel-general para organizar uma carreata que já está na segunda década. O trenó do Papai Noel vai cruzar as principais ruas de Coqueiros a partir das 17h de 23 de dezembro, com saída em frente à residência da família. Maureci Vieira, 48 anos, um dos organizadores da carreata, diz que cerca de 70 pessoas, entre familiares e amigos, participam da distribuição de brinquedos, balas e outros doces, além de quinze carros que acompanharão a carreata também entregando presentes.

No entanto, para que tudo corra bem e eles possam superar os cerca de 1.600 brinquedos doados no ano passado, é preciso que mais pessoas contribuam. Vale até carrinhos ou bonecas que precisam de um conserto. Para poder reparar os donativos, os familiares criaram até a Oficina do Papai Noel. Maureci conta que a festa acontece há 20 anos, desde quando o pai dele se vestia com as roupas vermelhas, subia em uma cadeira de balanço presa ao teto de um carro e distribuía os presentes. “De lá para cá, já passamos por 12 carros e agora temos um reboque com um trenó, que é montado nas semanas antes da carreata”, explica ele.

Pouco antes da saída, um bolo será servido para os presentes, antecipa Vieira. “Queremos comemorar os 20 anos de trabalho, que o meu pai começou, nós continuamos e já está chegando na quarta geração, com o meu sobrinho Douglas, que tem dois anos”, celebra Maureci. Doações podem ser feitas no mesmo endereço ou pelo fone 3248-3817 com a Vó Maria.

Árvore Solidária

Pelo segundo ano consecutivo, os funcionários do BB Coqueiros/Besc e o Conselho Comunitário de Coqueiros estão organizando a Árvore Solidária com o objetivo de presentear as 56 crianças da creche mantidas pelo Conselho.  A árvore de Natal será montada no saguão da agência e os enfeites são cartões mostrando o rostinho das crianças, idade e suas medidas para sapato e roupas. Quem freqüenta o local, pode escolher uma criança e se transformar no Papai Noel para um dos pequenos. A entrega dos presentes será o ponto alto de uma festa que acontecerá no dia 16 de dezembro, em meio a doces, refrigerantes e decoração natalina, na sede do Conselho Comunitário. Os presentes deverão ser levados na própria agência até dia 14 de dezembro. Informações com Raquel 3248-1200.

Bolo gigante

Ela é conhecida como Vânia, apesar de ter sido batizada como Ivanete. A produção de um bolo – que neste ano terá 12 metros – e a distribuição de brinquedos e roupas é o trabalho natalino que ela, familiares e amigos realizam desde que perdeu o filho de sete anos, atropelado. Na festa do ano passado, Vânia tinha cerca de 1.000 crianças cadastradas e a previsão dela é ultrapassar este número. Com o nascimento de seu filho, há dois meses, e uma complicação de saúde, Vânia conta que pensou em não ter forças para reeditar a festa. “Mas Deus quer que eu continue”, desabafa. Neste ano, a festa acontecerá no dia 24 de dezembro, a partir das 8h, em frente à base da Polícia Militar, na Vila Aparecida. Para que a comemoração natalina possa ser completa, Vânia lembra que todos precisam participar com donativos. Doações pelos telefones 3244-3141 e 9985-5313.

Curso de decoração

Para aprender a produzir itens de decoração natalina, um curso gratuito será realizado no Bosque Pedro Medeiros, no bairro Estreito, de 24 de novembro até 15 de dezembro, sempre às quartas-feiras, a partir das 14 horas. A produção poderá ficar com cada aluno do curso, para uso pessoal ou venda. Para vender, será organizado um bazar no dia 19 de dezembro, no Parque de Coqueiros, onde os alunos poderão oferecer seus trabalhos em barracas que serão montadas pela Secretaria do Continente. A matéria-prima é doação da Escola de Samba União da Ilha da Magia. Para mais informações, ligue para 3271-7927, com Silvio Sousa.

AMBA

A Associação dos Moradores do Bairro Abraão (AMBA) promove Festa de Natal no dia 18, na Rua João Meirelles, 1445, quadras de futebol suiço da Sport Land, com a seguinte programação: 13h - Início do evento com música, pinturinha facial, palhaços, decoração do local com balões e outras diversões. A animação da festa fica por conta da Companhia Encantada. Às 15h será servido lanche, e, em seguida, acontece a apresentação do Boi de Mamão e Pau-de-fita dançado na perna-de-pau com as crianças do Centro de Valorização Humana, Moral e Social do Bairro Abraão (Cevahumos). O encerramento será às 17h com sorteio de bicicletas, distribuição de Kits com brinquedos e guloseimas.



 
Saúde começa nos pés
 
Edição 136

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PODÓLOGA: Isabel alerta para os cuidados não apenas no Verão

Por Mariana Goulart

O calor está chegando e com ele a vontade colocar os pés de fora. Assim como as unhas e a própria pele, a saúde dos pés é tão importante quanto o resto do corpo. Para cuidar deles, nada melhor do que um podólogo, profissional especializado não só em micoses e problemas de unhas, mas também num embelezamento minucioso. Em Coqueiros, o tratamento pode ser feito pela podóloga Isabel Martins, que acaba de participar da 15ª Jornada Internacional de Podologia, em São Paulo. O encontro reuniu profissionais para estudos, troca de conhecimento, técnicas e novos experimentos, como o uso do laser.

“Se as pessoas visitassem um podólogo uma vez por mês, tratando micoses e unhas encravadas, o Verão seria tranqüilo e saudável”, explica Isabel, lembrando que, nessa época do ano, recebe muitos mais clientes e alguns deles precisam de tratamentos longos, na média de seis meses, que deveriam começar durante o Inverno.

Usando produtos fitoterápicos, Isabel explica que os pés devem ser bem tratados. As cutículas não devem ser tiradas por inteiro, já que protegem as unhas. Os óleos de cravo, semente de uva e o melaleuca (especial para tratar micoses e antiinflamatório) podem ser usados diariamente para hidratar e prevenir problemas. Micoses também podem ter fim com tratamento contínuo de seis meses e uso do melaleuca.  No consultório, o material é todo esterilizado em autoclave, com lixas descartáveis, brocas apropriadas e até uma linha especial para diabéticos, com materiais não cortantes.

Em cada consulta, que dura em média uma hora e meia, é feito o corte e lixação das lâminas (unhas), retirada do eponiqueo (cutícula) e hidratação dos pés, já que usar cremes e lixar a sola dos pés de nada adiantam se a calosidade está presente interferindo na absorção do hidratante. O preço fica na média de R$ 59,00 a R$ 70,00 para a podologia e de R$ 10,00 a R$ 30,00 para os produtos fitoterápicos indicados.

Dicas

- Nunca use o mesmo sapato dois dias seguidos. Deixe 24 horas arejando para eliminar as bactérias;
- Se você precisa trabalhar com sapatos muito altos e de bico fino, procure se deslocar até o trabalho com calçado mais confortável, assim como durante o dia ande um pouco descalço;
 - Usar palmilhas também ajuda a deixar os pés mais confortáveis;
 - No banho, o pé deve ser bem lavado com sabonete e seco com a toalha entre os dedos ou então com um secador de cabelos;
- Outra dica é colocar entre os dedos aqueles rolinhos de papel para separá-los. Espere sempre 15 minutos para calçar sapatos e meias;
 - As meias de algodão são as melhores para manter os pés arejados;
 - Meias sintéticas e acrílicas ajudam a proliferar bactérias, não deixando a pele respirar;
 - Para esterilizar as meias lave-as com alvejante ou água sanitária;
 - Praia e piscina oferecem riscos de micoses, o ideal é usar chinelos, evitando andar descalço;
 - Calçadas onde animas de estimação costumam urinar ou defecar podem ser o alvo para quem está com a imunidade corporal baixa.



 
Patrimônio ameaçado
 
Edição 136

FOTOS MÁRCIA QUARTIERO

Presidente da IAB/SC em frente ao prédio Normandie

A demolição do Edifício Mussi, no centro de Florianópolis, colocou em alerta os profissionais e moradores que se interessam em preservar edificações que contam a história da cidade. Dentre elas, o Normandie, prédio símbolo de uma época de Coqueiros e um exemplo de arquitetura moderna. Construído para ser um hotel e, posteriormente, transformado em prédio residencial, o Normandie ainda resiste, mas em condições bastante precárias. 

Para o arquiteto Edson Cattoni, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Santa Catarina (IAB/SC), a preservação do Normandie deveria interessar não apenas aos moradores do bairro, mas também ao município e ao Estado. Leia abaixo entrevista concedida por ele a esta coluna.

Qual a importância da preservação do edifício Normandie?

Cattoni - Um bairro molda sua identidade ao longo de sua história, principalmente por suas características particulares, seja pelas dinâmicas sociais que ali ocorrem, seja pela sua paisagem natural e/ou construída. No caso de Coqueiros, evidentemente um dos elementos construídos, que compõe este conjunto de referenciais, é o edifício Normandie, um belo exemplar arquitetônico do período modernista. Para além do seu valor referencial para o bairro, a sua preservação deveria interessar ao município e ao Estado, assim como o edifício Mussi, exemplar recentemente violado.
 
Há alguma forma de contemplar preservação e ocupação do terreno, seja para fins comerciais ou residenciais?

Cattoni - Vale a pena desenvolver alternativas de ocupação, se isso garantir a preservação desta edificação. É preciso, porém, ter em mente que a preservação pressupõe que a edificação não seja descaracterizada. Assim, se além do uso residencial, forem compatíveis e permitidos outros usos pelas normativas existentes (Plano Diretor, etc.) é possível acreditar nesta possibilidade para o caso do Normandie.

Conforme dizem, haveria um laudo técnico mostrando que o prédio está condenado. Esta informação procede?

Cattoni - Não temos conhecimento de tal laudo técnico. Entretanto, se realmente o edifício estiver "condenado" seria de se preocupar com o eventual risco para moradores, vizinhos e passantes. Mas para tal preocupação é necessário, antes, que seja apresentado tal laudo "condenatório" com a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
 
O que a IAB/SC está fazendo para garantir a preservação de prédios que, apesar de “novos”, são referências na história da Capital?

Cattoni - Estamos em contato com um grupo de pesquisa da UFSC que se dedica ao estudo das criações arquitetônicas do Movimento Moderno em SC. Estamos buscando formas de cooperação técnica com este grupo para que tenhamos subsídios para qualificar as edificações com interesse de preservação em SC.
 

Personagem

Faça chuva ou faça sol, uma coisa os moradores do Abraão têm certeza: de segunda a domingo é possível abastecer a despensa na Mercearia Batista, conhecida pelos moradores mais tradicionais como do “seu João”. Atrás do balcão, há 32 anos, João Jorge Batista atende com paciência, simpatia e uma boa dose de humor os muitos fregueses que procuram o local atrás dos mais diversos tipos de produtos, que podem ser uma cerveja gelada, bolacha, carne ou mesmo um alicate para unhas.

Aficcionado pelo que faz, ele chega a trabalhar até 16 horas por dia. Às 6h30min, abre as portas e vai até às 20h30min, com um intervalo de duas horas para descanso (do meio-dia às 14 horas).

Nascido no Abraão, no local onde hoje é o Condomínio Baía Sul, ele adquiriu a mercearia quando o bairro era bem diferente. “Na época, já era um ponto tradicional, com mais de 30 anos”, lembra João Batista. As antigas instalações em madeira aos poucos foram sendo melhoradas, dando lugar à mercearia que é, hoje, ponto de encontro e de compra do bairro.

Homenagem

FOTO ÉDIO HÉLIO RAMOS

Vera Maria recebeu o troféu das mãos do vereador Aurélio Valente.

A jornalista Vera Maria, moradora do Abraão, foi uma das homenageadas no prêmio Destaque Homem Negro e Mulher Negra 2010. Entregue dia 18 de novembro, pela Câmara de Vereadores de Florianópolis, ele referencia pessoas que tem em comum a afrodescendência e uma atuação que dignifica suas origens étnicas.
destaca pessoas que tem em comum a afrodescendência e uma atuação que dignificam suas origens étnicas.
 

Que delícia

Até o dia 5 de dezembro, acontece o “Festival Gastronômico de Coqueiros”, que permite saborear pratos especiais e conhecer melhor toda a culinária oferecida pelos restaurantes da Via Gastronômica, formada pelos bairros Abraão, Itaguaçu, Bom Abrigo e Coqueiros.


Estação 261 e Rancho Açoriano participam do evento

Nesta quinta edição, além de apreciar a gastronomia local, os participantes vão concorrer a um prêmio de mil reais em vale refeição e poderão ajudar- por meio do “troco solidário” - a creche do Conselho Comunitário de Coqueiros, que atende cerca de 60 crianças carentes da Vila Aparecida.

Participam 10 estabelecimentos: Campeiro Assados, Bella Pizza, Osanai Sushi, Sobradinho,Rei do Bacalhau, Ágapes, Estação 261, Nostra Adega, Galeto da Mamma e Rancho Açoriano.


Pedro Mognon Neto, do Campeiro Assados
 

Conquista

Os donos do restaurante Rei do Bacalhau, “dona” Henriqueta e “seu” Augusto, não poderiam estar mais orgulhosos: o filho Rui Pedro Pina Cabral Silva, estudante do curso de Direito da Univali, apresentou o seu TCC, dia 24 de Novembro, e recebeu nota 10.

Quem também terminou o curso foi seu colega e amigo, Felipe Zanatta Michelon, morador do bairro de Coqueiros.



 
Boas ações
 
Edição 136

 

Desde dezembro de 2007, a Folha de Coqueiros divulga o trabalho dos voluntários na época de Natal. São profissionais do bairro que praticam boas ações não só em épocas comemorativas, mas o ano inteiro. Um bom exemplo é do presidente do Conselho Comunitário de Coqueiros, Luiz Gonzaga de Souza. Além de organizar festas na Páscoa, Dia da Criança e no próprio Natal, ele vira e mexe e está se envolvendo com moradores carentes da região de Coqueiros. No mês de novembro, Gonzaga conseguiu material de construção, através da Secretaria do Continente, para atender três famílias que tiveram as casas queimadas em conseqüência de “gatos”.

Histórias como a dele se repetem por vários cantos do bairro. A família Vieira é outra que está há 20 anos promovendo uma carreata com Papai Noel, brinquedos e balas para distribuir às crianças na véspera do Natal. Até uma oficina foi montada para recuperar brinquedos com defeitos. À frente dos consertos, a Vó Maria e os filhos que resolveram manter a tradição do pai, o seu Sissi.

A Folha divulga também, há três anos, o trabalho da comerciante Ivanete, a conhecida Vânia da Vila Aparecida. Desde a morte do filho, ela cumpre uma promessa de promover uma festa na comunidade com bolo e brinquedos. “Já tenho seis cestas básicas e duas caixas de roupas, mas isso ainda é pouco. Para que a festa seja melhor, preciso de mais doações e qualquer pacote de bala é bem-vindo”, desabafa Vânia.

No rastro das boas ações, o Banco do Brasil/Besc resolveu armar uma árvore de Natal diferente: os enfeites são rostos de crianças com número de sapatos e roupas. A idéia é cada cliente da agência de Coqueiros presentear um dos pequenos.

Fora as festas aqui publicadas com o objetivo de informar à comunidade que deseja fazer doações, os leitores vão encontrar um caderno de quatro páginas com dicas de presentes e decoração de Natal.

Da editora



 
Pistoleira sangue bom
 
Edição 136

Levando uma vida fácil
Unindo o útil ao agradável
Embaixo do edredom
Sempre de batom marrom
Pistoleira sangue bom.

Sai na rua confortável
Soca sem nenhum cuidado
Vai ralando pelo ralo
Mete pólvora no talho
Sempre diz que tem o dom
Não se importa com o tom
Dó maior ou ré menor
Nem imagina o pior.

Revoltada com a vida
Vai rasgando a ferida
Triturando seu futuro
Dando mole no escuro
Oferecendo seu petisco
cedendo o asterisco
não se assusta com o risco
seja lá o que Deus quiser
que lesada essa mulher!

Cabelo envenenado
Pratica só pecado
Embaixo da toca
com o perigo não se toca
Prega sempre o livre arbítrio
De bandeja o corpo todo
sem nenhum esforço
Camuflando o rosto.

Deu de cara com o perigo
E acabou no alçapão
Estraçalhou o coração
Nunca imaginou aquilo
Um talho no mamilo
Olha que situação.

Perdeu sua família
Largou a própria filha
Se rendeu pra uma guerrilha
Num oculto viaduto
Um velho de charuto
Queimou o seu último cupom.

Rezou sempre pela sorte
Desafiou a morte
E sempre assim insiste, não resiste,
que história muito triste!
Pistoleira sangue bom.

Rodrigo Frias



 
Novos filhos do Brasil
 
Edição 136

FOTO GERSON SCHIRMER

PSICÓLOGAS:  Marina e Paula (direita), da Pradog e Cia, abriram empresa para se dedicar aos cães

Por Giovanni Bello

Ele tem pouco mais de um ano de idade, mas gasta como gente grande. São medicamentos, vacinas, roupinhas e comida de primeira qualidade. Ele custa para seus pais mais de R$ 500,00 por mês. Poderia estar falando de uma criança, mas este personagem se trata de um outro membro da família – um cão ou um gato, não importa de quem, mas que já é considerado irmão das crianças, e é tratado como filho pelos adultos da casa. Esta situação, que causaria estranhamento há alguns anos, é comum nos dias atuais. Os animais de estimação vêm, cada vez mais, ocupando um lugar significativo nas famílias do mundo, tanto afetivamente, quanto financeiramente.

O número de pets no país cresce proporcionalmente à população, e representa cerca de um terço dos brasileiros. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação, a importância destes pequenos peludos representou no ano passado uma movimentação de quase R$ 9,7 bilhões. Em quase dez anos o número de pet shops em Santa Catarina deu um salto: de 43 para 427. Na grande Florianópolis já são 200 aproximadamente.

Os bairros Coqueiros, Abraão, Itaguaçu e Bom Abrigo não ficam de fora da estatística, e já contam com seis lojas deste tipo, além de trabalhos especializados como das irmãs Paula e Marina Medeiros. Psicólogas com formação em comportamento e adestramento canino, elas se dedicam a serviços de Dog Walker, adestramento, problemas comportamentais e oferecem hospedagem.

A Agropet Bicho da Casa, no bairro Abraão, possui banho e tosa, em que atende cães e gatos de todos os tamanhos e conta com serviço de busca. No consultório veterinário, são feitas consultas e aplicadas vacinas, curativos etc. Mas, segundo o proprietário Mario, a loja destaca-se por trabalhar com a maior variedade de itens na região. Além de atender a demanda de produtos para cães e gatos, comercializa rações e acessórios para aves, roedores, bovinos, equinos e, ainda, produtos para jardinagem.

A Clínica Animal, também no bairro Abraão, comercializa produtos, como rações e acessórios para cães e gatos, mas é focada mais em seus serviços. Oferece banho e tosa, hospedagem (inclusive para gatos, com ambiente separado dos cães) e, como o próprio nome diz, clínica. Na parte médica atendem consultas, aplicam vacinas, fazem cirurgias e, em casos de emergência, contam com o serviço de tele-plantão, fora do horário normal de expediente.

A SOS Animais, no bairro Coqueiros, conta com uma ampla infra-estrutura e uma grande abrangência de serviços. Na parte de consumo são comercializadas rações, acessórios, brinquedos, guias, produtos de beleza, entre outros. Com dois veterinários disponíveis, a parte clínica atende 24 horas, com plantonista, espaço para internamento, cirurgias, tratamento odontológico, ortopédico e equipamento de raio-x. Na parte de hospedagem há espaços separados para cães e gatos.

A Pet Shop Cãozinho da Guarda, também localizada no bairro Coqueiros, oferece serviços de consulta veterinária, banho e tosa e uma gama de produtos especializados, para cães e gatos. O diferencial fica na infra-estrutura do banho e tosa, montada de modo que o que separa a área de banho do lado de fora é um vidro, e tudo que está sendo feito pode ser visto pelos donos, garantindo o bom trato dos pets.

A Vanzella Pet Shop abriu há pouco no bairro, mas Valter, dono do estabelecimento, trabalha no ramo há 20 anos, vindo de São Paulo. A pet shop coloca como seu principal diferencial o “trabalho humanitário” que realiza com os animais. “É um atendimento personalizado, cliente por cliente”, explica o proprietário. Com essa proposta, os animais não são sedados, não é usada a caixa de secagem após o banho e, apoiado em seus 20 anos de trabalho, em que nunca levou uma mordida, Valter não amordaça os animais. A pet shop conta com serviço de banho e tosa, consultório veterinário e a venda de produtos, como rações, medicamentos e acessórios para os pets.

A Clínica Vida Animal, localizada em frente ao Parque de Coqueiros, oferece produtos especializados, os serviços usuais de banho e tosa, mas diferencia-se pela parte clínica, que atende não só cães e gatos, mas também animais silvestres, como aves, roedores e répteis. Para estes há espaço para hospedagem, internamento, cirurgias e atendimento de emergência 24 horas, com o tele-plantão.

Serviço

Clínica Animal
 3025-5835- Abraão
 
Clínica Vida Animal-
3244-1642- Coqueiros
 
Bicho da Casa
3348-5334- Abraão
 
Cãozinho da Guarda
3248-9165- Coqueiros
 
Vanzella Pet Shop
3028-7321- Coqueiros
 
SOS Animais
3249-0733- Coqueiros

Pradog e Cia.
9922-8872 e 9922-8861



 
Capa Edição Dezembro 2010
 
Edição 137



 
É tempo de malhar!
 
Edição 135

FOTOS GERSON SCHIRMER

TOP ONE: programa incentiva alunos a praticar atividade física


COMPANHIA DO CORPO: demanda aumenta 30%


VITALITY: investimento para o Verão

Por Sibyla Loureiro

O Verão está chegando. Hora, portanto, de aposentar os casacos e colocar o corpo à mostra.  Para os que não estão em boa forma, a corrida contra a balança se torna intensa e a prática de exercícios, fundamental. No ritmo da nova estação, as academias de Coqueiros já se preparam para receber os novos alunos e oferecem diversas modalidades para emagrecer com saúde. Um bom exemplo é a Vitality Academia, da Rua Abel Capela.  De acordo com o proprietário Poti Cruz, o principal investimento foi climatizar o ambiente para enfrentar o calor. Além disso, o espaço interno foi ampliado a exemplo das salas de ginástica e de bike que, agora, têm capacidade para atender o dobro de alunos.

“A partir do segundo semestre, sempre aumenta a demanda de clientes”, diz Poti ao afirmar que as mudanças são necessárias já que o segmento está em constante evolução. Há seis anos instalada no bairro, a Vitality, inclusive, se destaca por ser uma das pioneiras na modalidade boxe para o público feminino e masculino.
Poti, no entanto, alerta aos chamados atletas de Verão: é preciso manter uma boa alimentação fora da academia. Do contrário, não adianta malhar. “Por isto, montamos um programa dentro da realidade de cada um, sem prometer milagres”, ressalta, lembrando, também, que academia, hoje, não é só estética. “Os exercícios promovem convívio social, reduzem o estresse e são uma forma de terapia. A prova está no grande número de idosos que freqüenta as academias”, explica Poti. Na Vitality, por exemplo, tem aluno de 84 anos.

Gustavo Serpi, proprietário da Academia Companhia do Corpo, na Praia da Saudade, diz que a procura nas academias, a partir de setembro, chega a 30%. “São pessoas que ficaram paradas o ano inteiro e, agora, querem melhorar o visual para aproveitar o sol e a praia. Entretanto, é difícil, em três meses, promover uma mudança tão rápida no corpo. Mas pode ser um começo para mudança de atitude”, acredita Gustavo. Segundo ele, a época, em contrapartida, é propícia para os educadores convencerem os novos alunos dos benefícios do exercício físico regular.

Como dica para quem está iniciando a malhação, ele cita três formas para mudar o corpo: alimentação adequada; dormir de sete a oito horas diariamente; e praticar atividade física de 45 minutos a uma hora, por dia, de três a cinco dias por semana. Gustavo sugere duas modalidades: aeróbica (bicicleta, esteira, entre outras) e musculação. O professor adverte, entretanto, para os danos que a prática, se mal feita, pode trazer. “É preciso orientação de profissionais para evitar problemas e não jogar fora a temporada de Verão", aconselha Gustavo.

Para afastar um dos grandes problemas das academias- a falta de freqüência dos alunos – a Top One, do bairro Itaguaçu, resolveu implantar um sistema diferente. Importou um programa da Austrália – o Face 2 Face – indicado para os novos esportistas. Trata-se de um programa de musculação de 30 minutos por dia, durante três vezes por semana, com acompanhamento de um personal trainer a cada 15 dias.

“É um incentivo para o aluno vir à academia e, ao mesmo tempo, promover atividade física com orientação profissional. Com isto, ensinamos práticas corretas de exercícios e evitamos lesões futuras aos alunos”, explica Pyter Bruno, lembrando também que o programa consegue fidelizar o cliente, já que a prática vira uma rotina.

De acordo com Pyter, um dos sócios da academia, o resultado – que leva em conta a necessidade e a expectativa do aluno- pode ser avaliado em 45 dias. O programa consiste de cinco etapas: avaliação; demonstração dos equipamentos; revisão dos exercícios; orientação alimentar e revisão de treinamento para tirar dúvidas com os professores.



 
Leishmaniose preocupa as autoridades e donos de pets
 
Edição 135

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CUIDADO: doença é transmitida aos cães pelo Mosquito Palha

Por Giovanni Bello

Se você possui um animal de estimação, seja ele um gato ou, principalmente, cachorro, deve ter ouvido falar dos casos registrados em Florianópolis de Leishmaniose. Em junho deste ano foram confirmados oito cães contaminados com a doença, no Canto dos Araçás, localizado no bairro Lagoa da Conceição.

A notícia pôs as entidades responsáveis em alerta, que orientou os veterinários da região, mas o quadro ainda preocupa os donos de animais. A médica veterinária Beatriz Brasiliense, que atende na Agropet Bicho da Casa, no Abraão, não detectou a Leishmaniose Visceral Canina (LVC) em nenhum dos cães que passam pelo seu consultório, mas “os donos estão buscando se informar, à procura por orientações cresceu muito nos últimos meses”, conta.

A LVC é uma doença causada pelo protozoário Leishmania chagasi, e mosquitos flebótomos, mais conhecidos como Mosquito Palha ou Asa Branca, são seus transmissores. A doença é presente no organismo de alguns animais silvestres, e o mosquito passa a doença ao cão ou a uma pessoa quando já teve contato com um animal portador. O animal não passa a doença diretamente ao homem, e vice-versa. Os sintomas nos cachorros são de emagrecimento, fraqueza, febre, diarreia, feridas na pele (nariz, orelhas e nos olhos, uma espécie de conjuntivite) e barriga distendida (grande). Em caso de suspeita pelo veterinário, o cão é encaminhado a fazer exames em laboratórios credenciados do governo, que são os únicos aceitos pelo Ministério da Saúde.

Os mosquitos transmissores se desenvolvem em solo úmido e em matéria orgânica em decomposição. Por isso, dentre as formas de prevenção está o cuidado com o próprio jardim, por exemplo, mantendo-o sempre limpo, recolhendo as fezes e evitando criar animais que dificultem a limpeza dos dejetos, como galinhas, pombos, roedores, etc. Para se prevenir contra o mosquito e, consequentemente, contra a Leishmaniose, é indicado o uso de repelentes e inseticidas no ambiente, assim como a instalação de telas nas janelas. O pet pode ser protegido com coleiras especiais, que possuem substância repelente, e também evitando que ele saia de casa no período da noite, quando o mosquito costuma agir.

O pior fator que a doença traz consigo é o tratamento. Embora existam meios de controlá-la e de suspender os sintomas, o animal portador da LVC nunca deixa de sê-lo. Se um mosquito vetor picá-lo, a doença continua se espalhando. O tratamento de animais com Leishmaniose, portanto, é proibido pelo Ministério da Saúde desde 1977. A única alternativa então é que o animal contaminado seja sacrificado. A medida pode parecer cruel, mas a justificativa é que a vida humana vem em primeiro lugar. A Leishmaniose é considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das seis maiores epidemias de origem parasitária do mundo.

Previna-se!



 
Fisioterapia e terapia ocupacional comemoram 41 anos de profissão
 
Edição 135

No último dia 13 de outubro, foi comemorado 41 anos da regulamentação da fisioterapia e terapia ocupacional. Nessas quatro décadas de existência, as duas profissões celebram um passo muito importante: a inclusão de seu trabalho dentro das empresas. Os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais têm mostrado que sua atuação pode ser fundamental e dar grande contribuição em diversas áreas da saúde. Hoje, de acordo com o Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) são encontrados fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais atuando nas áreas cardiorrespiratória, da saúde da mulher, do trabalho, dos distúrbios do sono, na área dermatofuncional, estética, uroginecológica, esportiva, neurológica, ortopédica, oncológica e ainda trabalhando com quiropraxia e osteopatia.

“A inclusão desses profissionais faz toda a diferença no ambiente de trabalho, reduzindo afastamentos e melhorando a produtividade dos funcionários. No que diz respeito às ações preventivas, esses profissionais atuam incentivando os empregados a novos hábitos de vida, desenvolvendo dentro da empresa uma cultura saudável de consciência corporal e postural, gerando um bem estar físico e emocional no ambiente”, comenta o presidente do Crefito de São Paulo, Gil Lúcio Almeida.

As doenças osteomusculares e as de transtornos de humor são as mais comuns no afastamento do trabalho. Os dados foram levantados pelo Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília (UnB), que analisou 26 milhões de registros de trabalhadores ao INSS. De acordo com o ranking das doenças com mais afastamentos entre os anos de 2000 e 2004, as dorsopatias (problemas de coluna) estão em primeiro lugar, em segundo os traumatismos do punho e da mão, em terceiro as tendinites e tenossinovites (inflamação de tendão), em quarto os traumatismos de joelho e pernas e em quinto, os transtornos de humor.

Levando em consideração todos esses dados, é destacada a importância da inclusão dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais dentro das empresas para evitar problemas tanto para os funcionários, quanto para as empresas.

A prevenção é sempre importante. Por isso, o Crefito - órgão responsável pela fiscalização dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais - enfatiza a valorização dessas duas profissões para que os empresários invistam no cuidado com seus funcionários. “Uma empresa que investe nesses profissionais, com certeza terá empregados mais motivados e o rendimento dos funcionários será considerável”, alerta Gil Almeida.

INÍCIO - Apesar de ser uma ciência antiga, a fisioterapia como profissão nasceu em meados do século XX, quando as duas guerras mundiais causaram um grande número de lesões e ferimentos graves que necessitavam de uma abordagem de reabilitação para que as pessoas afetadas tivessem novamente uma vida ativa. Já a terapia ocupacional surgiu com a Revolução Industrial, no final do século XIX, quando apareceram os primeiros acidentes industriais e, com eles, o número de pessoas incapacitadas aumentou. Era fundamental que uma nova forma de tratamento surgisse para tratar dessas incapacidades.

Mas somente em 13 de outubro de 1969, com a publicação do Decreto-lei nº 938, as profissões foram regulamentadas, com suas atribuições devidamente definidas.



 
Bingo para ajudar creche
 
Edição 135

FOTO GERSON SCHIRMER/julho de 2010


Bingo para ajudar creche

O Conselho Comunitário de Coqueiros promove, dia 20 de novembro, o 1º Bingo Beneficente. O evento, que acontece no salão da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Coqueiros, a partir das 19h, foi a solução encontrada pelo presidente do Conselho, Luiz Gonzaga de Souza, para não fechar as portas da Creche que abriga 56 crianças carentes da Vila Aparecida. Por falta de recursos, o Conselho – que fica na Rua Marques de Carvalho, e que mantém a creche, corre o risco de perder a sede por falta de pagamento de aluguel. Portanto, os recursos arrecadados no bingo serão utilizados para saldar parte das dívidas junto a fornecedores e, desse modo, dar continuidade ao trabalho voluntário. Mantido por doações e verbas municipais e estaduais, o Conselho Comunitário de Coqueiros abriga crianças de um ano e meio até seis anos. Com o objetivo de oferecer às mães oportunidades de trabalho, a creche funciona em período integral das 7h30 até 17h30. As crianças fazem quatro refeições por dia- café da manhã, lanche às 10h, almoço, lanche da tarde e janta às 16h30. Quem quiser doar brindes para o evento, pode entrar em contato pelo telefone 48 3348-8595.

Cassol doa terreno

Alvo dos mais diversos comentários e planos, o terreno de propriedade do Grupo Cassol, localizado na comunidade da Vila Aparecida, parece que, finalmente, terá um destino certo. Projeto em elaboração na Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental prevê a construção de uma creche, espaço para o lazer e a edificação de prédios de apartamentos para reassentar cerca de 180 famílias que estão em situação de risco na comunidade. ”Só estamos aguardando a assinatura do documento, doando parte do terreno à prefeitura, pelo Grupo Cassol”, afirma o secretário adjunto Salomão Mattos Sobrinho. Após a doação, o projeto segue para a Câmara Municipal. De acordo com o gerente comercial da Kobrasol Construtora, João Telbas, empresa que pertence ao grupo, o documento será assinado, mas com uma ressalva: a doação da área está condicionada à aprovação do projeto de lei pelos vereadores da Capital.

Abandonada

Esta é apenas uma das reivindicações dos moradores da comunidade. Afinal, basta dar uma circulada pela Vila para presenciar o estado de calamidade do lugar. A reportagem da Folha acompanhou o presidente da associação local, Aldonézio Ilário da Silva, em uma vistoria para apontar os problemas. A começar pelo ponto final da linha de ônibus, quase toda a Vila está abandonada pela prefeitura. O abrigo está sem telhas, sujo e precisando de uma pintura. Também na Rua da Fonte, um barranco, que inicia no Posto Policial, está causando vários acidentes. Para evitar uma tragédia, os moradores pedem a colocação de um guard rail ao longo da via. Além do lixo espalhado pelas ruas e do esgoto correndo a céu aberto, casas à beira de barrancos correm risco de desabar. Para completar, a Servidão Comunitária Joaquim Rodrigues, ao lado da Concessionária Toyota, está totalmente às escuras. Não tem sequer um poste de luz. Pelo que parece, os políticos nem apareceram por lá para pedir votos.

Censo

Santa Catarina está na reta final do Censo 2010. Os trabalhos encerram dia 31 e, até agora, já foram recenseadas mais de 6 milhões de pessoas, o equivalente a 99,56% da população. Para não deixar ninguém de fora da pesquisa, o IBGE está promovendo campanha pedindo a participação dos catarinenses que ainda não receberam a visita dos recenseadores. Para isto, basta ligar para o telefone 0800 721 81 81 ou acessar o endereço http://www.censo2010.ibge.gov.br/cadastro_nao_recenseado.php,
preencher o formulário que está disponível na página e agendar uma visita.
  
Terceira idade

A Associação dos Moradores do Bairro Abraão (AMBA) estará realizando na terça-feira, dia 9 de novembro, o 2º Encontro da Terceira Idade, que acontece no salão de festas da Igreja Bom Jesus, no Abraão. A programação inicia às 13 horas, ao som do saxofonista Miranda, e na seqüência o público poderá conferir uma palestra sobre gerenciamento das sobras diárias de lixo, com o sociólogo Luiz Carlos Pereira, apresentação da Academia de Dança Fabiano Narciso e, para encerrar, um coquetel e sorteio de brindes com entrega de lembranças aos participantes.



 
Com sabor de saúde
 
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NATURAL: Graça e a filha Francine na inauguração da loja

Por Sibyla Loureiro

Há três meses Coqueiros conta com um novo endereço no segmento gastronômico. Desta vez, ligado à alimentação natural. Uma boa pedida, com certeza, para começar o Verão com o visual mais saudável. Localizada no MiniShopping Chamonix, a loja Sabor e Saúde- como o próprio nome define- dispõe de uma variedade de produtos sem açúcar refinado e sem gordura, mas que mantêm o sabor. Na linha diet, por exemplo, o cliente pode encontrar desde chocolate, barras de cereal, docinhos de festa até bolos em tamanho pequeno. Já na linha agranel, o destaque são os cereais, as frutas secas, os biscoitos e os grãos como linhaça e pepitas de girassol. Sem esquecer, é claro, do pão integral, das massas, uma linha de salgados para aperitivos e um canto especial para alimentos sem glúten.

“O interesse por produtos naturais iniciou em casa com minhas duas filhas: uma médica e a outra estudante de nutrição. Com incentivo delas, eu e meu marido, que é bancário, emagrecemos 10 e 14 quilos, respectivamente, nos últimos anos. Aliada a vontade de ter o próprio negócio, trouxe a receita da família e resolvi transmitir a experiência para clientela”, diz a empresária Maria das Graças Florêncio Alves. Formada em Contabilidade, ela diz que escolheu Coqueiros – além dos encantos do bairro- depois de uma pesquisa que apontou a ausência de uma loja semelhante. “O centro da cidade já está saturado de comércio e não tem lugar para estacionar. Situações que acabam espantando os fregueses”, explica.

Catarinense de Governador Celso Ramos, ela costuma dar prioridade aos produtos locais como a linha de frutas e verduras embaladas de uma empresa de Palhoça; granolas e bolachas da Lagoa da Conceição e ainda cereais como linhaça e aveia do município de Gravatal.

Fora a comida, a loja oferece ainda uma variedade de chás comuns e orgânicos, florais, complementos alimentares, shampoos e sabonetes, aromatizantes de ambientes e travesseiros com ervas medicinais. Uma boa dica para presente são as cestas de café da manhã e de cosméticos.
   
NOVIDADES – Para as mulheres, principalmente, já que ajuda a prevenir os sintomas da menopausa e da TPM, a Sabor e Saúde tem a farinha de soja preta, suco com farinha de uva, leite em pó, extrato e a paçoca de soja. Outro lançamento em exposição na loja – indicado na redução do colesterol ruim - é o vinagre de maça para beber. Na linha de vitaminas em cápsula, a novidade é o óleo de cártamo, feito de uma planta e recomendado para queima de gorduras localizadas, e o controvertido caralluma, raiz indiana que promete inibir o apetite. A loja dispõe também de um adoçante em líquido e um dos mais naturais e antigos complementos alimentares: o pólen das abelhas.

Para o final de ano, Graça – como é mais conhecida- está com promoção de  cesta de Natal. A cada compra de R$ 10,00, o cliente tem direito a um cupom. O sorteio acontece na véspera do dia 25 de dezembro.

Mais informações no site http://www.naturalcoqueiros.com.br



 
A nova onda
 
Edição 135


Alexandre Osanai e Mauricío Justino comemoram o resultado da promoção.


Chico bateu recorde de vendas

Os comerciantes do bairro já despertaram para a nova febre da internet: os sites de compras coletivas, que oferecem descontos que começam em 50% e podem chegar a 90%. Em apenas vinte e quatro horas, 841 pessoas compraram a promoção “consuma R$ 30 e pague R$ 10”, oferecida pelo Restaurante Sobradinho, localizado na Praia de Itaguaçu. Em menos tempo ainda (seis horas),  o Restaurante Osanai viu quase mil pessoas acessarem o site de compra ClickOn para garantir um desconto superior a   50% em seu bufê de comida japonesa. “É uma forma muito interessante de divulgar o nosso produto, pois as pessoas que compram esse tipo de oferta são consumidores com acesso à internet e cartão de crédito, ou seja, é um público segmentado, com bom poder aquisitivo”, observa Maurício Justino, do Sobradinho.

Na avaliação de Alexandre Osanai, a experiência vem sendo  muito positiva. “Se 20% dessas pessoas se tornarem nossos clientes, será um resultado ótimo”, diz.  Ambos destacam que os “compradores” da promoção sempre consomem alguma coisa a mais, além de grande parte levar junto algum amigo.

O grande campeão de vendas de Coqueiros – e também do site de oferta Peixe Urbano -  é o Bella Pizza, na Praia do Meio. A promoção “uma pizza grande de R$ 44 por R$ 18” ganhou a adesão de 1872 consumidores. Segundo Chico, proprietário do estabelecimento, por causa da grande procura, a pizzaria só está aceitando reservas para o meio da semana.

Mas não são apenas restaurantes que aderiram a essa moda: a Equipe Ivana Henn ofereceu, pelo site ClickOn, 68% de desconto em quatro sessões na plataforma vibratória.

Homenagem

Em 2007, Catarina e Cal, quando a doença dele ainda não havia se manifestado.

Era encrenqueiro, com certeza. Ranzinza muitas vezes e, mal-humorado, na maior parte do tempo. Ao mesmo tempo, era também uma das grandes figuras do bairro, algo que mesmo os clientes mais “maltratados” não conseguem negar. Flamenguista de coração, Cal partiu dia 26 de setembro, deixando muitas histórias e saudades.

O lugar que mais gostava, porém, vai permanecer por muito tempo: o boteco que leva o seu nome, localizado à esquerda de quem sobe a João Meireles, no sentido Coqueiros/Abraão. “Este era o pedacinho dele. E a maior homenagem que posso prestar ao meu marido é manter o espaço que ele tanto amava”, diz Catarina, companheira de 35 anos, que vai “tocar” o local com a ajuda do filho do casal, Luiz Felipe, de 21 anos, aluno da 8ª fase de jornalismo da Estácio de Sá. “Além do tradicional almoço de segunda a sexta-feira, já estamos oferecendo costela, frango assado e maionese aos domingos”, avisa.

Domínó in memoriam

Para homenagear o Cal e,  também, o Bem-te-vi, morador do final da linha do Abraão, que faleceu há cerca de um ano, a Associação dos Moradores do Bairro Abraão (Amba) promove o 5º Torneio de Dominó. Serão duas etapas independentes: dia 20 no Bar do Cal  e dia 21 na Mercearia Ponto Final. As inscrições, no valor de R$ 30,00 por dupla, precisam ser feitas até 9 de novembro. Bons prêmios esperam os ganhadores.
 
Enfim, oficialmente casados...


Vários jornalistas compareceram à cerimônia de Billy e Janice



Poucos casais têm a felicidade de, depois de 10 anos de convívio, dizer:  “quero mais” e, além disso, aproveitar a data para reafirmar oficialmente, perante um juiz de paz, os seus votos de amor e  compromisso com o outro.  Mas foi exatamente isso que aconteceu com o jornalista Billy Culleton e a fonoaudióloga Janice Brittes que, em cerimônia realizada em Santo Antônio de Lisboa, se casaram de papel passado, numa festa extremamente alegre, que reuniu parentes e amigos, vindo de seis países e de várias regiões do país.

Mais um puxadinho

As intenções são sempre as melhores possíveis, a exemplo da “estátua” doada pela Igreja Adventista do 7º Dia. Mas a verdade é que a ocupação do Parque de Coqueiros está virando, como diria o escritor Stanislaw Ponte Preta (“vulgo” Sérgio Porto), o samba do crioulo doido. O mais recente exemplo é a horta comunitária, inaugurada em outubro, pela empresa Novo Ciclo, próximo ao puxadinho que foi construído para abrigar o zelador. Nada contra. A idéia é bastante nobre, pois envolve a educação ambiental. Mas por que no parque? Nesse ritmo, todo mês teremos alguém se habilitando a exibir suas propostas e crenças no espaço que, até prova em contrário, é usufruto de todos os moradores.

Legal

A partir de nota divulgada por esta coluna e que foi motivo de uma matéria completa na edição passada da Folha de Coqueiros, a Secretaria Municipal do Continente resolveu retirar as placas de “Pare” colocadas na frente do Argus, na Praia do Meio. Com isso, está aberta a oportunidade de se ampliar – englobando comerciantes e outros setores do bairro – o debate de como se dará o processo de mudança da entrada e saída de carros do condomínio.



 
Câmeras já registram ocorrências
 
Edição 135

FOTOS GERSON SCHIRMER

CENTRAL: Guarda Municipal monitora os equipamentos instalados em Coqueiros


NO PARQUE: furtos e acidentes de trânsito são os casos mais comuns

Já estão funcionando, desde o dia 25 de setembro, as cinco câmeras de vigilância eletrônica instaladas na região de Coqueiros. Depois de oito anos no papel, o projeto recebe o apoio da comunidade que espera, do novo sistema, uma redução no índice de criminalidade. “Com certeza, a sua instalação e monitoramento irá diminuir a ação de marginais na área. A presença das mesmas já é um fator inibidor e se tivermos, ao observar alguém em atitude suspeita ou cometendo um delito, uma resposta imediata da

Guarda ou da Policia, teremos aumentada a segurança no bairro”, comemora o presidente do Conselho de Segurança de Coqueiros (Conseg), Edu Antunes.

Para o presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Bom Abrigo (Amaba), Hemerson Diniz, as câmeras vêm colaborar com o trabalho da Polícia Militar, já que o efetivo do continente – de 140 homens – não é suficiente para cobrir toda a área. “Com relação ao Bom Abrigo- pela característica de tranqüilidade – os casos mais comuns são de pessoas, vindas de outras regiões, com o intuito de consumir drogas, depredar o patrimônio público, ou ainda programar ações criminosas depois das 22h, quando não contamos mais com o atendimento do Posto Policial do bairro”, diz Hemerson.

Controladas pela Guarda Municipal, que mantém uma moderna central de monitoramento na sede da corporação, localizada na cabeceira continental da Ponte Pedro Ivo Campos, as câmeras estão posicionadas em locais estratégicos: uma no Parque de Coqueiros; outra na Praça da Praia do Meio, próxima ao Restaurante Fedoca; uma terceira na rótula de Itaguaçu; outra na Praia do Bom Abrigo e a quinta em frente ao Posto de Saúde do bairro Abraão. 

De acordo com o chefe de Operações, Rafael Ademir Luiza, foram registradas cerca de 10 ocorrências nestes 30 dias. Todas elas referentes a acidentes de trânsito e uso de drogas. “Ainda estamos em fase de adequação dos equipamentos. Para melhor visualização na central, é preciso estudar os pontos e posicionar as câmeras de acordo com as necessidades do local”, diz Rafael. Segundo ele, as ocorrências são diferentes em cada lugar: no Parque de Coqueiros predominam os furtos e acidentes de trânsito na Avenida Max de Souza, próximo ao parque. Já na Praça da Praia do Meio e no bairro Abraão os flagrantes estão relacionados à venda e consumo de drogas.

Embora com resultados positivos, o número de câmeras ainda é pequeno para atender os quatro bairros da região. Só no Parque de Coqueiros, por exemplo, seriam necessários mais dois equipamentos para abranger a área. “Em função das árvores e da extensão do terreno, não conseguimos visualizar todos os cantos”, explica Rafael.

Para resolver o problema e completar os espaços ao longo das principais vias de Coqueiros, já está programada a colocação de mais 11 câmaras na região, conforme afirmou a diretora comercial da Coringa Segurança Eletrônica, Mariana Dominguez, empresa que venceu a concorrência para implantação do sistema. “Um dos locais proposto devido ao grande movimento de carros e de pessoas é nas proximidades da Maternidade Santa Helena, em Itaguaçu”, adianta Mariana. Desta vez, ao contrário da implantação da fibra ótica e instalação das cinco câmeras de videomonitoramento – que foram financiadas pela Secretaria Municipal do Continente-, os recursos serão de competência do Governo do Estado.

OLHO NA RUA - A central de monitoramento da Guarda Municipal trabalha 24horas com cinco guardas observando tanto a região de Coqueiros como a região central de Florianópolis. São 19 câmeras na Rua Bocaiúva e mais três na Praça Celso Ramos. Ao todo, são 27 câmeras controladas pelos profissionais. Para efeito de flagrante e inquérito policial, as imagens ficam armazenadas no sistema por seis dias. “É um recurso que as pessoas têm para tirar dúvidas”, explica.

Durante a noite, no entanto, as ocorrências são atendidas ou pela Polícia Civil ou Militar, já que o turno externo da Guarda vai das 6h às 24h. “As informações deveriam ser cruzadas para dar atendimento de forma conjunta- Guarda Municipal e Polícia Militar. Assim, além do acompanhamento eletrônico, a PM teria mais agilidade para pegar os assaltantes”, sugere o comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar do Continente, tenente coronel Almir Silva.  

Móveis e com alcance de até 120 metros, as câmeras são capazes de identificar números de placas de carros e o rosto das pessoas. Elas também são rotativas e giram em torno de 360 graus. No caso de Coqueiros, entretanto, o ângulo de visão chega a 320 graus, já que estão instaladas nos postes da Celesc- o que limita o trabalho giratório. Mesmo assim, a visibilidade é ampla. Só para exemplificar, a câmera colocada na rótula de Itaguaçu monitora desde as proximidades da AABB até o Restaurante das Pedras, na Praia das Palmeiras, incluindo uma parte da Rua João Meireles e a Rua 23 de Março, perto do Diário Catarinense.

A entrega oficial dos equipamentos será feita em evento promovido pela prefeitura. A data, entretanto, ainda não foi confirmada. Segundo funcionários da pasta, a Secretaria do Continente está aguardando a ordem de serviço do Posto de Saúde de Coqueiros para divulgar as duas obras na mesma festa.



 
Venda de trapiche gera polêmica
 
Edição 135

FOTO GERSON SCHIRMER


FOTO JOÃO CAVALLAZZI

RENATO CAVALLAZZI: local deve ser restaurado e preservado para uso público
Por Danilo Duarte

A venda de uma ilhota e um trapiche com aproximadamente 200 metros de extensão na Praia da Saudade, por R$ 1 milhão, divulgada na última edição da Folha de Coqueiros, causou surpresa à comunidade – que pensava ser o lugar de uso público – e trouxe repercussão para a decoradora Edilene Bonfada Cardoso, 35 anos. Ela é uma das proprietárias e responsável pela venda do conjunto. “Alguns interessados, principalmente paulistas, se apresentaram, mas ainda não fechamos negócio”, explica ela. O local, chamado de Largo dos Menezes em homenagem ao primeiro proprietário, Manoel de Menezes, era bastante frequentado nas décadas de 1960 e 1970, quando Coqueiros era o balneário da moda. Mesmo com um passado glorioso, hoje está abandonado.

O trapiche, também sem manutenção, já não apresenta a mesma segurança para quem ali transita, apontam as pessoas que residem na região. De ponto de encontro para moradores, que realizavam pescarias, as únicas lembranças são as contadas por quem continua a morar no bairro.

O prédio e o trapiche ficam no final da Rua José do Vale Pereira, na Praia da Saudade. O terreno, que é cedido pela Capitania dos Portos, pertence à atual família há cerca de 30 anos, explica Edilene. “Compramos de um senhor que havia comprado do seu Menezes anteriormente”, afirma.

Manoel de Menezes foi proprietário do espaço durante três anos, como explica a viúva, Brasília Menezes, 77 anos, que mora no bairro há cerca de quatro décadas e meia. “Ali tivemos o restaurante Arrastão. Logo depois que vendemos, o Menezes começou a construir outros restaurantes, na Ilha”.

Hoje, há no terreno apenas uma construção abandonada e que é utilizada, segundo alguns moradores, por usuários de drogas. Conforme relata Renato Cavallazzi, 70 anos, um dos moradores que reside a aproximadamente 100 metros do local, até mesmo a fiação elétrica dos postes instalados ao longo do trapiche já foi roubada por vândalos.
Edilene explica que o terreno está à venda porque a família não tem interesse em manter a posse sobre a cessão dada pela Capitania dos Portos. É que depois da morte do pai, Wanderlei Cardoso, em 2009, os bens da família foram partilhados e coube a ela e dois irmãos a administração do terreno e da ilhota. Empresário noturno do Rio Grande do Sul, Cardoso veio para Florianópolis em 1971, quando abriu uma casa noturna nas proximidades da cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz, chamada Velha Guarda.
Logo depois, ele comprou a ilhota. A transação, registrada em cartório, teria custado, segundo Edilene, aproximadamente 650 mil cruzeiros na ocasião. Depois da compra, quem possui a concessão precisa pagar à União uma taxa anual, semelhante ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para o Patrimônio da União. “Não queremos continuar pagando estas taxas para a União”, conta ela. Edilene afirma que, neste ano, pagou aproximadamente R$ 8 mil.

Sobre a documentação, Edilene apresenta aos possíveis compradores o documento que aponta o registro da transação no Cartório Vieira. Ela esclarece que sabe o que está incluso na transação, ou seja, o terreno e a concessão do uso da ilhota. “Tenho consciência de que a ilhota pertence à Marinha e que o proprietário da concessão comprará os direitos de explorar o local sendo responsável por continuar a pagar o laudêmio a partir do próximo ano”, afirma a empresária.

OPINIÃO - A venda da concessão e do trapiche provoca diferentes reações nos moradores mais antigos do bairro. Para dona Brasília, o local era atrativo quando o marido administrava o restaurante Arrastão. Sobre a venda da ilhota e do trapiche, bem como o valor pedido por Edilene, dona Brasília conta que prefere não emitir opinião. “Quem é proprietário tem todo o direito de vender o que lhe pertence e paga este valor quem quiser e tiver condições financeiras”, simplifica.

Para Renato Cavallazzi, a venda só vale a pena se for dada uma nova feição para o Largo dos Menezes. “Seria interessante que os novos compradores fizessem uma revitalização do local, restaurando o trapiche, por exemplo”, sugere. Ele ainda aponta que ali há potencial turístico que poderia ser explorado, mas está ocioso, tal qual o próprio trapiche. Renato se recorda de que aquela região já foi utilizada por pescadores de ocasião, mas que isso deixou de ser possível com o abandono do local. “Antigamente, eu pescava ali, mas nem andar por aquele trapiche é seguro hoje em dia”, lembra.

Sem ser utilizado como nas décadas anteriores, o prédio passou a ficar ocioso. Um dos problemas é que, sem uso, a estrutura foi se deteriorando até tornar-se ponto de usuários de drogas.

A empresária encarregada pela venda da ilhota conta que já tentou remediar a situação, sem sucesso. “Tentamos fechar a entrada umas quatro ou cinco vezes, mas acabamos desistindo. Eles chegaram a fazer um buraco em uma parede de tijolos e invadiram novamente”, argumenta Edilene.

O secretário do Continente Deglaber Goulart afirma que não é de responsabilidade do órgão fazer a manutenção do espaço. “Se o bem é particular, então cabe ao proprietário cuidar do local”, aponta ele.

União aprova negócio

No Brasil, quem administra a concessão das ilhotas para usuários particulares é a Superintendência de Patrimônio da União (SPU), subordinada ao Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão. Em Santa Catarina, a SPU aponta que há ilhotas sob concessão particular em Florianópolis, Palhoça e São Francisco do Sul. Quando houver interesse público sobre a área concedida, o ocupante do terreno deve devolvê-lo à União. Para Isolde Espíndola, superintendente do Patrimônio da União em Santa Catarina, a cessão de uso pode ser comercializada, desde que o registro seja atualizado junto ao escritório local do órgão.

Em consulta aos arquivos da SPU em Florianópolis, a concessão está em outro nome. De acordo com Isolde, o documento de permissão foi dado a Milton Fernando Lopes e permanece assim há 19 anos. Ela alerta que o novo proprietário da concessão deverá atualizar as informações junto a SPU e pagar as taxas da transação.

São considerados “terrenos de marinha” as terras litorâneas com até 33 metros de largura contados a partir da linha de preamar média registrada em 1831. Os chamados “terrenos de marinha” podem ser reduzidos por força da erosão. Já as áreas acrescidas de marinha são aquelas que, por força da natureza ou por obra do homem, avançam sobre o mar, como é o caso dos aterros, por exemplo.

Há duas taxas envolvidas na negociação com os chamados “terrenos de marinha”. Um deles é o laudêmio, que deve ser pago quando há a transferência de titular da concessão. Outra é a taxa de ocupação, paga anualmente e que sofre correção de acordo com o índice da inflação no ano anterior e o valor atualizado do terreno segundo a avaliação de mercado e as benfeitorias realizadas.



 
Fechamento do trapiche
 
Edição 135

FOTO GERSON SCHIRMER

Gostaria de manifestar-me sobre a notícia veiculada neste Jornal Folha de Coqueiros, publicada em setembro, que na sua capa estampa a empresária Edilene Bonfada Cardoso como a dona do trapiche da Praia da Saudade que o colocou à venda por R$ 1.000.000,00. Pelo amor de Deus, nada contra a empresária que deve fazer o que quer com sua propriedade, mas, gostaria de esclarecê-la e à comunidade que aquele local é de uma beleza ímpar em nosso bairro e longe está de ser somente freqüentado por consumidores de drogas, como diz na página 5 deste excelente informativo.

Costumo aos finais de semana e até por vezes dia da semana fazer minhas pescarias neste local. Ali entre uma ação ou outra causada pelos robalos, badejos, garoupetas e baiacus, estes que me acabam com o camarão vivo, vejo circular pela viela do trapiche, outros pescadores, outras pescadoras, vejo também crianças acompanhadas pelas mães, vejo reuniões de família em verdadeiro piquenique.

Pois bem, são estas circunstâncias que colocam vida no trapiche. Arrumo minha tralha de pesca e me abstraio dos problemas que afetam o ser humano dia a dia. Os problemas diários acumulados que nos fazem ranzinzas dão lugar a tranqüilidade, nos permite admirar a beleza de parte de nossa ilha. É ali que ganhamos mais uns anos de vida, contemplando o amanhecer. As nuvens multicoloridas, o próprio mar mudando de cores na medida em que os raios solares, qual pintor de renome vão pintando a natureza. E, ao anoitecer a paisagem não é diferente a não ser as matizes das cores. A gente não sabe o que é mais bonito.

Enfim o que eu quero dizer para a proprietária que aquele trapiche pela sua estória, pela vida que ali existe merece melhor atenção, mas, por favor, contrate um arquiteto(a), que tenha sentimentos de amor pela natureza e transforme o trapiche num lugar que todos possam admirar a beleza que daquele local emerge.

Recomendo que não coloque cancelas naquele lugar até o início das obras. Tanto eu quanto os freqüentadores daquele local gostaríamos de usufruir os últimos dias daquela tosca construção. E, no futuro, quando o trapiche estiver pronto, novo, não esqueça de arrumar um local para estes velhos pescadores sentimentais.
Carlos Alberto Zago

Trânsito

Acaba de ocorrer mais um acidente de carro e moto, com vítima, na esquina da Rua João Meirelles com Fernando Ferreira de Melo, entre os bairros de Bom Abrigo e Abraão. Em um mês é o terceiro, sem contar as batidas semanais sem grandes ou maiores gravidade. O atendimento geralmente é demorado e se não fosse uma moradora, senhora, residente na esquina, já acostumada e atenta, que prontamente assume o comando, com apito e atitudes corajosas a administrar o trânsito, colocando-se em risco até a chegada do socorro. A policia quando chega, já dá até um tapinha nas costas, presenciado por mim, em sinal de intimidade e agradecimento, de tão conhecida que é esta senhora. Alguma medida terá que ser tomada com tamanho fluxo de veículos e falta de educação dos motoristas que insistem em fazer e praticar manobras transgressoras além de que não cabe ainda que as ruas continuem sendo de mão (dupla) com vias de ambos os lados mais travessia de pedestres.

Algo tem que ser feito. Mudança para mão única ou sinaleira (lombada não, pelo amor de Deus, chega o que já tem nesta cidade que é uma solução nada inteligente e sem técnica alguma de engenharia de trânsito). Tem lombada até na subida de morro!

Urge um estudo e reforma no trânsito da Grande Florianópolis e Ilha, bem como um programa de reeducação e campanha junto à população, tanto de motoristas como de pedestres. Onde estão os especialistas em engenharia de trânsito? Só para constar, o tempo do acidente e chegada da Policia e do Corpo de Bombeiros foi de 20 minutos, onze depois de eu haver ligado e dizerem que "estavam a caminho".
Leda Lisboa

Argus

Quanto à polêmica sobre o Argus, não vejo nada de anormal. E quanto aos outros empreendimentos construídos e que estão em construção? Por que a "turma da paz" não exige alguma outra alternativa? Nós, moradores temos o direito de ir e vir. Se o comércio local está sendo injustiçado, que se mude e dê lugar a cabeças que pensam junto com o Condomínio, ou então exijam do prefeito melhorias que beneficiam a todos. Nossa entrada é pela Avenida Desembargador Pedro Silva. O que faremos se os "experts" no assunto incharam o bairro com enormes edifícios e não pensaram na população? Pensaram apenas em seus bolsos?
Silvério Antunes

Via expressa

Que tal construir duas lombadas na via lateral que sai em frente à concessionária Hay? Estão esperando algum acidente grave? Principalmente no final, onde a via termina em uma pista e no muro de uma residência, de onde pode sair a qualquer momento uma criança correndo e ser atropelada? Será que os moradores locais terão de fechar a rua e construir eles próprios as lombadas?
Rodrigo Bitencourt

Acessibilidade

Um assunto que vem dando o que falar é o acesso aberto na Via Expressa que beneficiou exclusivamente a empresa Toyota. Para os moradores da Rua Campolino Alves ficou péssimo. Antes da Toyota, a marginal era mão dupla, agora mudou, única mão para os moradores da referida rua. O secretário Deglaber Goulart havia se comprometido que antes do término da obra o problema seria resolvido. Concluíram o acesso e nada mudou. Agora os moradores - através da Amba - vão encaminhar abaixo- assinado pedindo abertura de acesso da Via Expressa direto para a Rua Campolino Alves e que volte a situação anterior, mão dupla.
Paulo João Rodrigues  

 

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As cartas devem ser enviadas à redação da Folha de Coqueiros com nome completo, e-mail e telefone para contato.
E-mail:  folha@folhadecoqueiros.com.br  ou página na internet: www.folhadecoqueiros.com.br



 
Alimentos afrodisíacos abrem apetite sexual
 
A forma e o aroma instigam o desejo, mas alguns possuem nutrientes estimulantes

Tem dia que acordamos inspirados. E nesses momentos pensamos logo em agradar a pessoa amada com um jantarzinho bem especial. Para isso, apostamos em ingredientes que possam apimentar a relação.

Alguns alimentos são considerados afrodisíacos apenas por causa de sua forma e outros por causa de seu aroma. Mas alguns têm mesmo base química para tais alegações.

Então, que tal entendermos alguns deles já que o termo "afrodisíaco" remete à Afrodite, deusa grega do amor, da virilidade e da beleza, dona de um forte poder de sedução.

Pimenta: A ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea.

São reações semelhantes àquelas vivenciadas quando fazemos sexo. A pimenta contém capsaicina que é responsável pelos efeitos além de ser um ótimo analgésico.

Outro efeito descrito causado pela ingestão de grandes quantidades de pimenta é uma irritação dos órgãos genitais e da região urinária que causa sensação semelhante à excitação sexual.

"o chocolate causa a mesma euforia que sentimos quando estamos amando".

Alho: É considerado afrodisíaco por uma tradição chinesa.

Gengibre: É considerado afrodisíaco pelo seu aroma, mas ele realmente estimula o sistema circulatório.

Chocolate: Os pesquisadores estudaram o chocolate e constataram que ele libera serotonina, substância química que causa "bem-estar". Ela ocorre naturalmente no corpo e é liberada pelo cérebro quando estamos felizes ou apaixonados, ou seja, o chocolate causa a mesma euforia que sentimos quando estamos amando.

Morango, baunilha e canela: Talvez sejam considerados afrodisíacos pela tradição, já que morango com chantily é sexy e os aromas de baunilha e canela também! Estimulam nossos sentidos!

Anis: O anis tem compostos estrogênicos (hormônios femininos) que são conhecidos por induzirem efeitos similares aos da testosterona, o hormônio masculino, ou seja, aguçam a vontade de fazer sexo.

Banana: Provavelmente pelo seu formato. Mas a banana também é rica em potássio e vitaminas do complexo B, substâncias necessárias para a produção de hormônios sexuais.
Manjericão: Pelo seu aroma. O manjericão também melhora a circulação sanguínea.

Mel: O mel é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio ? hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

Alcaçuz: Considerado pelo seu aroma diferenciado, mas alguns artigos sugerem que sua ingestão pode aumentar o fluxo sanguíneo para o pênis.

Mamão: O mamão (como a semente de anis) é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Ele pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Bom, depois dessa aula, que tal um banquete afrodisíaco?

-Um bom peixe temperado com alho preparado com gengibre e pimenta.
-Farofa de banana com manjericão para acompanhar.
-Para a sobremesa, salada de frutas com mamão, banana, morango, raspas de chocolate e mel.
-Para beber uma bebida à base de anis: 1 parte de absinto para 5 partes de água e bastante gelo.



 
Patrimônio de Coqueiros
 
Edição 135

FOTO JOÃO CAVALLAZZI

HISTÓRIA:  Marcelo Menezes mostra Praia da Saudade nos anos 70

Duas matérias são destaque na capa desta edição. A primeira delas acabou ganhando a manchete devido à repercussão do assunto. Depois da nota publicada na coluna da jornalista Márcia Quartiero com o título Apareceu a dona, na edição de setembro, o telefone da redação e e-mails foram os meios de comunicação escolhidos para acolher várias declarações e pedidos de informação de moradores do bairro. A maioria recebeu com surpresa a notícia de que o trapiche da Praia da Saudade, símbolo de uma época gloriosa de Coqueiros, não era público e, talvez, fosse fechado à comunidade, conforme informou Edilene Cardoso – que se diz proprietária do local - à Folha de Coqueiros.

Além dos moradores, jornalistas de diferentes emissoras de TV e mídia impressa de Florianópolis ligaram para esta editora para solicitar a fonte da matéria. Uma coisa é certa, como mostra a reportagem redigida pelo repórter Danilo Duarte, na página 6: o trapiche e a ilhota devem ser revitalizados e preservados como parte do patrimônio histórico de Coqueiros. E registros é que não faltam como mostra Marcelo Menezes (foto), filho de Manoel de Menezes, dono do antigo Restaurante Arrastão. Na página 14, uma carta do advogado Carlos Alberto Zago define a beleza do lugar e pede também a sua restauração, mas projetada por um arquiteto que tenha amor à natureza.

A segunda matéria não poderia deixar de falar do principal problema do bairro: o trânsito. Ninguém pára os veículos para a travessia dos pedestres, como exibe a foto do repórter-fotográfico Gerson Schirmer. É preciso se transformar em guarda de trânsito a exemplo da imagem feita no centrinho de Coqueiros. Na seção de cartas, um desabafo da aposentada Leda Lisboa que deveria ser levado em consideração pelas autoridades. Ao lado da venda e consumo de drogas, o trânsito faz parte das principais ocorrências registradas pelas recém-instaladas câmeras de vigilância eletrônica. 

Problemas à parte, a Folha Amarela traz alguns endereços de academias e dicas de profissionais de Educação Física para entrar em forma neste Verão. Para arrematar, um cardápio de alimentos naturais para cuidar da saúde e também do visual do corpo na Mesa Farta.

Da editora



 
Oração do Poeta (*)
 
Edição 135

Dá-me, Senhor, as palavras certas
para que eu possa expressar
o amor pela vida e pela humanidade.
Dá-me inspiração para mostrar
que somos todos irmãos.

Aponta-me, Senhor, o caminho
da compreensão do mundo.
Permite-me apresentar as belezas da vida,
as dores do mundo, as injustiças sociais
e exprimir o que me vai na alma.

Autoriza-me a falar as verdades do coração.
Abençoa, Senhor, minhas palavras
para que possam atingir
aqueles que amam a vida e a Arte.

Faz com que todos sintam,
por meu intermédio,
que só o Amor maior
pode revolucionar o mundo
e que esta revolução de Paz
venha por meio da Poesia.

*Oração do Poeta, de julho de 2009, é de autoria da poetisa e atriz de teatro Zeula Soares. É uma homenagem ao Dia do Poeta comemorado dia 20 de outubro.

Primavera
Na primavera as flores
Se despertam para
Uma nova era.
Nas árvores agora há flores
Mais vida, mais cores.
 
Nesta época,
Tudo é belo
Tem branco, vermelho
Rosa e amarelo
Pétalas fixas de elo em elo.
 
Isso significa
Que a planta e a árvore
Ainda tem raiz
E até o morro,
Parece mais feliz, neste lindo quadro
Pintado a giz.
José Luiz Amorim

Areia
Naquela praia simples
em que estive ontem,
o que havia e de montão era muita poesia.
Cavar não era necessário.
Era só chutar a areia no mar azul
que a onda bem depressa,
devolvia em versos brancos,
bons e inéditos!
Ivan Alves Pereira

*Participe do Projeto do Grupo de Poetas Livres e mande sua poesia para Folha de Coqueiros.

Saiba como participar no www.folhadecoqueiros.com.br.



 
Capa Edição Novembro 2010
 
Edição 136



 
Mais segurança no trânsito
 
Edição 134

FOTO GERSON SCHIRMER

POLÊMICA: portal do Argus divide opinião da comunidade. Síndico diz que obra vai desafogar o tráfego da Estilac Leal

FOTO MARCELO BITTENCOURT

LUIZ FRANTZ: circulação na avenida pode ficar perigosa

Por Maiara Gonçalves

Uma das principais preocupações dos moradores da região de Coqueiros é o trânsito. O aumento do número de veículos que trafega pelo local, assim como em todos os grandes centros urbanos, é resultado do crescimento populacional e econômico, além de políticas de incentivo à aquisição do carro próprio. No entanto, para a comunidade, o fluxo se tornou ainda maior depois que a prefeitura liberou dois acessos à Ilha que passam pela região. Um deles é pelo Abraão aos veículos que vêm de São José e o outro é na Avenida Almirante Tamandaré por onde transitam os automóveis que saem da Via Expressa para fugir dos congestionamentos. Atualmente, o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) calcula que passem em frente ao Parque de Coqueiros cerca de 15 mil veículos todos os dias.

Para esquentar ainda mais a polêmica, foram instaladas placas que proíbem o estacionamento no sentido bairro-centro na Avenida Desembargador Pedro Silva, do trecho que vai do Condomínio Coqueiros até a lanchonete Bolhas, na Praia do Meio. Já havia proibição de estacionar do outro lado da pista, trecho em frente ao Condomínio Argus, onde moram mais de 2.000 pessoas.

De acordo com o síndico do Argus, Abelardo Méscio Costa, a medida serve para orientar o trânsito no local. A entrada e saída original de veículos do condomínio é pela Avenida Desembargador Pedro Silva, mas há alguns anos foi transferida para a rua ao lado, a Estilac Leal, após a ocorrência de um acidente grave. No entanto, a partir da inauguração do novo portal do conjunto residencial, entre o fim de setembro e início de outubro, a entrada e saída será recolocada na avenida.

Segundo a administração do Argus, manter a entrada e saída dos automóveis pela Rua Estilac Leal tornou-se inviável com o desenvolvimento do comércio local, principalmente à noite, já que a região é recheada de bares e restaurantes, além de abrigar inúmeros prédios residenciais.

Conforme Costa, a proibição de estacionamento em frente ao Argus é necessária enquanto a prefeitura não implantar uma rótula que permita o retorno dos moradores que querem sair em direção ao Centro. Para ele, é estranha a manifestação contrária de alguns comerciantes que estão inconformados com a proibição. “Entendemos que ao comércio cabe oferecer estacionamento próprio a sua clientela”, pontua o síndico.

A proprietária de um salão de beleza nas proximidades, Tânia Camargo, discorda. Tanto que está colhendo assinaturas para um abaixo-assinado com moradores e comerciantes do local. Até semana passada, cerca de 80 pessoas já haviam aderido ao movimento. Segundo Tânia, proibir o estacionamento deixou o trânsito, que já sofre com falta de vagas, ainda mais complicado. “Tenho um cliente que já foi multado”, reclama.

OPINIÃO - Enquanto moradores e comerciantes da Avenida Desembargador Pedro Silva estão insatisfeitos, quem reside ou trabalha na Estilac Leal aprova a modificação. Para Anodete Ferreira, que trabalha em uma clínica em frente à entrada e saída do Argus que será desativada, a mudança é excelente. “Será melhor porque as pessoas reclamam muito do movimento e da falta de lugares para estacionar. Às vezes, nem dá para passar. Vai diminuir o movimento”, avalia.

O síndico de um condomínio na Estilac Leal, Luiz Frantz, também considera a alteração vantajosa, mas mostra-se preocupado com a segurança na avenida a partir da inauguração do novo portal. “Vejo como positivo para o nosso lado, pois acredito que o movimento aqui vai cair uns 50%, mas eu não sei como vai ficar a situação na Desembargador Pedro Silva. Acho que vai ficar perigoso”, afirma.

Para o comerciante Antônio João, dono da Farmácia Essencial, que fica próxima ao posto da Polícia Militar e onde poderá ser instalada uma rotatória, quando comparado ao de outras regiões, o trânsito de Coqueiros ainda é tranquilo. Conforme ele, o problema é o excesso de velocidade de alguns motoristas. “Tem ônibus que passa a mais de 80 quilômetros por hora aqui na frente da farmácia. Ao invés de um retorno, deveriam colocar uma lombada eletrônica para diminuir a velocidade”, opina.


RISCO: Neusa ajuda o filho atravessar avenida com medo de atropelamento


SOLUÇÃO: Ivonete (esquerda) defende instalação de um semáforo a exemplo de Neusa

Solicitações não foram atendidas

Alguns trechos já são conhecidos da comunidade como pontos críticos: frente de escolas, bancos, igrejas e parques. Em 2008, moradores entregaram um abaixo-assinado ao prefeito Dário Berger solicitando a instalação de um semáforo nas proximidades da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, especialmente para facilitar a travessia de pedestres. Há faixa no local, mas nem sempre elas são respeitadas pelos motoristas.

De acordo com o morador da Rua Bayer Filho, ao lado da paróquia, José Itanário de Sá, ainda não houve uma resposta formal por parte do poder público à reivindicação da comunidade. Em reunião realizada na segunda quinzena de setembro, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), de Coqueiros, reiterou que encaminhará novamente ofício ao Executivo. Conforme o presidente do Conseg, Edu Antunes, além de reforçar pedidos já feitos, será incluída uma nova solicitação (ver box).

Comerciantes como a proprietária do salão de beleza Kaetê, Ivonete Zambilo, que trabalha em frente à Paróquia Nossa Senhora do Carmo,  acreditam que a instalação de um semáforo resolverá os principais problemas de trânsito na área. Funcionária do salão, Neusa de Césaro também se preocupa com o filho de nove anos. “Ele tem catequese na igreja. Pela idade, poderia deixar ele atravessar a faixa de pedestre sozinho, mas eu acho mais seguro levar pela mão”, conta Neusa.

Além de semáforo em frente à paróquia, moradores reivindicam outra sinaleira na Rua Almirante Tamandaré, além de faixa de pedestre na esquina da unidade da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e da Escola Estadual Presidente Roosevelt. Morador da Rua Jaú Guedes da Fonseca, Ângelo Miguel Nunes também pede uma lombada. “Para não pegar o sinal fechado, os motoristas trafegam em alta velocidade”, explica Fonseca, lembrando que o movimento de veículos aumentou desde que foi criado um acesso ao Supermercado Imperatriz.


Poder público não tem projeto

A Folha de Coqueiros procurou a Secretaria do Continente para saber se há algum projeto de melhoria no trânsito da região. De acordo com o secretário-interino Joel José Coelho, quando se trata de trânsito quem desenvolve os projetos é o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf). A reportagem tentou contato com o órgão municipal por diversas vezes, tanto por e-mail quanto por telefone, mas o responsável pelo setor não retornou o pedido de informações até o fechamento desta edição.
 
Pedidos do Conseg à prefeitura

* Colocação de um redutor junto à passagem de pedestres em frente ao Parque de Coqueiros;

* Instalação de um semáforo ou uma rotatória no entroncamento das avenidas Almirante Tamandaré com Engenheiro Max de Sousa;

* Solicitação de pintura - em amarelo, que proíbe estacionar - de aproximadamente 15 metros do meio fio dos principais cruzamentos, particularmente das ruas de mão dupla, como a São Cristovão, por exemplo.

* Colocação de um redutor ou uma lombada na Avenida Engenheiro Max de Sousa, próximo ao Banco do Brasil e a parada de ônibus situada em frente, tendo em vista o grande movimento de pedestres e de veículos no local.



 
Folha atrai parceiros em 15 anos de jornal
 
Edição 134

FOTOS GERSON SCHIRMER

CRESCIMENTO: Everton e Marla também celebram 15 anos


TRADIÇÃO: Renato aposta no bairro

Além da Folha, quem também se rendeu aos encantos de Coqueiros foi o casal Everton e Marla Vargas. Gaúcho de Cachoeira do Sul, Everton veio para Florianópolis em 1989 depois de casar. Morou no Condomínio Argus e, após seis anos, mudou-se para uma casa no Bom Abrigo e abriu a lavanderia Tá Limpo, local onde até hoje mantém sua residência e empresa. “Compramos duas máquinas domésticas, colocamos um telefone e uma placa na frente do negócio. A Marla se encarregava de lavar e passar as roupas, e eu fazia o serviço de busca e entrega”, recorda Everton, lembrando que o sistema sempre foi o diferencial da Tá Limpo.

A primeira expansão da empresa aconteceu a partir da parceria com o Esporte Clube Figueirense. O casal fechou contrato para cuidar dos uniformes, toalhas de banho, entre outros materiais do vestiário, de todo o time do Estreito. “Para dar conta do trabalho – que chegava a reunir de 100 a 200 quilos de roupa – compramos cerca de 15 máquinas domésticas. Ficávamos até de manhã lavando e passando roupa”, contabiliza Everton. O próximo passo foi abrir cinco postos de coleta na Rede de Supermercados Angeloni.

Ao completar 15 anos de existência, neste mês de setembro, a Tá Limpo tem motivos de sobra para comemorar. Das duas máquinas iniciais, hoje a lavanderia se destaca pelo complexo de serviços que reúne 30 máquinas industriais, uma frota de quatro veículos e um leque de atendimento que vai desde a lavagem de roupas tradicional e a seco até a limpeza de tapetes, cortinas e material náutico. A projeção da empresa, agora, é investir no sistema de franquias na área de tingimento de roupas, especialmente de calça jeans. “Estamos colocando no mercado uma nova marca, a Reciclar Jeans”, anuncia Everton agradecendo a dedicação de seus 25 colaboradores.  
             
MAIS JOVEM - Depois de oito anos trabalhando como empregado, o barbeiro Renato Soares da Silva, 24, resolveu ser dono do próprio negócio. Alugou uma sala, se despediu do antigo chefe e colocou a experiência na ordem do dia. Afinal, desde pequeno exercia a profissão ao lado pai e aos 13 anos – após escutar um anúncio no rádio - foi fazer barba e cortar cabelos na Barbearia do Zeca, em Coqueiros, Hoje, ao completar um ano, a Renato Barbearia já tem motivos para comemorar. Com a ajuda do sobrinho Lucas, 18, Renato conquistou a clientela do bairro e já anuncia novos serviços. Para os próximos meses, vai ampliar a loja e oferecer manicure e pedicure aos homens.

“Temos que apresentar opções à clientela, pois a profissão vem perdendo, aos poucos, seu espaço para os modernos salões de beleza”, reconhece Renato. No entanto, diz que uma das vantagens é a demanda maior por profissionais, e o número reduzido de barbearias na cidade. Em Coqueiros, por exemplo, são apenas duas.

“As barbearias de antigamente estão se acabando”, lamenta Renato que cresceu numa família de especialistas. O avô ensinou o ofício ao seu pai – Solano Soares - que, por sua vez, instruiu três filhos, um neto e um sobrinho. Portanto, além de Renato, dois irmãos também mantêm a tradição: um é proprietário da Barbearia Soares, no Estreito, e o outro é funcionário da Barbearia Vargas, em frente ao Beira Mar Shopping. Já o neto Lucas mostra suas habilidades na loja de Coqueiros.  

Casado e pai de um filho, Renato conta que a história da família começou no Rio de Janeiro com o avô. Depois, se transferiram para São José dos Pinhais, no Paraná, após o pai ser aprovado num concurso para polícia. Eram seis filhos para sustentar e seu Solano teve que se dividir entre as profissões de policial e de barbeiro. Mais tarde, se mudaram para o bairro Roçado, município de São José, em Santa Catarina. “Dali, segui para Coqueiros para ajudar o Zeca e acabei ficando por quase nove anos”, diz Renato.
Mais informações sobre as empresas nas páginas 8 e 9 da Folha Amarela.



 
Informação de cara nova
 
Edição 134

 

A Folha de Coqueiros completa 15 anos neste mês de setembro. Para marcar a data, o jornal estréia com um visual mais moderno e colorido a partir desta edição. Desde a capa, estampando uma nova logomarca até o layout das cartolas do alto das páginas – reforçando o nome do jornal- a intenção é garantir uma publicação mais dinâmica e bonita. Mas sempre usando as cores em verde e vermelho, já conhecidas pelos leitores. Além da mudança na embalagem, o conteúdo também ganhou outras seções. Uma delas é a Coluna Bichos, que começa a ser divulgada pelo estudante de jornalismo Giovanni Bello, profissional com mais de quatro anos de experiência no ramo. Além do pai trabalhar na área de agropet, Giovanni dividiu as tarefas com o empresário Mário, da Pet Shop Bicho da Casa, do bairro Abraão.

Outra novidade são os cartoons de Kiko Bungus. Morador de Coqueiros há 42 anos, da Rua Bento Goiá, Rodrigo Pelagio Alves Ferreira é biólogo e apaixonado por surf. Foi esta paixão, inclusive, que o levou a desenhar quadrinhos e criar um personagem: o Esgoto’s Beach, surfista que tenta conscientizar a própria turma e demais banhistas da importância de se manter as praias limpas. Já publicada em duas edições, a coluna de poesia também faz parte do pacote de inovações da Folha. Projeto idealizado pelo Grupo de Poetas Livres, ela pretende dar oportunidade aos poetas anônimos.

A exemplo do Aqui tem poesia, a seção Gente foi inaugurada em 2010 em referência aos 15 anos da Folha de Coqueiros. Ela pretende contar a trajetória de moradores do bairro, que ajudam a fazer a história desta encantadora região continental de Florianópolis. Seis personagens, de áreas e idades distintas, abriram a série em edições passadas. A proposta é manter a página já que temos uma lista de figuras importantes da comunidade que serão entrevistadas.

Sem esquecer, é claro, do Folha Amarela, um guia de produtos e serviços oferecidos pela região de Coqueiros. Organizado por segmentos, o guia tem como proposta divulgar os pontos comerciais existentes nos quatro bairros da região- Coqueiros, Itaguaçu, Abraão e Bom Abrigo. Em paralelo, o Folha Amarela traz, a cada edição mensal, uma matéria mostrando o trabalho dos comerciantes locais.

As novidades, com certeza, pretendem garantir uma leitura diversificada e mais interativa com os leitores. Afinal, graças ao apoio da comunidade e do comércio local a Folha chegou até aqui. Não foi uma tarefa fácil. Pelo contrário. A duras penas conseguimos conquistar um espaço no mercado editorial e ganhar credibilidade junto aos leitores e empresários da região.

Agradecemos, portanto, aos nossos parceiros que já somam centenas de marcas e nomes ao longo destes 15 anos. Muitos deles ainda estão estampando seus anúncios nas páginas da Folha. Alguns já mudaram de cidade, de profissão, de segmento. Outros, sofrem com a concorrência do mercado e não encontram saída para investir na mídia. A todos que apostaram neste projeto ousado, nossos sinceros agradecimentos.

A direção da Folha também não poderia deixar de celebrar esta data com seus fiéis colaboradores. Afinal, sem eles, o jornal sequer existiria. E se há um profissional que merece destaque é a guerreira Ilsa Ruzick, que durante os últimos anos vestiu a camisa e trouxe credibilidade ao jornal. A ela, que todo o dia engole sapo de alguns empresários rudes, a nossa gratidão.

Da editora



 
Conseg faz palestra aos idosos
 
Edição 134

FOTO DIVULGAÇÃO

SEGURANÇA: coronel Almir diz que prevenção reduz ocorrências

O Conselho de Segurança de Coqueiros (Conseg) promoveu na terça-feira, 14 de setembro, um encontro com o Grupo da 3ª Idade da Igreja Nossa Senhora do Carmo. A reunião contou com a participação do comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar do Continente, tenente coronel Almir Silva, que proferiu palestra sobre a segurança dos idosos. De acordo com o coronel, a prevenção pode reduzir em 95% as ocorrências policiais. “É preciso criar uma rotina em todas as atividades do dia-a-dia como não contar dinheiro na saída de bancos, não deixar bolsas nos assentos de carros e criar uma política de boa vizinhança”, alertou o coronel. No final da palestra, os participantes se mostraram preocupados com o aumento da violência em Coqueiros e do número de desocupados no bairro. Eles são andarilhos e dormem nas calçadas de prédios, residências e construções.

“As pessoas em Florianópolis confiam demais na conversa de desconhecidos. Por isto, acho importante a promoção de palestras para alertar, pelo menos, a turma dos idosos, mais vulneráveis a ações de bandidos”, elogia a aposentada Natália Jesus Cardoso, 71 anos.  Foi discutido também o uso correto, por parte de motoristas e pedestres, das faixas de segurança, a necessidade de colocar redutores de velocidade em frente ao Parque de Coqueiros e no cruzamento das avenidas Almirante Tamandaré e Max de Sousa, e ainda a instalação de um semáforo em frente à igreja. Para melhorar a segurança no bairro de Coqueiros e adjacentes, o Conseg relatou aos presentes que já fez levantamento sobre os problemas da região com o objetivo de auxiliar os órgãos responsáveis pelo segmento (veja matéria nas páginas 6 e 11).
Para fazer denúncias, sem precisar se identificar, o telefone é:  0800.481717.

Cidadania
O Colégio Visão - unidade Coqueiros – promove dia 25 de setembro a V Mostra Cultural e Científica sobre o tema: Cidadania, um Direito à Vida. A equipe do 6º ano da escola formada pelos alunos Lourdes Maria, Carlo Enzo, Maria Eduarda e Nícolas Pereira estará realizando, em paralelo à feira, uma campanha para arrecadação de alimentos não perecíveis, que serão entregues à entidade carente. Com o tema Desigualdade social, a equipe estará desenvolvendo um trabalho de conscientização a respeito da diferença na distribuição de oportunidades.

Bazar
Grupo de idosos da Igreja Nossa Senhora do Carmo realiza, dia 5 de outubro, das 14 às 17h, mais um bazar com exposição de trabalhos manuais. Estarão à venda produtos de mesa e banho a preços acessíveis à comunidade.

Perda
Faleceu último dia 16 de setembro, no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, o cabeleireiro e maquiador Manoel Cascaes. Conhecido no bairro Coqueiros onde trabalhou em vários Salões de Beleza, Manoel se destacava pela simpatia e competência. Nos últimos anos, ministrava aulas de cosmetologia na Univali de Balneário Camboriú e Florianópolis. Manoel tinha 39 anos e foi sepultado no município catarinense de Imbituba, cidade de sua família. 

Descaso
Apesar do abandono do poder público, a Biblioteca Pública Municipal Professor Francisco Barreiros Filho completou dia 10 de setembro, com ampla programação, 54 anos de atividades.  Freqüentadora assídua do local, a presidente do Grupo de Poetas Livres, Maura Soares, lamenta o abandono do único espaço cultural do continente: auditório com cadeiras rasgadas, goteiras no teto e acervo de livros composto apenas por doações.
 



 
Apareceu a dona
 
Edição 134

foto Márcia Quartiero

Edilene, com os documentos do Cartório Vieira, que provariam a posse do trapiche e da ilhota.

FOTO ARQUIVO FOLHA

Das antigas, o local quando ainda abrigava o Bar Arrastão e banhistas de toda a cidade.

Símbolo de uma época em que Coqueiros era o balneário da moda e ponto de encontro de pessoas de toda a cidade, o trapiche e a ilhota localizados na Praia da Saudade, ao final da Rua José do Vale Pereira, não pertencem à comunidade, como os moradores imaginavam. O espaço tem dono, garante a empresária Edilene Bonfada Cardoso, que já encomendou um portão para barrar o trânsito de pessoas. Por enquanto, há apenas a palavra “vende-se” pintada com tinta branca na entrada do trapiche. Pelo conjunto, a família de Edilene está pedindo R$ 1 milhão, estando, porém, aberta a negociar parcerias para a exploração comercial do local, que um dia já abrigou o famoso Bar Arrastão, de propriedade do jornalista Manoel de Menezes, pai do colunista Cacau Menezes.

E foi exatamente a amizade com Manoel de Menezes, de acordo com  Edilene, que fez com que o pai – o empresário da noite Wanderlei da Silva Cardoso – acabasse assumindo a concessão da ilhota. Gaúcho, ele veio para Florianópolis em 1971, época em que abriu nas proximidades da cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz uma casa de show chamada Velha Guarda. Antes de retornar à sua terra natal, oficializou a transferência no Cartório Vieira, no Estreito, então 2º subdistrito de Florianópolis. Protocolada em 12 de abril de 2004, a transação envolveu a quantia de 650 mil cruzeiros da época

Eveline garante que o imóvel está devidamente registrado na Marinha (até hoje a família pagaria religiosamente os laudêmios) e também na prefeitura, com projeto já aprovado para a edificação de 480 metros quadrados.

Em relação ao abandono em que se encontro o local, hoje ponto de consumo de drogas, ela justifica que somente após a morte do pai, no início do ano passado, com a conseqüente partilha dos bens, e sua transferência definitiva de São Paulo para Florianópolis é que pode se dedicar a esse assunto com mais tempo (a Folha de Coqueiros, em sua próxima edição, trará mais informações sobre esse tema e, também, qual a opinião dos moradores, principalmente os mais antigos).

Proposta verde

Foto Márcia Quartiero

A Escola Praia do Riso marcou presença, dia 18 de setembro, no evento promovido pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRCSC), no Parque de Coqueiros, com o objetivo de mostrar a importância da reciclagem de materiais.  O trabalho da escola, uma referência em termos ambientais, foi apresentado pelas coordenadoras Amarilda, Kátia e Maria Raquel.

Foto Márcia Quartiero

Stefânia, da Novo Ciclo mostra que é possível fazer brinquedos de garrafas PET.

A Novo Ciclo Ambiental inovou mais uma vez e lançou, dia 25, a campanha Coqueiros Lixo Zero 2015. Segundo Rodrigo Sabatini, presidente da empresa, o objetivo é tornar o bairro de Coqueiros referência mundial na gestão de resíduos sólidos urbanos. “Através da aplicação do conceito dos 3Rs (Reutilizar, Reduzir e Reciclar), nossa meta é reduzir em até 85% o volume de lixo encaminhado ao aterro sanitário até 2015”, explica. A Novo Ciclo já atua no bairro por meio do Espaço Recicle, que funciona dentro de um container localizado no Parque de Coqueiros e recebe vários tipos de materiais para serem encaminhados à reciclagem e reutilização. A idéia é ampliar a participação da comunidade e, também, dos estabelecimentos comerciais e condomínios.

Em Família

Foto Márcia Quartiero

O susto foi grande, mas – aos poucos – o Barão já está se recuperando dos problemas de saúde. Agora num estilo mais light, para não “apanhar” dos médicos e da equipe de fisioterapia. Na foto, em sua primeira aparição na vida social do bairro, escoltado pela cunhada Suzana Loureiro.

FOTO DIVULGAÇÃO

Demorou um pouco, mas ao completar 30 anos, o publicitário Marquinho Goulart tomou juízo e ficou noivo da advogada Vanessa, que veio lá de Jaguarão para fisgar o manezinho.

Foto Márcia Quartiero

Num giro rápido, o jornalista André Guillamelau – que há vários anos trocou Coqueiros pela Itália – esteve em Floripa, onde reviu e matou a saudades dos amigos, entre eles Mariana Goulart, que hoje comanda o quadro Tendência, no programa Revista, da TVBV.

Hasteamento

fotos Márcia Quartiero

A costela novamente foi hasteada no dia 7 de setembro, pelas mãos dos irmãos Odorico e Alex e da mãe Karina, numa festa que começou ao meio-dia e se estendeu por toda a tarde, com a presença de mais de 800 pessoas.

Entre as atrações, o  grupo  Atrevidos, que conta com Gabriel, morador do Abraão, na guitarra.



 
Deite, antes de comprar
 
Edição 134

O colchão é determinante na qualidade do sono. Se ele não estiver de acordo com o biotipo do usuário ou estiver danificado por tempo de uso ou má qualidade, mesmo que a pessoa tenha todas as condições para dormir bem, não dormirá. Assim como o colchão, o travesseiro é outro acessório importante. Um travesseiro errado, por exemplo, pode contribuir para uma má postura, acarretando sérios problemas de coluna como lordose, cifose, escoliose e até hérnia de disco ou amassamento de vértebras.

Portanto, de acordo com o Manual do Sono- informativo distribuído pela loja de Coqueiros do Grupo Ortobom, é necessário experimentar tanto o travesseiro como o colchão antes de comprar os acessórios. “Você não compraria um sapato sem prová-lo, nem uma cadeira sem sentar-se nela. Então, não tenha vergonha: teste o colchão. Uma vez deitado, realize movimentos e todas as posições de uso”, aconselha o manual.

Estudos mostram que o desempenho físico e mental de uma pessoa está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma madrugada em claro, por exemplo, é semelhante ao de uma embriaguez leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida. Se passamos, portanto, um terço de nossa vida dormindo, dormir bem é essencial não apenas para ficarmos acordados no dia seguinte, mas para nos manter saudáveis. Veja as dicas abaixo para escolher colchão e travesseiro:

•    Colchão muito rígido: entorta a coluna e pode machucar os quadris, os ombros e as coxas. Um colchão assim também exige muito dos músculos, quando eles deveriam repousar.

•    Colchão muito macio: não dá a sustentação necessária para as partes mais pesadas do corpo, como os quadris, os ombros e as coxas. Em vez de moldá-las, ele afunda, desviando a coluna.

•    O melhor colchão: É firme, nem macio, nem rígido demais, seja qual for o material do qual é fabricado. Nele, todas as curvas do corpo têm apoio e a coluna fica reta, sem ser forçada (ver ilustração).

•    Espessura do travesseiro: ele precisa preencher o espaço entre ombro e cabeça, a fim de não forçar a cervical. O modelo, altura, densidade e material variam de acordo com cada um. O mais importante é manter a coluna alinhada. A função principal do travesseiro é servir como um suporte ou apoio para a cabeça quando você estiver deitado, evitando que sua coluna cervical e pescoço fiquem flexionados, criando desalinhamento do estado natural.

Quando trocar o colchão

Todos temos o costume de não nos desfazermos de alguns objetos: chinelos, aquelas velhas sandálias ou o confortável paletó azul. É uma realidade que todos os bens vão tendo sua qualidade diminuída com o uso e o passar dos anos: um colchão, inevitavelmente, também. Como é difícil lembrar quando mudamos a última vez de colchão, sugerimos realizar o seguinte questionário, uma vez por ano, para garantir um correto descanso:

1-    A cobertura de seu colchão está suja, descolorida ou rasgada?
2-    A superfície de seu colchão está desnivelada?
3-    Há depressões no perímetro ou nos lugares onde você senta regularmente?
4-    Há algum desnível ou depressão em sua cama ou no box spring (lugar de apoio de seu colchão)?
5-    Sente seu colchão confortável em alguns lugares, porém não em outros?
6-    Quando você se move sobre seu colchão, sente a base onde está apoiado?
7-    Quando se move, sua cama oscila ou cambaleia? Ouve ruídos?
8-    Você e seu/sua companheiro (a) rolam em uma direção ao outro?
9-    Você fica lutando por mais espaço para sentir-se mais confortável?
10-    Sentir-se-ia incomodado caso tivesse que mostrar seu colchão a um familiar, amigo ou vizinho?

Quando trocar o travesseiro

A recomendação é trocar o travesseiro de dois em dois anos, período em que há acúmulo de ácaros, o que pode ser prejudicial

Confira a tabela de densidade do colchão: 



 
Coqueiros ganha loja ecológica
 
Edição 134

FOTO DIVULGAÇÃO

ANDREIA: produto sustentável

Florianópolis será a primeira cidade brasileira a ter uma loja que nasce com uma proposta 100% ecoeficiente e sustentável, desde a concepção do negócio e processos de gestão, até o design de ambiente e seleção das marcas. A intenção da empresária e consultora em sustentabilidade, Andreia Rosa de Amorim, é mostrar que é possível ser “eco” mesmo sendo urbano e que os negócios podem ser realizados já contribuindo com um padrão de economia e desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. Trata-se da  ECO Moda para Crianças, loja que inaugurou dia 23 de setembro no bairro de Coqueiros. 

Doze marcas serão comercializadas na coleção primavera-verão 2010. “Um dos critérios para a seleção das marcas que fazem parte da Turma do Bem foi a priorização por aquelas que já trabalham com produtos ecológicos como o algodão orgânico ou poliéster de garrafa PET”, destaca Andreia. Além disso, 100% delas garantem não ter mão de obra infantil, 90% utilizam serviços de Organizações não Governamentais ou Cooperativas próximas à empresa e 90% realizam ações sociais nas comunidades.

Outra preocupação é com o meio ambiente. Das 12 marcas que estarão à venda, 100% realizam coleta seletiva de resíduos, 50% dos tingimentos são feitos com produtos naturais, 100% dos produtos têm estamparia impressa à base de água e 100% das colorações e pigmentos respeitam os critérios de não tóxico, não cancerígeno e biodegradável. A Eco Moda para Crianças fica na Rua Desembargador Pedro Silva, 2659.



 
Casamento perfeito
 
Edição 134

Por Sylvinho Pirajá

Nutritivas e saborosas, as batatas podem ser servidas em várias ocasiões e casam bem com diferentes pratos. Saiba fazer uso delas como entrada num jantar ou almoço. Sugiro, como prato principal, galinha com ervilhas cozidas na cerveja preta.

Bom apetite!

Salada de batata com presunto

Entrada – 2 porções

Ingredientes

•300g de batatas
•50g de presunto cortado em fatias
• meio copo de iogurte natural, 2 colheres de sopa de nata (ou creme de leite)
• colorau
• sal

Modo de preparar

Misture o creme de leite com uma pitada de colorau, iogurte e sal. Reserve. Cozinhe as batatas com cascas. Depois de macias, descasque e corte em pedaços. Corte o presunto em quadradinhos. Em uma saladeira ponha as batatas, o presunto e adicione o molho. Deixe em temperatura ambiente até a hora de servir.
 
Galinha com ervilhas cozidas na cerveja preta

Prato principal – 2 porções

Ingredientes

Para a galinha:

• um par de coxas e sobrecoxas
• 100g de ervilhas frescas
• 350 ml de cerveja preta
• 1 cebola
• 1 tomate
• 1 pimentão pequeno
•  sal
•  pimenta do reino em pó
•  20 g de folhas de salsinha
•  curry
•  2 colheres de sopa de óleo de soja
• 2 dentes de alho

Para o arroz:

• 300g de arroz branco
• 600 ml de água
• sal
• 20 g de cebolinha
• 1 colher de sopa de óleo de soja

Para a farofa:

• 400g de farinha de mandioca (moída grossa)
• 50g de manteiga com sal
• 20 ml de óleo de soja
• 1 cebola pequena picada
• 1 cenoura pequena ralada fina
•  pele de galinha
 
Modo de Preparo

Galinha: Retire a pele das galinhas e reserve para que seja utilizada na farofa. Pique a cebola e o pimentão. Sue no óleo quente e reserve. Frite a galinha no mesmo óleo em que suou a cebola e o pimentão até que ela doure uniformemente. Acrescente a cebola, o pimentão, o alho e os tomates picados (sem pele e sem sementes) e mexa bem.  Cozinhe em fogo brando até que o tomate se dissolva. Acrescente uma pitada de curry e pimenta do reino a gosto. Derrame vagarosamente a cerveja e acrescente as ervilhas. Deixe cozinhar até que fique uma pequena quantidade de molho no fundo da panela. Ao servir, cubra com folhas picadas de salsinha. Sirva quente.

Arroz: Em uma panela coloque o óleo e após esquentá-lo acrescente o arroz. Mexa para que não queime até que fique levemente frito. Adicione a água fervendo e mexa para que o arroz se espalhe uniformemente. Deixe ferver em fogo brando até que a água desça alguns centímetros da superfície.  Apague o fogo, distribua a cebolinha picada por sobre o arroz e tampe bem a panela para que ele termine a cocção ao bafo. Sirva quente.

Farofa: Aqueça uma frigideira em fogo brando e coloque a farinha de mandioca mexendo levemente para não queimar. Mexa até notar que a farinha parece soltar-se. Reserve-a em uma vasilha.  Coloque a manteiga na frigideira e aqueça até ela derreta. Adicione o óleo, a cebola, a pele de frango picada e a cenoura e deixe até que a cebola doure. Apague o fogo e acrescente a farinha de mandioca, mexendo bem até que se misture uniformemente e prove. Se desejar acrescente mais sal. Sirva quente.



 
Cuidados com o calor da nova estação
 
Edição 134

Por Giovanni Bello

Com a chegada da Primavera, em 23 de setembro, as pessoas guardam os casacos, melhoram o humor e começam a dieta para o verão. A partir deste mês até, pelo menos, abril do próximo ano, o calor fará parte de nosso dia-a-dia, e algumas coisas mudam para nós, mas também para os animais, que agora exigem cuidados diferentes. A nova estação traz as pulgas e os carrapatos, a necessidade da tosa e os cuidados que se deve ter com a hidratação e a queda de pelos dos pets.

O ambiente mais propício para o desenvolvimento das pulgas e carrapatos é onde há calor e umidade, por isso a maior incidência deles nas estações mais quentes. E, ao contrário do que se pensa, o jeito mais eficiente de prevenir o coça-coça não é tratando apenas o seu pet, mas com uma ação conjunta, que envolve também o ambiente em que ele vive – ou seja, sua casa, por mais limpa que ela seja.

Normalmente seu cão ou gato traz o problema da rua, e é aí que ocorrem as infestações, em que 60% das pulgas e 95% dos carrapatos ficam no quintal, na sacada ou em outras partes da casa. Por isso, o problema não é resolvido simplesmente aplicando o antipulgas. Para se livrar da infestação, deve ser feita uma detetização do ambiente, que pode ser realizada pelo dono, com produtos específicos encontrados em agropecuárias e pet shops. Mas não esqueça do bom senso: Antes de sair pela casa aplicando um produto qualquer, procure o veterinário para uma indicação precisa para o seu caso.

A tosa do pet também é um cuidado importante para o controle das pragas nos períodos de calor - elas adoram o couro quente e úmido, protegido por pelos grandes demais. Além disso, a tosa nos cães e gatos de pelo longo ajuda na regulação da temperatura corporal. A queda mais acentuada de pelos nesta época do ano é normal, e para desespero do seu sofá, não pode ser evitada, é um fator fisiológico dos animais.

Mas o principal modo de regulação de temperatura dos cães e gatos não é a tosa ou a troca de pelos. Diferente de como ocorre com humanos, que liberam calor através do suor, os cães e gatos não suam pela pele, possuem apenas algumas poucas glândulas na parte de baixo das patas e nas narinas, fazendo com que a troca de calor seja feita, principalmente, através da respiração. Portanto, cuidado: nunca o deixe esperando em ambientes com pouca circulação de ar, como o carro ou lugares fechados, e dê preferência para os passeios em horários em que o sol é mais ameno.

Previna-se contra o calor da nova estação e garanta uma cabeça fresca, longe de incômodos e, principalmente, sem as coceiras e línguas de fora de seu companheiro! Este é apenas o pontapé inicial da Coluna Bichos. Até a próxima!



 
Clareamento Dental - Como ter seus dentes brancos.
 
Por Vanessa Thiesen

Com o passar dos anos, os dentes vão escurecendo e cada vez mais ficamos com aquele sorriso amarelo.

Um problema que tem solução: com o clareamento dental o paciente pode perder o sorriso amarelo - recuperando a cor natural de seus dentes.

1. Quais as causas da alteração de cor nos dentes?

Este manchamento pode ser provocado por consumo de chá, café, cigarro, bebidas e alimentos contendo corantes, acúmulo de placa bacteriana e bactérias cromogênicas. Também pode ser de origem:

- Genética: Dentinogênese Imperfeita, Amelogênese Imperfeita

- Pré-Natal: Provocadas por antibióticos (tetriciclina) e consumo excessivo de flúor.

- Pós-Natal: Provocadas por antibióticos (tetriciclina), traumatismos, alteração de cor relacionada com idade, cáries, tratamento de canal.

2. Quais os tipos de tratamento existentes para resolver esse problema?

Dentro da odontologia moderna, existem inúmeros tratamentos para problemas relacionados a alteração de cor dos dentes, dos quais pode-se citar:

- Profilaxia: Utilizado em casos de manchas provocadas por chá, café, cigarro, corantes, placa bacteriana, bactérias cromogênicas, etc.

- Clareamento Dentário: Usado em casos de dentes amarelados, casos leves causados por antibióticos (tetriciclina) e flúor, dentes tratados endodonticamente que apresentam alteração de cor.

- Restaurações, Facetas Estéticas, Coroas de Cerâmica: Em casos mais severos, em que não se consegue um bom resultado estético com tratamentos conservadores.

3. O que é Clareamento Dental?

É uma técnica na qual se utilizam substâncias químicas visando a remoção de manchas e pigmentações dos dentes dando-lhes uma cor mais branca e natural. O paciente sob orientação do cirurgião-dentista, usa um gel oxidante fraco em casa, diariamente por um período que varia de 15 a 30 dias, geralmente.

4. Restaurações e Próteses podem ser clareadas?

Não. O tratamento de clareamento dental só clareia o esmalte dos dentes. Após o clareamento, as restaurações e próteses podem ser trocadas para se garantir um sorriso mais agradável e bonito.

5. O clareamento pode enfraquecer os dentes?

Não. A estrutura dentária não é afetada. Pesquisas atuais demonstram que as estruturas dentais não sofrem qualquer tipo de dano.É importante salientar que o clareamento não altera a estrutura física do dente, portanto não o torna mais fraco.

6. Existe algum risco à saúde?

Não. Quando utilizados corretamente os produtos, não existe nenhum risco à saúde geral do paciente. Os produtos clareadores são aprovados pelos órgãos de saúde brasileiros, americanos e europeus. Por precaução, evitamos o tratamento em gestantes e lactantes.

--
Vanessa Mortari Thiesen, CD
Especialista em Ortodontia
www.odontobelavista.com.br
Tel.: (48) 3258-0402



 
Oito benefícios do sexo para a saúde
 
Por Prof. Gustavo

Vida sexual ativa alivia dores, melhora o sono e estimula a longevidade

Que o sexo te faz bem, isso você já notou. O orgasmo, por exemplo, é uma das sensações mais íntimas e deliciosas para homens e mulheres e é muito mais do que sinal do sucesso de uma relação sexual. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos desta reação orgânica que, além de melhorar as emoções, faz muito pela sua saúde. "O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que reverbera por vários dias", afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO.

Porém, apesar de proporcionar prazer e qualidade de vida, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) revelou que 70 % dos brasileiros fazem menos sexo do que declaram em conversas e pesquisas públicas. Por isso, o Minha Vida estimula você a melhorar essa situação trazendo o que a ciência e os especialistas andam dizendo por aí sobre os benefícios que uma vida sexual ativa trazem ao corpo. Confira: 



1. Alivia as crises de enxaquecas

Quando seu parceiro reclamar, dizendo que não quer sexo porque está com dor de cabeça, reverta a desculpa a favor da saúde dele. Segundo o médico Neucenir Gallani, o orgasmo libera substâncias, como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.

2. Melhora o aspecto da pele

Fazer sexo, principalmente no período da manhã, é um poderoso aliado da beleza para manter a juventude. Essa foi a conclusão de um estudo, realizado por cientistas da Universidade Queens (Reino Unido). De acordo com os pesquisadores, atingir o orgasmo aumenta os níveis de estrogênio, testosterona e de outros hormônios ligados ao brilho e a textura da pele e dos cabelos. Além disso, quando há o orgasmo, ocorre uma vasodilatação superficial dos vasos, até aumentando a temperatura em algumas pessoas. Com isso, a pele ganha uma aparência mais viçosa, e o brilho natural dela fica em destaque.

3. Alivia as cólicas da TPM

O ginecologista Neucenir Gallani faz questão de reforçar que isso não é uma regra, mas acontece com algumas mulheres. Os movimentos realizados durante o sexo estimulam os órgãos internos, que ficam mais relaxados e,